Vida e meio ambiente são prioridades das congregações Vivat Brasil

Certas de sua missão em defesa da integridade da Criação e testemunhas do reino da vida plena, 13 congregações religiosas associaram-se à Vivat Internacional, organização não governamental (ONG) reconhecida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU). O nome Vivat expressa o profundo desejo de que tudo o que existe possa viver; que todos, todas vivam e deixem viver toda a Criação. Com essa esperança, as congregações instalaram a Vivat Brasil, que conta com aproximadamente 1.200 religiosos e religiosas. Estes assumem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU) e priorizam: • a erradicação da pobreza;• a mulher e a questão de gênero;• o desenvolvimento sustentável; e• a cultura de paz. Abraçam também outras temáticas, como boa saúde e bem-estar, educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU). Todos esses objetivos se transformam em ações sociopolíticas que reverberam o bem comum, em todo o território nacional, com destaque à preservação do meio ambiente, ao compromisso com os direitos humanos e democráticos. A luta diária desses religiosos e religiosas e o que fazem são apresentados no Relatório Vivat Brasil 2020, o qual estamos disponibilizando para download. Se você quiser conhecer e ajudar a fortalecer o trabalho da Vivat Brasil, compartilhe em suas mídias sociais: __________________________________________ Conheça as congregações-membros da Vivat • Sociedade do Verbo Divino (verbitas)• Missionárias Servas do Espírito Santo• Congregação das Irmãs da Santa Cruz• Missionários Combonianos do Coração de Jesus• Irmãs Missionárias Combonianas• Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (scalabrinianas)• Missionários Oblatos de Maria Imaculada• Congregação das Irmãzinhas da Assunção• Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo• Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos)• Irmãs Missionárias do Santo Rosário• Irmãs Missionárias do Espírito Santo (espiritanas)• Congregação do Espírito Santo (espiritanos)• Congregação das Irmãs de Jesus Bom Pastor (pastorinhas) – convidada Em defesa do meio ambiente Iniciando a Semana do Meio Ambiente, o comboniano padre Dario Bossi, membro da Vivat Brasil, faz uma análise da atual realidade e afirma que “nunca ficou tão evidente a ameaça que está sendo posta ao meio ambiente no Brasil. Podemos escutar, pelas próprias palavras do ministro responsável por essa pasta, que há um desenho deliberado de desmonte e de entrega do patrimônio ambiental brasileiro para outros interesses”. Segundo padre Bossi, que atua diretamente com ações de proteção ao ecossistema, esses interesses “são para o extrativismo predatório, que, por sinal, tem sido um modelo econômico imposto nas regiões latino-americanas desde a época da colônia, e nunca muda”. Se, atualmente, é impossível contar com o Poder Público, na defesa do meio ambiente, então a quem recorrer? Para o padre comboniano, quem pode ajudar a resgatar outras formas de relação com o ecossistema são exatamente aqueles que habitam nele. “Por habitar nos territórios, nas diversas regiões e biomas, as pessoas têm no coração o valor profundo do cuidado, o valor das raízes, da espiritualidade que as vinculam a um território. Também, pelas suas memórias, pelo vínculo com os antepassados, ou como dizem nossos povos quilombolas ou indígenas, ‘pelos encantados que vivem nestes territórios’”, defende. Com a atenção da mídia totalmente voltada para o covid-19, precisamos ficar atentos para que medidas contrárias à proteção do meio ambiente não sejam aprovadas às escondidas e que as pautas relacionadas ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) não sejam ignoradas. Há 48 anos, quando foi instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Organização das Nações Unidas já afirmava: “Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença, podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem”.1 Será que alguma coisa mudou, aqui no Brasil, nestes 48 anos? Que compromissos foram assumidos e colocados em prática em prol da preservação da vida, do meio ambiente, do ecossistema? A Constituição Brasileira diz que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (artigo 225 da Constituição Federal de 1988). Ao lermos esse artigo da Constituição, já notamos uma profunda lacuna entre as legislações governamentais e sua prática. Se o meio ambiente é um fator primordial para a vida, principalmente para a espécie humana, então por que são tão poucas as ações para defendê-lo? Será que ainda precisaremos registrar outros mártires da Ecologia em nosso País? Miriam Bernardete de Souza é especialista em Linguística eComunicação Social, Educadora Social; facilitadora em Fundamentosem Justiça Restaurativa e Formação Cristã para a Cidadania. ________ [1] Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972). Disponível em: https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/. Acesso em 29 maio 2020.

Espaço Aberto

Confira na íntegra a publicação do Espaço Aberto com as partilhas das nossas irmãs missionárias Servas do Espírito Santo: ABRIR “ESPAÇO ABERTO” – ED. 02/2016 Boa leitura!  

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