A escultura humana no bibliodrama

Setembro é o Mês da Bíblia, e encontrar novas maneiras de apresentá-la às novas gerações é nossa missão. Para que isso aconteça, o bibliodrama é uma forma que vem ajudando, de modo inovador, as pessoas a se reencontrarem com a Palavra de Deus. A técnica apresenta muitos elementos que possibilitam uma vivência mais íntima com a Palavra, e uma delas é conhecida como escultura. A partir da leitura e da reflexão de um texto bíblico, os ouvintes são convidados a construir uma escultura com o próprio corpo. Foi o que aconteceu com o grupo de catequese familiar dos alunos que se preparam para o sacramento da Eucaristia, no Colégio Espírito Santo, na capital paulista. Desafiados à experiência feita de forma remota e criatividades liberadas, os resultados foram surpreendentes. Com base no texto da visita de Maria à sua prima Isabel, quando soube que esta estava grávida também, os catequizandos e seus familiares criaram esculturas muito expressivas, representando a acolhida, a disponibilidade, a alegria, o encontro e muito outros temas refletidos a partir do texto. Tudo feito com muita alegria e esmero. Temos aqui mais uma forma de evangelização e de vivência da Palavra. Assim, concluímos com o testemunho do professor Max de Oliveira Faria, sobre vivenciar da escultura com as crianças da catequese. “A experiência da escultura humana foi muito profunda para os participantes. Durante a motivação, pude perceber os olhos e os gestos que nasciam de forma livre, espontânea e carregada de amor. A palavra “encontro” motivou a interação, mas o que vimos foram sentimentos que se materializavam em gestos, abraços, mãos dadas. Foi uma oportunidade única, em que uma experiência bíblica de Maria e Isabel fez desabrochar, em nossas crianças e suas famílias, um gesto de profunda intimidade.” Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS. __________
Leitura continuada da Bíblia

“Santo Agostinho falava que Deus escreveu dois livros. E o primeiro livro escrito por Deus não foi a Bíblia, mas sim a criação plena de todas das coisas, a natureza, a vida. O Livro da Vida, é por ele que Deus quer falar conosco.” (Frei Carlos Mesters, biblista) Na Igreja Católica, setembro é o Mês da Bíblia. É o período em que os fiéis são exortados a ter mais contato com os textos da Sagrada Escritura e, assim, iluminar e rezar a vida com base nos relatos, orações e ensinamentos presentes na Palavra de Deus. Uma das formas de ter contato com o texto bíblico é a leitura feita em grupo, com a comunidade e com os irmãos de fé e caminhada. Por isso a turma da catequese de crisma do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, participou da experiência da leitura continuada da Palavra, promovida pelo Arsenal da Esperança há nove anos. Na tarde de 24 de setembro, esteve na escola o missionário do Arsenal, Ivan Sbrana. Junto com os jovens do grupo de crisma, a catequista Sônia Vieira e o coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo, Ivan motivou o momento de leitura compartilhada da Palavra. O trecho lido foi o dos capítulos 1 a 6 do 2º Livro das Crônicas, uma das obras históricas do Antigo Testamento e que relata o discernimento e o esforço do povo para entender a maravilha de sua relação com Deus. De forma orante, os crismandos leram a passagem. A experiência, certamente, fortaleceu e aprofundou a compreensão da importância de ser comunidade e participar amorosamente da Igreja. Veja o depoimento de alguns alunos: “A experiência que tive durante a leitura continuada da Bíblia foi bem intensa e interessante. A sala estava repleta de uma energia inspiradora, que servia como guia para a alma. Além disso, as músicas tocadas pelo professor Agostinho contribuíram, de forma muito positiva, para tornar o ambiente ainda mais aconchegante. Foi um momento em que a palavra pôde adentrar mais fundo em nossos corações. Com certeza, foi muito enriquecedor.” (Felipe Mesquita Moura Mota Rodrigues, 9º ano A) “É impossível alguém que acompanhe o cristianismo não ame utilizar este Livro Sagrado. Os ensinamentos de Jesus, a história da humanidade, a criação do mundo, Moisés, Noé, Davi e tantos outros personagens estão presentes dentro da Bíblia. É tão fundamental que é apresentada como a Palavra do Senhor. Surpreendentemente, a Sagrada Escritura fica esquecida dentro da gaveta nas casas das pessoas. Lemos Crônicas 2, em que se conta a história de Salomão, um rei justo e fiel a Deus. É um grande exemplo de vida, pois pediu ao Senhor sabedoria e inteligência para reinar. Aprendemos que não é necessário construir um santuário como o de Salomão para provar que somos católicos, mas nos pequenos gestos, como ler a Bíblia e praticar seus ensinamentos.” (Luiz Felipe Ricobom de Sousa, 9º ano B) Sonia Vieira da SilvaProfessora de Ensino Religioso e catequista do Colégio Espírito Santo ________
“Quanto amo a tua Palavra; passo o dia todo a meditá-la…” (Sl 119,97)

Este versículo descreve, com fidelidade, o que de fato tem sido o bibliodrama em nossas vidas. Chegamos à terceira etapa de nosso curso, e posso dizer que, a cada encontro, seguimos as palavras do Mestre: “Duc in altum”, avancem para águas mais profundas (Lc 5,4). Participar do bibliodrama tem sido uma experiência única! Desde o primeiro encontro, passamos por momentos de profunda intimidade com Deus e com nós mesmos. O grupo está em perfeita sintonia, e isso pode ser percebido nos momentos de oração que são preparados a distância e que se conectam perfeitamente com as propostas de trabalho de nossos queridos facilitadores. Nossos encontros começam sempre com a oração que dará o tom de todo o trabalho a ser realizado. Confesso a vocês que, no primeiro momento, fiquei um tanto apreensivo, reticente sobre como seria o curso, mas, depois da primeira dinâmica de apresentação, toda e qualquer possibilidade de “travamento/estranhamento” foi por terra. Ali percebi o agir de Deus… e me deixei conduzir por seu Espírito. No bibliodrama, a porta de entrada para mergulharmos na Palavra é a preparação do ambiente de acordo com o texto bíblico a ser trabalhado. A contemplação da cena, fazer-se presente nela, faz-nos participantes daquele instante em que os protagonistas do texto sagrado fizeram a experiência. Mas o mais importante é que não repetimos a experiência deles, somos convidados, ou melhor, impelidos a sermos os protagonistas. Colocamos ali nosso viver, nossos sentimentos, frustrações, alegrias, esperanças… E isso faz toda a diferença, porque a Palavra ganha um novo sentido para nós. Nós nos tornamos um com a Palavra. Fazer essa experiência traz uma dinamicidade, uma profundidade que torna impossível fazer uma leitura bíblica sem querer aprofundar e atualizar seu sentido em nossas vidas. No encontro passado, conhecemos um novo elemento de bibliodrama, o “bibliolog”. Dos elementos trabalhados, esse foi um dos mais interessantes, pois nos permite “ler o que não está escrito” no texto. E aí está toda a maravilha dessa experiência, “o que não está escrito” passa a ser “escrito” com a nossa vida. A Palavra nos fala, ou melhor, grita para nós. E, ao ser interpelado por ela, não existe a menor possibilidade de ficar calado ou de não se deixar transformar… É o Oleiro moldando/refazendo o barro/vaso. E, como nos diz o profeta: “Assim também acontece com a minha palavra: ela sai da minha boca e para mim não volta sem produzir seu resultado, sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão” (Is 55,11). Alexandre Pinho Britto, Bacharel em Teologia e Licenciado em Filosofia, coordenador da Pastoral do Colégio Imaculado Coração,no Rio de Janeiro. ________
Encontro da Palavra revelada com a história vivida

O Curso Internacional de Formação em Bibliodrama foi realizado de 10 de abril a 18 de maio de 2019, no Centro Ad Gentes, em Nemi, Itália. Coordenado pela irmã Maria Illich, SSpS, e padre Rudi Pöhl, SVD, reuniu pessoas de seis países: Alemanha, Filipinas, África, Polônia, Coreia do Sul e Brasil. Entre os participantes estava o educador Agostinho Travençolo Júnior, coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Para ele, participar do curso foi uma oportunidade única e muito especial de experimentar um caminho novo de leitura, escuta e vivência da Sagrada Escritura. Ele ressalta a experiência de interagir com a Palavra de Deus “não meramente como coadjuvante e sim como protagonista”. Segundo Agostinho, o objetivo do curso foi buscar fortalecer a espiritualidade e o encontro com a Palavra de Deus, tendo como base quatro pilares (“relacionamento”, “comunhão”, “missão profética” e “ministério bíblico-pastoral”), além de formar facilitadores do método no bibliodrama. O texto inspirador foi a passagem dos “Discípulos de Emaús” (Lc 24,13-35). Buscando uma nova dinâmica e maneira de experimentar e comunicar a Palavra de Deus, o bibliodrama constitui-se de duas partes que se encontram: a Palavra de Deus e a história pessoal de cada participante. Por esse motivo, no método, cada pessoa é considerada única pelo que é e pelo modo como sente e compartilha sua experiência pessoal com a Palavra. O curso também capacita o participante a tornar presentes personagens e outros objetos do texto sagrado bem como aflorar o melhor e mais verdadeiro de seu mundo interior. Nesse sentido, Agostinho confidencia: “O curso veio para ressignificar minha história onde o Texto Sagrado pode expressar sua força e sabedoria”. Também conta que provocou uma mudança de direção, no sentido de olhar, sentir e tocar a vida de um jeito diferente e mais pleno de significados: “Trouxe para o centro o que deve estar no centro: a Palavra e a vida”, resume. Para Agostinho e demais participantes, Nemi se tornou, por seis semanas, um “laboratório internacional” de vivência e de aprendizado do método, possibilitando diferentes leituras da Bíblia, o que proporcionou uma profunda reflexão dos ensinamentos e dos valores do Evangelho. Agostinho retorna ao Brasil trazendo na bagagem o desejo de partilhar a experiência vivida. Ele quer proporcionar às comunidades educativas dos colégios da Rede de Educação a vivência do método e seus elementos, “para que nossas ações se transformem cada vez mais em expressões criativas e espontâneas”. Com entusiasmo, afirma: “É tempo de partir e de adaptar o método à nossa realidade latino-americana, que clama por dignidade e justiça. Afinal, o Deus de Israel bíblico e de Jesus de Nazaré é o Deus dos excluídos”. Agostinho ressalta ainda o clima intercultural de acolhida. “É o sinal mais claro da Palavra viva nesse encontro, que semeou no coração de cada um, de cada uma, sentimentos de gratidão e o desejo de continuar nessa caminhada”. “Quem ganha é a Dimensão Missionária, por se tornar cada vez mais um espaço de encontro da pessoa com a sua história e com a Palavra que fez morada entre nós”, conclui. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS.
Encontro com Nicodemos (Jo 3,1-13)

Olhando os evangelhos, vemos Jesus quase sempre rodeado de pessoas pobres, doentes, excluídas. Inclusive, muitas vezes, nem o nome destas é citado. Por isso não deixa de chamar-nos a atenção o relato do encontro entre Jesus e Nicodemos. Pois o texto nos diz que Nicodemos era membro da aristocracia de Jerusalém. A palavra usada para descrevê-lo é archon. Quer dizer, o que era membro do Sinédrio. Este era um tribunal de setenta membros e era a suprema corte dos judeus. Aliás, Nicodemos deve ter sido ser muito rico (cf. Jo 19,39). Outro detalhe que temos é que Nicodemos era um fariseu (v. 1) e, portanto, era gente boa. Como assim, gente boa? Pois é, ao contrário do que comumente ouvimos, os fariseus eram a melhor gente de todo o país, porque se dedicavam a observar a Lei. Lembremos que, para um judeu, a Lei é sagrada, pois ela é a mais perfeita Palavra de Deus. Na Lei, explícita ou implicitamente, encontra-se tudo o que uma pessoa precisa para viver uma vida digna. A Lei encontra-se expressa nos primeiros cinco livros do Antigo Testamento. A Lei consta de grandes, nobres e amplos princípios que o homem deve elaborar por si mesmo. Contudo, com o passar do tempo, entre os estudiosos da Lei, surgiu uma afirmação que dizia: “A Lei é completa; de maneira que, nela, deve haver uma regra e uma regulação para governar todo o possível da vida”. Logo, eles se dedicaram a extrair dos grandes princípios da Lei um número infinito de normas e regulamentos. Os escribas eram os que elaboravam esses regulamentos, e os fariseus eram os que dedicavam suas vidas a obedecê-los. Sendo fariseu, Nicodemos era convencido de que agradava a Deus, por isso nos surpreende que procurasse Jesus. O Evangelista nos diz que era de noite quando Nicodemos se aproximou de Jesus (v. 2). Temos duas possíveis explicações para a afirmação “de noite”. Primeiro pode ter sido uma medida de precaução, para não expor o Sinédrio ou porque Nicodemos sinceramente não tenha querido comprometer-se. Outra razão, no caso, mais plausível, é que os rabinos afirmavam que a noite era o melhor momento para o estudo da Lei. De algum modo, na escuridão da noite, é que Nicodemos procurou Jesus. Quem sabe nele achasse luz à suas mais profundas interrogações? No diálogo entre ambos, há uma série de perguntas e declarações que suscitam mais interrogantes. Será que a intenção do autor é propor-nos uma metodologia que nos faça pensar e encontrar, também nós, as respostas que buscamos “… ‘Rabi, sabemos que vens da parte de Deus como mestre, pois ninguém pode fazer os sinais que fazes se Deus não estiver com ele’. Jesus lhe respondeu: ‘Em verdade, em verdade, te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’” (vv. 2b-3). Num primeiro momento, vemos um Nicodemos maravilhado pelos sinais que Jesus vinha realizando no meio do povo. Os sinais de Jesus que deslumbraram Nicodemos seguem fascinando hoje muitas pessoas. Tanto é assim que o comércio, sabendo de nossas buscas, tem-se mascarado de religioso e, a todo custo, vende-nos a ilusão dos sinais de Jesus. Mas estejamos atentos, pois a proposta de Jesus a Nicodemos, de uma mudança radical, também é para nós! “Jesus lhe respondeu: ‘Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’” (v. 3). Será que, por detrás desse desafio, Jesus está pedindo que permitamos que seja Ele quem nos faça nascer de novo? A resposta de Nicodemos deixa transparecer sua busca por esse novo nascimento, mas questiona sua possibilidade: “Como pode um homem nascer, sendo já velho” (v. 4). O nascimento novo não era lago estranho aos conhecedores da Escritura hebraica, portanto Nicodemos sabia dele (veja, por exemplo, 1Sm 10,6; Is 32,15; Ez 36,25-27; 37). Entretanto, parece-nos que o problema era que Nicodemos não estava reconhecendo Jesus como Messias, apenas queria discutir com ele como mestre, num nível de conhecimento semelhante. Jesus, porém, fala a Nicodemos numa analogia terrena (água, carne, vento…) e, se Nicodemos não podia compreender isso, como poderia crer se lhe falasse das coisas do céu? Crer é mais do que aceitar racionalmente Jesus e seus ensinamentos. Crer é ter a certeza de que Deus caminha conosco. Crer é confiar que as palavras de Jesus, o Filho de Deus, podem-nos mudar e que essa mudança é tal que somente pode descrever-se como voltar a nascer. Mas essa mudança só é possível pela graça de Deus: “O Vento sopra onde quer, e ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito” (v. 8). Jesus usa a metáfora do vento para descrever a maravilhosa experiência que podemos ter quando Deus se move em nós por meio de seu Espírito. Pois nem o vento nem os movimentos do Espírito de Deus podem ser controlados por ninguém. A presença do Espírito nas pessoas é comprovada pelo efeito que exerce em sua vida. Por isso o seguimento de Jesus não se mede por guardar a Lei nem pelas belas pregações ou pelo conhecimento dos textos sagrados, mas por um amor igual ao de Jesus. Um amor capaz de pôr-nos em movimento para testemunhar que Deus vive e, por isso, o mal que destrói a humanidade pode ser vencido. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.
A Palavra que encanta e toca o coração

Para os dez participantes da primeira etapa, o Curso de Bibliodrama foi uma surpresa do começo ao fim. Todos chegaram muito curiosos e descobriram que não se tratava de fazer “dramatizações”, mas de mergulhar numa vivência da Palavra de Deus que encanta e toca o coração. O ingrediente principal do Bibliodrama, segundo o verbita Ir. Paolo Delucca, um dos facilitadores, “é como alimentamos a nossa fé e a nossa alma com a Palavra de Deus”. Também para as outras duas facilitadoras, as irmãs Maria de Fátima Marques e Heloíse Matos, a Bíblia e a vida caminham juntas. Cada pessoa é convidada a se deixar tocar e transformar pela Palavra. O curso foi realizado no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, no último fim de semana de março, e foi como um retiro para os participantes, dos quais a maioria era educadores e educadoras da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo e ainda algumas irmãs e missionárias leigas de Deus Uno e Trino (MLDUT). Pelos depoimentos, é possível ter uma ideia do que significou o curso. Para a missionária leiga e educadora Maria Cristina Queiroz Maia, o “mapeamento do texto”, um dos elementos do bibliodrama, “permite identificar as motivações, significados e sentimentos que a Palavra gera na relação comigo, com Deus e com o próximo. Essa vivência é curativa e libertadora”. O facilitador Paolo acrescenta que o mapeamento “convida a entrar na história de Jesus e no mistério de nossas vivências cotidianas”. Segundo ele, o Espírito Santo atua em nossa intuição e aprofunda a fé, e, no diálogo com a Santíssima Trindade, o amor se propaga e faz o coração arder, como aconteceu aos discípulos de Emaús. Já a educadora Simone Fortunato Nunes, o bibliodrama contribui para “um novo olhar acerca das leituras bíblicas, atentando para os sinais presentes nas palavras, versículos e parábolas”. Mas o mais interessante para ela é “fazer a ‘ponte’ entre a Bíblia e a vida, num exercício de interiorização que promove o autoconhecimento e o crescimento pessoal”. Irmã Lusia Sakunab também fala do novo olhar e acrescenta: “Ajudou-nos a usar nossa criatividade na vivência da liturgia e nas celebrações do nosso dia a dia”. As educadoras Rogelia Aparecida de Rezende e Luciana Marzulo enfatizaram que o bibliodrama proporcionou uma vivência de encontro com Deus com base na Palavra, consigo mesmas e com os outros. Para Luciana, foi uma “transformação pessoal” e, para Rogelia, um momento de “abrir novos caminhos e de se deixar guiar”. Também a missionária leiga e educadora Nanci Regis Queiroz Afonso ressaltou que a partilha no grupo foi essencial e ajudou a melhor compreender e viver os desafios do dia a dia. “O Bibliodrama me fez mergulhar em mim mesma e encontrar o tesouro da Palavra de Deus de modo muito significativo. Construí pontes em mim. Portas se abriram no meu coração”, acrescentou ela.
CURSO DE BIBLIODRAMA – 2019

O Bibliodrama é uma nova abordagem bíblica a partir da leitura contextualizada e criativa da Palavra de Deus, integrando-a no concreto da nossa vida e missão. Venha conhecer e fazer a experiência desta nova maneira de vivenciar a Bíblia em sua vida pessoal, profissional e na liderança. No Curso apresentaremos os Elementos do Bibliodrama em quatro etapas, cada uma num final de semana durante o ano de 2019: • 1ª etapa: 30 e 31 de março • 2ª etapa: 29 e 30 de junho • 3ª etapa: 17 e 18 de agosto • 4ª etapa: 30 de novembro e 1º de dezembro O curso acontece nos finais de semana com início na sexta-feira à noite com o jantar e momento de integração. Os participantes receberão certificado no final do curso. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… DESTINATÁRIOS Educadores (as) e Lideranças Leigas e Religiosas.Vagas limitadas a 25 participantes.Trazer para o curso: Bíblia, caderno para anotações e objetos de uso pessoal. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… LOCAL Centro Missionário Cultural Santíssima TrindadeRua São Benedito, 2146 – Santo Amaro – São Paulo/SP – Tel.: 11-5687-7229 ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… FACILITADORES Ir. Paolo Delucca, SVD Ir. Maria de Fátima Marques de Oliveira, SSpS Ir. Heloise Matos, SSpS ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… INVESTIMENTO R$ 380,00 para cada etapa, incluindo hospedagem e todas as refeições. O investimento total será de R$ 1.520,00. Cada pessoa custeia sua viagem. INSCRIÇÕES Preencha sua ficha de inscrição até 28/02/2019 pelo Bibliodrama 2019Só serão aceitas as inscrições de quem fizer todas as etapas. Venha vivenciar o Bibliodrama e aprofundar a EspiritualidadeMissionária e Trinitária transformando sua vida e missão.
VIII Leitura Contínua da Palavra de Deus

O mês de setembro é marcado pelo início da primavera e dedicado à Palavra de Deus. Assim como as flores transformam o mundo, dando-lhe cor e vida, a Palavra de Deus ganha força quando encontra um coração capaz de transformá-la em atitudes concretas; assim, ela floresce e se enche de cor. Por essa razão, o grupo de Crisma e a Perseverança do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, participou da VIII Leitura Contínua da Palavra de Deus, em parceria com o Arsenal da Esperança. O propósito da iniciativa é realizar uma corrente de leitura da Bíblia em vários pontos da cidade de São Paulo, promovendo momentos de vigília e leitura da Sagrada Escritura. Neste ano, os livros do Pentateuco ganharam vida na voz de cada jovem que se prepara para o sacramenta da Crisma e dos que caminham na perseverança. É a Palavra de Deus que chega aos ouvidos e que move o coração na construção de um lugar onde os valores bíblicos floresçam, colorindo o mundo.
Bibliodrama abre novas perspectivas

As três semanas do Curso de Bibliodrama, que se encerrou no dia 21 de julho, abriu novas perspectivas para seus participantes, ensinando-lhes novas maneiras de se relacionar com a Palavra de Deus e de colocá-la em prática. Participaram 17 pessoas entre missionárias Servas do Espírito Santo, missionários do Verbo Divino e leigos e leigas ligados às nossas congregações. Todos saíram entusiasmados com as novas descobertas e com o desejo de partilhar com outras pessoas os ensinamentos recebidos. Para 2020 os e as participantes planejam realizar um retiro para retomar e aprofundar as vivências do Bibliodrama. Para isso contarão com a presença das Irmãs Maria Ilich e Lídia Kunze que foram as facilitadoras do curso. Também pretendem oferecer encontros de fim de semana, ou de alguns dias, com elementos de Bibliodrama nos locais e países onde atuam. Nos depoimentos dos participantes podemos sentir a diversidade cultural e a riqueza das experiências vivenciadas durante o Bibliodrama. Vamos conferir?
“A verdade nos tornará livres” – Papa Francisco fala sobre as Fake News

Você está navegando na internet e de repente lê que seu ator principal morreu, logo já bate um sentimento de tristeza “Poxa, gostava tanto do trabalho dele”. Aí você abre o whatsapp, conta pra alguns amigos, compartilha o post no seu facebook e faz um declaração de fã bem comovente. Passando algumas horas você vê que a notícia era falsa e você se sente o maior iludido do mundo. Já aconteceu isso com você? As “Fake News” são notícias falsas que aparentam ser verdadeiras e que tem feito milhares de vítimas e difamado pessoas e organizações. Com o aumento da frequência dessas Fake News, Papa Francisco se pronunciou com uma mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais comemorado todo dia 5 de maio. Veja a seguir: “Queridos irmãos e irmãs! No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenômeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32) “[…]O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. […] O homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres»(Jo 8, 32). Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca […]”. E no final encerrou com a seguinte oração franciscana: “Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz. Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão. Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos. Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs. Vós sois fiel e digno de confiança; fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo: onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta; onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia; onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza; onde houver exclusão, fazei que levemos partilha; onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade; onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos verdadeiros; onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança; onde houver agressividade, fazei que levemos respeito; onde houver falsidade, fazei que levemos verdade. Amen”. Veja todo o discurso do Papa Francisco sobre as Fake News aqui. E caso você tenha dúvidas em saber se a notícia é confiável, veja esse infográfico e aprenda a indentificar: