Dia da Árvore: pouco a se comemorar em 2020

Celebrar o Dia da Árvore tem um significado ímpar nos dias atuais. No Brasil, essa data é comemorada às vésperas da primavera, em 21 de setembro. Além de sua própria exuberância, as árvores têm funções fundamentais para o meio ambiente. Oferecem sombra, diminuem a poluição, mantêm a umidade do ar, deixam o solo firme, produzem matéria-prima para a fabricação de papel, remédios e diversos produtos. De forma que, ao derrubá-las, tenhamos a consciência da necessidade de replantá-las. Embora os problemas relacionados ao meio ambiente sejam conhecidos há certo tempo, a cada dia que passa, o agravamento das más ações saltam aos nossos olhos. Falta de preservação, descaso, sobretudo com a Floresta Amazônica, queimadas, não somente em nosso país, é o triste cenário da displicência política e de interesses econômicos, muitas vezes estabelecidos em nome de um “desenvolvimento” sem nexo. O desmatamento, a mineração e as queimadas constituem a causa-origem da degradação generalizada. Diante desse cenário, é inegável que a crise ecológica sinaliza, sem dúvida, uma crise de valores humanos. E cada vez mais os problemas assumem proporções alarmantes, por diferentes razões, interesses e meios. Via de regra, não devemos assumir uma posição ingênua ou indiferente diante do atual contexto, muito menos delegar nosso destino à “providência divina” e acreditar que a lei da natureza impõe o seu próprio equilíbrio. Muito pelo contrário, o que vemos é a força da natureza revelando que há um imenso desequilíbrio natural dos ecossistemas. Então vamos lá! Plante uma árvore se for possível. Adote atitudes que beneficiem o meio ambiente, consuma produtos de fontes renováveis. Ana Aparecida Martins Ferreira é professora de Ensino Religioso no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. ________ Devastação histórica Grandes brasileiros estão sofrendo com as queimadas ou desmatamento irregular. O Pantanal passa por uma das maiores catástrofes já registradas. A Polícia Federal investiga pelo menos cinco fazendeiros que teriam provocando o incêndio. As chamas atingiram áreas de proteção, reservas indígenas e afetaram até a vida nas cidades. Estima-se que mais de 12% do bioma já viraram cinzas. Além da poluição atmosférica, a fumaça tem formado a chamada “chuva escura” no Brasil e em países vizinhos. O fogo e outras formas de destruição, como o desmatamento irregular, a mineração, a invasão de terras indígenas e o garimpo, também atingem a Amazônia. Ambientalistas suspeitam de que, neste ano, teria se repetido o chamado “dia do fogo”, quando criminosos, numa ação orquestrada, iniciaram as chamas. Independentemente do bioma, o prejuízo para a flora, a fauna e para a economia ainda é difícil de ser calculado devido à grande extensão das áreas atingidas. Em todas as ocorrências, organizações denunciam o descaso das autoridades e a falta de estrutura para combater os crimes. Na última sexta-feira (18), a França declarou sua oposição ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Áustria, Holanda e Bélgica também anunciaram que não darão o aval ao acordo enquanto não houver imposições ambientais. Tragédia no Pantanal Assista ao vídeo divulgado pela página da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), denunciando os danos causados ao Pantanal.
Você conhece o Pantanal?

Encerramos hoje a nossa série sobre os biomas brasileiros, falando do último, mas não menos importante: Pantanal, o bioma das águas! Apesar de ser o menor bioma brasileiro, tem uma das maiores áreas alagadas contínuas do planeta, com 151.487 km2. O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. Está localizado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai e abrange os estados brasileiros do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e uma pequena parte dos países Bolívia e Paraguai, conhecido como Chaco. Animais Sua biodiversidade é extremamente rica, possui 3.500 espécies conhecidas de plantas, 463 de aves, 124 de mamíferos, 177 de répteis, 41 de anfíbios e 325 de peixes de água doce. Clima O clima do Pantanal é o Tropical Continental, ou seja, o verão é quente e chuvoso e o inverno frio e seco. Em épocas de chuva, ele fica praticamente intransitável por terra; enquanto no período da seca, os rios secam e sobra apenas o barro, daí seu nome “Pantanal“. Comunidade O Pantanal possui comunidades tradicionais como as indígenas, quilombolas, os coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e Paraguai Mirim, e muitas outras. Posso visitar? Mas é claro! Se você for visitar o Pantanal, além de ver lindas paisagens, é possível fazer safáris para observar animais selvagens, cavalgar por planícies exuberantes, fazer passeios de canoa para acompanhar o pôr do sol e caminhar em florestas para conhecer a natureza. Assista o documentário do canal Aventuras Selvagem, que vai mostrar tudo que falamos aqui: Veja toda a série: Amazônia – Um bioma por mês, aqui o primeiro Caatinga – O deserto brasileiro Cerrado – Um luxo de bioma Mata Atlântica – Saiba porque a Mata Atlântica é mais importante do que você imagina Pampas – Mas, bah! Toca pros pampas, tchê!