Presença das ONGs e desfechos da COP-27

Em novembro, os olhares atentos de ambientalistas, especialistas e de todos aqueles com a consciência de que nosso planeta foi levado ao limite voltaram-se para acompanhar a realização da COP-27, a 27ª Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática. Com o lema “Juntos para a implementação”, a conferência reuniu na cidade do Cairo, Egito, líderes mundiais para analisar medidas de contenção às mudanças climáticas, firmou acordos históricos e provocou muitas reflexões sobre minorias e, claro, sobre o futuro do planeta. Para a maioria dos 190 países, a principal medida do encontro foi a declaração final e o acordo histórico sobre perdas e danos causados por eventos climáticos. O ponto fundamental do acordo prevê a criação de um fundo de compensação de danos climáticos que deve fornecer financiamento para os países mais vulneráveis. Em linguagem diplomática e do ponto de vista de organizações não governamentais, especialmente parceiros da Vivat International, essa decisão foi bastante significativa porque estabeleceu um vínculo bem claro entre causa e consequência: de um lado, quem provoca o aquecimento global e a crise climática (os países emissores); de outro, quem sofre as consequências (países pobres que enfrentam os efeitos mais severos do aquecimento global). Para o padre Paulus Ramath, codiretor da Vivat International, que esteve no Egito representando a organização da qual nós, missionárias servas do Espírito Santo somos membros, a criação do fundo é um marco histórico de mais de 30 anos de grandes esforços da sociedade civil. Ele conta também que o protagonismo das ONGs na decisão histórica da COP-27 foi reconhecido pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmando que “A justiça e a ambição exigem a voz da sociedade civil”. Simon Stiell, secretário executivo de Mudança Climática da ONU, considerou a decisão um avanço significativo. “Determinamos um caminho a seguir em uma conversa de décadas sobre financiamento para perdas e danos, deliberando sobre como lidar com os impactos nas comunidades cujas vidas e meios de subsistência foram arruinados pelos piores impactos da mudança climática”, declarou. A participação do Vaticano como parte formal da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e do Acordo de Paris foi extremamente relevante. O novo status do Vaticano significa que a delegação da Santa Sé, liderada pelo cardeal Pietro Parolin, tem voz e poder de voto nas decisões que exigem unanimidade, conforme regras da ONU. Outra iniciativa que merece destaque é a aliança firmada entre os três países detentores de 52% das florestas tropicais primárias do mundo: Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo. Líderes dessas três nações querem preservar o bioma. Eles entendem que a Cooperação Sul-Sul (cooperação técnica entre países em desenvolvimento no Sul global) é fundamental para o combate às mudanças climáticas e acreditam que, juntos, podem unir forças para tratar da conservação e da recuperação mundial de florestas. “Deixou muito a desejar” A irmã Rosa Martins, missionária scalabriniana e jornalista, questiona os resultados da COP-27. “Pelos desafios impostos à humanidade por meio dos constantes desastres climáticos que têm dizimado principalmente os países em vias de desenvolvimento, isso graças ao descuido de todos com a natureza, pode-se afirmar que a COP-27 deixou muito a desejar”, afirma. Para ela, analistas e observadores do clima entendem que a Conferência de 2022 teve uma agenda de reparação. Ela recorda que, mesmo com importantes passos, a pauta foi “discutir sobre um financiamento às populações que não conseguem mais resistir ou se adaptar aos impactos das transformações do clima e estão em constante sofrimento com eventos climáticos devido ao efeito estufa, como aumento do nível do mar, imigração constante causadas pela intensidade das chuvas”. “Todos ficam com a sensação e a certeza de que COP-27 não deu a resposta que o mundo precisava ter diante da crise climática contemporânea”, resume. Rosa M. Martins Mestra em Jornalismo, Imagem e Entretenimento pela Fundação Cásper Líbero, licenciada em Filosofia pela Universidade Salesiana de Lorena (Unisal), bacharela em Teologia pela Pontifícia Universidade São Boaventura de Roma. É missionária scalabriniana e vive em Santo André-SP. Indicada ao Prêmio Tarso Genro de Jornalismo em 2020, foi vencedora do Prêmio Papa Francisco, categoria mestrado, do Prêmio CNBB de Comunicação, com a dissertação “Menores estrangeiros não acompanhados: uma análise da representação no fotojornalismo italiano”, em 2021. Trabalhou no Dicastério da Comunicação (nos setores Rádio Vaticano, Vaticanews e transmissão televisiva), como jornalista estagiária, em 2023. É assessora executiva da CRB-SP. É ativista dos direitos humanos e assessora de pastorais na Igreja do Brasil.

Relatório da ONU aponta ação humana no problema do aquecimento global e traz alerta vermelho

Nas últimas décadas, a comunidade científica já previa o aumento de eventos climáticos extremos, como fortes alagamentos, tempestades, furacões e tornados, secas prolongadas e grandes ondas de calor extremo. Por muitos anos, ainda se acreditava que a questão do aquecimento global poderia se tratar de um fenômeno cíclico e natural, ainda que fosse agravado pela ação humana. Contudo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em 9 de agosto, afirma serem inquestionáveis os impactos provocados pelo ser humano nas mudanças climáticas na Terra e não há alternativa senão a redução dos gases que provocam o aumento do efeito estufa e, consequentemente, o aquecimento da atmosfera, dos oceanos e do solo. O IPCC é um órgão da ONU, criado em 1988, para investigar a ciência em torno das mudanças climáticas. O grupo analisa e sintetiza publicações e documentos, e repassa para os governos informações científicas que possam embasar políticas sobre o aquecimento global. Com quase mil páginas de extensão, o último relatório do IPCC foi elaborado com a participação de 234 especialistas de mais de 60 países. O documento tem como base revisões e avaliações científicas de mais de 14 mil artigos e estudos já publicados. Desde 1998, já foram realizados cinco grandes relatórios que revisaram estudos científicos sobre o clima e alertaram o mundo sobre a crise climática. Esta, contudo, é a primeira vez que o relatório quantifica a responsabilidade das ações humanas no aumento da temperatura no planeta. A conclusão do último documento faz soar os alarmes sobre as energias fósseis que “destroem o planeta”, e pode ser considerado um “alerta vermelho”. A afirmação foi feita pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. O estudo divulgado adverte que a atividade humana está mudando o clima do planeta de maneira improcedente e que, em alguns casos, essas mudanças já provocam problemas irreversíveis, como aumento contínuo do nível do mar. “Os alarmes de emergência estão soando, e a evidência é irrefutável”, disse Guterres, assim que o relatório foi liberado. O secretário-geral também relatou que o teto estabelecido no Acordo de Paris, que limita o aumento médio das temperaturas globais em até 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, está “perigosamente próximo”. O relatório aponta que a temperatura da superfície global aumentou em um ritmo mais acelerado desde 1970 do que em qualquer outro período de 50 anos em pelo menos 2 mil anos. Afirma também que esse fato tem uma relação direta com o crescimento de problemas ambientais de ordem atmosférica. Os principais fatores humanos das mudanças climáticas são o aumento nas concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa e de aerossóis da queima de combustíveis fósseis não renováveis. Segundo o documento, para cada meio grau a mais na temperatura do planeta, serão provocados novos aumentos na intensidade e na frequência de extremos de calor e fortes precipitações, assim como das secas prolongadas em algumas regiões. As geleiras montanhosas e polares continuarão derretendo por décadas ou séculos. Mudanças nas águas oceânicas também estão descritas, como ondas de calor marítimo mais frequentes, acidificação das águas, redução dos níveis de oxigênio. Embora as projeções de aquecimento sejam claras no relatório e que muitos impactos não possam ser revertidos, o documento também deixa claro que a única forma de retroceder o aquecimento do planeta e suas possíveis consequências consiste na redução das emissões de gases de efeito estufa pela metade até 2030 e na eliminação total das emissões líquidas até a metade deste século, pelo uso de tecnologias limpas e, pelo plantio de árvores, a captura e absorção de carbono. Os cientistas esperam que o relatório pressione os governos a aplicarem as políticas necessárias. Especialistas do IPCC deixam claro que há possibilidade de um planeta melhor para todos se o mundo responder à crise com solidariedade e coragem. É preciso economias mais sustentáveis, inclusivas e verdes, com mais justiça social, eficiência no uso de recursos naturais, com consumo consciente, de baixo carbono, entre outras medidas que ajudem a valorizar o meio ambiente. Fernando Carlos MirandaProfessor de Geografia e Atualidades, coordenador pedagógico do ensino médio no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG.

Direitos humanos, um compromisso social

Você já parou para pensar por que existe “certidão de nascimento”, “carteira de trabalho” ou contrato em cartório? Que há muitos brasileiros que sonham em ter uma moradia digna com escritura e registro de imóvel? Quando trabalhadores e trabalhadoras puderam reivindicar condições e melhoria de trabalho? Que todos têm direitos à educação e à segurança? Que tortura é crime? Da Antiguidade até meados do século XX, esses direitos não existiam para homens comuns e muito menos para as mulheres, que eram vistas como sem alma! Eles foram conquistados durante muitos séculos, quando pensadores clássicos da Grécia Antiga, por volta do século V a.C., começaram a dar sinais de humanidade para a política da época, surgindo, assim, a “democracia”, isto é, “o poder do povo”. No entanto, o conceito de “povo” como coletividade que vivemos hoje apareceu na França, no século XVIII. De lá para cá, novas conquistas. Além do direito político, surgem os direitos civis e os sociais. A cidadania passa a ser exercida por milhares de indivíduos, conforme a garantia das liberdades individuais de ir e vir, de eleger seus representantes, de organizar-se em partidos, da construção de uma vida digna, como acesso à educação, à saúde, à cultura, ao lazer e à moradia, vai aumentando a qualidade de vida. Infelizmente, em muitos lugares do planeta, nem todas as pessoas gozam desses direitos, por causa das desigualdades sociais, das injustiças, das guerras, resumindo, do poder. Para combater as barbaridades que aconteciam no mundo, surgiu, após a Segunda Guerra Mundial, em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Há 72 anos, a ONU busca cumprir os 30 artigos da Declaração, com o objetivo de proporcionar o diálogo e impedir conflitos entre os países, devido a questões econômicas, políticas ou culturais. Garantir a vida, a liberdade e o reconhecimento à pluralidade, o respeito mútuo em detrimento a privilégios de grupos particulares, como determina o artigo 1º: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em ralação uns aos outros com espírito de fraternidade”. Mas, por que ainda, no Brasil, há tantas famílias morando debaixo de viadutos? Homens e mulheres analfabetos? Trabalhadores sendo explorados? Jovens que nunca assistiram a uma peça de teatro? Prisioneiros ou religiosos sendo torturados? Milhões de pessoas passando fome? A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve ser um compromisso social, em que tráfico de pessoas, discriminação, preconceito, torturas, violências devem ser erradicadas de nossa sociedade bem como de outros países.  A maioria dos brasileiros desconhece, ainda, os artigos da Declaração, o que, infelizmente, mantém muitas injustiças e violações quanto aos direitos de crianças e idosos, por exemplo. Procuremos conhecer cada um dos artigos e denunciar quando não são cumpridos por autoridades ou cidadãos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi feita para todos “sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”, conforme o artigo 2º. Ela foi contemplada nos artigos da Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Estatuto do Idoso bem como no Código Civil em vigor. Cabe a cada um ter a consciência de fazer valer esse compromisso social. Maria Terezinha Corrêa Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente é professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, pertencente à Arquidiocese de Florianópolis-SC. 

ONU, Vivat Internacional e Vivat Brasil: em defesa dos direitos humanos

O Dia das Nações Unidas, ou Dia da ONU, é comemorado em 24 de outubro, desde 1948. A data celebra o aniversário da entrada em vigor da Carta das Nações Unidas, em 1945. Segundo o documento, os objetivos da ONU são: manter a paz e a segurança em todo o mundo; mediar e promover relações amistosas entre as nações; promover cooperações na resolução de problemas internacionais; ser o centro responsável por reunir as nações em prol desses objetivos. Esses propósitos foram se ampliando e, desde 2015, a ONU promove os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Como congregação missionária, esses intuitos também orientam nossa missão. No ano de 2000, para articular melhor essas frentes, a organização Vivat foi criada como ação conjunta entre as missionárias servas do Espírito Santo e os missionários do Verbo Divino. A Vivat International tem sede em Nova Iorque, conta com 12 congregações religiosas e é reconhecida pelo Conselho Econômico e Social da ONU. A Vivat reconhece que as Nações Unidas são um foro importante para a colaboração e o trabalho em rede com outras organizações no mundo que partilham os mesmos objetivos. Além da sede em Nova Iorque, a Vivat mantém um escritório em Genebra, Suíça, pois é nessa cidade onde a ONU abriga o escritório da Coordenação de Assuntos Humanitários. Neste ano, o posto de Secretaria Executiva da Vivat foi ocupado por nossa irmã Gretta Fernandes, SSpS, que vive em Roma. Assim, a coordenação da Vivat Internacional se dá no triângulo entre Nova Iorque, Genebra e Roma. Vivat Brasil Alguns países, como Argentina, Espanha, Quênia, Indonésia e Irlanda criaram uma Vivat local. No Brasil, após muitas reflexões, optou-se por ser um movimento, um coletivo de membros de congregações, sem instituir uma entidade. Desde o início do ano de 2020, o verbita Pe. José Boeing, com quase 30 anos de missão na Região Amazônica, foi liberado para articular a Vivat Internacional no Brasil. A equipe de coordenação é composta ainda pela Ir. Michael Nolen, da Congregação das Irmãs da Santa Cruz, que, entre muitas outras atribuições, é advogada do Cimi (Conselho Indigenista Missionário); Pe. Dario Bosi, assessor da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica) e do movimento Igreja e Mineração; e nossa irmã Petronella (Nelly) Boonen, que trabalha pelo Centro de Direitos Humanos e Educação Popular, com uma frente de cultura de paz, perdão e justiça restaurativa. Essa composição da equipe de coordenação no Brasil dá uma ideia dos diversos campos de missão que levaram à escolha das seguintes prioridades: erradicação da pobreza, mulher e questão de gênero; desenvolvimento sustentável e cultura de paz. Mas também são desenvolvidas ações com as temáticas boa saúde e bem-estar; educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU). Em diálogo com a sociedade No Brasil, cerca de 1200 religiosas e religiosos, membros da Vivat Brasil, assumem a urgência da missão de efetivar a presença do Reino de Deus nas diversas realidades do mundo. Portanto, a Vivat atende ao chamado para a vida religiosa se deixar tocar pelas necessidades do povo brasileiro e intervir de forma articulada, para além dos espaços religiosos, com outras esferas privadas e públicas. Existem muitos desafios quando se olha para os objetivos. Cada membro das congregações que compõe essa rede está sendo convidado a escolher como colaborar com a missão Vivat, para que todos e todas tenham vida. Que a celebração do Dia das Nações Unidas possa nos lembrar essa convocação. Ir. Petronella Maria Boonen (Nelly) é co-fundadora da linha de Perdão e Justiça Restaurativa do CDHEP e doutora e mestra em Sociologia da Educação pela USP.)

Acredite: você pode contribuir para o fim das guerras. Saiba como

Durante um ano novo é falado muito sobre recomeço e paz, e uma sensação gostosa invade a gente nos fazendo escolher novos caminhos e ter novas experiências.  “Ano que vem vou chegar de visu novo”… #QuemNunca? É realmente emocionante virar um novo ano com saúde, emprego, casa e família! Mas, e pra quem não tem isso, como está sendo? Existem atualmente pelo menos 50 países em guerra ou em conflitos sangrentos. Lugares que desde que o mundo é mundo brigam pelo tráfico de drogas, disputa de territórios, diferenças étnicas e religiosas. Veja o mapa abaixo feito em 2017 com estatísticas das mortes em conflitos e guerras em andamento: Diante destes dados é impossível ficar calado… por isso estamos aqui pra falar que medidas podemos tomar para ajudar essas pessoas, mesmo estando longe.  Multiplicando a paz No ano passado, a ONU preparou, para o Dia Mundial Humanitário, um abaixo assinado em solidariedade aos milhões de pessoas vítimas de conflitos armados pelo mundo, a ser enviado aos principais líderes mundiais. O abaixo-assinado pede pela proteção às vítimas da guerra, pelo não alistamento de crianças e pelo combate à violência sexual de mulheres e meninas. Apesar do dia ter passado, a petição ainda está aberta e você pode assiná-la clicando aqui. Esforço para a Paz Papa Francisco fala numa missa na capela da Casa Santa Marta sobre como devemos nos esforçar para promover a paz, veja abaixo o vídeo:

Você sabe a diferença entre migrante e refugiado?

Nós, missionárias, mantemos na região do Brás, em SP, o Centro de Integração do Migrante, um espaço que oferece apoio aos que vem ao país em busca de uma vida melhor. (saiba mais AQUI = link para post).  E é justamente por este trabalho que encontramos muita confusão com o termo ‘migrante’. Não seriam ‘imigrantes’? – nos perguntam. Ou são refugiados? Qual a diferença, afinal? Saber a diferença não só é importante para entendermos a situação, mas por uma questão legal. Misturar os conceitos de “refugiados” e “migrantes” pode enfraquecer o apoio a refugiados e ao refúgio institucionalizado em um momento em que mais refugiados precisam de tal proteção. Veja abaixo o texto que preparamos para esclarecer um pouco a questão. Vamos lá? Os Refugiados Refugiados são pessoas que estão fora de seu país de origem e que não podem voltar ao mesmo devido a guerras e conflitos que colocam em risco sua vida e segurança. Eles são protegidos pelo direito internacional, tendo ajuda de assistência dos países, do ACNUR e de outras organizações. Para a proteção efetiva dos refugiados, a ONU desenvolveu um documento que é considerado um marco para a humanidade: Protocolo de 1967. Nesse documento se encontram todos os direitos e medidas cabíveis quando se trata de refugiados. Os Migrantes Já os migrantes são pessoas que, por conta própria, quiseram sair de seus países em busca de condições melhores de vida. Ao contrário dos refugiados, eles podem voltar para seu país de origem a qualquer momento. Os motivos que levam os migrantes a outros países são desde a busca por emprego à visita a familiares. Há também aqueles que deixam seus países por conta de pobreza, fome ou desastre naturais, mas isto não os deixam em condições de refugiados. A Convenção de 1951 é o documento de base que protege os migrantes com leis internacionais. Você sabe a diferença entre migrante, imigrante e emigrante? Todos têm o significado de estar em movimento. Assim, é migrante a pessoa ou grupo que se desloca de um país para outro. Indo  de um lugar conhecido para um desconhecido. Já emigrante, é a pessoa que saiu de seu país para morar num outro país. E por fim, imigrante é a pessoa que veio morar em nosso país, vinda de um país estranho. Ou seja, o emigrante saiu e o imigrante chegou. Entenderam? Os meus, os seus e os nossos direitos Contribuir para uma sociedade justa e respeitar o próximo é a forma mais concreta para a proteção e o bem-estar do direito de todos. Para entender melhor sobre refugiados e imigrantes e o que eles enfrentam, conheça um pouco das histórias deles neste vídeo feito pela ONU:  

Mulher na política? Só se for agora!

O preconceito ainda é grande quando falamos que as mulheres podem fazer tudo que os homens fazem. Foi apenas em 1932 que as mulheres conseguiram votar pela primeira vez, no Brasil, com o Presidente Getúlio Vargas. Isto mostra que a participação da mulher na política é recente e ainda enfrenta muitas resistências. Apesar de representar a maioria do eleitorado, cerca de 52,13% de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres não estão exercendo os direitos políticos e eleitorais em condições de igualdade. Atualmente, as mulheres ocupam cerca de 14% dos cargos eletivos no Brasil, uma das taxas mais baixas do mundo. Reconhecendo esta necessidade mundial de igualdade nas sociedades, a Organização das Nações Unidas vem trabalhando com Agenda 2030 que propõe diversas ações para o desenvolvimento sustentável do mundo.  Essa agenda contém 17 objetivos globais que visam a melhoria das pessoas e do planeta e também incentivam a paz, a prosperidade e a parceria. Dentre os objetivos da agenda, a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas é citado várias vezes, enfatizando a importância do cumprimento deste objetivo para o sucesso de um país: “A efetivação da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas dará uma contribuição essencial para o progresso em todos os objetivos e metas” – Declaração da ONU. A ONU Mulheres criou também o projeto “Cidade 50-50: Todos e todas pela igualdade” que propõe a igualdade de gêneros nos tribunais eleitorais, mostrando que uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando tiver a participação de todas as pessoas independente de crença religiosa, sexo, raça, cultura, classe econômica e outros. Ela também convida os governos a enfrentarem os obstáculos que impedem que mulheres e meninas realizem todo seu potencial. Por que é tão importante que as mulheres estejam na política? A resposta mais óbvia é representatividade. Se o público feminino corresponde a 52,13% do eleitorado, é no mínimo estranho ter 14% de representação no Congresso, 12% nas prefeituras e 3,7% entre os governos estaduais. Seja pelo fato de serem geradoras da vida (e naturalmente mais preocupadas com ela), seja por empatia quanto aos seus próprios direitos e valores, as mulheres na política poderiam defender pautas verdadeiramente importantes às causas feministas. Políticas públicas que permitam que elas possam andar na rua sem medo de sofrer uma violência, por exemplo. Garantias para estudar, trabalhar e ter oportunidades. Enfim, coisas que parecem básicas, mas que não podem esperar pela preocupação dos homens. Não que eles não possam fazê-lo. Mas simplesmente porque as mulheres o podem. Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/por-que-e-importante-ter-mulheres-na-politica/

Nem homem de aço, nem Clark Kent: conheça o super-homem do século XXI

Criado pelos americanos Jerry Siegel e Joe Shuster em 1930, Super-Homem é o clássico herói que nunca sai de moda. Disfarçado como o reservado e contido jornalista Clark Kent, o herói não esconde seus superpoderes diante de uma ameaça: o homem de aço voa, lança laser pelos olhos, tem super força e salva o mundo. Este é o ideal masculino que acompanha os homens desde meninos: robusto, destemido, inteligente, atraente e que resolve todos os B.Os. OK que esse ícone mora no imaginário dos garotos e, é claro, não há nada de errado com isso. A questão é quando essa personagem não é bem compreendida e vira o estereótipo do cara machão que pode tudo, não tem medo de nada e que desconta a sua força nos mais fracos. E ainda se esconde sobre uma fachada de ‘bom moço’. Ninguém merece! O modelo de homem do século XXI faz um belo upgrade dessa imagem. Ele continua forte e viril. Porém, desfaz a ideia de que é preciso usar a força bruta para mostrar o seu poder. Antes, usa a sua inteligência contra todo tipo de dominação. Principalmente a favor das mulheres. Essa é a nova postura masculina defendida por líderes de todo mundo no projeto HE FOR SHE. Mantido pela ONU mulheres, o projeto convida pessoas do mundo inteiro para, juntas, criarem uma força visível e corajosa de conscientização sobre a discriminação e violência contra a mulher. No site, há informações variadas sobre o projeto e várias frentes para que qualquer pessoa possa se unir à causa. Acesse o site http://www.heforshe.org/pt/newsroom e veja alguns exemplos inspiradores de homens que aceitaram o desafio e vem mostrando o poder da sua atitude ao mundo. Junte-se a eles e a milhares de outras pessoas, assinando o compromisso por um mundo mais justo para todas e todos nós. Veja aqui o vídeo do ator Anselmo Vasconcellos, que também uniu a sua voz pelos direitos das mulheres.

Dia Internacional dos Povos Indígenas

Hoje é comemorado em todo mundo o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data foi criada por decreto da ONU em 09 de agosto de 1995, como resultado da atuação de representantes de povos indígenas de diversos locais do globo terrestre. Essa atuação visava criar condições para a interrupção dos ataques sofridos pelos povos indígenas em seus territórios, após mais de quinhentos anos da expansão das formas de sociabilidade impostas aos indígenas pelos povos de origem europeia, principalmente. Leia aqui a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento

O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento ocorreu sábado, 21 de maio. Este dia foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 2002, em comemoração da aprovação em 2001 da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural. A declaração da UNESCO estipula que a diversidade cultural é um património comum da humanidade. O objetivo desta data é cultivar a compreensão da riqueza e importância da diversidade cultural, assim como incentivar o respeito pelo outro. Conhecer melhor as diferenças entre os povos permite obter uma maior compreensão das vicissitudes e cimentar uma maior união.

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