O que foi o Tríduo Pascal?

Um evento importantíssimo para os cristãos é a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Na verdade é o mistério pascal que dá todo o sentido ao cristianismo e à nossa fé. Sem o sacrifício de Jesus, não haveria salvação para nós. E adivinhem só quando aconteceu isso? Durante a Semana Santa! Queremos voltar um pouco na história pra você entender de verdade o sentido do Tríduo Pascal ou período que vai da Quinta Feira Santa até o Sábado de Aleluia e porque estes dias são tão celebrados pelos cristãos. Veja só: Contextualizando Quinta feira Santa É o dia que Jesus celebra a Santa Ceia com os seus discípulos e transforma o pão no seu corpo e o vinho no seu sangue como sinal de sua eterna aliança conosco. Foi quando Ele instaurou a Eucaristia e também o sacerdócio, quando disse para continuar a repetir esta ceia e memória dele. Nesta última ceia com os discípulos, Jesus predisse que seria traído e, a partir deste momento, Ele tinha plena consciência do que iria acontecer e que sua missão no mundo estava prestes a ser completada. Depois na ceia, foi para o Horto das Oliveiras onde passou os seus momentos de maior aflição, chegando até a suar sangue. Angustiado, Ele suplicou ao Pai: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice, contudo seja feita a Tua vontade” (Mateus 23,42). Depois disto ele foi traído por Judas com um beijo e foi levado à julgamento no Sinédrio, onde sofreu maltratos durante toda a noite. Sexta Feira Santa Pela manhã levaram Jesus a Pôncio Pilatos (o procurador romano) para que este o condenasse a morte. Embora ele não estivesse muito tranquilo com a ideia de condenar Jesus (pois não via nele crime algum), se sentiu pressionado pelo povo e pelos sacerdotes e entregou Jesus para eles. Como era festa, o costume local permitia soltar um prisioneiro e Pilatos perguntou as pessoas qual prisioneiro eles queriam que fosse solto: Jesus ou Barrabás, um assassino. Mas o povo, manipulado pelas autoridades judaicas, escolheu Barrabás. A partir daí as torturas e humilhações começaram. Colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, uma capa vermelha em seus ombros, deram murros, chicotadas e o fizeram carregar uma pesada cruz ao monte chamado “Calvário” no qual ele foi crucificado e morto, entregando sua vida em sacrifício por todos nós. A história de sua paixão foi contada em detalhes nos quatro Evangelhos. Vale a pena ler. Sábado Santo O Sábado Santo, também conhecido como Sábado de Aleluia, é um tempo de silêncio, em que os discípulos vivenciaram a dor da perda de seu Mestre querido. Jesus está sepultado e uma grande pedra fecha a entrada de sua tumba. Mas a morte não tem a última palavra, porque o amor de Deus é mais forte do que tudo. Por isso, no sábado à noite celebramos a Vigília Pascal, uma celebração com uma simbologia muito rica. Antigamente a Vigília Pascal durava toda a noite e ia até o romper da aurora quando se celebrava a ressurreição de Jesus. Atualmente a vigília dura cerca de duas horas. Começa do lado de fora da igreja com os fiéis ao redor de uma fogueira. O fogo é abençoado e com ele acende-se o círio pascal, uma grande vela que representa a luz de Cristo Ressuscitado. Todos entram na igreja escura e conforme o sacerdote vai entrando com o círio aceso, os fiéis vão acendendo suas velas a partir da luz do círito pascal iluminando toda a igreja. As leituras, os salmos e os cânticos relembram toda a história da salvação, desde a criação do mundo, passando pela libertação do povo de Israel até a chegada de Cristo. Nesse dia também se faz a bênção da água, a renovação das promessas do batismo e, em alguns lugares, também batizados, pois na igreja primitiva era quando as pessoas que abraçavam a fé cristã recebiam o batismo. É uma celebração cheia de alegria pela vitória de Cristo sobre a morte e que traz a esperança que cada um de nós também ressuscitará. Uma boa páscoa para você!
Existe vida após a morte?

Para muitos, a morte é o final de tudo, enquanto para outros, a morte é só o começo de nossa jornada para a eternidade. Neste feriado de Finados, convidamos você a ir além da saudade e da dor e ver a morte a partir de nova perspectiva. A Igreja Católica acredita que todos os seres humanos são dotados de uma alma imortal, “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza”. (Sab 2, 23). Se a alma é imortal, logo, ela vive além do corpo físico. Através da espiritualidade, de nosso relacionamento com Deus, tomamos consciência de que nosso ser não se limita apenas ao material ou físico. Existimos para além da vida terrena, para além de nossos corpos frágeis e pensamentos dispersos. A grande esperança que nós temos é, que após a morte terrena, nossa alma irá para junto de Deus, onde terá vida em abundância de vida e felicidade plena ou como conhecemos popularmente, no céu ou paraíso. Em suas visões do final dos tempos, o apóstolo João escreveu sobre a vida eterna com Cristo: “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21:4). “Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 2, 11b).