Canoas: voluntários do CES Mãos em Ação minimizam a fome

O Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, lembrado em 17 de outubro, busca conscientizar governos e sociedades do mundo inteiro sobre a quantidade de pessoas expostas à miséria e à fome. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), que entende que acabar com a pobreza extrema está no cerne dos esforços mundiais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de 17 tópicos e um apelo global à ação. Diante desse desafio, cada iniciativa que enxerga a necessidade do outro deve ser valorizada. E um desses esforços é o grupo CES Mãos em Ação, criado no Colégio Espírito Santo, de Canoas-RS, em 17 de agosto de 2021. A iniciativa envolve as irmãs missionárias servas do Espírito Santo, funcionários, professores, estudantes e famílias da escola, além de motoristas de transporte escolar. O coordenador do CES Mãos em Ação, Sérgio Velasques Garcia, conta que o grupo realiza campanhas permanentes de arrecadação. Com os alimentos doados, são preparadas refeições a serem entregues para pessoas em situação de rua e moradores de comunidades carentes de Canoas e Porto Alegre. “Nossa primeira ação aconteceu em 9 de setembro de 2021, com 150 marmitas”, relembra Marta Angra de Moraes, voluntária e secretária do colégio. Ao longo do primeiro ano de atividades, o grupo preparou e distribuiu 1.952 marmitas. Roupas, calçados e materiais de higiene são outros donativos recebidos pelo grupo, em tarefas de responsabilidade social da gincana da escola. Tudo é distribuído principalmente durante as ações realizadas no inverno. Já os brinquedos doados na gincana são entregues em festividades realizadas pelo Dia da Criança e Natal. Entre os voluntários do CES Mãos em Ação estão estudantes e seus familiares, que são convidados a participar de todas as atividades do grupo, desde a arrecadação de itens, passando pela elaboração das refeições, até a distribuição das marmitas. “É muito gratificante. Quando a gente retorna para casa, a gente pensa muito que as pessoas têm fome e precisam do apoio de todos nós”, afirma Marcia Mirandola, voluntária e mãe de aluna do CES. A diretora do Colégio Espírito Santo, irmã Maria Sônia Muller, elogia a proposta do grupo, que é dar de comer a quem tem fome: “CES Mãos em Ação, eu acho que este nome é muito próprio, por tudo o que está acontecendo aqui. Fico sempre muito edificada quando vejo este grupo silencioso, que se reúne em torno daquele que está com necessidades. Então este gesto, eu tenho absoluta certeza, agrada muito a Deus”. Assista aos vídeos e saiba mais sobre o CES Mãos em Ação. Para saber mais CES Mãos em Ação: https://instagram.com/cesmaosemacao Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs Marcos Vinícius MerkerJornalista no Colégio Espírito Santo de Canoas-RS, membro da Equipe de Comunicação das SSpS Brasil.

Jornada Mundial dos Pobres

“A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19) é a inspiração bíblica para a III Jornada Mundial dos Pobres, que se realizará de 10 a 17 de novembro deste ano. Mas o que é essa jornada e o que ela pretende? O Papa Francisco, após o encerramento do Ano da Misericórdia, em 2016, teve a inspiração de convocar a Jornada Mundial dos Pobres para incentivar as comunidades cristãs e as pessoas de boa vontade a levarem esperança e conforto aos mais necessitados. A jornada é um convite à solidariedade humana e a ações concretas. Na mensagem divulgada pelo Papa, ele afirma que “A opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade descarta e lança fora é uma escolha prioritária que os discípulos de Cristo são chamados a abraçar para não trair a credibilidade da Igreja e dar uma esperança concreta a tantos indefesos”. Apesar de todos os avanços tecnológicos que permitem a superação da escassez e a produção de alimentos suficientes para que ninguém passe fome, a pobreza ainda atinge inúmeras pessoas em grande parte de nosso país, pois a riqueza está concentrada em uma quantidade cada vez menor de pessoas. Aumento da pobreza no Brasil De acordo com os dados do Cadastro Único do Ministério da Cidadania, a pobreza extrema no Brasil aumentou e já atinge 13,2 milhões de pessoas. Nos últimos sete anos, mais de 500 mil pessoas entraram em situação de miséria. O Nordeste tem os piores índices, especialmente Piauí, Maranhão e Paraíba. Do ano passado para cá, a extrema pobreza vem aumentando em torno de 10,5% em Roraima e no Rio de Janeiro. No Distrito Federal, o total de famílias inscritas no Cadastro Único, até junho de 2019, era de 158.280, entre as quais 71.091 com renda familiar per capita de até R$ 89,00 por mês. O Brasil já tinha saído do Mapa da Fome em 2014, mas se a situação não melhorar, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) poderá incluí-lo novamente entre os países em que mais de 5% da população consome menos calorias do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e 2017, a pobreza no Brasil passou de 25,7% para 26,5% da população. O número dos extremamente pobres, aqueles que vivem com menos de R$ 140,00 mensais, saltou, no período, de 6,6% para 7,4% dos brasileiros. O que fazer diante disso? Quando a vida está ameaçada, é necessário buscar providências concretas, como dar comida a quem tem fome e ajudar a satisfazer as necessidades básicas, que garantam a sobrevivência. Isso é essencial, mas não o suficiente. Precisamos buscar caminhos para que as pessoas possam viver dignamente. Aí vem o papel das políticas públicas que, de acordo com o texto-base da Campanha da Fraternidade 2019, “São ações discutidas, aprovadas e programadas para que todos os cidadãos possam ter uma vida digna, além de serem soluções específicas para as necessidades e problemas da sociedade. É a ação do Estado que busca garantir a segurança, a ordem, o bem-estar, a dignidade por meio de ações baseadas no direito e na justiça”. O governo, de modo geral, não consegue atender às necessidades da população em extrema pobreza e nem sempre tem políticas públicas adequadas. Por isso inúmeras organizações não governamentais (ONG) e instituições religiosas buscam dar atendimento aos mais pobres. As missionárias servas do Espírito Santo, nos países onde atuamos e, de modo bem concreto, no Brasil, desenvolvemos diferentes projetos na linha da superação da pobreza, entre eles a manutenção de creches em bairros pobres, para que as mães possam trabalhar. Mas também atuamos em nível sistêmico em organizações como a Vivat Internacional e, recentemente, a Vivat Brasil, que tem como uma de suas metas a superação da pobreza. Mas cada pessoa pode fazer a sua parte e encontrar formas concretas de ajudar os pobres: “dando o peixe” quando a fome aperta e “ensinando a pescar”, para que a fome não volte. Combater as causas estruturais que geram a pobreza é o melhor caminho para que todos tenham uma vida digna. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) _______

Websérie ” É Nossa História” – Ep. 6: Vida na Pedreira

A vida na periferia de uma grande cidade é cheia de dificuldades, especialmente para as pessoas mais pobres, para quem falta tudo: moradia digna, acesso à saúde, à educação, à segurança… Pedreira é um bairro da Zona Sul de São Paulo e Ir. Agnes Knips é uma missionária Serva do Espírito Santo de 81 anos que está mudando a vida de centenas de pessoas com sua presença amorosa e ação transformadora. No 6º episódio da websérie “É Nossa História, vamos conhecer o trabalho da Irmã Agnes junto aos doentes, às pessoas idosas e às crianças e adolescentes, especialmente na favela do Abacateiro. E logo temos mais! Fique ligado para o próximo episódio dia 15/03. Inscreva-se em nosso canal para receber a notificação. Até lá. Assista os episódios anteriores: Websérie – Ep. 1 – Adolescentes Grávidas Websérie – Ep. 2 – Povo Akwe Xerente Websérie – Ep. 3 – Crianças em Risco Websérie – Ep. 4 – Projeto Providência – Jovens e Adolescentes Vulneráveis Websérie – Ep. 5 – Justiça Restaurativa

E se Jesus nascesse hoje, como seria?

“Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho. Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Lucas 2:4-7 Quando lemos na Bíblia sobre o nascimento de Jesus, logo nos vem à mente um cenário bucólico de uma aconchegante gruta com uma manjedoura ao centro recheada de palha sequinha e tecidos limpos, com lindos animais como testemunhas do evento divino. Só que não. Acredite: essa imagem que nos é colocada em livros e pela TV não chega nem perto do que se passou naqueles tempos. José e Maria estavam numa fase bem difícil de suas vidas. Primeiramente, ela engravidara antes do casamento. Uma mulher que tivesse relações antes do casamento, naquela época, era condenada por apedrejamento. Além do preconceito e risco de vida que eles estavam passando, o imperador César Augusto havia decretado que fosse feito um recenseamento no país e ele tinha que ser feito na cidade natal da pessoa. Como José pertencia à linhagem do Rei Davi, precisou viajar com Maria para Belém, uma viagem de 138 quilômetros por estradas montanhosas e que durou vários dias. A estação quente e seca de outono também não ajudava e Maria estava com quase 9 meses em cima de um animal pequeno de carga. Chegando à Belém, todos os alojamentos e comércios estavam lotados por causa do registro e o único lugar que José encontrou disponível foi um estábulo, onde improvisaram um leito para Maria ter o seu bebê.  Trazendo para os tempos modernos Situações como estas são vistas todos os dias em todos os lugares do mundo: pessoas sem recursos financeiros, pessoas sendo obrigadas a deixar seus países de origem por conta de guerras, desemprego ou por leis que não as aceitam no território. Trazendo esta situação para os dias de hoje, pense se Jesus bem não poderia ter nascido em qualquer das situações abaixo? Para refletir Que esta reflexão nos sirva como preparo para o verdadeiro nascimento de Jesus em nosso coração: aceitando o próximo como a nós mesmos, sem preconceito ou julgamento. Seja quem for e de onde vier. https://www.youtube.com/watch?v=iEVsOzn2xZU

Websérie “É Nossa História” emociona em seu primeiro episódio

Se você vem nos acompanhando em nossas redes sociais e em nosso blog, sabe que hoje é o grande dia da estreia da primeira websérie das Missionárias Servas do Espírito Santo. Leia mais sobre a criação da websérie aqui. Produzido pela Verbo Filmes, o episódio de estreia tem como tema “Adolescentes Grávidas” e vai mostrar a realidade em que vivem algumas adolescentes que são assistidas pela Casa de Marta, em Palmas – TO, juntamente com as nossas missionárias. Com vocês: É Nossa História” – O retrato das pessoas alcançadas pelas missionárias SSpS, clique no vídeo para assistir o primeiro episódio: O próximo episódio será no dia 15/12. Contamos com a sua audiência! Assista aos outros episódios: Websérie – Ep. 1 – Adolescentes Grávidas Websérie – Ep. 2 – Povo Akwe Xerente Websérie – Ep. 3 – Crianças em Risco Websérie – Ep. 4: Projeto Providência – Jovens e Adolescentes Vulneráveis

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