Papa: intenção de orações aos jornalistas

De acordo com a ONG Christian Solidarity Worldwide, nos últimos dez anos, 31 padres foram assassinados no México em represália por denunciarem a violência de narcotraficantes. Em setembro último, 3 foram mortos em apenas uma semana. Este é apenas um número em meio a tantos que nos faz pensar sobre a coragem que é preciso ter para denunciar o erro. E da responsabilidade dos meios de comunicação com relação à verdade e ao bem das pessoas. E é por isso que as intenções de orações deste mês do Papa se voltam aos jornalistas. Que a ética e o compromisso com a verdade continuem sempre sendo o norte da sua profissão. Você reza conosco?
Intenções de oração de setembro

Este mês as intenções do Papa foram um alerta sobre a atual situação de crise mundial e como nos posicionamos diante dela. Bela mensagem!
Mensagem do Papa Francisco pelo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outras Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje, 1 de Setembro, o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A data foi instituída pelo Papa Francisco e tem um sentido ecumênico, já que a mesma é também comemorada pela Igreja Ortodoxa. A ocorrência tem como objetivo oferecer «a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».[1] É muito encorajador que a preocupação com o futuro do nosso planeta seja partilhada pelas Igrejas e comunidades cristãs em conjunto com outras religiões. De facto, nos últimos anos, foram empreendidas muitas iniciativas por autoridades religiosas e organizações para sensibilizar mais a opinião pública sobre os perigos da exploração irresponsável do planeta. Quero aqui mencionar o Patriarca Bartolomeu e o seu antecessor Dimitrios, que durante muitos anos não cessaram de se pronunciar contra o pecado de causar danos à criação, chamando a atenção para a crise moral e espiritual que está na base dos problemas ambientais e da degradação. Em resposta à crescente solicitude pela integridade da criação, a III Assembleia Ecuménica Europeia (Sibiu, 2007) propunha que se celebrasse um «Tempo em prol da Criação» com a duração de cinco semanas entre o dia 1 de setembro (memória ortodoxa da criação divina) e 4 de outubro (memória de Francisco de Assis, na Igreja Católica e noutras tradições ocidentais). A partir de então aquela iniciativa, com o apoio do Conselho Mundial das Igrejas, inspirou muitas atividades ecuménicas em várias partes do mundo. Deve ser também motivo de alegria o facto de em todo o mundo iniciativas semelhantes, que promovem a justiça ambiental, a solicitude pelos pobres e o serviço responsável à sociedade, terem feito encontrar pessoas, sobretudo jovens, de diferentes contextos religiosos. Cristão ou não, pessoas de fé e de boa vontade, devemos estar unidos manifestando misericórdia para com a nossa casa comum – a terra – e valorizar plenamente o mundo em que vivemos como lugar de partilha e comunhão. 1. A terra clama… Com esta Mensagem, renovo o diálogo com «cada pessoa que habita neste planeta» sobre os sofrimentos que afligem os pobres e a devastação do meio ambiente. Deus deu-nos de presente um exuberante jardim, mas estamos a transformá-lo numa poluída vastidão de «ruínas, desertos e lixo».[2] Não podemos render-nos ou ficar indiferentes perante a perda da biodiversidade e a destruição dos ecossistemas, muitas vezes provocadas pelos nossos comportamentos irresponsáveis e egoístas. «Por nossa causa, milhares de espécies já não darão glória a Deus com a sua existência, nem poderão comunicar-nos a sua própria mensagem. Não temos direito de o fazer».[3] O planeta continua a aquecer, em parte devido à atividade humana: o ano de 2015 foi o ano mais quente de que há registo e, provavelmente, o ano de 2016 sê-lo-á ainda mais. Isto provoca secura, inundações, incêndios e acontecimentos meteorológicos extremos cada vez mais graves. As mudanças climáticas contribuem também para a dolorosa crise dos migrantes forçados. Os pobres do mundo, embora sejam os menos responsáveis pelas mudanças climáticas, são os mais vulneráveis e já sofrem os seus efeitos. Como salienta a ecologia integral, os seres humanos estão profundamente ligados entre si e à criação na sua totalidade. Quando maltratamos a natureza, maltratamos também os seres humanos. Ao mesmo tempo, cada criatura tem o seu próprio valor intrínseco que deve ser respeitado. Escutemos «tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres»[4] e procuremos atentamente ver como se pode garantir uma resposta adequada e célere. 2. …porque pecamos Deus deu-nos a terra para a cultivar e guardar (cf. Gn 2, 15) com respeito e equilíbrio. Cultivá-la «demasiado» – isto é, explorando-a de maneira míope e egoísta – e guardá-la pouco, é pecado. Com coragem, o amado Patriarca Ecuménico Bartolomeu tem, repetida e profeticamente, posto em evidência os nossos pecados contra a criação: «Quando os seres humanos destroem a biodiversidade na criação de Deus; quando os seres humanos comprometem a integridade da terra e contribuem para a mudança climática, desnudando a terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas húmidas; quando os seres humanos contaminam as águas, o solo, o ar… tudo isso é pecado». Porque «um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus».[5] Em face do que está a acontecer à nossa casa, possa o Jubileu da Misericórdia chamar os fiéis cristãos «a uma profunda conversão interior»,[6] sustentada de modo particular pelo sacramento da Penitência. Neste Ano Jubilar, aprendamos a procurar a misericórdia de Deus para os pecados contra a criação que até agora não soubemos reconhecer nem confessar; e comprometamo-nos a dar passos concretos no caminho da conversão ecológica, que exige uma clara tomada de consciência da responsabilidade que temos para connosco, o próximo, a criação e o Criador.[7] 3. Exame de consciência e arrependimento O primeiro passo neste caminho é sempre um exame de consciência, que «implica gratidão e gratuidade, ou seja, um reconhecimento do mundo como dom recebido do amor do Pai, que consequentemente provoca disposições gratuitas de renúncia e gestos generosos (…). Implica ainda a consciência amorosa de não estar separado das outras criaturas, mas de formar com os outros seres do universo uma estupenda comunhão universal. O crente contempla o mundo, não como alguém que está fora dele, mas dentro, reconhecendo os laços com que o Pai nos uniu a todos os seres».[8] A este Pai, cheio de misericórdia e bondade, que aguarda o regresso de cada um dos seus filhos, podemos dirigir-nos reconhecendo os nossos pecados para com a criação, os pobres e as gerações futuras. «Todos nós, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos», somos chamados a reconhecer «a nossa contribuição – pequena ou grande – para
Mensagem do Papa: “Colocar-se no lugar do outro e sentir o seu coração”

O XXXVII Encontro da Amizade entre os Povos, evento promovido pelo Movimento ‘Comunhão e Libertação’ em Rimini, nordeste da Itália, foi presenteado nesta última sexta-feira com uma mensagem do Papa Francisco. Ouça: O encontro deste ano tem o título “Tu és um bem para mim”, que o Pontífice define ‘corajoso’. “Diante das ameaças à paz e da insegurança dos povos e nações, afirma, teríamos que tomar consciência de que a insegurança existencial nos faz ter medo do outro, como se ele fosse um antagonista que nos roubasse espaço e invadisse os confins que construímos. Mas nestes tempos que mudam, quem pode pensar em se salvar sozinho, com suas únicas forças?”, questiona Francisco. Diálogo, a palavra-chave “Entretanto, ressalva ainda o Papa, existe uma palavra que não devemos nunca cansar de repetir e principalmente, de testemunhar: diálogo. Abrir-se aos outros não empobrece nosso olhar, mas nos enriquece, porque nos faz identificar a verdade do outro e a importância de sua experiência, mesmo que escondam escolhas e comportamentos com os quais não concordamos”. Para o Pontífice, “o verdadeiro encontro implica a clareza da própria identidade, mas ao mesmo tempo, a disponibilidade em se colocar no lugar do outro para sentir aquilo que agita seu coração. Este é o desafio diante do qual se encontram todos os homens de boa vontade”. Como responder a este desafio? O Papa, concluindo, avança a sua proposta: “Nosso dever, como discípulos de Jesus, coincide com a missão a que fomos chamados: o anúncio do Evangelho, que se traduz hoje em ir ao encontro das feridas do homem, levando a presença forte e simples de Jesus, sua misericórdia consoladora e encorajadora”. Estes são os votos de Francisco aos membros do Movimento: “Continuem em seu compromisso de solidariedade com os outros, servindo-os com alegria, segundo o ensinamento de seu inspirador, Pe. Luigi Giussani. Fonte: http://www.news.va/
Por que domingo será o dia da Vida Religiosa Consagrada

A Vida Religiosa Consagrada é comemorada todo 3º domingo de agosto, quando a Igreja no Brasil celebra a festa da Assunção de Nossa Senhora, modelo de todas as pessoas consagradas. Este é um dia muito especial em homenagem a todas as pessoas que deixaram as suas vidas profissionais e familiares e devotam suas vidas ao seguimento de Jesus Cristo. Os que abraçam essa forma de vida, não casam, vivem pobremente e obedecem às regras e constituições próprias do Instituto a que pertencem. Em geral, vivem em comunidade. Cultivam a oração. Meditam a Palavra de Deus. E participam na missão evangelizadora da Igreja, com especial atenção aos que foram os preferidos de Jesus: os empobrecidos, excluídos, enfermos, pequenos… A Vida Religiosa é uma forma de pertença a Deus e a Cristo, uma adesão amorosa ao Evangelho e ao Reino de Deus. Pode parecer estranho, mas a iniciativa dessa escolha não é da pessoa, mas de Deus. A pessoa sente-se chamada, atraída, envolvida pelo amor de Deus que a solicita. E a certa altura a pessoa se dá conta que esse amor é tudo, vale tudo, merece tudo, está acima de tudo. E então “se rende”. Entrega-se, deixa-se conduzir, coloca-se ao seu dispor: “Senhor, que queres que eu faça?” Na audiência do dia 01/02, na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa falou aos participantes do Jubileu da Vida Consagrada sobre o grande valor dos que consagram suas vidas a Deus. Compartilhamos com você as palavras do nosso pontífice. Fonte: Cidade do Vaticano (RV)
A figura do Pai nas palavras do Papa

Às vésperas do dia dos pais, partilhamos com você este vídeo lindo, cheio de sabedoria, do nosso Papa Francisco. Que a bênção da paternidade seja vivida com muita luz e alegria por todos os pais! Feliz Dia dos Pais! 🙂
Esporte para a cultura do encontro

As intenções do Papa para o mês de agosto falam do esporte como meio para a cultura do encontro entre todos, por um mundo de paz.
Orações do Papa se voltam aos indígenas em julho

Linda mensagem do Papa nas suas intenções de orações do mês de julho/2016.
Papa se despede da Armênia: unidade, perdão e futuro sem divisões passadas

O Papa encerrou sua Viagem Apostólica à Armênia na tarde de domingo, 26 de junho. Uma peregrinação marcada pelo ecumenismo e pelo esforço de Roma e Armênia em caminharem juntas à plena união. Desejo expresso pelo Papa mais de uma vez durante a permanência nas terras do primeiro país do mundo a acolher o Evangelho. “No caminho rumo à unidade, somos chamados a ter a coragem de deixar as nossas convicções rígidas e os interesses próprios, em nome do amor de Cristo”, disse Francisco. “Mas a unidade entre Católicos e Apostólicos não é submissão de um ao outro nem absorção, mas um acolhimento de todos os dons que Deus deu a cada um.” – sublinhou o Papa. Francisco convidou o povo armênio a perdoar o genocídio perpetrado no início do século passado: “Prestemos atenção aos anseios das gerações mais jovens, que pedem um futuro livre das divisões do passado. Que, deste lugar santo, se difunda novamente uma luz radiante! Que à luz da fé, que desde São Gregório Narek iluminou estas terras, se una a luz do amor, que perdoa e reconcilia”. Fonte: Rádio Vaticano
Como você ora?
“A oração humilde obtém misericórdia”. Este foi o tema da Audiência geral da quarta-feira, (1º/6), em que o Papa Francisco encontrou os fiéis na Praça São Pedro para falar sobre a parábola do fariseu e do publicano. Um reza “a si mesmo”, numa ação egoísta e vazia, enquanto o outro, humildemente, invoca piedade por saber-se pecador. “Não basta, portanto, nos perguntarmos quanto rezamos, devemos também nos questionar sobre como rezamos, ou melhor, como está o nosso coração”, afirmou o Papa para lançar um questionamento: “Eu pergunto: é possível rezar com arrogância? Não! É possível rezar com hipocrisia? Não! Devemos rezar diante de Deus como nós somos!”, disse Francisco. Frenesia À percepção de nosso coração, segue-se ainda um elemento tão essencial para a oração: a paz interior. Algo cada vez mais difícil de se alcançar em um mundo tomado pela frenesia que, com frequência, nos confunde. “É preciso aprender a reencontrar o caminho ao nosso coração, recuperar o valor da intimidade e do silêncio, porque é ali que Deus nos encontra e nos fala”, advertiu o Papa. Simplicidade Somente a partir deste “lugar íntimo e sagrado” de encontro com Deus é que podemos ir ao encontro dos outros. O fariseu foi ao templo seguro de si, mas não percebe que esqueceu o caminho do seu coração. O publicano, por sua vez, se apresenta no templo com humildade e arrependimento e reza: “Oh Deus, tende piedade de mim, pecador”. “Nada mais” – enfatizou o Papa. “Que bela oração! Digamos três vezes, todos juntos: ‘Oh Deus, tende piedade de mim, pecador’”. Francisco afirmou ainda que o fariseu era corrupto. Sabia somente ‘pavonear-se’ diante de si mesmo, no espelho. “A soberba compromete toda boa ação, esvazia a oração, afasta de Deus e dos outros. Se a oração do soberbo não chega ao coração de Deus, a humildade do miserável o escancara”, recordou Francisco para então, concluir: “Deus tem uma fraqueza, uma fraqueza pelos humildes: diante de um coração humilde, Deus abre o Seu coração totalmente”. Fonte: Rádio Vaticano