O eu em comunhão

Mesmo em meio a muitos atropelos da vida, é preciso resgatar o “eu em comunhão”. É uma necessidade que cada um sente de relacionar-se, como pessoa, com os demais, sem ser número de crachá, sem hora marcada. Apenas gente! O “eu em comunhão” quer isso. Viver! Veja a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera!

Ofertas singelas…

Na hora do ofertório, foi entoado um cântico cujo título era “Ofertas singelas”. Que lição de vida tive ao ver o gesto da pobre viúva repetido dois mil anos depois, em terras moçambicanas! Imediatamente, surgiu uma lembrança de 1968. Padre Deolino Pedro Baldissera partilha uma emoção vivida em sua caminhada missionária. Confira!

Mês da Bíblia: “Porei em vós meu espírito, e vivereis” (Ez 37,14)

Em setembro deste ano, a CNBB propõe como tema de reflexão do Mês da Bíblia o livro do profeta Ezequiel. A imagem dos “ossos ressequidos”, descrita pelo profeta, denuncia a situação do povo que se debandara para o lado dos idólatras. Essas situações de morte ainda existem em nosso tempo, mas somos chamados a anunciar o “sopro de Deus” que dá a vida. Veja a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera.

Ser profeta da esperança…

Ainda hoje, há quem pense que profeta é aquele que adivinha o futuro. Na verdade, essa pessoa é aquela que faz uma análise aguda da situação atual e a interpreta à luz do Evangelho. O profeta por vocação tem de ser corajoso e destemido e não deve esperar ter vida tranquila e aplausos. Também em nosso tempo, é preciso saber discernir os verdadeiros dos falsos profetas. Confira o artigo do Pe. Deolino Pedro Baldissera!

Semana Santa: os grandes momentos de Deus em nossa história

A cada Semana Santa que celebramos, revivemos os maiores mistérios de nossa fé. Na Quinta-Feira Santa, entramos no mistério eucarístico. Jesus institui o sacerdócio e a Eucaristia. Como entender em profundidade o mistério que aí se esconde? Jesus toma pão e vinho, e sem mudar suas aparências e características físicas e químicas, transformam-nos em seu corpo e sangue. Quem deles comunga, come e bebe o corpo e o sangue de Cristo, com gosto de pão e de vinho. Se dissesse a uma criança que ali está Jesus, ela talvez não entenderia, porque ela ainda não consegue “ver” com os olhos da fé. Ela poderia dizer que comeu apenas um pãozinho e nada mais. É preciso estar imbuído da Palavra de Jesus, que afirma que ali é Ele quem está presente, em sua realidade plena. Após a consagração, ao ouvir “isto é mistério da fé”, respondemos, com convicção, que nós reconhecemos, afirmando que ali se realiza a morte e a ressurreição, e aguardamos ansiosamente a vinda de Jesus. O celebrante (padre, bispo, Papa) o faz não em seu nome, mas em nome de Cristo. Jesus conferiu esse poder ao sacerdote pelo sacramento da ordem por Ele instituído na Quinta-Feira Santa. “Todas as vezes que o fizerdes, fazei-o em memória de mim” (1 Coríntios 11,24). Eis aí os mistérios da Quinta-Feira Santa. Na Sexta-Feira Santa, celebramos a paixão e morte de Jesus. Também aí se esconde outro mistério de nossa fé. Quem poderia imaginar que o próprio Deus tomasse corpo humano e o oferecesse livremente à morte de cruz, como prova definitiva de amor por nós, num gesto salvífico que atingiu a todos os que vieram antes de dele e os que nasceram depois ou ainda virão enquanto o mundo existir? Não haverá outra redenção; a de Cristo foi definitiva. A força desse gesto ultrapassa séculos e gerações. É todo o Universo redimido nessa cruz salvadora. No Sábado Santo, celebramos o grande mistério da ressurreição. Cristo ressuscita dos mortos. O crucificado se manifesta vivo diante de testemunhas, que se tornam portadoras de sua mensagem para todos os povos, tempos e recantos do mundo. O “aleluia” proclamado manifesta a alegria do mistério aceito, no qual se coloca todo o sentido da vida e da morte. É um eco que ressoa no universo e canta o hino eterno junto com o coro dos anjos e santos. O “Exultet” (exultem) proclama a grande Páscoa, que não é mais uma passagem por águas oceânicas, mas a que vai para além dos níveis terrenos, alçando-se nos albores eternos. No Domingo da Páscoa, a grande festa cristã se estende para um perpétuo “Dia do Senhor”, recordado em cada Eucaristia celebrada em milhares de igrejas, templos, capelas e outros recantos sagrados. Resplandece, nesse dia de Páscoa, o mistério da ressurreição, que selou para sempre a redenção e a salvação. A Semana Santa, que ocorre cada ano, revive esses grandes mistérios que dão sentido à fé cristã e razão de viver para e dos cristãos. Que os mistérios de nossa fé celebrados na Semana Santa encham sua vida de um “aleluia” alegre e festivo, porque, mais uma vez, podem-se viver os grandes momentos de Deus em nossa história humana. Feliz será você quando vivenciá-la nas celebrações de que participar, celebrando os mistérios de nossa fé! Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDSPadre salvatoriano há 43 anos, professor e psicólogo pela Universidade Gregoriana de Roma, com mestrado em Psicologia e doutorado em Ciências da Religião. Atualmente é pároco em Videira-SC.

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