Educação: alavanca para o presente e para o futuro…

Desde a presença da Coroa Portuguesa, da Companhia de Jesus (religiosos jesuítas) e, muito antes, com a presença dos povos originários, a educação se faz presente na transmissão e na construção de conhecimentos no Brasil. Foram trajetórias de consensos e dissensos, mas com uma unanimidade: a educação é imprescindível. É alavanca para transformação social, para encontrar caminhos de cultura e de paz e para fortalecer o compromisso com a dignidade da vida. É elemento fundante, aquele ponto de apoio que faz mover até a Terra. Nutriente certeiro para promover relações de pertencimento, proximidade, justiça e paz, contribuindo para o desenvolvimento integral e para o cuidado com a Casa Comum. A educação tem muitas faces que dão conta da diversidade de seu alcance, seja em ambientes formais ou não. Para ilustrar, cito algumas: educação ambiental, educação pública, educação patrimonial, educação digital, educação a distância, educação financeira, educação tributária, educação profissional, educação urbanística, educação para o consumo, educação para inclusão, educação para diversidade, educação humanista, educação solidária, educação católica. Nossa esperança está depositada toda vez que nos encontramos numa relação educativa, que privilegia a formação para vida fraterna e para a cidadania. Apesar dos esforços de universalização, temos um gargalo no acesso inicial e ainda temos um funil quando se trata de garantir a permanência. Esse cenário da educação precisa ser revertido com oportunidades e ações assertivas, considerando especialmente as desigualdades territoriais, para garantir o acesso e a permanência, desde a mais tenra idade até quando a pessoa queira seguir estudando. Educação é “locus” da reflexão e do debate, e deve estar a serviço da comunidade, buscando caminhos criativos para os desafios de seu tempo e contribuindo para formar uma nova humanidade. Nas palavras do Papa Francisco, é necessário nos reunir em torno do desafio de educar, “reavivando o compromisso em prol e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão. Nunca, como agora, houve necessidade de unir esforços numa ampla ‘aliança educativa’ para formar pessoas maduras, capazes de superar fragmentações e contrastes e reconstruir o tecido das relações em ordem a uma humanidade mais fraterna”. É claro que, sozinha, a educação não transforma a sociedade. Que as palavras de Paulo Freire sigam nos inspirando: “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.
3º Domingo do Tempo Comum

“O Espírito do Senhor está sobre mim”Lucas 1,1-4; 4,14-21 O texto relata a primeira experiência da vida pública de Jesus. Deu-se em sua terra de criação: Nazaré. Na linguagem de hoje, Jesus foi para a capela da comunidade e foi convidado a fazer parte da equipe litúrgica, para fazer a segunda leitura. Naquela época, o culto da sinagoga tinha duas leituras: a primeira, tirada da Lei; a segunda, dos Profetas. Jesus, abrindo o livro do profeta Isaías, encontrou a passagem que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lucas 4,18-19). Não que Ele encontrasse essa passagem por acaso. Pelo contrário, Jesus a procurou até achar, pois Ele identificava sua missão com aquela descrita pelo profeta. Por isso, na hora da homilia, começou com a frase chocante: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir” (Lucas 4,21). Jesus identificou sua missão com a do capítulo 61 de Isaías. Nós, como discípulos dele, temos a mesma missão. Olhemos os elementos: a) “Anunciar a Boa Notícia aos pobres”: o evangelho é “Boa Notícia”, não uma série de leis nem uma lista de práticas rituais, nem uma moral (embora tenha todos esses elementos), mas uma experiência de Deus que traz alegria, felicidade (para os pobres). Portanto, Ele toma posição; o que é boa notícia para uns é má notícia para outros. O que é boa notícia para o oprimido é má notícia para o opressor. Não existe uma Boa Notícia neutra, igualmente boa para todos. E não devemos diluir o termo “pobre”: aqui não é o pobre de espírito nem de coração, nem de fé… É o pobre mesmo, aquele, aquela que não tem o necessário para uma vida digna (Lucas usa o termo grego ptochois, que significa, mais ou menos, “indigente”). Com certeza, em nossa sociedade, abrange todos os excluídos. b) “Proclamar a libertação aos presos”: não apenas aos na cadeia, mas que estão sem a liberdade dos filhos de Deus, presos hoje pelas consequências do neoliberalismo, do desemprego, do salário mínimo; pelas correntes de racismo, machismo, clericalismo e tudo o que oprime. Também aos presos em seu próprio egoísmo, pois o assumir dos valores evangélicos vai libertá-los. Porém essa libertação passa pela mudança radical em sua maneira de viver. c) “Aos cegos, a recuperação da vista”: quanta gente cega hoje! E não por doença dos olhos, mas cegada pela ideologia dominante, que não deixa ver a realidade do mundo e dos sofridos; pelas falsas utopias alienantes e pela manipulação de informação pelos meios de comunicação, dominados pela elite, que “fazem a cabeça”; quantos cegos diante da possibilidade de mudança por meio da força histórica dos oprimidos! Vale a pena notar que o texto enfatiza a “recuperação” da vista, não a doação dela. Ou seja, trata-se de ajudar os que, uma vez, viram a realidade com os olhos de Deus, mas foram cegados pela ideologia dominante, a ponto de não enxergarem mais a verdade. d) “Libertar os oprimidos”: aqui há o eixo fundamental de toda a Bíblia: o Êxodo como processo permanente. No livro do Êxodo, Deus se identificou como o Deus que liberta os oprimidos (Êxodo 3,76-10). Jesus se coloca (e coloca todos os seus seguidores) nesse mesmo compromisso. Hoje a época é diferente, mas a opressão continua, e Deus nos conclama para que todos nós nos empenhemos nessa luta para concretizar a libertação dos oprimidos. e) “Proclamar o ano de graça do Senhor”: o Ano da Graça (o ano jubilar!), memória da proposta de Levítico 25, o ano do perdão das dívidas, da libertação dos escravos, da devolução das terras a seus donos originais. Como concretizar, na realidade do Brasil de hoje, essa visão? O que significa hoje o perdão das dívidas, a libertação dos escravos e a devolução das terras? Questões evangélicas da fé, que têm fortes consequências políticas e econômicas, e desafiam a tendência a uma religião intimista, individualista e desencarnada da realidade. Pois júbilo, alegria, não pode ser decretado. Tem de brotar de algum motivo profundo. Aqui o próprio Jesus fala de sua missão, que é também a nossa. Pois fomos todos “consagrados com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4,18-21). Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.
Educar para o direito à liberdade religiosa

No Brasil, o direito à liberdade de religião ou crença é previsto pela Constituição Federal. A legislação garante o livre exercício de cultos religiosos e a proteção aos locais de culto e suas liturgias. Em nosso país, também celebramos anualmente, em 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, com o objetivo de promover o diálogo inter-religioso, a tolerância e o respeito, além de alertar as pessoas sobre esse problema gerado pelo desrespeito às diversas crenças existentes no mundo. Apesar das incessantes lutas pelo direito à liberdade religiosa e a garantia de direitos constitucionais, a desinformação e a falta de educação acerca da diversidade religiosa da sociedade brasileira é o principal fator gerador da intolerância religiosa. O preconceito nada mais é do que um juízo preconcebido de algo que se desconhece, e é dessa forma que a intolerância religiosa cresce na sociedade. Por meio do conhecimento, é possível romper essas barreiras. A educação é a mais eficaz forma de combate às diversas formas de intolerância e preconceito. O indivíduo que for educado e conscientizado acerca da importância do respeito ao próximo e à diversidade religiosa do País seguramente contribuirá para a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa. Pela educação religiosa, é possível promover o diálogo entre as mais diversas crenças e religiões na percepção de que, independentemente das formas diferentes de expressarem a fé, existe um elo que as une, seus princípios de bondade, liberdade e amor. O outro é diferente, tem certamente outras referências e experiências culturais, porém, pelo encontro e o diálogo, é possível eliminar as distâncias e condicionamentos que levam ao isolamento, indiferença ou irresponsabilidade, para harmonizar as diferenças e interagir. Evidenciada a urgente necessidade de uma cultura do encontro, o Papa Francisco exorta a educação católica a promovê-la, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo. Em um de seus discursos, enfatiza que “as mentes e os corações devem estar em harmonia na busca do bem comum universal e na busca do desenvolvimento integral de cada pessoa, sem exceções ou injustas discriminações”. Essa reflexão do Santo Padre diz muito sobre a importância de uma formação integral dos educandos, para que estejam comprometidos com a realidade social, os valores, a moral e a ética. Nesse sentido, o Ensino Religioso se destaca na promoção de uma educação aberta à transformação sociocultural que forma cidadãos que compreendem os processos sociais, desenvolvendo atitudes de escuta, respeito e serviço na perspectiva de uma formação que contemple a cultura do diálogo e do encontro. Esse diálogo deve ser amplo e aberto com todas as pessoas: o diálogo ecumênico, inter-religioso, com os não crentes, com as ciências, com a economia, a política, a arte, etc. O Ensino Religioso tem esse importante papel de encontrar-se com aqueles que têm outras opiniões e diferentes opções, sem abdicar os próprios princípios, valores e convicções. Proporciona um encontro autêntico que não coloca em risco a própria identidade, mas a enriquece com aquilo que o outro oferece. Pela dinâmica do diálogo (que requer falar e ouvir, receber e dar), dá-se o reconhecimento do outro como alguém valioso, que tem algo a oferecer. Diante dos desafios e incertezas enfrentados pela humanidade, o Ensino Religioso busca novos e criativos caminhos que conduzam ao diálogo e ao encontro, olhando para o próximo como irmão. É fundamental educar crianças e jovens sobre todas as doutrinas religiosas e, principalmente, sobre a relevância do respeito a todas. O saber é fundamental para a liberdade dos indivíduos. É a educação que, de forma eficaz, combaterá esta grave “doença” social, a intolerância religiosa, que fere e desrespeita tantos direitos fundamentais, e construirá o respeito à diversidade religiosa existente no País. Mariana Botelho CoimbraProfessora de Ensino Religioso do Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ.
Começar um novo ano

Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDS É sempre bom começar um novo ano, porque concluímos mais um e vamos iniciar outro! Nossa história pessoal fica mais comprida e cheia de novos dias para viver e realizar tarefas, lidar com as coisas cotidianas, envolver-se com pessoas, com negócios, com desafios, com preocupações, com frustrações e com tudo aquilo que pertence à vida. Teremos um mundo diante de nós que nos apresentará atrativos de todo o tipo e maravilhas que encantarão nossos olhos, exigindo que o coração pulse mais forte. Novas perguntas para a inteligência resolver. Caminhos novos, com suas encruzilhadas e retas, com suas subidas e descidas, vão desfilar diante de nós. No novo ano, a vida vai se envolver com afazeres novos e, ao mesmo tempo, continuará lidando com os velhos. Haverá dias com alegrias nunca experimentadas, outros com tristezas, porque morre alguém ou porque se decepciona com algo. Começar um novo ano é retrilhar os caminhos já conhecidos e estar preparados para as surpresas dos outros que aparecerão. Na dinâmica da vida, ela continuará contando com as próprias capacidades para se autossustentar, mantendo também alguma reserva para suportar os insucessos e limitações diante das coisas desconhecidas. Nossas emoções vão nos submeter a novas sensações. Novas experiências vão mexer com nossos brios e nos angustiar por momentos de indecisões. Nossos valores serão postos diante de novos questionamentos, e nossas convicções passarão pela prova da verdade. Nossas crenças serão confrontadas, e mantê-las firmes exigirá convicções profundas e posturas coerentes. Nosso tempo será cronometrado por nossas responsabilidades a serem desempenhadas dentro do campo de atuação de cada um. Nossos amores sofrerão os impactos das reações de nossos sentimentos diante dos apelos que entram por nossos olhos, e o teste da fidelidade exigirá vigilância constante. Nossas canções preferidas serão recantadas, e nossos ouvidos ouvirão novas músicas com seus arranjos ainda desconhecidos. Para começar um novo ano, é preciso munir-se de esperanças fortes e de otimismo, porque ainda não se sabe como será. Nossas intuições nos dizem que será melhor do que o ano findante. O anúncio do ano novo vem com o pipocar de muitos fogos de artifício enfeitando o céu de muitas cores e estrondos diferentes. É uma contagem regressiva, 10, 9… 1, e se começa o ritual de abraços e um tal de desejar um FELIZ ANO NOVO que vai se misturando com sorrisos e brindes, deixando todo mundo alegre. Estamos preparados! Que venha 2022! Nós o esperamos para o primeiro minuto depois da meia-noite e continuaremos com ele até o próximo ano. A VOCÊ QUE LEU ATÉ AQUI, TENHO A DESEJAR-LHE O MEU E RECEBER O SEU FELIZ ANO NOVO! Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDSPadre salvatoriano há 43 anos, professor e psicólogo pela Universidade Gregoriana de Roma, com mestrado em Psicologia e doutorado em Ciências da Religião. Atualmente é pároco em Videira-SC.S
2º Domingo do Tempo Comum

“Façam tudo o que ele lhes disser”João 2,1-11 A primeira parte do Quarto Evangelho é comumente chamada “O Livro dos Sinais”, pois o evangelista relata uma série de sete sinais que, passo por passo, revelam quem é Jesus e qual é sua missão. Embora algumas bíblias traduzem o termo grego que João usa por “milagre”, a tradução mais acertada é “sinal”. O primeiro desses sinais se deu no contexto das Bodas de Caná, o Evangelho de hoje. Como todo o Evangelho de João, o relato está carregado de simbolismo, em que pessoas, números e eventos funcionam simbolicamente para nos levar além da aparência das coisas, numa caminhada de descoberta sobre a pessoa de Jesus. Um dos temas centrais do Quarto Evangelho é o da “hora” de Jesus. A “hora” não se refere à cronometria, mas a hora de glorificação de Jesus, por sua morte e ressurreição. Em resposta ao pedido feito por Maria (João nunca se refere a Ela pelo nome, mas pelo título “Mulher”), usando de uma maneira até estranha esse termo para sua mãe, João quer indicar que Jesus rejeita uma esfera meramente humana de ação para Maria, para reservar a ela um papel muito mais rico, ou seja, o da mãe de seus discípulos. Maria somente vai aparecer mais uma vez neste Evangelho: ao pé da Cruz, onde Ela e o Discípulo Amado assumem um relacionamento de Mãe e Filho. Devemos lembrar que o Discípulo Amado simboliza a comunidade dos discípulos do Senhor, ou seja, nós hoje. Apesar de nossa tradição piedosa mariana, é importante não reduzir a ação de Maria no texto à de uma incomparável intercessora. Embora seja comum essa interpretação na devoção popular, não se sustenta do ponto de vista exegético. É melhor ver Maria aqui como discípula exemplar, pois embora a resposta de Jesus indique um distanciamento entre sua expectativa e a visão dele, Ela continua com confiança no Filho e leva outros a acreditar nele. O simbolismo da água tornada vinho é também importante. Não é qualquer água, é a água da purificação dos judeus. Com essa história, João quer mostrar que, doravante, os ritos judaicos de purificação estão superados, pois a verdadeira purificação vem por Jesus. Podemos entender isso como a mudança de uma prática religiosa baseada no medo do pecado (uma prática que exclui muita gente), para uma nova relação entre Deus e a humanidade, a partir de Jesus. Assim, em Caná, Jesus começa a substituir as práticas do judaísmo do Templo, que vai continuar ao longo do Evangelho de João. A quantia do vinho chama a atenção: 600 litros! O vinho em abundância era símbolo dos tempos messiânicos e, na tradição rabínica, a chegada do Messias seria marcada por uma colheita abundante de uvas. Assim, João quer dizer que a expectativa messiânica se realiza em Jesus. As talhas transbordantes simbolizam a graça abundante que Jesus traz. A figura do mestre-sala é também simbólica, bem como a dos serventes. Aquele que devia saber a origem do vinho da festa não sabia, enquanto estes, sim. Assim, o mestre-sala representa os chefes do Templo que não sabiam a origem de Jesus, enquanto os servos representam os discípulos que acreditaram nele. Fazendo comparação entre o vinho antigo e o novo, João quer reconhecer que a Antiga Aliança era boa, mas a Nova a superou. Os ritos e práticas judaicos, ligados à purificação e ao sacrifício, não têm mais sentido, pois uma nova era de relacionamento entre a humanidade e Deus começou em Jesus. O ponto culminante do relato está no versículo 11: “Foi em Caná que Jesus começou seus sinais, e os seus discípulos acreditaram nele”. A fé deles não é intelectual ou teórica, mas o seguimento concreto do Mestre, na formação de novos relacionamentos de amor. Passo por passo, o autor vai revelando Jesus por meio de sinais, para que nós, os leitores, possamos “acreditar que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, tenhamos a vida em seu nome” (João 20,31). Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.
Websérie Diálogos: sírio fala de sua situação no Brasil e de projetos em favor dos refugiados

Há uma década, o povo da Síria, nação localizada no Oriente Médio, vem sofrendo devido a uma disputa de poder. O país está situado em uma região estratégica e atrai a cobiça de poderosos locais e estrangeiros. Apesar da riqueza de uma cultura multimilenar, os efeitos da guerra continuam a ter um impacto desastroso sobre os sírios em todo o mundo. Cerca de 12 milhões de pessoas, quase a metade da população pré-conflito, estão deslocados tanto dentro quanto fora do país, inclusive no Brasil. Abdulbaset Jarour fugiu da Síria aos 20 anos e, em 2014, buscou refúgio no Brasil. Ele nasceu em Alepo, a maior cidade do país e uma das mais antigas do mundo. Em conversa com a irmã Maria Inês Aragão, missionária serva do Espírito Santo, Abdulbaset conta que sua terra natal é um lugar de referências bíblicas. As memórias são talvez as coisas mais essenciais que podemos estimar ao longo de nossa vida. Elas desenvolvem nosso caráter conforme nossas percepções, e os encontros passados ficam lá guardados. As memórias da guerra e da violência desempenharam um papel significativo na formação do que Abdulbaset é hoje. “A vida me tornou refugiado pela maldade humana”, afirma. Somente quem vive em uma terra estrangeira entende o que significa ser um refugiado. Ele conta que é muito doloroso estar nessa condição. Por sentir na pele o drama de ter de abandonar a própria terra, hoje é ativista em favor da causa migratória e tem projetos para fazer ainda mais pelas pessoas que estão na mesma situação. Qual é a nossa resposta para pessoas refugiadas? Cito o 14º Capítulo-Geral da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo: “As necessidades de nosso planeta são esmagadoras e sempre mudando. Nosso carisma nos chama a servir aqueles que mais precisam receber as boas-novas do amor de Deus que tudo inclui. Suas histórias se tornam nossa história, e nossa história não pode ser dita sem eles”. Por meio da dimensão de Comunicação SSpS no Brasil, trazemos um dos episódios sobre o contexto dos refugiados em nosso país. Podemos fazer algo para promover a paz e a fraternidade? Veja a entrevista! Ir. Elizabeth Rani, SSpSMissionária serva do espírito santo, nascida na Índia e há um ano no Brasil. Estudou Pedagogia e Literatura Inglesa e faz parte da Equipe de Comunicação da Província.
Habilidades emocionais: irmãs SSpS conduzem atividade em abrigo

Entre os dias 22 e 26 de novembro, as irmãs Martina Gonzalez e Petronella Boonen, ambas missionárias servas do Espírito Santo, realizaram um trabalho sobre habilidades emocionais com 36 funcionários do abrigo Recanto Feliz, no Município de Aracruz-ES. A obra é parte da Associação Beneditina de Educação e Assistência Social. No período mais agudo da pandemia, devido à necessidade de isolamento, o abrigo teve de reduzir espaços de convivência e atividades escolares, esportivas, entre outras. A medida provocou uma sobrecarga emocional em crianças, jovens, famílias e nos próprios agentes educacionais. Com a estabilização da pandemia, os trabalhadores solicitaram um acompanhamento para que pudessem recuperar as energias e prosseguir na missão. Com diligência, a direção da entidade atendeu ao pedido dos colaboradores. As irmãs contam que ficaram impressionadas com o alto nível de estresse dos agentes educacionais. Ajudaram a agravar a situação as tensões intrafamiliares, a insegurança por medo do desemprego e a infecção de membros das famílias. Além disso, foi constatado, ao longo das atividades, o trauma por mortes prematuras causadas pela covid-19, por outras doenças ou por homicídios. Ao longo da semana, foi possível criar um ambiente seguro que permitiu a partilha e a acolhida dessas tensões. Por meio de psicodrama, expressões com argila, desenhos, exercícios físicos, conversas, leituras, exercícios de respiração e algumas exposições teóricas, foi possível oferecer ferramentas para as pessoas expressarem os sentimentos. Fazendo o percurso proposto, o grupo foi achando um caminho para aliviar a tensão, avaliar suas respostas às demandas externas e treinar novas possibilidades. Outra proposta foi abordar o perdão como uma forma de lidar com situações difíceis do passado. Grande parte das metodologias empregadas foram inspiradas pela Escola de Perdão e Reconciliação (Espere), metodologia de educação popular desenvolvida na Colômbia e articulada pela Rede Espere no Brasil. Os participantes agradeceram o apoio e o consideraram positivo. Os agentes, como destacaram nas avaliações, aprenderam o valor de ouvir o outro, transformar o olhar de vítima, para ter mais qualidade de vida e, assim, diminuir o estresse. Ir. Petronella Maria Boonen (Nelly) é co-fundadora da linha de Perdão e Justiça Restaurativa do CDHEP e doutora e mestra em Sociologia da Educação pela USP.)
Festa do Batismo do Senhor

“Este é meu Filho amado, que muito me agrada”Lucas 3,15-16.21-22 Hoje, domingo seguinte à Solenidade da Epifania, celebra-se a Festa do Batismo do Senhor. O batismo de Jesus por João Batista, no rio Jordão, é tão importante teologicamente que é tratado em cada um dos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), cada qual de sua maneira, dependendo da situação de sua comunidade e de seus interesses teológicos. A história logo se tornou um problema para os primeiros cristãos, pois levantava a questão de como Jesus, sem pecado, podia ter sido batizado num ritual de purificação dos pecados. Por isso, Mateus deixa fora a referência de Marcos (1,4) ao perdão dos pecados e adiciona os versículos 14 e 15. Para João, o batismo era tão difícil de ser harmonizado com sua cristologia que omite qualquer referência ao atual evento. Em seu lugar, faz com que João Batista indique Jesus como o “Cordeiro de Deus” (João 1,29-34). O texto já nos apresenta o programa da vida e missão de Jesus. Lucas se destaca pela insistência em situar Jesus como membro de seu povo, identificando-se com aquela camada do povo marginalizada e menosprezada como “impuro” pela teologia oficial, atrelada ao poder político das elites. Como disse o saudoso padre Alfredinho, fundador da Fraternidade do Servo Sofredor: “No dia do seu batismo, Jesus entrou na fileira dos excluídos para nunca mais sair dela”. Com o seu batismo, Jesus assume a fidelidade radical à vontade de Deus. O significado disso será mostrado ao longo do Evangelho. Também Jesus, unindo-se aos pecadores, já está, desde o começo, rejeitando a visão de um messianismo triunfalista. Os Sinóticos ressaltam o fato de que “o céu se abriu”. Marcos é o mais contundente quando enfatiza que “os céus se rasgaram”. É uma maneira simbólica de expressar que, em Jesus, se dá a união definitiva entre o céu e a terra (João 1,51; Atos dos Apóstolos 7,56; 10,11-16) e uma revelação celeste (Isaías 63,19; Ezequiel 1,1; Apocalipse 4,1; 19,11). A revelação maior é a confirmação da identidade de Jesus como o Servo de Javé. Mateus, escrevendo num ambiente de polêmica contra o judaísmo formativo do fim do primeiro século, muda a tradição original (Marcos 1,9-11), mantida por Lucas, na qual as palavras do Pai se dirigem a Jesus para dirigi-las aos ouvintes: “Este é meu Filho muito amado, aquele que me aprouve escolher” (vers. 17). Em ambas as tradições, essas palavras associam a terminologia do Salmo 2,7, que repete a profecia de Natã em 2 Samuel 7,14 (“Tu és meu filho…”) e Isaías 42,1 (“Meu bem-amado que me aprouve escolher”). A passagem de Isaías apresenta o Servo que não levanta a voz (42,2) nem vacila, nem é quebrantado (42,4) (a tradução grega da Septuaginta usou uma palavra que podia expressar tanto os termos hebraicos para “filho” quanto para “servo”). Fazendo fusão desses trechos do Antigo Testamento, o texto une, em Jesus, duas figuras proféticas: a do Filho da descendência real davídica e a do Servo de Javé. Assim, prevê que o messianismo de Jesus implica a vocação do Servo Sofredor e rejeita pretensões messiânicas triunfalistas. Podemos dizer que o batismo é, para Jesus, o assumir público de sua missão como Servo de Javé. A voz do céu confirma sua opção de vida. O Pai confirma que Ele reconhece Jesus, desde o início de seu ministério público, como seu Filho (Salmo 2,7), seu bem-amado, objeto de sua predileção. Um dos sentidos mais importantes de nosso batismo também é nosso compromisso público com a vontade do Pai. Todos nós podemos sentir a veracidade da mesma frase usada pelo Pai diante de Jesus: cada um de nós também é verdadeiramente filho(a) do Pai celeste (1 João 3,1), a quem aprouve escolher-nos. Nada pode fazer com que o Pai abandone esse amor incondicional e gratuito, nem nossa fraqueza, nem o pecado (Romanos 8,39). Importante é reconhecer que Deus nos amou primeiro, incondicionalmente, e nos cabe responder a esse amor gratuito por uma vida digna de filhos e filhas do Pai, no seguimento de Jesus (1 João 4,10-11). Jesus não achou privilégio ser o amado do Pai, mas assumiu as consequências: uma vida de fidelidade, que o levou até a Cruz, e a ressurreição (Filipenses 2,6-11). Celebrando essa festa litúrgica, renovemos o compromisso de nosso batismo, comprometendo-nos com o seguimento do Mestre, no esforço de contribuir à criação do mundo que Deus quer, onde reinam o amor, a justiça e a verdadeira paz. Nosso batismo confirma que somos parceiros de Deus no ato permanente de criação, fazendo crescer o Reino dele, que “já está no meio de nós” (Marcos 1,14). Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.Pe. Tomaz Hughes, SVD
Batismo: missão de “amar como Jesus amou”

Com a celebração da Festa do Batismo do Senhor (em 2022, no dia 9 de janeiro), a liturgia católica conclui o ciclo do Natal. Esta é uma oportunidade de aprendermos muito ou até recordar algumas das bases de nossa fé. É claro: não pretendo nem sei dizer sobre tudo o que essa data representa, mas eu gostaria de aproveitar para dar um enfoque em nosso próprio batismo. Dias atrás, alguém me perguntou qual era meu santo de devoção. Confesso que tive dificuldades para responder, pois eu gosto e tento ser amigo de todos eles. Conto com o modelo e a intercessão de cada um, cada uma. O tema, contudo, inquietou-me por um bom tempo. Depois de pensar bem, eu descobri ser um devoto do batismo, por tudo o que ele implica em nosso elo com Jesus. Estranho? Por analogia, não! Conheço muitos devotos da Eucaristia, por exemplo. A liturgia batismal, seja de adultos, seja de crianças, é impressionante pela riqueza dos ritos. Um tesouro! Lamento demais ao constatar que muitas comunidades, apesar da boa vontade, descuidam da catequese batismal (pobremente chamada “curso de batismo”) e da própria cerimônia. É comum ver improvisos, catequistas ríspidos com as famílias, ministros presidentes no “piloto automático”, pais e padrinhos alienados do que está ocorrendo naquele instante. Uma pena! Uma lástima! Uma tragédia! A palavra “batismo” tem origem na língua grega e significa “mergulho”, “banho”. O dia em que recebemos esse sacramento é único em nossa vida. Pela concretude desses mistérios, diante de nossos olhos, os neófitos são mergulhados em Cristo, encharcados de Jesus. O útero da Mãe Igreja dá à luz, à Divina Luz, seus filhos e filhas. Um legítimo parto; às vezes, até com o choro do “recém-nascido”. É a hora em que somos “tatuados”, sinalizados, sacramentados com a marca inapagável em nós, mesmo se nosso nome for riscado de um registro formal. É também quando nós, os ramos, somos “enxertados” em Cristo, a videira (João 15,1-11). Isso significa que a seiva de Jesus passa por nós, e a perfumada força do Senhor nos nutre. Passamos, portanto, a ser membros de um magnífico corpo, cuja cabeça é Cristo (1 Coríntios 12,12-13). Tamanha delicadeza de Deus também nos faz assumir compromissos. Recordo aqui os versos da famosa canção de Padre Zezinho que resumem boa parte de nossa vocação batismal: “Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu, sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria”. Eis nosso chamado! No início da Igreja, esse sacramento era denominado “iluminação”. Assim, o neófito recebia (recebe) a luz de Cristo para iluminar o mundo. Onde estiver, o batizado precisa ser sinal de Jesus, ser luz no trânsito, no trabalho, em casa, na escola, nos momentos de lazer, até na igreja… Em resumo, o iluminado, iluminada por Cristo tem sempre o dever de, ao sair de um contexto, deixar tudo melhor do que quando chegou. Batismo não é teoria ou formatura, é prática! Para concluir esta breve exposição sobre alguns dos muitos sinais da liturgia batismal (reforço: a beleza dela é incrível!), eu gostaria de destacar a unção com o crisma. A palavra “cristo”, também de origem grega, significa “ungido”. Provém de “crisma” (“óleo”). Ao sermos ungidos, nós nos unimos a Cristo também por esse aspecto. É outro sinal visível de que somos colocados no mesmo “molde” (configurados) do Senhor (Romanos 8,28-32). Passamos a fazer parte do povo de Deus e podemos chamá-lo de “Papai”. O batismo é a grande comunhão espiritual com Jesus. Bem diferente do que andam difundindo por aí por liturgias transmitidas. Uma pena existir um grande número de cristãos, das mais diferentes denominações, sem a mínima ideia da riqueza do batismo. Que nossas comunidades de fé e seus animadores avaliem para já a forma com a qual esse sacramento é celebrado. Neste novo ano e por toda a nossa vida, possamos emanar, com nossos gestos e palavras, a luz que vem do Senhor! Dedico este texto ao cônego João Parreiras Villaça que, num domingo de carnaval, mergulhou-me em Cristo, e às muitas e muitas crianças as quais tive o privilégio de também encharcá-las de Jesus. Alessandro Faleiro MarquesDiácono permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte, professor, editor de textos para as irmãs missionárias servas do Espírito Santo, membro da Equipe de Espiritualidade da Província Brasil Norte das SSpS.
O ano de 2022 na perspectiva de cinco mulheres

Os últimos anos têm sido bem difíceis, seja em nosso país, seja em outros contextos. Mas é preciso cultivar a esperança, atitude diferente de esperar passivamente. Cada pessoa precisa fazer sua parte, para que a sociedade possa voltar a ter o mínimo de leveza. Cinco mulheres convidadas por nosso blog comentam o ano que termina e falam de suas perspectivas para 2022. Desafios, política, espiritualidade, compaixão, saúde são alguns dos temas. Veja a seguir. Novas perspectivas Fim de dezembro e de um longo período sombrio para a humanidade, que, por dois anos, suporta ameaças de uma pandemia e somente agora começa a ter esperanças de alívio. Com esse leve estímulo, nasce meu desejo de que, em 2022, muitas coisas boas voltem: os abraços, os passeios, as viagens, as grandes festas, as oportunidades de trabalho, no momento adormecidas, enfim, os detalhes prazerosos que, pelo distanciamento social, ficaram para trás. Nós, que sobrevivemos aos desafios de 2020 e 2021, já comemoramos a virada do ano e queremos participar ativamente da vida em 2022. Sabemos que são os desafios que nos impulsionam para frente. “É muito sábio, porém, evitar anseios excessivos, mesmo em se tratando de boas causas”, dizia Santo Arnaldo Janssen. Que nossa vida possa voltar a ter leveza, humor! Tem ela de ser uma vida animada, sem ser banal e pequena. Porque não vivemos sozinhos, precisamos de uma vida em que haja um sentido de olhar para o outro, um pouco de paz e de muita gratidão a Deus. A vida sem amor não tem nenhum sentido. Que 2022 nos traga a todos nós muito otimismo, inspiração para nossas capacidades de sonhar e de amar, oportunidades e força de vontade para realizarmos os nossos sonhos. Lúcia Helena de MeloProfessora de Língua Portuguesa para estrangeiros _____________________________________________ Três aspirações para 2022 Todos os dias, rezo o terço para que os membros de minha família (todos eles citados nominalmente) sejam ajudados em suas dificuldades espirituais e temporais. Muito preocupada com a situação política de meu país, rezo também pelo Brasil, porque nosso presidente, já sem nenhuma credibilidade internacional, em vez de governar, somente está interessado na próxima campanha eleitoral, na ganância de obter cada vez mais poder. Enquanto isso, ao nomear seus comparsas para os cargos mais significativos para seus interesses, vão-se desorganizando a saúde, a educação, a cultura, o meio ambiente, os costumes e as relações exteriores. É uma gestão realmente desastrosa! Minha terceira aspiração é pelo fim da pandemia e para que eu tenha mais paciência, enquanto aguardo o atendimento de meus desejos, louvando a Deus pela esperança e pela paz que só Ele pode dar. Maria de Lourdes SimõesProfessora de Língua Portuguesa _____________________________________________ Presença de Deus Eu espero, no ano de 2022, estar com uma vida financeira mais estável e conquistar minha casa própria. Que todos de minha família estejam com saúde! Desejo que acabe esta pandemia para que possamos ter uma vida normal. Que, em 2022, todas as famílias tenham alimento na mesa, que as pessoas se coloquem no lugar do outro e que cada um sinta a dor do próximo. Sei que os que têm melhor condição não têm culpa pelos que não têm, mas um pouco de humildade seria bom para todos. Que, em 2022, não haja tanta desigualdade entre as pessoas, que todos tenham o mesmo direito à saúde e as mesmas oportunidades de educação e de trabalho. Que todos os corações sejam cheios da presença de Deus, pois, no dia em que isso acontecer, veremos o mundo melhor. Ester Souza ReisProfissional de serviços domésticos _____________________________________________ Cultivar a esperança O ano de 2021 termina. Ano com muitas incertezas, com poucas expectativas quanto ao combate à pandemia de covid-19 e muita dor e desesperança a nosso redor! No entanto, queremos cultivar a esperança para o novo ano, na certeza de que o que vírus da covid-19 seja controlado. Mais do que controlar o mal causado pela pandemia, rogamos a Deus que seja combatida a corrupção, a raiz de todos os males na humanidade e na Criação. E que a semente do Verbo Encarnado, que está em cada coração humano e na criação, possa desabrochar para que haja mais vida e vida em plenitude em todo o universo! Irmã Terezinha ColomboMissionária serva do Espírito Santo _____________________________________________ Mudar o mundo para melhor O ano de 2021 foi muito difícil para todos nós. Com muita fé em Deus, que em 2022 possamos ter mais união, amor e oportunidade de mudarmos o mundo para melhor. Josiane AlvesFuncionária do Convento Santíssima Trindade