Educar para o diálogo: a diversidade como caminho de aprendizado e transformação

No contato com o diferente, somos confrontados com nossos próprios preconceitos e limitações. Tendo o outro como espelho, nós nos deparamos com os contrastes. O educador deve ensinar (pelo exemplo) que escutar não significa necessariamente concordar, mas sim reconhecer o direito do outro de existir e se expressar. Veja o artigo de Ana Paula Lopes, coordenadora de Educação Inclusiva da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.
Entre encontros e caminhos: construindo juntos uma educação que acolhe e transforma

O Encontro de Gestores, Comunicação e Relacionamento da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo reuniu, no Convento Santíssima Trindade, na capital paulista, profissionais de diversas unidades. Foi um momento precioso de interação e construção coletiva de caminhos, destacando que educar é, antes de tudo, um exercício de humanidade. O professor Agostinho Travençolo Junior conta como foi.
Onde a fé encontra o saber: caminhos da educação missionária na primeira infância

“A escola missionária me ensina, dia após dia, que formar também é ser formada. A cada novo aprendizado dos meus alunos, sou convidada a rever minhas práticas, a renovar minha fé e a redescobrir o sentido de meu próprio caminho.” Marcia Zochio, professora na educação infantil do Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio, partilha um relato sobre a formação integral de crianças em um espaço de amor, valores e espiritualidade.
Mais que uma escola: uma casa que transformou minha vida

“Foi justamente dentro desta casa, e através da Juventude Missionária, e dos projetos, encontros e dinâmicas que vivemos, que pude reconhecer o meu valor.” Neste início do Mês das Missões, trazemos o precioso testemunho da jovem Maria Cecília Maia, formanda do ensino médio no Colégio Imaculado Coração de Maria (Rio de Janeiro-RJ). Confira!
Rede de Educação SSpS promove a 5ª edição do Missão sem Fronteiras

Oitenta alunos e educadores de cinco Estados se reúnem no histórico Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, para a 5ª edição do Projeto Missão sem Fronteiras. A programação ocorre neste último fim de semana de junho. O tema deste ano é o cuidado da Casa Comum, celebrando os dez anos da publicação da Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco.
Histórias que criam sonhos: a magia da leitura na infância

“As histórias fazem parte do nosso cotidiano. Com elas, conseguimos imaginar personagens, lugares, aventuras. Conseguimos, inclusive, criar nossos próprios sonhos”, declara a prof.ª Roberta Pereira, do Colégio Stella Matutina, de Juiz de Fora-MG. Ela e a prof.ª Jéssica Ferreira refletem sobre a importância de aproximar crianças e livros. Confira!
Corpo em movimento, mente em desenvolvimento: a essência lúdica da educação infantil

Na educação infantil, as atividades lúdicas e corporais são mais do que simples diversão. Elas são poderosas ferramentas para o desenvolvimento da autonomia e da consciência corporal. Na Série Transformação, as professoras Jéssica Ferreira e Cíntia Prado, do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora (MG), explicam a importância da prática psicomotora. Veja o artigo!
Educação ecológica e a Plataforma Laudato si’

O tema do mês passa pela Plataforma Laudato si’, pela educação ecológica. Setembro é o mês da sustentabilidade, e o artigo da professora Marli Teresinha Everling dá mais detalhe. Veja!
Rede de Educação SSpS presente em congressos da ANEC e do Sinepe/RS

A educação é um dos campos de atuação das irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS). Por isso, a presença de dirigentes e de representantes da Rede de Educação SSpS em eventos da área sinaliza o interesse genuíno em acompanhar os mais variados debates e reflexões relacionados ao processo de ensino-aprendizagem. Recentemente, dois eventos educacionais serviram como ponto de encontro para conhecer novas práticas pedagógicas e para partilhar experiências: o 17º Congresso do Ensino Privado, promovido pelo Sinepe/RS (Sindicato do Ensino Privado do Estado do Rio Grande do Sul), e o VI Congresso Nacional de Educação Católica, realizado pela ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil). Tendências para incrementar o trabalho Entre os dias 19 e 21 de julho, o 17º Congresso do Ensino Privado proporcionou aos participantes o contato com as principais tendências da educação. O Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre-RS, recebeu cerca de 1.500 educadores e gestores provenientes de 74 Municípios e 194 instituições, incluindo lideranças e especialistas de outros oito Estados. Da rede de Educação SSpS estavam representados os colégios Espírito Santo (Canoas-RS) e Sant’Ana (Ponta Grossa-PR). Ao longo dos três dias, os especialistas falaram sobre funcionamento cognitivo, experiências memoráveis, didática assimétrica, relações socioemocionais, cultura do pensamento e os frutos do processo pedagógico. Ideias que vão se multiplicar e incrementar o trabalho nas instituições de ensino por, no mínimo, mais dois anos, quando um novo encontro deve ser promovido. “O que me impressionou foi ouvir diversos professores dizendo que precisam estudar esses assuntos, porque somente após o estudo e o domínio deles é que poderão fazer um trabalho melhor”, observou o presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz. Fazendo valer o tema “Essência e Saberes da Educação”, os participantes ganharam como brinde um aromatizante composto por óleo de bambu e produzido pela equipe do sindicato. Experiências transformadoras que tecem o futuro Mais de 2 mil educadores de todo o Brasil estiveram reunidos no Centro de Convenções de Salvador-BA, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, para o VI Congresso Nacional de Educação Católica. Ao todo, foram 40 palestras, com 10 conferências e mesas-redondas, 13 salas temáticas e 23 eventos paralelos na ExpoANEC, tendo como tema central “Transformar o presente, tecer o futuro: pactos e compromissos”. Pela Rede de Educação SSpS, participaram representantes dos colégios das duas províncias (Brasil Norte e Brasil Sul). O evento promoveu a partilha de vários temas comuns a todos os congressistas. A primeira conferência foi sobre a “Educação planetária para a construção da pedagogia da paz”. “Foram muitas as contribuições dos palestrantes do congresso e, em quase todas as falas, estavam presentes os apelos do Papa Francisco. Nessa perspectiva, fomos instigados a tecer futuro, com as mãos e com o coração, como tecelões da sensibilidade, da dedicação e do amor para educar nossas crianças, adolescentes e jovens, para o desejo de serem protagonistas em seu meio, em sua realidade”, comenta a irmã Eva de Lourdes Bueno, do Colégio Espírito Santo (Canoas-RS). Irmã Eva também pôde partilhar seu testemunho inspirador sobre a Plataforma de Ação Laudato si’ no “Espaço Aquário”, local criado como ponto de encontro para troca de ideias, experiências e projetos. Ela ressaltou que a plataforma tem desafiado as comunidades religiosas a repensarem suas formas de pensar e agir: “Com uma abordagem focada na espiritualidade, a Plataforma de Ação Laudato si’ incentiva a incorporação de valores como amorosidade, compaixão e cuidado em relação à casa comum”. Com apoio da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a plataforma proporciona o compartilhamento e dá destaque a projetos de sustentabilidade desenvolvidos em diferentes regiões do País, promovendo a conscientização e a adoção de práticas sustentáveis. Em uma das salas temáticas, espaços com reflexões sobre temas específicos e em grupos menores, o cuidado com a casa comum também foi o foco da abordagem de Aleluia Heringer e Virginia Abouid em “Ecologia integral na prática: uma metodologia para implantação de ecopedagogia”. Elas explanaram sobre o uso consciente de papel, plástico, água, energia e alimentação. “Enfim nos fizeram refletir como muitas vezes falamos, mas nossa prática, na maioria das vezes, está longe da teoria”, ponderou Maria Aparecida Ribeira, participante da Rede de Educação SSpS Brasil Norte. Consenso entre as religiosas SSpS que participaram do congresso, a apresentação da vida e da obra de Santa Dulce dos Pobres (Irmã Dulce) foi a atividade mais emocionante de toda a programação. “Esse momento foi muito forte, pois foi a sobrinha da Irmã Dulce quem partilhou sua experiência. Ela mostrou todas as obras sociais fundadas para os mais pobres e vulneráveis, a maioria na área da educação”, disse Maria Aparecida. Ela destacou ainda a presença de três pessoas criadas nos orfanatos fundados por Irmã Dulce e que hoje trabalham nessas obras sociais: “Esses ‘filhos’ da Irmã Dulce deram seu testemunho da alegria e gratidão por serem quem são hoje graças a tudo o que receberam no tempo em que estiveram no orfanato”. A possibilidade de saber mais sobre a caminhada da educação no presente, abrangendo diferentes setores do processo educativo, para projetar o futuro alargou horizontes e contribuiu para fomentar o trabalho em rede. “Tive oportunidade de aprender e reaprender tantas coisas, renovar e recriar, projetar e buscar novas alternativas, procurando deixar nosso mundo melhor, mais humano e humanizador. Oportunidade de reavivar o sonho de relações interpessoais humanizadoras, da concretização da Laudato si’, das práticas restaurativas como ferramentas da prevenção dos conflitos e da cultura da paz. Perceber, uma vez mais, na Era Digital em que vivemos, a importância de uma ecologia integral, do desenvolvimento de competências socioemocionais e da educação psicossocial para uma formação integral, de uma gestão empreendedora e a liderança como a arte de cuidar uns dos outros”, resume irmã Ilca Maria Hendges sobre o que vivenciou ao longo dos três dias do congresso. Para saber mais:https://sinepe-rs.org.br/noticias/educadores-voltam-do-17o-congresso-do-ensino-privado-satisfeitos-e-com-dever-de-casa https://anec.org.br/noticias/salvador-recebeu-o-vi-congresso-nacional-de-educacao-catolica-com-mais-de-2-mil-pessoas/ https://crbnacional.org.br/a-plataforma-de-acao-laudato-si-promove-sustentabilidade-durante-o-vi-congresso-de-educacao-catolica/
Festas juninas valorizam a cultura na Rede de Educação SSpS Brasil

Já faz tempo que as tradicionais “festas juninas” escolares não estão restritas ao mês de junho. Em vários colégios de todo o Brasil, a festividade também tem sido realizada em julho, marcando o encerramento das atividades do primeiro semestre. Independentemente de quando ocorrem os festejos, o variado repertório cultural do País tem sido valorizado junto aos estudantes da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Meu Cordel Sagrado No caso do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, a festa junina teve como tema “Meu Cordel Sagrado”. Para ilustrar a comemoração, os alunos foram convidados a produzir cordéis e outros gêneros textuais com o tema da cultura nordestina. “A literatura de cordel recebeu o título de patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2018, no entanto, ao contrário do que as pessoas pensam, o gênero não nasceu no Brasil. O estilo já existia no período dos povos greco-romanos, fenícios, cartagineses e saxões. Chegou a Portugal e Espanha por volta do século XVI. No Brasil, veio com os colonizadores, instalando-se na Bahia, mais precisamente em Salvador, à época, a capital brasileira”, explica a professora de Literatura Cintia Valéria Melo Combat Barbosa. Inspirada em uma fala da cordelista paraibana Izabel Nascimento, que afirma que o cordel é uma ferramenta de transformação social, a professora desafiou os alunos do 9º ano a criarem o gênero lambe-lambe e exporem traços da linguagem nordestina em cartazes. “O trabalho ficou fantástico, foi possível ler frases autorais, trechos de músicas e poemas, e conhecer a variedade linguística, em uma arte que tem como objetivos a intervenção e a reflexão”, relembra Cintia. Danças e comidas típicas No Colégio Santos Anjos, em Porto União-SC, a festa junina é um dos eventos mais esperados não somente pela comunidade escolar, mas também por moradores do próprio Município e da vizinha União da Vitória. “Todo mundo reserva a data desta que é uma das nossas festividades mais tradicionais, para ver as danças e saborear as comidas típicas que são famosas aqui em nossa região”, conta a professora de Educação Física Uná Mariana Manfredini de Campos, destacando os principais atrativos da programação. As coreografias do ensino fundamental II e do ensino médio são criadas pelos próprios estudantes, amparados em pesquisa, muita criatividade e consenso entre os colegas, para definir a música, os movimentos e os trajes que comporão a dança. “É algo que demanda bastante energia e que os alunos gostam bastante de participar. Tudo é feito nas aulas de Educação Física, por ser um conteúdo de dança, que está na grade curricular. O nosso terceirão faz um espetáculo à parte, com uma coreografia de dez minutos”, comenta Uná. Já as turmas da educação infantil e do ensino fundamental I contam com o auxílio das professoras para a organização das danças. A gastronomia típica também é garantia de público nos festejos. “Nosso pastel e cachorro-quente são bastante famosos. O pessoal não se importa com o frio, e todos vão ao colégio. A gente viu o envolvimento de professores, funcionários, alunos e suas famílias. Todos participaram e se divertiram bastante”, garante Uná. O porquê das festas juninas A comunidade escolar do Colégio Sant’Ana, em Ponta Grossa-PR, também celebra as festas juninas com comidas típicas, chapéus de palha e todo o colorido característico nas vestimentas e na decoração. E é de lá que vêm algumas explicações sobre os motivos de essa festividade ser realizada tradicionalmente em junho. Segundo o professor Antonio César Burnat, as festas juninas descendem, em linha direta, da devoção à deusa Juno, dos romanos, identificada como Hera pelos gregos. “O quarto mês do calendário era dedicado à deusa pagã Juno e, no solstício de verão, eram comuns muitas comemorações em sua homenagem. As celebrações para Juno eram marcantes, não importando que a deusa se desdobrasse em outra tantas. Dizem as pesquisas que nossas festas juninas apresentam os mesmos elementos característicos das comemorações motivadas por Juno: fogueiras, batatas e as alcachofras queimadas, flores recolhidas ao primeiro raio de sol e consultas ao oráculo”, diz o professor. Antonio observa, porém, que a colonização portuguesa e a devoção cristã católica passaram a exaltar as festas populares, valorizando os produtos locais e estabelecendo ligações entre os festejos e os santos católicos lembrados em junho: “Começou por São João Batista (24 de junho). Mais tarde, foram elevados ao culto junino São Pedro e São Paulo (29 de junho). E, depois, as comemorações juninas a Santo Antônio (13 de junho)”. Ele explica que, para diferenciar cada um desses santos, ficou estabelecido um formato próprio de fogueira. Para São João Batista, a fogueira é em formato cilíndrico; São Pedro tem o formato triangular; e Santo Antônio ganhou o formato quadrangular. “Vivam nossos santos católicos, vivam as comemorações juninas, viva a alegria do povo que luta, trabalha e se alegra, vivendo sua religiosidade e sua fé de forma pura e singela e, assim, abençoadas pelos santos que doaram sua vida pelo amor a Jesus e ao Evangelho”, vibra o professor. Marcos Vinícius MerkerJornalista no Colégio Espírito Santo de Canoas-RS, membro da Equipe de Comunicação das SSpS Brasil.