Mães: presença de amor nas fronteiras da vida

Neste Dia das Mães, como missionárias servas do Espírito Santo, nossa saudação a cada mulher que transforma a própria existência em espaço de acolhida, cuidado e geração de vida. Contemplamos, com reverência e gratidão, os muitos rostos da maternidade que encontramos em nossa caminhada missionária no Brasil. Oremos pelas mães!

A violência psicológica e moral contra a mulher

No TBT de hoje, revisitamos o artigo de Beatriz Regina Lima de Mello, promotora de Justiça. Ela alerta para as violências moral e psicológica contra a mulher. Ela conta que esse problema, muitas vezes, ocorre na surdina. Veja!

Mulher, pedaço do mundo

Sou um pedaço do mundo O mundo é um pedaço de mim Sou braço, colo e abraço Sigo intuição e metas Sou vazio e solidão De repente, sou lágrima e dor, alegria e rancor, compaixão e paixão A paz e a guerra habitam em mim A esperança e a força bruta correm nas minhas veias Acredito no que não vejo e não creio em muita coisa que insisto em enxergar Escuto pássaros nos locais menos improváveis Aprecio o choro de quem se banha de lágrimas para (re)nascer A vida pulsa em mim e, para seguir viva, também pulsa no Universo A fé me cobre nos caminhos mais íngremes Eu nunca estou só Sou filha, mãe, neta, bisneta, irmã, prima, amiga Somos muitas Sei ser pá, terra e semente Sei ser paz e compaixão, e indignação Aprendo a ser cerca e me afasto Sou mulher, sou “humananidade” Enxergo o mundo pela lente do amor, vejo dores, sinto sabores, dissabores e odores. Devolvo conchas para o mar e deixo as pedras rolarem Sou corrente elétrica, tenho correntes em mim Abro portas e janelas para a vida me levar, e para (tentar) ir aonde quiser Aprendi a atirar pedras no leito do rio, para formar círculos infinitos Nasço mulher, acordo mulher, durmo mulher Há mulher em mim que se cala e tem medo Tem mulheres caladas para sempre, na ironia de quem se acha mais e é menos Sou mulher, realizo, destruo, construo e desconstruo o que querem de mim Na matemática da vida, lido com equações, divisões, somas, subtrações e multiplicações, em possibilidades infinitas Sou o que quiser, somos os quereres de muitas mulheres Somos mulheres Sou mulher Sou um pedaço do mundo O mundo é um pedaço de mim Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

Mulher: gênero, biologia, trabalho e construção cultural

Você se lembra da música de Benito Di Paula? “Agora, chegou a vez, vou cantar / Mulher brasileira em primeiro lugar / […] Norte a sul / Do meu Brasil / Caminha sambando/ Quem não viu / Mulher de verdade / Sim, senhor / Mulher brasileira é feita de amor.” Refletindo sobre o Dia Internacional da Mulher, podemos perceber que a música sempre exaltou a mulher em prosa e verso, entretanto vemos muitas batalhando no trabalho, criando os filhos, dedicando-se à família, sem falar naquelas que arrumam tempo para estudar e dedicar-se à solidariedade. Temos cientistas de renome, exemplos de várias “guerreiras”. Mas como o Brasil é o quinto país em feminicídio? Infelizmente, nas sociedades humanas, ainda existe uma mentalidade de que mulher deve somente servir ao homem, seja o pai ou o marido, cuidar das tarefas domésticas e das crianças. Trabalhar fora de casa, dirigir um carro ou uma empresa é coisa para homem. O péssimo exemplo de um deputado do Estado de São Paulo, que foi à Ucrânia recentemente, em tempo de guerra, com uma proposta “humanitária”. Postou em uma de suas redes um comentário, afirmando que “as ucranianas são fáceis porque são pobres”, comparando a fila de refugiadas com a fila de baladas no Brasil. Um médico turista, em um dos países do Oriente Médio, também fez comentários maldosos a uma comerciante. Uns meses antes, durante a Copa do Mundo, na Rússia, um advogado foi advertido por mexer com jovens do local. Esses fatos demonstram como a mente machista ainda está fortemente presente no sexo oposto. A cada minuto, temos notícias de violência doméstica, tanto física e psicológica quanto patrimonial. Quase sempre, não há aceitação do término de um relacionamento, significando que o outro é visto como propriedade privada, rejeitando a ideia de liberdade das mulheres e suas conquistas. A pensadora francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) fez muitos estudos sobre a condição da mulher na sociedade. Em sua obra O segundo sexo (1949), afirmou que “ninguém nasce mulher, mas se torna mulher”. Conforme a mulher conquista seu espaço, cresce seu reconhecimento. Nesse sentido, a questão do ser mulher não é biológica, mas cultural ao longo da história de um povo. A questão de gênero (masculino/feminino) é vivida por homens e mulheres, independentemente da visão biológica, mas em determinada época e lugar. O corpo é construído culturalmente. Assim, o corpo da mulher, em nossa sociedade, foi “coisificado”, ou seja, passou a ser visto como uma mercadoria, uma “coisa”, basta observar as propagandas. Neste século XXI, muitas mulheres têm ocupado diversos espaços, mas ainda precisamos de mulheres ocupando os espaços políticos, como as câmaras municipais e o Congresso, o cenário científico-acadêmico, etc. Procuremos educar as gerações com sabedoria e nos despertar para a importância de sermos tratadas como seres humanos e não como coisa mercadológica. Há muito trabalho a ser realizado. Aproveitemos a Campanha da Fraternidade, que reflete sobre não condenarmos a mulher, atirando pedras, como faziam os fariseus, mas dando oportunidades, gerando vida. Mulheres, uni-vos! Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura, pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.

Chega de violência contra a mulher

Celebrar o Dia Internacional da Mulher não é simplesmente reconhecer sua importância na sociedade, a qual é inegável, mas é, antes de tudo, um grito de protesto contra todo o sofrimento que é imposto às meninas e às mulheres no mundo inteiro. Por que será que as mulheres precisam carregar um fardo tão pesado de discriminação, violência, desigualdade e preconceito? Quanto dano faz uma cultura machista! Ser diferente não quer dizer ser inferior ou superior, significa apenas ter habilidades e possibilidades distintas para nos ajudar mutuamente e nos complementar como seres humanos, com os mesmos direitos e deveres. Infelizmente, ainda estamos longe disso. O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países onde há o maior índice de feminicídio no mundo. Só em 2016, uma mulher brasileira foi assassinada a cada duas horas. Mas o que é feminicídio? É matar uma mulher pelo fato de ela ser mulher, ou seja, por questões de gênero, em consequência do menosprezo ou discriminação da condição feminina. No Brasil, muitas mulheres são assassinadas pelos seus próprios maridos ou namorados. Até bem pouco tempo, as penas desses crimes eram abrandadas por estes serem considerados passionais e em defesa da honra. Somente a partir de 2015 o assassinato de mulheres passou a ser tido como crime hediondo, graças à Lei 13.104, que alterou o Código Penal Brasileiro. É preciso entender que o feminicídio é o último estágio da violência contra a mulher. Segundo dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2016, a cada hora, 503 mulheres acima de 16 anos foram vitimadas, resultando em 4,4 milhões de casos denunciados. Essas agressões foram desde a ofensa verbal e a ameaça até a violência física. Estes dados são alarmantes! Mas de onde vem toda essa violência? De acordo com a Organização das Nações Unidas, as agressões estão relacionadas ao sentimento de posse e de controle do homem sobre a mulher e seu corpo, do desejo de limitar sua emancipação e autonomia, e ainda o desprezo e até mesmo o ódio por sua condição de gênero. Todos esses fatores são culturais e precisam ser mudados. Daí a importância de abrir os olhos para o que está acontecendo e denunciar, ajudar as mulheres que sofrem agressões a buscarem amparo legal. Para isso temos a Lei Maria da Penha e a Delegacia da Mulher. Vamos, sim, comemorar o Dia Internacional da Mulher, homenageando sua coragem, sua criatividade, seu cuidado pela vida, sua capacidade de amar e de criar beleza ao seu redor. Vamos agradecer às mulheres por tornarem o mundo um lugar muito melhor… Mas vamos também dizer “chega”! Chega de violência contra a mulher! Chega de feminicídio! Chega de desigualdade, preconceitos, exploração sexual e de todos os tipos de exploração! Chega de abusos contra a mulher! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

“Dentro da escala social, a mulher negra é a que mais sente as consequências” – conta a coordenadora de cursos do CESEEP

O Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, representa alguma coisa para você? Talvez não, talvez seja apenas mais uma data no calendário… mas se você for negra (0), aposto que significa muito mais do que isso. É uma conquista para o reconhecimento do valor da população negra no mundo e para a superação do preconceito. Quem vai falar um pouquinho sobre este assunto é a Nilda de Assis Candido, que trabalha no CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular) como coordenadora de cursos e responsável  pela formação de militantes cristãos e, há 4 anos, em contato direto com as questões que atingem as minorias. Numa entrevista exclusiva para o blog, ela conta que no CESEEP, os cursos “de pastoral e relações de gênero, buscam fomentar o estudo e a reflexão em torno das temáticas urgentes na sociedade.  Os temas permeiam a vida das agentes comunitárias e de organizações não governamental e política sobre a questão de como entendemos as relações humanas dentro dos espaços comunitários e de poder dentro da sociedade” – Explica Nilda. 1 – Qual é a sua experiência com mulheres no CESEEP? “Neste ano de 2018 trabalhamos sobre o Feminismo em Sociedades Racial e Socialmente Desiguais, um trabalho em parceria com o Geledés – Instituto da mulher Negra. Tivemos a presença de representantes da Argentina, Chile, Bolívia, Cuba e do Brasil. A proposta de estudo foi assertiva, por discutir sobre as desigualdades sociais. Ao abordar as desigualdades levanta-se diversos conflitos; de classes, sexo e raça. E, em se tratando de feminismo em sociedade, olha-se para o lugar em que estão inseridas e sempre predomina um lugar de disparidade pelo fato de serem mulheres. E, sofrem, ainda mais pela discriminação e o racismo”. 2 – Você considera que no Brasil ainda exista muito preconceito racial? “Sim, está inserido na história brasileira. Referindo-se ao tratamento dado as pessoas negras, aí sim, temos um preconceito, porque temos um recorte racial que envolve a cor da pele. Socialmente, traz uma concepção de que negro ou negra carrega na sua existência estigmas depreciativos pelo simples fato de ser negro ou negra. Nas ruas vemos isso. Quem são os primeiros a serem abordados em uma diligência policial? O jovem negro. O Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nos mostram que homens, jovens, negros e de baixa escolaridade são as principais vítimas de mortes violentas no País. A população negra corresponde a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios. Os dados foram publicados no dia 5 de junho de 2017 pela Carta Capital e nos confirmam a existência do preconceito e a discriminação em nossa sociedade”.  3 – Você acredita que uma grande porcentagem da discriminação seja destinada às mulheres negras? “Sim, temos de entender que a mulher negra, dentro de escala social, é quem mais sente as consequências. Quem entra no mercado de trabalho é o homem não negro, logo em seguida, com salários menores, as mulheres não negras. É depois que vem o homem negro. Neste caso em que situação fica a mulher negra?  Em último lugar, e é ela que irá sentir o peso de tamanha desigualdade. Ficará em uma posição de total desvantagem na escala social por ser negra. Exemplo: anúncios de empregos para pessoas de boa aparência. Qual tipo físico está se buscando, qual perfil? Nem sempre é o perfil da pessoa negra. A questão se coloca porque não paramos para pensar sobre isso. Só pensa nestas situações quem as vivencia no seu cotidiano. E quem vivencia estas situações estão sempre nas periferias das cidades. Há avanços sobre o entendimento do problema e formas legais para apoiar as vítimas de racismo ou qualquer tipo de discriminação. Nos últimos anos, com a organização de grupos sociais, há um amplo material literário que vem surgindo e ressurgindo no cenário social que ajuda a entender e a enfrentar a questão. Um caso é a redescoberta de Carolina de Jesus em seu belo livro “Quarto de despejo”. E outras figuras públicas escrevem e militam há muito tempo nos movimentos de mulheres negras como:  Sueli Carneiro e Djamila Ribeiro. São uns dos exemplos que ajudam a entender a questão”. 4 – O que uma mulher negra deve fazer quando é discriminada? “Procurar ajuda e denunciar. Não há outro caminho. Não se sentir sozinha”. 5 – O que podemos fazer para que este quadro mude? “O caminho é a educação. De modo particular, a educação popular tem muito a contribuir no processo de discussão e multiplicação da informação nos diversos coletivos que existem espalhados pela cidade, como rodas de conversas, saraus, carreatas poéticas na periferia do Grajaú e nas redes sociais. Uma educação popular como Paulo Freire enfatizava, a partir da realidade das pessoas. Ressalto à importância da escola, ela tem um papel fundamental neste processo de retratar sobre o assunto entre os alunos e alunas e seu corpo docente dentro das atividades curriculares. E, também as comunidades religiosas”. O que acharam desta entrevista? O tema é bem pertinente aos dias de hoje? Comente o que você achou.

Independência financeira diminui violência contra mulheres

A história das mulheres vem marcada por violência e privação desde que o mundo é mundo e a nossa Irmã Missionária Maria Amália sabe muito bem sobre isto. Ela trabalha no Projeto Providência desde 2003, uma ONG que atende crianças e jovens de comunidades carentes de Belo Horizonte – MG. Do contato diário com famílias carentes, ela montou um grupo de mulheres para ajudá-las em suas diversas dificuldades do cotidiano. Através deste trabalho, muitas mulheres, algumas vítimas de violência doméstica, aprendem a ter mais autonomia em suas vidas. Ir. Amália afirma que o projeto ensina à mulher o verdadeiro significado de dignidade e valorização e, mostra que ela pode ser responsável pela própria vida sem depender de ninguém. No grupo feminino, ela orienta as mulheres sobre a vida pessoal e profissional e as ensina a pintar e costurar, sugerindo como uma opção de renda. Estatísticas sobre a violência contra a mulher no Brasil No Brasil, apesar das novas leis, como a da Maria da Penha, as estatísticas (veja o quadro) referentes à violência contra a mulher ainda são assustadoras: A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física. (Fonte: Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha) O assassinato de mulheres negras aumentou (54%) enquanto o de brancas diminuiu (9,8%). (Fonte: Mapa da Violência 2015) Somente em 2015, a Central de Atendimento a Mulher – Ligue 180, realizou 749.024 atendimentos, ou 1 atendimento a cada 42 segundos. Desde 2005, são quase 5 milhões de atendimentos. (Dados divulgados pelo Ligue 180) 2 em cada 3 universitárias brasileiras disseram já ter sofrido algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física) no ambiente universitário. (Fonte: Pesquisa “Violência contra a mulher no ambiente universitário”, do Instituto Avon, de 2015). 54% conhecem uma mulher que já foi agredida pelo parceiro, em todas as classes econômicas. (Fonte: Pesquisa “Percepção da sociedade sobre violência e assassinatos de Mulheres”, de 2013) Vergonha e medo de ser assassinada são percebidas como as principais razões para a mulher não se separar do agressor e metade da população considera que a forma como a Justiça pune não reduz a violência contra a mulher. Como sair deste quadro? É consenso que não existe independência feminina sem independência financeira. Mulheres que dependem financeiramente do marido, se sujeitam à violência psicológica e física para não serem deixadas e consequentemente passarem dificuldades com seus filhos. A estabilidade da carreira traz a tranquilidade de poder seguir em frente com a sua vida. Quando uma mulher está em um ambiente de igualdade, ela tem controle maior sobre a família e o destino dos filhos e pode ser mais ativa na luta contra a injustiça e a discriminação em suas comunidades. E aí mulheres, bora conquistar o teu?

Mulher na política? Só se for agora!

O preconceito ainda é grande quando falamos que as mulheres podem fazer tudo que os homens fazem. Foi apenas em 1932 que as mulheres conseguiram votar pela primeira vez, no Brasil, com o Presidente Getúlio Vargas. Isto mostra que a participação da mulher na política é recente e ainda enfrenta muitas resistências. Apesar de representar a maioria do eleitorado, cerca de 52,13% de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres não estão exercendo os direitos políticos e eleitorais em condições de igualdade. Atualmente, as mulheres ocupam cerca de 14% dos cargos eletivos no Brasil, uma das taxas mais baixas do mundo. Reconhecendo esta necessidade mundial de igualdade nas sociedades, a Organização das Nações Unidas vem trabalhando com Agenda 2030 que propõe diversas ações para o desenvolvimento sustentável do mundo.  Essa agenda contém 17 objetivos globais que visam a melhoria das pessoas e do planeta e também incentivam a paz, a prosperidade e a parceria. Dentre os objetivos da agenda, a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas é citado várias vezes, enfatizando a importância do cumprimento deste objetivo para o sucesso de um país: “A efetivação da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas dará uma contribuição essencial para o progresso em todos os objetivos e metas” – Declaração da ONU. A ONU Mulheres criou também o projeto “Cidade 50-50: Todos e todas pela igualdade” que propõe a igualdade de gêneros nos tribunais eleitorais, mostrando que uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando tiver a participação de todas as pessoas independente de crença religiosa, sexo, raça, cultura, classe econômica e outros. Ela também convida os governos a enfrentarem os obstáculos que impedem que mulheres e meninas realizem todo seu potencial. Por que é tão importante que as mulheres estejam na política? A resposta mais óbvia é representatividade. Se o público feminino corresponde a 52,13% do eleitorado, é no mínimo estranho ter 14% de representação no Congresso, 12% nas prefeituras e 3,7% entre os governos estaduais. Seja pelo fato de serem geradoras da vida (e naturalmente mais preocupadas com ela), seja por empatia quanto aos seus próprios direitos e valores, as mulheres na política poderiam defender pautas verdadeiramente importantes às causas feministas. Políticas públicas que permitam que elas possam andar na rua sem medo de sofrer uma violência, por exemplo. Garantias para estudar, trabalhar e ter oportunidades. Enfim, coisas que parecem básicas, mas que não podem esperar pela preocupação dos homens. Não que eles não possam fazê-lo. Mas simplesmente porque as mulheres o podem. Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/por-que-e-importante-ter-mulheres-na-politica/

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