Vivat Internacional: indígenas tenharins homenageiam irmã advogada

Seis tenharins do Amazonas foram acusados de assassinato e encarcerados injustamente. Na condução da defesa dos indígenas, esteve a irmã Michael Nolan, da Congregação da Santa Cruz (CSC), organização membro da Vivat Internacional. Uma das teses da defesa foi baseada em aspectos culturais, o que pode ser considerado um avanço. Para agradecer a absolvição dos réus, a comunidade homenageou a religiosa com um cocar, algo muito mais significativo do que um mero adorno. Saiba mais!

Menção honrosa aos povos originários

Em nossa sociedade, não é de hoje, há lutas das minorias, reivindicando direitos e combatendo desigualdades. Nesse sentido, destacamos os povos originários, que enfrentam conflitos até os tempos atuais. Mas há também algumas conquistas que merecem destaque. Veja o artigo de Maria Terezinha Correa!

Semana dos Povos Indígenas: “Somos raízes da história do Brasil”

Os indígenas têm muito a nos ensinar, ao desafiar-nos no cuidado e no respeito à nossa Casa Comum. A convite da Ir. Maria Leonice Neves, o professor Nelson Praze Xerente, da comunidade Akwẽ Xerente, situada no Estado do Tocantins, partilha seu sentimento de ser membro de um povo originário do Brasil. Confira!

“O governo não pode ter medo de enfrentar os monstros da Amazônia”

A expressão é da irmã Madalena Hoffmann, missionária serva do Espírito Santo (SSpS) e membro do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) do Município de Alto Alegre, Roraima. Presente na Assembleia do Regional Norte 1 do Cimi, realizada de 11 a 14 de fevereiro, Ir. Madalena, que atua também na Pastoral Paroquial, com foco na pastoral indigenista, afirmou que terra, território e água serão o foco principal das atividades do Cimi, no Regional. Entre outras prioridades igualmente importantes, está a atuação, em rede, na região do rio Abacaxis, para garantir direitos; o apoio ao povo Yanomami em suas terras invadidas pelos garimpeiros e demais áreas; e as ações de proteção aos povos indígenas livres. O Cimi se propõe também a avançar na articulação e incidência política, e a fortalecer a aliança com outras entidades (entre elas, a Comissão Pastoral da Terra, universidades, Sares, Repam) que atuam no campo da luta contra a mineração e grandes empreendimentos em terras indígenas (BR-319, Bacia Sedimentar do Solimões)e promover estratégias de diálogo com o governo atual. Irmã Madalena falou ainda sobre a atuação do governo atual na proteção e cuidado dos Yanomami e sobre os desafios que os indígenas enfrentam para viver no mundo urbano. Veja a íntegra da entrevista. A Assembleia teve como tema “Cimi: 50 anos de existência, reafirmando a caminhada na mística, memória, resistência e esperança” e, como lema, “E diga ao povo que avance! Avançaremos!”. Por que esse tema e esse lema? O que eles querem dizer nas entrelinhas para a Igreja, a sociedade e os povos originários? Irmã Madalena: Diante de uma realidade vivida no País, onde era negado aos povos a vivência e o cultivo de seus costumes, crenças, saberes e tradições, pode-se dizer, com certeza e esperança, que o nascimento e a organização do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) foi o acontecimento por excelência, tanto na vida eclesial quanto na vida dos próprios povos originários. Aqui na Amazônia, se ainda existe preservação da natureza, floresta em pé, é inegável que isso se dá graças à luta, resistência, teimosia e valentia dos povos originários e de tantos missionários e tantas missionárias que, ao longo desses 50 anos, dedicaram-se incansavelmente a essa grande missão de estar junto a esses guerreiros e guerreiras, somando forças, enfrentando perigos. Muitos, até com seu próprio sangue, testemunharam essa paixão pela causa indígena, que é de todos nós. Portanto, voltar atrás, jamais! Avançar, sempre! Diga ao povo que avance! Avançaremos! Como a senhora avalia a atuação do atual governo ante a tragédia que se instaurou no mundo Yanomami? Irmã Madalena: É como um oásis no deserto! Um ressurgir da vida e da esperança no meio de tanto descaso praticado pelo governo anterior. Onde podemos dizer e repetir com toda a certeza: nunca mais um Brasil sem os povos originários! No momento, o governo foca no cuidado com os povos originários onde a vida está mais ameaçada, o que parece justo. Mas a Amazônia, como um todo, clama por atenção. O grande desafio do atual governo, em relação à Amazônia, é não ter medo de enfrentar os monstros que sempre sugaram as riquezas naturais às custas de tantas vidas machucadas, marginalizadas, ameaçadas e pisoteadas por esse sistema que gera morte, em nome de um falso progresso e desenvolvimento. Sabemos que não será uma tarefa simples e vai exigir do governo um pulso firme e destemido. E vai precisar, mais do que nunca, de uma sociedade civil organizada e forte, através dos movimentos sociais, igrejas e tantas outras instituições promotoras do bem viver. Os povos indígenas livres precisam de proteção, e essa é uma das prioridades abraçadas pelo Cimi na Assembleia do Regional Norte 1, que acabou de acontecer. Na prática, quais são as reais ameaças à vida dos povos indígenas livres? Irmã Madalena: Os povos livres sofrem constantemente o assédio de pessoas; e pasme, muitas vezes, pessoas religiosas das igrejas pentecostais. Recordemos que, durante o desgoverno passado, inúmeras vezes, pastores, “gente do bem e de Deus…”, em nome de uma fé esvaziada, entravam nos espaços dos povos, os quais eles chamavam de isolados, cuja alma tentavam salvar. Também a Igreja Católica teve atitude semelhante durante a primeira colonização. Mas, por trás dessa “boa” intenção, vieram também grandes interesses pelas riquezas naturais das florestas. Com isso, entram as doenças, os vícios dos brancos, o aliciamento de pessoas. Isso continua muito forte nos dias de hoje. O Cimi tem o projeto de trabalhar essas questões nos lugares onde já houve ou está havendo esses estragos, para que, justamente, possam existir mecanismos de proteção e denúncia dessas situações. Poderia falar sobre os principais desafios que os indígenas que vivem em contexto urbano, como os Yawaripë/Yanomami, enfrentam? Que tipo de acompanhamento seria eficaz? Irmã Madalena: Em relação aos povos da cidade, falando da situação concreta de Boa Vista, com a invasão dos garimpeiros, muitos foram aliciados através de “migalhas” a irem para a cidade. Ao chegar, sofrem as piores e atrozes consequências. Por exemplo, não têm onde ficar, ficam muito doentes, são atropelados e mortos pelas ruas de Boa Vista, são tidos como indigentes e assim são sepultados. Os filhos de quem morre se negam a voltar para o território, pois dizem “A mãe morreu aqui, e aqui eu quero morrer também”. Já existe uma equipe em Boa Vista acompanhando essas situações. É uma realidade também do Amazonas. Por isso, foi acrescentada como uma forte prioridade essa questão. Há algum desafio em ser mulher, missionária nessa luta? E alegrias? Irmã Madalena: Muitos desafios, mas muito mais alegrias, mesmo em tempos sombrios que passamos, pois só o fato de saber que estamos do lado da vida, especialmente lá onde ela é mais ameaçada, já é motivo de nos alegrarmos por nos sentirmos no lado certo. O misto de desafios e alegrias na vida missionária é o que nos impulsiona a avançar sempre nessa caminhada. Poderia falar um pouco sobre a atuação da mulher e mulher consagrada no Conselho Indigenista? O que faz a diferença com a presença delas? Irmã Madalena: Na verdade,

Emerson Pataxó – Recado

Emerson Pataxó, jovem indígena da comunidade dos pataxós, do Sul da Bahia, reforça que a proteção do meio ambiente está ao alcance de todos. Mesmo nas simples atitudes do cotidiano, cada um tem a oportunidade de cuidar de nossa Casa Comum. Assista!

Emerson Pataxó – Os povos originários e a ecologia

Emerson Pataxó, da comunidade dos pataxós do Sul da Bahia, fala sobre a importância da proteção do meio ambiente. Denuncia políticas que levam a devastação à Amazônia, mas recorda que, no Brasil, há outras áreas que também merecem nossa atenção. Assista!

Abriu… Apenas abrir

Abril e a questão indígena precisam ser ressignificados.Necessário é abrir o debate de forma permanente.Por isso, nada de respostas velhas e absolutas.No Brasil, mais de 200 povos, mais de 200 línguas.Fica o convite para que cada um se abra para repensar.Ofereço provocações em conta-gotas, para refazer perguntas,Estereótipos…Povos indígenas…Diversidade…Riquezas étnicas…Espiritualidades…Demarcação…Violência…Colonização…Rituais…Genocídio…Etnocídio…Racismo histórico…Patrimônio cultural…Terra…Modos de vida…Povos originários…Invasão…Ancestralidade…Que sigamos abertas e atentas aos desafios atuais, sem nos fechar ao debate. Das palavras inspiradoras de lideranças e pensadores dessa questão, uma última provocAÇÃO: se não houver espaço para os povos indígenas, não caberá ninguém. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre: Política de Privacidade