Jupic na prática: quando justiça, paz e cuidado com a criação entram na sala de aula

A Jupic (sigla de Justiça, Paz e Integridade da Criação) representa um importante aspecto da missão das irmãs servas do Espírito Santo (SSpS). Na Rede de Educação SSpS, esse princípio se traduz na formação de “cidadãos globais” que compreendam a profunda interconexão entre as crises sociais e ambientais. No artigo, Rodrigo Mendonça Pereira, diretor-geral do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora (MG), apresenta alguns projetos desenvolvidos com os alunos. Veja!
Juntos pela saúde: espiritualidade & ciência

O Dia Mundial da Saúde é celebrado em 7 de abril. A saúde é um tema que merece constante atenção, movimento e investimento educacional. Os conceitos e iniciativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) foram a referência para a professora Marli Teresinha Everling tratar sobre o assunto. Confira!
Zero Waste e Lixo Zero: redes de mobilização para eliminar o desperdício

O Dia Internacional do Lixo Zero é comemorado em 30 de março. Esse é um tema que merece debate e, sobretudo, impõe ação. Com esse objetivo, a professora Marli Teresinha Everling apresenta algumas redes e recursos de mobilização úteis para atividades educacionais. Confira!
A valorização da vida

Pelo que estamos vivendo? Como estamos valorizando nossas vidas? Onde estamos buscando motivação? Questionamentos como esses exigem momentos de reflexão. Inspirada na canção “O que é, o que é?”, na logoterapia e na Encíclica Laudato si’, a psicóloga educacional Karen Gregory Mascarello, do Colégio Espírito Santo de Canoas-RS, aborda o tema valorização da vida, orientando cada um, cada uma a reconhecer suas forças e suas limitações. Confira!
Espiritualidade e ecologia integral (parte I): passos para uma conversão ecológica

Irmã Ana Elidia Caffer Neves é missionária serva do Espírito Santo (SSpS) e coordenadora da Província Stella Matutina. No dia 18 de março, ela conduziu uma palestra aos educadores da Rede de Educação SSpS, abordando o tema “Espiritualidade e Ecologia Integral”. A reflexão foi inspirada na Campanha da Fraternidade 2025 e no Ano da Transformação, celebrado pelas SSpS em todo o mundo. Numa série de três artigos, nosso blog publica o conteúdo apresentado pela irmã, propondo três passos para uma firme conversão ecológica. A seguir, a primeira parte. A Igreja no Brasil nos convida a assumir um compromisso com a ecologia integral, tema central da Campanha da Fraternidade deste ano. Paralelamente, nossa Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS) nos propõe o Ano da Transformação, uma oportunidade para promover as mudanças necessárias em nossa vida pessoal, comunitária e missionária. Transformar significa também questionar e renovar estruturas arcaicas, buscando novas formas de organização e relacionamento, baseadas em uma vivência mais sinodal, participativa e circular. Ser sinodal significa caminhar juntos, superando a rigidez das estruturas piramidais para construir redes, nas quais todas as pessoas se relacionam, colaboram e se apoiam mutuamente. Tanto a Campanha da Fraternidade quanto o Ano da Transformação reforçam a urgência do cuidado com o meio ambiente e nos desafiam à conversão ecológica. No entanto, falar de transformação e conversão não é suficiente para enfrentar a crise climática que vivemos. Ninguém muda hábitos ou comportamentos apenas por ouvir palavras inspiradoras. A mudança verdadeira não acontece instantaneamente, somente porque uma ideia nos parece interessante ou correta. Toda transformação é desafiadora e nos tira da zona de conforto. É natural resistirmos a tudo que nos provoca e exige de nós novas posturas. A conversão ecológica é um conceito inspirador, mas sua prática exige esforço, persistência e, muitas vezes, um profundo questionamento sobre nossa forma de ser e de estar no mundo. Ao abordar o tema da espiritualidade e ecologia integral, gostaria de trazer algumas reflexões que nos ajudem a responder às seguintes perguntas: Como podemos realizar essa conversão ecológica? O que significa, de forma concreta, para nós, como missionárias servas do Espírito Santo, como Rede de Educação e como educadores comprometidos com um projeto político-pedagógico missionário, viver a conversão ecológica? Como podemos promover processos de transformação para uma vida mais sustentável junto a nossos alunos e às famílias que atendemos? De que forma podemos nos tornar agentes de transformação social no cuidado com a nossa Casa Comum? Para nos auxiliar nesse caminho e dar passos concretos rumo à conversão ecológica, proponho três linhas de ação e vivência: A vivência de uma espiritualidade ecológica. A prática de relações justas. O cuidado com o meio ambiente. Essas três dimensões estão profundamente interligadas e caminham juntas. A espiritualidade e as relações justas nos conduzem naturalmente ao cuidado com a Casa Comum. Quando nos conectamos com a natureza, também fortalecemos nossa conexão com Deus (espiritualidade) e com o próximo (relacionamentos justos). A vivência de uma espiritualidade ecológica Para que uma transformação real aconteça, ou seja, para que alcancemos uma verdadeira conversão ecológica, precisamos de uma motivação interior profunda, de valores que façam sentido para nós e deem um fundamento sólido às nossas decisões. Por isso, a espiritualidade é um caminho essencial. Sem ela, a conversão ecológica pode se tornar apenas uma ideia bonita, mas sem raízes profundas para sustentar a mudança de mentalidade e comportamento. Mas afinal, o que entendemos por espiritualidade? Certamente, cada um de nós tem seu próprio conceito e maneira de vivenciá-la. Como missionária serva do Espírito Santo, parto da espiritualidade trinitária e missionária, que é a base de nossa vida. Gosto também de comparar a espiritualidade à seiva de uma árvore: essencial para sua sobrevivência e crescimento, quase invisível, mas responsável por transportar a água e os nutrientes que dão vitalidade à planta. Da mesma forma, a espiritualidade nutre nossa vida interior, nos fortalece nos momentos de dificuldade e dá sentido à nossa existência. A espiritualidade é um conceito amplo e pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da crença religiosa ou visão de mundo de cada pessoa. Em uma abordagem mais universal, podemos defini-la como a busca por significado, propósito e conexão com algo maior que nós mesmos. Pode envolver dimensões religiosas, filosóficas ou pessoais e se expressar através da fé, da meditação, da ética, do cuidado com os outros e com a natureza. Em sua essência, a espiritualidade promove um senso de transcendência e plenitude na vida. Ao relacionarmos espiritualidade e ecologia integral, é importante esclarecer esse conceito. A ecologia integral reconhece que tudo está interconectado: meio ambiente, sociedade, economia e espiritualidade. Essa abordagem, amplamente difundida pela Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, propõe uma relação harmoniosa entre todos os aspectos da vida no planeta, promovendo um desenvolvimento sustentável que respeita tanto a natureza quanto o ser humano. É uma visão holística, pois considera a vida em sua totalidade. O próprio termo “integral” remete à inteireza, plenitude (o contrário de algo fragmentado ou dividido). Na Laudato si’, o Papa Francisco nos alerta que a degradação do meio ambiente não afeta apenas a Mãe Terra, mas impacta sobretudo os mais pobres e vulneráveis. Portanto, o cuidado com o meio ambiente é também uma questão de justiça social, pois tudo está interligado. Se tudo está interligado, não podemos separar a crise ambiental das crises sociais e éticas. Podemos olhar para as diversas realidades que o mundo enfrenta hoje: As guerras entre Rússia e Ucrânia, Israel e Palestina, os conflitos na Síria e em tantos outros países que nem sempre chegam ao nosso conhecimento. O fenômeno da migração, com milhares de refugiados forçados a deixar suas casas. O crescimento da extrema-direita no mundo e as ameaças às democracias. O avanço do fundamentalismo, das polarizações, dos discursos de ódio. A violência contra as mulheres, o racismo, as calamidades naturais cada vez mais extremas, o aumento da fome, as epidemias e pandemias. Tudo isso está interligado. Mesmo quando acontece do outro lado do mundo, de alguma forma, nos afeta. Diante
Natal: tempo de nascimento para um ser-agir mais sustentável

Em 2024, nossos temas de pauta foram os sete objetivos da plataforma Laudato Si’. A professora Marli Teresinha Everling revisita sete pontos que merecem atenção quando se trata de transições coletivas para um ser-agir mais sustentável. Confira!
Plataforma Laudato Si’: espiritualidade ecológica

Para novembro, escolhemos o tema “espiritualidade ecológica”, sétimo objetivo da Plataforma de Ação Laudato Si’, que é inspirada na encíclica de mesmo nome, publicada pelo Papa Francisco. O tema foi eleito porque novembro é um mês para considerar a importância do amor universal oriundo do espírito. Veja o artigo da prof.ª Marli Teresinha Everling!
Plataforma Laudato Si’: resiliência e empoderamento da comunidade

A Plataforma de Ação Laudato Si’ é inspirada na encíclica de mesmo nome, assinada pelo Papa Francisco. A intenção é contribuir com atitudes e soluções concretas e duradouras no contexto de crise ecológica, além de auxiliar os participantes a desenvolverem ações para proteger nossa casa comum. A plataforma conta com sete objetivos, e o último, “resiliência e empoderamento da comunidade”, é nosso tema do mês. Veja o artigo da prof.ª Marli Teresinha Everling.
Socióloga defende redes fortes para o enfrentamento das desigualdades sociais

Márcia Maria de Oliveira é socióloga, pesquisadora e professora, com um amplo currículo tanto na área acadêmica quanto pastoral. Partilhamos sua entrevista ao informativo da Vivat International Brasil, organismo intercongregacional de defesa dos direitos humanos e do cuidado da Criação. Ela fala sobre os desafios econômicos, políticos e sociais de hoje, e partilha sua visão sobre o papel da Igreja num cenário politicamente conturbado.
Educação ecológica e a Plataforma Laudato si’

O tema do mês passa pela Plataforma Laudato si’, pela educação ecológica. Setembro é o mês da sustentabilidade, e o artigo da professora Marli Teresinha Everling dá mais detalhe. Veja!