RS: Campanha da Fraternidade de 2026 inspira reflexões dos MLDUT

Quatro grupos dos Missionários Leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT), um dos ramos da Família Arnaldina, participaram de um retiro em Três Passos (RS). As reflexões se inspiraram no tema da Campanha da Fraternidade 2026, “Fraternidade e Moradia”. Os grupos pretendem transformar em ação o que meditaram. Saiba mais!

Eu vos chamei a serviço da justiça (Is 42,6)

Vivemos numa sociedade repleta de diversidade. A cultura, a educação, a religião, a família, a política, a economia… E é nessa pluralidade que o leigo cristão vive sua vocação. O leigo comprometido com uma sociedade mais humana começa, em sua própria família, a exercer seu chamado ao seguimento de Jesus, na vivência do respeito mútuo e numa relação de justiça e fraternidade na sociedade. É também a família cristã que descobre os meios de fortalecer sua fé na partilha dos desafios encontrados ao longo do dia, no trabalho, na escola ou com os amigos e, na oração, colocar tudo nas mãos do Deus da Vida. Especialmente neste ano de 2020, quando fomos surpreendidos pela pandemia do novo coronavírus, a qual nos levou a mudar tantos hábitos e rever tantas atitudes em nossas vidas, nós, cristãos leigos e leigas, assumimos os mais variados desafios junto à Igreja de Cristo e à sociedade. Isolamento social, igrejas fechadas, comércio com horário reduzido, desemprego, hospitais com 100% de ocupação pela covid-19 e, ao mesmo tempo, pessoas desejosas de um coração solidário que lhes ofereça conforto, cesta básica e esperança. Em meio a tudo isso, como leiga numa paróquia no Rio de Janeiro, membro da Pastoral da Comunicação, vi a Igreja se abrir a uma nova perspectiva que poderia levar Jesus a todos os que dele necessitassem, de um jeito novo. Uma Igreja que se mostrou tão viva como nas missas de domingo, uma Igreja que fazia Jesus presente em cada casa, pela transmissão da santa missa, e misericordiosa nas confissões em drive-thru ou nas missas celebradas no pátio de um hospital aqui no bairro. Quero compartilhar com você algumas experiências neste tempo de pandemia que marcaram meus dias e minha vida. Tenho vivo em minha memória o dia em que eu e Alessandra, cristãs leigas da Pascom, transmitimos o cortejo de Jesus Eucarístico, no dia de Corpus Christi. As ruas vazias de gente, mas as casas abençoadas por Jesus. Era ali que Ele estava… Em cada casa, em cada coração, nos hospitais por onde passamos. Os comentários nas redes sociais por onde transmitíamos eram cheios de emoção pela dor da perda de um ente querido ou pelo conforto de Jesus estar passando na sua porta. Uma música ficou impressa em nós… “Aonde mandar, eu irei. Seu amor eu não posso ocultar. Quero anunciar, para o mundo ouvir, que Jesus é o nosso Salvador!” (“Nossa missão”, de Adriana Arydes). Vivenciamos um tempo que precisou e precisa de divulgação, das formas mais inovadas, para pedir doações, usando a tecnologia para continuar atendendo as famílias assistidas pela Pastoral Social. Todas as semanas, continuam chegando alimentos, material de higiene e limpeza. E todo aquele que doa não somente entrega os donativos, mas ajuda os irmãos necessitados a viverem com dignidade. Creio ser esta a vocação do cristão leigo: “Em toda a sua ação no mundo, é necessário que o cristão saiba discernir as condições em que se encontra e a busca dos meios mais coerentes e eficazes de agir. Isto é tarefa permanente que solicita a atitude profunda de fé e o aprofundamento da razão” (Cristãos Leigos e leigas na Igreja e na sociedade, CNBB, Doc. 105, n. 244). Para o cristão leigo, a conversão ocorre diariamente. “Esta conversão comporta várias atitudes que se conjugam para ativar um cuidado generoso e cheio de ternura. Em primeiro lugar, implica gratidão e gratuidade, ou seja, um reconhecimento do mundo como dom recebido do amor do Pai, que consequentemente provoca disposições gratuitas de renúncia e gestos generosos, mesmo que ninguém os veja nem agradeça” (Laudato Si’, n. 220). Feliz e desafiador Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas! Nanci Regis Queiroz Afonso, educadora, membro da Pascom na Paróquia São Marcelino Champagnat, Rio de Janeiro-RJ, Missionária Leiga de Deus Uno e Tino.

MLDUT: missionários leigos assumem sua vocação

A Igreja no Brasil dedica todo o mês de agosto às vocações e destaca, a cada semana, uma vocação específica. Assim, no início do mês, celebramos o Dia do Padre e o chamado ao ministério ordenado (bispo, padre e diácono). Depois veio a Semana da Família, aprofundando a vocação ao matrimônio e, na sequência, a Semana da Vida Religiosa Consagrada. No quarto domingo, lembramos o Dia do Catequista e, nesta semana, ressaltamos a vocação laical. Em nossa congregação, desde sua origem, Santo Arnaldo Janssen, nosso fundador, sempre valorizou a participação dos leigos, tanto que promovia retiros espirituais para os leigos e leigas. Em nossa Casa-Mãe, em Steyl, as irmãs desocupavam seus quartos e iam dormir no sótão, para acolher as mulheres que vinham para os retiros. Ao longo dos anos, em torno das irmãs, foram surgindo grupos e associações laicais que buscavam vivenciar nossa espiritualidade e colaborar em nossa missão. Em 1921, surgiu a Liga Auxiliar do Espírito Santo e, em 1957, a Associação do Espírito Santo. Em 1978, essas duas organizações se fundiram, dando origem à Associação Missionária do Espírito Santo, a AMES, que se desenvolveu em diversos países, buscando unir espiritualidade e ação social. No Brasil, a AMES teve início em 1982, em Guarapuava-PR, e vários grupos foram se organizando. Entre as duas províncias das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), a Associação chegou a ter quase 4 mil membros. Depois da 1ª Assembleia Internacional da AMES, em 1990, os grupos no Brasil passaram a ser chamados Missionários Leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Atualmente se organizam em grupos que se encontram mensalmente para formação, oração e partilha de vida. Também contribuem com a missão, de acordo com suas possibilidades. Em nossa Província Stella Matutina, acompanho os grupos de MLDUT como orientadora espiritual. Visito periodicamente cada um dos grupos e apoio na formação e no aprofundamento de nossa espiritualidade. Também estou ao lado da equipe de coordenação, formada por representantes dos vários grupos. Neste período de pandemia, tivemos de cancelar as visitas, e cada grupo está dando continuidade mais por contatos via WhatsApp e, onde é possível, por reuniões on-line. Sempre entro em contato para conversar com as coordenadoras e ver como o grupo está caminhando. Fico impressionada como a pandemia, ao contrário do que se poderia supor, fez surgir um dinamismo completamente novo e outras formas de engajamento. Entre as missionárias leigas dos grupos, temos quem está aproveitando as redes sociais para promover a evangelização, a partir das pastorais paroquiais, outras organizando reuniões on-line, momentos orantes ou mesmo lives. Aqui trago o depoimento de Maria da Conceição Roberto Gonçalves, mais conhecida como Lia, uma das missionárias do grupo de Funilândia-MG. Ela conta como está vivendo este tempo de pandemia. Pela declaração dela, gostaria de homenagear a cada um e cada uma de nossos MLDUT, pelo testemunho de fé e doação no assumir a vocação laical. Valorização do essencial “Neste tempo de isolamento social, estou estudando o Novo Diretório da Catequese, participando de algumas missas na comunidade, quando nosso ministério de música é responsável pelo canto, assistindo às transmissões da missa da paróquia, de Aparecida, e limpando semanalmente a Igreja, com uma equipe. O seio familiar, graças a Deus, sempre foi bem unido. Partilhamos tudo. Apesar do isolamento social, marido e filhos estão trabalhando. Meu tempo está dividido com os cuidados com a família, orações, descanso, meditação, curso sobre “Crimes cibernéticos: os principais riscos e técnicas básicas de prevenção”, e aprendendo novas partituras musicais. Um olhar para o mundo: pelos impactos dessas mudanças, darão mais valor ao convívio familiar, na valorização do essencial, levando a que se repensem hábitos de consumo, a prática da solidariedade mais evidente, a perceber quais valores estamos colocando à frente de nossas vidas, o crescimento na confiança do amor providencial de Deus.” Irmã Heloise, Cláudia Matos, SSpS, membro do Conselho Provincial, pedagoga e psicóloga, faz parte da Dimensão Missionária das Escolas e é orientadora espiritual dos grupos de MLDUT.

A missão transforma

Fazer parte da história de 129 anos da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo como missionário leigo de Deus Uno e Trino é compartilhar do carisma missionário e da espiritualidade trinitária. Nesta edição, quatro testemunhos nos enchem de esperança em um mundo marcado pela solidão e pelo abandono. Vem você também dar um sentido novo à sua vida! Nanci Queiroz, MLDUT, RJ _____________________________________________________________________________________________ “Diante da oportunidade de férias do trabalho em dezembro, conversei com a irmã Heloíse, SSpS, e disse-lhe que gostaria de dedicar uma semana para ajudar em alguma coisa. Ela respondeu: ‘Que alegria! Venha ajudar na missão!’ Foram dias de vivência, partilha e oração em comunidade com as irmãs que moram no Colégio Espírito Santo, no bairro do Tatuapé, em São Paulo: irmã Heloíse, irmã Terezinha, irmã Edísia e irmã Rosália. Dias dedicados a ajudar no Centro de Integração do Migrante, no Brás, na capital paulista. A foto, que chamei de ‘abraços da América Latina’, mostra algumas das dezenas de crianças atendidas que esperam dias melhores. O entusiasmo das irmãs Malgarete, Maria Inês e Gislaine atendendo, orientando, conversando, cuidando, cozinhando, morando ao lado dessas pessoas que vêm em busca de oportunidades e encontram no Centro de Integração do Migrante mais, muito mais do que cursos de Inglês, Espanhol, Português, Informática, Culinária, Manutenção de Computadores, encontram uma família, acolhida, apoio e esperança. Para celebrar a certificação dos concluintes dos cursos e os três anos do Centro de Integração do Migrante, cantamos parabéns em português, espanhol, inglês, guarani, francês e aimará. Tudo com direito a bolo e salgadinhos feitos pelas alunas do curso de Culinária. Dias dedicados a participar do encontro das missionárias leigas de Deus Uno e Trino em Campo Belo, Minas Gerais: Leida, Florípes, Eva, Cleuza, Teresinha, Aparecida, Dora, Luciane, Anita, Faraildes, Domires, Lisia, Isabel, Cleria… Tantas Marias atualizando o “sim” a Jesus; tantas Marias em saída, anunciando e apoiando! Visita à Creche Madre Theresia, no bairro de São Mateus, Zona Leste de São Paulo, que atende dezenas de crianças carentes. Tem uma equipe de professores dedicados, comprometidos e conscientes das necessidades e dificuldades das crianças atendidas e da importância do trabalho desenvolvido para mudar a realidade de vida pelo acesso à educação.  A Maria Cristina que volta para o Rio de Janeiro leva no coração uma fé renovada e a alegria de saber que eu só sou com o outro de perto ou de longe, da família ou do trabalho, da escola ou do clube.” Maria Cristina Queiroz Maia, MLDUT, RJ _____________________________________________________________________________________________ “Eu me sinto muito feliz por ter sido escolhida para fazer parte do grupo das MLDUT, com as irmãs missionárias servas do Espírito Santo. Tenho aprendido muito com elas, principalmente a me doar mais. É o que elas fazem o tempo todo!” Luciane de Pádua, MLDUT, Campo Belo-MG _____________________________________________________________________________________________ “Sinto-me muito feliz fazendo parte do grupo de missionários leigos. Sempre dediquei minha vida à missão, no cuidado com minha família e orientação dos meus filhos. Os encontros que participo me fazem viver cada dia mais o amor de Deus e o SIM de Maria. Quero parabenizar as irmãs da Congregação por sua missão no mundo, um exemplo de fé e de esperança.” Ana Maria do Amaral Queiroz, MLDUT, RJ_____________________________________________________________________________________________ “É com muita alegria e gratidão a Deus que celebro e parabenizo as irmãs por seus 129 anos de dedicação à missão. Para mim, é uma honra fazer parte desta história. Há 27 anos, cheguei como aluna do Colégio Nossa Senhora da Piedade e depois me tornei professora. Quanto aprendizado, para nunca ser esquecido! E hoje, com muito orgulho, sigo em minha missão e sou professora do Colégio Imaculado Coração de Maria!” Valéria Maciel, MLDUT, RJ

Pergunte à Irmã n˚3: Pessoas comuns podem ser missionárias?

Lá vem mais um “Pergunte à Irmã”, nosso quadro de perguntas com resposta em vídeo. Nossa pergunta da vez é dedicada ao Dia do Leigo e foi feita pela Joana de Andrade de Manaus – AM: “Pessoas comuns também podem ser missionárias?”. A resposta quem vai dar é a Irmã Missionária Ana Elídia Caffer Neves que é jornalista e diretora da REDES – Rede de Solidariedade. Veja abaixo o que ela nos contou: Participe também enviando sua pergunta através do nosso formulário. Até a próxima!

Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre: Política de Privacidade