Metas para que 2020 seja mais feliz

Quantos desafios enfrentamos em 2019! Não foi um ano fácil de se viver, mas como tudo passa, o ano está chegando ao fim e, com ele, a promessa de um tempo melhor no novo ano que está chegando. Mas será que 2020 vai ser um ano melhor? É claro que nem tudo está em nossas mãos, e, muitas vezes, os governantes tomam decisões sem levar em conta os reais interesses da população. Mas, apesar de todos os cenários que se delineiam à nossa frente, 2020 será o que cada pessoa fizer dele. Então depende de nós! Avaliar e aprender Para viver bem o ano que começa, que tal começar com uma avaliação? Não vou avaliar os outros, mas sim a minha vida, o que foi bom e o que deixou a desejar. Quais foram as metas que consegui alcançar? O que me trouxe alegria e realização? Como foi minha convivência com a família, amigos e pessoas próximas? Em que me tornei uma pessoa melhor? Houve alguma falha ou fracasso? Que aprendizado isso me trouxe? Consegui crescer e melhorar com base em meus erros? Certamente você terá muitas outras perguntas… Pode acrescentá-las. Se puder, responda-lhes por escrito. Escrever ajuda a ordenar os pensamentos e a transformá-los em realidade. Tome tempo para pensar e escreva quais foram os momentos mais importantes que você viveu neste ano que termina. O que você aprendeu com eles? O que você faria diferente? Agradecer por tudo Diante de tantas experiências boas ou não, vamos agradecer. Vamos dar graças a Deus por tudo! Pelas pessoas que passaram por nossa vida… Por todas as graças recebidas… Pelas dificuldades superadas e também aquelas com as quais ainda lutamos… Tudo tem seu propósito e faz parte de minha vida para me ensinar algo… Portanto agradeço a Deus e me abro para aquilo que Ele quer me mostrar. Descobrir o que quero E agora? O que virá pela frente? Que desejo construir em 2020? Quais são minhas metas? Tenho sonhos, planos, desejos? Anoto no papel e, se ainda não tenho planos, começo a esboçá-los. Para colocar-me a caminho, preciso saber aonde quero ir. Uma grande realização começa com o primeiro passo. Talvez você tenha grandes metas, como casar, terminar os estudos, arrumar um novo emprego, comprar sua casa… Comece a planejar. Para chegar lá, o que você precisa fazer? Buscar o essencial Mas há coisas muito simples que são essenciais para uma vida feliz. Por isso, ao iniciar o novo ano, é importante se perguntar: o que realmente me traz alegria e felicidade? Certamente não são as coisas que eu tenho ou gostaria de ter… A saúde, por exemplo, é fonte de alegria e bem-estar. O amor, a amizade e o bom relacionamento com as pessoas dão sabor à vida. A fé em Deus traz esperança, coragem e sentido a nosso dia a dia… Aqui poderia acrescentar muitos outros elementos, como o contato com a natureza, o amor e o cuidado com o próximo, a busca do bem comum… Tomar decisões Tudo isso depende de atitudes e de escolhas. Se quero ter boa saúde, não são remédios que preciso tomar, mas decisões sobre meu estilo de vida, tipo de alimentação, qualidade de sono, equilíbrio emocional, etc. Então que devo mudar em 2020 para que minha saúde seja melhor? O que vou comer ou deixar de comer? Que exercícios vou fazer? O mesmo se aplica a outras áreas. Para me relacionar bem com as outras pessoas, preciso rever minhas atitudes. Estou bem comigo mesma? Tenho verdadeiro interesse pelo bem das outras pessoas? Estou disposta a contribuir para que a vida delas seja melhor? Tenho tempo para me dedicar a elas? Sei respeitar e aceitar o jeito de ser de cada um? Sou tolerante e sei conviver com as diferenças? Cultivar a espiritualidade Há muitos outros aspectos que ajudam a me tornar uma pessoa melhor, mas acredito que cultivar a espiritualidade é a chave para todos eles. O que entendo por espiritualidade? Para mim é um modo de viver que me ajuda a estar em contato com a dimensão mais profunda de meu ser e me abre para uma relação de amizade com Deus e de comunhão com a criação e com as outras pessoas. O cultivo da espiritualidade, a meu ver, está relacionado à vivência coerente dos valores humanos e cristãos. Que valores são esses? O amor e o respeito por todos os seres, a fé em Deus, a honestidade, a ética, a responsabilidade, o cuidado com a vida, o compromisso com o bem comum, apenas para citar alguns deles. Nos Evangelhos, encontramos os valores que nos ajudam a crescer numa vida espiritual. A oração e a meditação nos colocam em contato com Deus, fonte de toda vida espiritual. Quanto mais nos encontramos com Deus, mais Ele nos impulsiona a amar e servir o próximo, cuidar da natureza e buscar o bem de todos. A prova que de fato estamos num caminho verdadeiramente espiritual é nosso compromisso com um mundo melhor para todos, especialmente os mais pequenos e pobres. Sem isso, nossa oração pode ser alienação. Assim, que 2020 seja, de fato, um ano muito feliz para você e para todos nós. Desejo-lhe saúde, paz, amor, alegria, fé em Deus e compromisso com a vida! Então, boas escolhas e decisões acertadas, pois o ano fará germinar apenas as sementes que nós plantarmos. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
À Luz do Evangelho Dominical

Continuamos a celebrar as alegrias do Natal. Na oitava desta importantíssima solenidade, festejamos a Sagrada Família, que acolheu Jesus e é referência de muitas outras famílias, em todos os tempos. Segundo o Evangelho de Mateus (2,13-15.19-23), José assume a missão de defender o pequeno Jesus da ação do Império, que queria eliminar o Salvador. Um anjo é que ajuda José a defender a própria família. Segundo o padre Arlindo Dias, missionário do Verbo Divino, o personagem aparece outras duas vezes em Mateus: no anúncio do nascimento de Jesus e na ressurreição do Senhor. Para salvar o Menino, José é obrigado a levar Jesus e Maria para o Egito. A Terra Prometida torna-se agora o lugar da escravidão. O Egito, outrora país das correntes, passa a ser o lugar do refúgio. O evento tem uma impressionante relação com a passagem da libertação do antigo povo, liderado por Moisés. Como acolhemos quem busca refúgio? Essa é uma das questões que hoje nos são propostas. Assista ao vídeo da Verbo Filmes e saiba mais.
Nasce para nós o “Filho do Amor”!

O “Filho do Amor”, esse foi o modo que Santo Arnaldo Janssen encontrou para falar do Menino Jesus que, “vestido com as roupagens de nossa carne”, tornou-se “nosso irmão”. Assim a humanidade conheceu de perto o amor, tocou o amor e deixou-se tocar por ele. Vestir-se com a roupagem de nossa carne significa ser humano, na mais profunda experiência do ser! Na pessoa dos mais necessitados, dos que lutam diariamente por seus direitos, daqueles cujas vozes se calaram… Mas também na carne da gente que zela pela justiça e pelo amor, que vai aonde se perdeu a esperança, aonde se necessita de sua palavra, de seu alimento, de sua força para viver. Jesus criança, o Filho do Amor, que transforma nosso coração no Natal, é o mesmo Jesus que, durante sua vida, mostrou, nos milagres que realizou, o valor de nossa fé. É o mesmo Jesus que se sentiu tocar por tantos que precisavam de cura para suas dores. Hoje somos nós, não somos? Somos os cegos quando não enxergamos quem está ao nosso lado. Somos os paralíticos quando não saímos de nós mesmos em favor do outro. Somos a samaritana em busca da água viva. Somos os discípulos de Emaús, ao percebermos que Jesus é quem está diante de nós. Acreditar que Jesus é o Cristo, permitir que Ele nasça ou renasça em nossas vidas é ser testemunho vivo do grande mistério de amor na casa que habitamos. Agora, pare um pouquinho sua leitura e olhe para o presépio… Deixe que essa imagem venha a seu pensamento neste tempo de Natal. Permita que esse Amor toque seu coração. Vamos, juntos, caminhar no seguimento de Jesus, em tudo o que Ele aqui deixou. Vamos, juntos, transformar nossa Casa Comum! E, com Santo Arnaldo Janssen, exaltemos Jesus em seu poema de Natal: Com os anjos gostaria de cantar Na profundidade da noite, em todo lugar E levar a mensagem da criança Que no estábulo espera por nós. Quero acordar os que dormem, Que nunca viram a luz do sol, Convidar os de coração oprimido, Que nunca conheceram a alegria do Natal. A todos, a todos quero dizer Onde encontrarão seu Salvador. Nanci Queiroz, missionária leiga de Deus Uno e Trino, Rio de Janeiro-RJ. ________ Rehbein, Franziska C., SSpS. Fascinado pelo mistério, Arnaldo Janssen: homem de oração. Steyler Verlag, 2004.
O encontro que busca respostas (Mt 11,2-6; Lc 7,18-23)

No começo dos evangelhos, encontramos João Batista como primeiro legitimador de Jesus (Jo 1,29-34; Mc 2,5), mas depois os relatos dão a entender que João não tem clareza sobre quem é o Nazareno e se interroga sobre ele: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro” (Mt 11,2-6; Lc 7,18-23). Para nós, que nascemos na época recente, a pergunta de João pode até soar discordante, pois, na atualidade, basta acessar o Youtube e encontraremos abundantes vídeos sobre Jesus. Dessa forma, até quem nem frequenta a catequese mais básica postula-se a ser um conhecedor do Cristo. As muitas informações, no entanto, nem sempre nos aproximam do Jesus dos evangelhos. Às vezes, somente criam imaginários que ou tranquilizam as consciências diante dos problemas sociais ou justificam comportamentos contrários ao Evangelho. É doloroso ver como, em nome de Jesus, agride-se, despreza-se, lucra-se, até mesmo se cometem assassinatos. Diante dessa realidade, é necessário interrogar-nos, ler os acontecimentos mais além da superficialidade e da banalização que se impõe. É necessário contemplar por onde o mistério de amor e vida plena revela sua face. Nesse marco, propomos o relato de Mateus (11,2-6), o qual encontra seu paralelo em Lucas (7,18-23), almejando que traga luz à nossa vida. 2João, ouvindo falar, na prisão, a respeito das obras de Cristo, enviou-lhe alguns dos seus discípulos para lhe perguntarem: 3“És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro”. 4Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que ouvis e vedes: 5os cegos recuperam a vista e os coxos andam, os leprosos são purificados e os surdos ouvem e os mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciado o evangelho. 6E bem-aventurado aquele que não se escandaliza por causa de mim!”. O texto consta de uma pergunta de João (v. 2) e de uma longa resposta de Jesus (vv. 4-6). A resposta se articula com precisão. Assim, no versículo 5, temos seis frases breves, os dois pares primeiros estão unidos por χαί (e) e se justapõem em forma assindética, os dois últimos começam por χαι. O versículo 6 também começa com χαι, sendo que a força recai sobre esta última frase, por ser de maior extensão. O relato está emoldurado em seu contexto e apresenta uma unidade geral, com exceção do versículo 6, pois o tom da frase (“E bem-aventurado aquele que não se escandaliza por causa de mim!”) parece não se encaixar bem na pergunta de João. Além do mais, a bem-aventurança parece estar dirigida a todos os seguidores e não apenas a João e a seus discípulos. Ora bem, se a bem-aventurança é parte da resposta de Jesus, podemos compreender que a pergunta sobre “o que há de vir” não pode satisfazer-se teoricamente. Nesse terreno, são necessárias as decisões pessoais a favor ou contra Jesus. E as curas “do tempo de salvação” devem ajudar a fazer a escolha. O relato diz que João estava na prisão. Imaginemos a situação desse homem acostumado a andar e respirar o ar livre do deserto (Lc 3,2-3; Mt 3,1), e agora está confinado numa diminuta cela, afogado pelas paredes. Nessa situação crítica do cativeiro, a dúvida, a perplexidade ou até a surpresa pode ter surgido no coração do Batista. Os estudiosos concordam que não se trata de uma dúvida sobre se Jesus é ou não o Messias. João duvida porque não vê Jesus desempenhar o papel de “reformador fogoso” que ele esperava que fosse. No capítulo 3,17 de Mateus e 3,12 de Lucas, João apresenta o Messias reformador. Jesus não responde à pergunta de João de forma direta, mas indiretamente remete ao tempo de salvação que profetas e reis quiseram ver. E ainda remete à própria experiência dos interrogadores: “Ide contar a João o que ouvis e vedes: os cegos recuperam a vista e os coxos andam, os leprosos são purificados e os surdos ouvem, e os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciado o evangelho” (v. 5). Notemos que Jesus aponta os fatos, algo que João talvez não aguardasse como resposta. Quem sabe João esperasse que Jesus respondesse: “Os pecadores são destruídos. O juízo começou. A ira de Deus está em marcha!”. Nós também, diante da realidade de injustiça social, política e econômica, de gênero, da realidade de opressão, destruição da natureza, do extermínio de grupos étnicos minoritários, com certeza, gostaríamos de escutar que Deus virá como um trovão a destruir todos os males que nos afligem. Mas a resposta de Jesus foi: “Voltem e digam a João que chegou o amor de Deus”. Deus não age de forma intervencionista, desrespeitando a liberdade que nos deu. Ele age com o único fogo que é o do amor. E o amor nos abre à salvação de Deus e nos encoraja a viver e lutar por um mundo de amor, justiça e paz para todos. Nesse horizonte, compreende-se o fim da resposta de Jesus: “E bem-aventurado aquele que não se escandaliza por causa de mim!”. Trata-se da bem-aventurança que proclama ditoso quem se aproxima de Jesus sem ideias preconcebidas e sem preconceitos. Pois aquele poderá compreendê-lo como a personificação das bênçãos divinas anunciadas pelo profeta Isaías (61,1) e não como o reformador de fogo. Sejamos também nós parte dos bem-aventurados, levando a boa notícia do amor e da misericórdia de Jesus aos que ainda não o conhecem! Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México e é missionária em Moçambique.
À Luz do Evangelho Dominical

Chegamos ao último domingo do Advento, um tempo de expectativa pelo encontro com o Senhor que veio, vem e virá. A Palavra de Deus na liturgia de hoje destaca o Evangelho de Mateus (1,18-25), que tem uma preocupação em confirmar a fé das comunidades, sobretudo as da Palestina e Síria. Reforça que Jesus é o verdadeiro Ungido que devia vir para resgatar o povo e anunciar um novo tempo. O missionário do Verbo Divino, Pe. Arlindo Dias, medita sobre como foi o anúncio do nascimento de Jesus na visão de Mateus. O texto começa destacando que a gravidez de Maria foi por obra do Espírito Santo e não de um homem. Aos olhos da sociedade da época e conforme a lei de Moisés, Maria merecia a pena de morte. Mas José, com sua grandeza e senso de justiça, decide salvar a vida da noiva e de Jesus. Em sonho, um anjo ajuda José, personagem de destaque em Mateus, a compreender o projeto de Deus. O Cristo recebe dois nomes: Jesus (Deus nos Salva) e Emanuel (Deus Conosco), mostrando que Deus não abandona seu povo. Os nomes cumprem e superam a esperança do povo. As figuras de Maria e José nos remetem aos pais e mãe que cobrem seus filhos com o manto do amor, mesmo em situações adversas. Assista ao vídeo da Verbo Filmes e veja mais.
Reflexões sobre o Advento

Iniciamos um novo ano litúrgico. É um tempo especial que a Igreja nos oferece para avaliarmos o caminho que percorremos até aqui. Da janela do meu carro, parado no sinal, observo as luzes que iluminam e inspiram. Um clima de solidariedade, de cooperação se torna realidade. Crianças que antes se isolavam em seus quartos, com seus jogos eletrônicos, agora vêm pra rua, em busca de afeto e do contato humano. Neste cenário, uma certeza: precisamos tirar de nossos corações as trevas que não permitem Deus chegar até nós. Devemos tirar os obstáculos que nos atrapalham e as estruturas que nos condicionam. Renovação interior de cada pessoa e de nossa sociedade são condições para que o Reino aconteça entre nós. Na simplicidade de uma criança, a grandeza de Deus se revela. O sentimento de que o Reino se faz presente não apenas nos traz uma profunda alegria como também um novo tipo de relacionamento com o próximo. O cristão não apenas tem alegria, mas é uma alegria para quem o encontra no caminho. Amor e serviço! O amor de Deus para com os seres humanos ultrapassa todo nosso entendimento. Por isso o Verbo se faz carne e veio armar a sua tenda entre nós. Os céus fecundam a terra. Assim, todas as criaturas, todos os seres viventes, transformam-se, impregnados pelo amor que se revela no espírito que invade e aquece todos os corações dos homens de boa vontade. Tudo o que move se torna sagrado e sacramento do amor de Deus. Assim, o Advento se torna um tempo apropriado para refletirmos sobre o mistério da Encarnação e mergulharmos em nossa humanidade. Meditarmos sobre o sentido profundo de sairmos de nós para irmos ao encontro do outro. Sobre o significado de aceitarmos nossa fragilidade e, consequentemente, as de nosso semelhante. Sobre a importância de alimentarmos nossa espiritualidade numa esperança histórica. E, finalmente, sustentarmos nosso coração na generosidade e gratidão. Desejamos, portanto, que este Advento e Natal sejam momentos de encontro, proximidade e convivência amorosa e fraterna, fecundas de compromisso com a vida em todas as suas expressões. Geraldo Célio Andrade e Jonas José Santana, professores de Ensino Religioso.
Este é um texto que vai falar de Natal.

♫♪♫♪ Bato à porta antes de entrar, porque tudo o que for dito em relação a aproximar o Natal de sua essência em nada quer comprometer a fantasia que povoa nosso imaginário. ♫♪♫♪ Buscar a essência, sim. Perder a magia, jamais! Já que não tem chaminé! Toc… toc… toc… Posso entrar? Natal é uma festa de aniversário, do nascimento de Jesus Cristo que veio ser mensagem viva de paz e esperança para a humanidade. Para muitos, esse sentido cristão da fé segue intacto… Para outros tantos, nem tanta fé, mas permanece o sentido da celebração, do encontro, da família, da alegria, da partilha, da ceia, da troca de presentes, da magia do Bom Velhinho. De maneira geral, ainda permanecem valores cristãos que precisam ser ressignificados e revigorados. Uma pista é não perder no consumismo o sentido desse ritual natalino de partilha. Junto do presente do Papai Noel, deixe uma mensagem de paz. Para as pessoas queridas e que estão distantes, façam cartões natalinos em família e enviem sem ser de forma virtual. Se não puderem fazer cartões, comprem cartões artesanais. Na árvore de Natal, coloque recadinhos de otimismo para convidados poderem colher na noite de Natal. Pense em pessoas que, pelas circunstâncias da “vida como ela é”, tenham se afastado por tropeços ou desentendimentos, e convide-as para a ceia. Se não tiver ceia, faça um bolo especial, uma receita daquelas de família, e faça brindes na simplicidade do cotidiano. Presenteie e seja presença na vida de crianças e adolescentes que possam não ter tido sucesso escolar e tenham vivido cenas de desavenças. Seu presente deve ser símbolo de esperança na mudança que sempre vai acontecer onde houver amor e fraternidade. Valorize e compre direto do artesão. Se não tiver dinheiro, faça uma seleção de músicas e disponibilize-as em alguma mídia digital. Não se endivide e não faça do Papai Noel a centralidade do Natal. Para crianças, ainda são passageiros desse voo mágico num trenó, junto ao presente, deixe um bilhetinho para uma meta solidária para o próximo ano. Mapeie em sua cidade endereços que privilegiem a comercialização da produção de mulheres e jovens empreendedores. Presenteie arte. Presenteie presença. Se der, celebre sua fé em comunidade. Enfeite sua casa com produtos reciclados e alternativos. Reaproveite os enfeites do ano passado. Crie uma atmosfera especial de luminosidade para acolher, de forma especial, quem vem se juntar a você. Independentemente de sua confissão religiosa ou até mesmo de ter convicção de fé e espiritualidade, leia uma reflexão qualquer na noite de Natal. Se for passar a noite de Natal sozinho, por opção ou circunstância, dê a si uma declaração de amor, mesmo que silenciosa. Faça uma prece pela paz no mundo. Compre um presente feito à mão e faça um lindo embrulho para você abrir, em sintonia natalina. Para quem vai se reunir em família e entre amigos, faça dessa oportunidade de celebração um encontro que marque a vida de cada pessoa presente. Traga a lembrança de entes queridos que já se foram e seguem irmanados nesse momento de celebração natalina. Não entregue um presente sem uma mensagem escrita à mão e cheia de afeto. Não exagere nem na comida, nem na bebida, nem nos presentes. Cumpra as promessas de presentes que talvez possam ter ficado inadequadas a partir desta leitura e capriche na simplicidade essencial no Natal do ano que vem. Afinal, “não são coisas” o que mais importa nessa vida. FeLUZ Natal para todos! Maria José Brant (Deka) Assistente social, estudante de Antropologia Analista de Políticas Públicas no Programa Bolsa Família Mestre em Gestão Social Mosaicista nas horas vagas
Convite pascal
Nesta Páscoa, que a menor faísca de fé que nos habita seja fagulha suficiente para fazer arder em nós o fogo da solidariedade, o ardor da construção de um mundo fraterno. Veja a reflexão de Maria José Brant (Deka), celebrando a principal festa cristã!