Grupo MLDUT de Cascavel-PR apoia núcleo de apoio a ostomizados

As missionárias leigas do Deus Uno e Trino (MLDUT) de Cascavel-PR, Andreia, Irene, Loiva e Maria Tereza, visitaram o Renascer – Núcleo dos Ostomizados, localizado no Município. O centro é referência para as pessoas ostomizadas de 24 Municípios paranaenses, mas recebe também pacientes de outras regiões do Estado e do Brasil. A ação foi realizada no dia 1º de fevereiro. Segundo informações do Ministério da Saúde, a pessoa ostomizada é aquela que precisou passar por uma intervenção cirúrgica para fazer no corpo (geralmente na região abdominal) uma abertura ou caminho alternativo de comunicação com o meio exterior, para a saída de fezes ou urina, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação. Essa abertura se chama estoma. Muitos procedimentos cirúrgicos necessários para tratamento do câncer acabam gerando estomas. As MLDUT conheceram Wilse, presidente do Renascer. Na adolescência, ela descobriu que precisaria passar o resto da vida com uma bolsa colada ao corpo, para servir como coletora de fezes. Na época, não havia um suporte especializado para isso em Cascavel. Foi a história dela que despertou em um médico a ideia de fundar um núcleo que pudesse dar mais informação e qualidade de vida aos ostomizados, como são chamadas as pessoas que precisam do recurso. O atendimento é multidisciplinar. O que também faz diferença é o paciente poder escolher o tipo de bolsa com a qual mais se adapta. A bolsa é um saco coletor que recebe as fezes ou a urina. Há vários tipos e são indicados conforme a localização do estoma, idade da pessoa e tipo de material a receber. Essas bolsas coletoras podem ser drenáveis ou não, opacas ou transparentes e em uma ou duas peças. O material é fornecido pelo CISOP (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná), mas, para as demais despesas, o núcleo depende de doações, inclusive de ajuda financeira. A luta do Renascer é para que haja mais garantia dos direitos dos ostomizados, com mais informação sobre o assunto. Numa visita ao núcleo, realizada meses antes, as MLDUT participaram de uma reunião e ficaram sabendo das dificuldades. Na ocasião, Wilse relatou que o local havia sido invadido por ladrões. Foram furtados o ar-condicionado e outros objetos importantes para o funcionamento da casa. A diretora também informou sobre as despesas cotidianas do espaço. Após conhecerem o Núcleo, as missionárias, coordenadas pela Ir. Rosinda, SSpS, decidiram destinar um valor à entidade, como um gesto concreto. “Entregamos a eles o valor de mil reais em dinheiro, arrecadado pelo grupo ao longo do ano de 2022, com rifas e pequenas contribuições mensais das missionárias”, conta a professora Simone Lazzarotto e integrante das MLDUT de Cascavel. O contato com o Renascer – Núcleo de Ostomizados se deu porque uma das MLDUT precisou submeter-se ao procedimento há três anos. Como o trabalho é pouco divulgado, muitas das missionárias nem sabiam que o problema poderia acontecer com qualquer um. “Assim foi com nossa missionária. De um dia para o outro, ela precisou adaptar-se a essa nova vida, viver com uma bolsa coletora das fezes colada ao corpo”, declara Simone. O Renascer – Núcleo dos Ostomizados fica na Rua Carijós, 294 – Bairro Santo Onofre, em Cascavel-PR. Quem desejar obter mais informações e contribuir com o trabalho pode ligar para o número (45) 3326-5884 ou entrar em contato pelo e-mail ostomizadosoestedoparana@gmail.com. Para saber mais Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas – Ministério da Saúde[Link: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/atencao_saude_pessoas_ostomizadas.pdf] Simone LazzarottoProfessora de Biologia no Colégio Santa Maria, Cascavel-PR.

Atrás da cruz, a luz!

Nasci em 2 de novembro de 1954. Imaginem como era comemorado, há algumas décadas, o Dia de Finados… Dia de silêncio, de cores escuras e muita tristeza… Muitas famílias nem ligavam o rádio, quase não sorriam… Em minha infância, não tive festa de aniversário devido às dificuldades e também ao dia em que nasci. Aos 7 anos, minha mãe comprou um bolo de padaria, daqueles bem simples, com um furo no meio, sem confeitos, só para lembrar meu aniversário. Foram convidadas algumas vizinhas para o momento. Acreditem: ninguém apareceu! Mas por quê? Era Dia de Finados! Dia dos Mortos! Como nossos falecidos eram lembrados com muita tristeza, com muita saudade, não era momento de manifestar alegria. Assim era há mais de meio século. No meio em que vivi, sentiam como se os mortos estavam em “um sono profundo”. Quantas vezes ouvimos dizer: “Ah, finalmente, descansou”. Esse não é o cenário nem a realidade para a qual Jesus nos criou. “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Apocalipse 21,4). A morte é um momento de tristeza, de lamento. É um momento muito duro em nossa trajetória, mas Cristo nos deu uma mensagem de esperança: “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo’” (Mateus 25,34). A vida é transformada pelo amor misericordioso de Deus. Vejam com atenção as palavras do Pe. Anísio Tavares, missionário redentorista: A celebração leva a compreender o amor de Deus por todos. São filhos e filhas amados, criados segundo a sua imagem e semelhança. Foi por amor e para o amor que Ele deu o dom da vida. Viver bem e em plenitude é o desejo que o Criador tem para todos e cada um de nós. Continuemos a refletir… O momento de viver o luto de um ente querido nos faz perceber que o amor de Deus é ainda maior do que imaginamos. Vida e morte são dois grandes mistérios que ultrapassam nossa compreensão. O nascimento e o falecimento nos levam a fazer as três perguntas: de onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? “Nossa origem e nosso destino é o coração de Deus. Nele, temos a plenitude da vida”, explica Pe. Anísio Tavares. Estes temas: Cruz, sofrimento, saudades, tristeza e vida me fizeram ler mais, pesquisar, conversar, buscar, partilhar para perceber a verdadeira luz que descobriremos nos momentos de viver nossas cruzes. Olhem o que o Catecismo da Igreja Católica (cân. 1680) declara: Todos os sacramentos, principalmente os da iniciação cristã, tem por fim a última páscoa do cristão, que, pela morte, o faz entrar na vida do Reino. Então se cumpre o que ele confessa na fé e na esperança: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”. “O mundo que há de vir…” Vamos continuar em nossa reflexão… Seguindo a leitura do Catecismo, encontramos, no cânone 1681: O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em quem pomos a nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus “abandona este corpo para ir morar junto do Senhor” (2 Coríntios 5,8). “Saudade sim, tristeza não.” Essa frase de Santo Agostinho nos ensina que o tempo que nos separa da presença de nossos entes queridos traz a saudade que é natural. Padre Marcelo Rossi repete sempre essa passagem, lembrando a todo cristão essa verdade. Desde o início da Igreja, já havia o costume de celebrar e rezar pelos mortos, pedindo a misericórdia de Deus para os que partiram. Por sua morte e ressurreição, Jesus Cristo “nos abriu” o céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associou à sua glorificação celeste os que creram nele e que ficaram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele (Catecismo da Igreja Católica, cân. 1026). Somente a fé verdadeira é capaz de dar um novo significado a toda a nossa vida. Como diz o texto do Evangelho de João (6,35): “Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”. São promessas de Jesus como em João (6,47): “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna”. Por isso tudo, que nossa vida se encha de esperança e sempre rezemos por nossos irmãos que partiram desta vida. Para o cristão, a morte é o início de uma nova etapa. Embora a tristeza nos domine quando perdemos um ente querido, a esperança nos consola, pois, como rezamos na liturgia, “Para os que creem, a vida não é tirada, mas transformada; e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. A fé na ressurreição encoraja nosso viver e nos impulsiona à prática do bem, deixando-nos conduzir pelo Espírito Santo. Na Profissão de Fé rezamos: creio na ressurreição, creio na vida eterna. Que essa fé nos impulsione na caminhada até Deus, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo. Assim construiremos uma vida feliz que se realizará, de forma plena e perfeita, após a morte, quando seremos envolvidos pelo abraço amoroso de nosso Pai. Todos morreremos, mas somos chamados à ressurreição por Cristo. Por isso, o Dia de Finados é um convite a celebrarmos a vida e a esperança! Maria Fernanda P. AzevedoMissionária leiga de Deus Uno e Trino, Rio de Janeiro.

Nossa Senhora Aparecida, nos dê a mão!

O mês de outubro está chegando e com ele todas as comemorações a Nossa Senhora Aparecida, a grande padroeira de nosso Brasil. Querida Mãe, no fim de 2020, logo após eu e meu marido termos acompanhado pela TV Aparecida uma bela e santa novena, fui contaminada pelo vírus. Somente minha fé e as bençãos de Maria me proporcionaram forças para suportar o contágio da covid-19. Foram onze dias de muito sofrimento e risco na UTI, com respiração artificial, sem intubação, pois meus pulmões estavam com setenta por cento de comprometimento. A cada momento difícil, eu recorria aos meios de comunicação que estavam a meu dispor, como canais católicos, Youtube e Facebook. Sentia como uma brisa passando, visitando-me, encorajando-me… Só pode ter sido a Virgem Maria me falando à consciência: TUDO VAI PASSAR. Era o poder de uma missa, um terço ou uma oração que me faziam companhia naquele lugar, onde me faltavam o ar, o sono e também o apetite, mas não a fé e a certeza da presença de Deus com sua Mãe Maria. Durante a pandemia, em todos os cantos e recantos do mundo, os católicos mantiveram sua fé, com o auxílio dos projetos missionários das tevês católicas e de todas as redes sociais. Assim transformaram cada lar numa igreja doméstica, pois a frequência nas igrejas foi impedida. Relembrando: foi assim que o cristianismo começou. Não havia grandes templos nem grandes santuários. Os cristãos se reuniam em casa e em família. Sabemos e reconhecemos que o papel de Maria para com a Igreja é inseparável de sua união com Cristo, tendo a origem nas entranhas de Nossa Mãe, a Virgem Maria. A vida de Maria teve uma relação permanente com seu filho Jesus, desde sua concepção virginal até a hora da morte de Cristo. Maria, a bem-aventurada Virgem, avançou em sua peregrinação de fé e manteve sua união com o Filho até a Cruz, onde ficou com seu unigênito e associou seu sacrifício até a morte de Cruz. No fim, antes de ser morto na Cruz, foi dada como mãe ao Discípulo Amado, com estas palavras: “Mulher, eis aí teu filho”, e para nós foi dito: “Eis aí tua mãe!” (João 19,25-27). Grande presente para a humanidade! A fé em Nossa Senhora Aparecida também nasceu com a devoção familiar. Os pescadores encontraram a imagem de Aparecida e a levaram para casa, surgindo aí a primeira igreja. Hoje temos o grande Santuário Nacional, onde se reúne o maior número de devotos brasileiros e estrangeiros. Cada devoto o visita para seu encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, pela mediação materna de Nossa Senhora. A Mãe de Jesus, por meio de cada celebração, convoca, convida, toca no coração de seus fiéis o amor, a esperança e a fé para perseverar no amor real a seu filho Jesus, expressando sua gratidão por gestos concretos com o próximo, principalmente com todos os menos favorecidos. Sabemos que a fé cristã nos ilumina e leva a compadecer-nos com os sofredores, compartilhar, sermos fraternos e solidários, mostrar interesse através do apoio, do amor, principalmente, da generosidade. Minorar, com gestos concretos, as dores do próximo sofrido, desempregado, para além das palavras de conforto. Interessar-se pelas ações e inciativas comunitárias. Lembrar-se sempre de todo o sofrimento humano. Assim, recebe sua redenção, seu valor e seu sentido transformador a partir da Cruz de Jesus. Bendita a fé que dá asas ao discípulo-missionário de Jesus quando lhe falta o chão. Que Maria, Mãe do Belo Amor, seja sempre bendita. Tenho certeza de que, para todos nós, sobram motivos para amar Nossa Senhora. Desde a mais remota memória da tradição cristã, os fiéis sempre olharam para Ela com carinho, com afeto, com devoção, por vários motivos: porque é discípula da Palavra, porque protegeu e amou Jesus, porque é a vocacionada do Pai e porque Ela é missionária, a primeira missionária, nosso modelo. A razão principal de nossa devoção a Maria esteja de fato ligada à sua maternidade divina. Ela é a mãe de Deus e nossa mãe. No coração de todos os cristãos vibra esta esperança, de que Deus nasceu de uma mulher. Maria, Mãe de Deus, significa o amor de quem nos criou, de quem nos acolhe, de quem nos estende a mão nos momentos de aflição. Podemos aí estender nossas mãos, pedindo à Mãe Aparecida intercessão a seu Filho Jesus. Maria estará sempre disponível com seu “sim”, como foi seu “sim” para o anjo Gabriel. Nós também somos chamados a dizer “sim” a Deus. O anjo Gabriel apresentou-se a Maria com um convite desafiante. E a resposta de Nossa Senhora foi “Faça-se em mim segundo a sua palavra” (Lucas 1,38). Jesus, quando veio a este mundo quis nascer de uma mulher. Todos os mistérios da vida de Jesus derivam exatamente da Encarnação. Jesus é verdadeiramente humano e verdadeiramente divino. A ressurreição de Cristo realmente é o núcleo. Crer na ressurreição de Jesus é crer na verdade fundamental de nossa fé. Que Nossa Senhora nos dê a mão e nos ajude a dizer “sim” a Deus e ao próximo todos os dias de nossas vidas. E que possamos cantar: “Nossa Senhora, me dê a mão,Cuida do meu coração,Da minha vida, do meu destino,Do meu caminho,Cuida de mim!”(Roberto Carlos, Nossa Senhora) ReferênciasCatecismo da Igreja Católica, cap. 3, art. 9, § 6, Maria – Mãe de Cristo, Mãe da Igreja.Disponível em: vatican.va/archive – Acesso em: 25 ago. 2021. Portal A12.Disponível em: a12.com – Acesso em: 25 ago. 2021. Revista Aparecida, a. 19, n. 233, out. 2020.Disponível em: mflip.com.br – Acesso em: 25 ago. 2021. Rosiná Lopes BressanCoordenadora do Grupo de Missionários Leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT) do Rio de Janeiro.

Eu vos chamei a serviço da justiça (Is 42,6)

Vivemos numa sociedade repleta de diversidade. A cultura, a educação, a religião, a família, a política, a economia… E é nessa pluralidade que o leigo cristão vive sua vocação. O leigo comprometido com uma sociedade mais humana começa, em sua própria família, a exercer seu chamado ao seguimento de Jesus, na vivência do respeito mútuo e numa relação de justiça e fraternidade na sociedade. É também a família cristã que descobre os meios de fortalecer sua fé na partilha dos desafios encontrados ao longo do dia, no trabalho, na escola ou com os amigos e, na oração, colocar tudo nas mãos do Deus da Vida. Especialmente neste ano de 2020, quando fomos surpreendidos pela pandemia do novo coronavírus, a qual nos levou a mudar tantos hábitos e rever tantas atitudes em nossas vidas, nós, cristãos leigos e leigas, assumimos os mais variados desafios junto à Igreja de Cristo e à sociedade. Isolamento social, igrejas fechadas, comércio com horário reduzido, desemprego, hospitais com 100% de ocupação pela covid-19 e, ao mesmo tempo, pessoas desejosas de um coração solidário que lhes ofereça conforto, cesta básica e esperança. Em meio a tudo isso, como leiga numa paróquia no Rio de Janeiro, membro da Pastoral da Comunicação, vi a Igreja se abrir a uma nova perspectiva que poderia levar Jesus a todos os que dele necessitassem, de um jeito novo. Uma Igreja que se mostrou tão viva como nas missas de domingo, uma Igreja que fazia Jesus presente em cada casa, pela transmissão da santa missa, e misericordiosa nas confissões em drive-thru ou nas missas celebradas no pátio de um hospital aqui no bairro. Quero compartilhar com você algumas experiências neste tempo de pandemia que marcaram meus dias e minha vida. Tenho vivo em minha memória o dia em que eu e Alessandra, cristãs leigas da Pascom, transmitimos o cortejo de Jesus Eucarístico, no dia de Corpus Christi. As ruas vazias de gente, mas as casas abençoadas por Jesus. Era ali que Ele estava… Em cada casa, em cada coração, nos hospitais por onde passamos. Os comentários nas redes sociais por onde transmitíamos eram cheios de emoção pela dor da perda de um ente querido ou pelo conforto de Jesus estar passando na sua porta. Uma música ficou impressa em nós… “Aonde mandar, eu irei. Seu amor eu não posso ocultar. Quero anunciar, para o mundo ouvir, que Jesus é o nosso Salvador!” (“Nossa missão”, de Adriana Arydes). Vivenciamos um tempo que precisou e precisa de divulgação, das formas mais inovadas, para pedir doações, usando a tecnologia para continuar atendendo as famílias assistidas pela Pastoral Social. Todas as semanas, continuam chegando alimentos, material de higiene e limpeza. E todo aquele que doa não somente entrega os donativos, mas ajuda os irmãos necessitados a viverem com dignidade. Creio ser esta a vocação do cristão leigo: “Em toda a sua ação no mundo, é necessário que o cristão saiba discernir as condições em que se encontra e a busca dos meios mais coerentes e eficazes de agir. Isto é tarefa permanente que solicita a atitude profunda de fé e o aprofundamento da razão” (Cristãos Leigos e leigas na Igreja e na sociedade, CNBB, Doc. 105, n. 244). Para o cristão leigo, a conversão ocorre diariamente. “Esta conversão comporta várias atitudes que se conjugam para ativar um cuidado generoso e cheio de ternura. Em primeiro lugar, implica gratidão e gratuidade, ou seja, um reconhecimento do mundo como dom recebido do amor do Pai, que consequentemente provoca disposições gratuitas de renúncia e gestos generosos, mesmo que ninguém os veja nem agradeça” (Laudato Si’, n. 220). Feliz e desafiador Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas! Nanci Regis Queiroz Afonso, educadora, membro da Pascom na Paróquia São Marcelino Champagnat, Rio de Janeiro-RJ, Missionária Leiga de Deus Uno e Tino.

MLDUT: missionários leigos assumem sua vocação

A Igreja no Brasil dedica todo o mês de agosto às vocações e destaca, a cada semana, uma vocação específica. Assim, no início do mês, celebramos o Dia do Padre e o chamado ao ministério ordenado (bispo, padre e diácono). Depois veio a Semana da Família, aprofundando a vocação ao matrimônio e, na sequência, a Semana da Vida Religiosa Consagrada. No quarto domingo, lembramos o Dia do Catequista e, nesta semana, ressaltamos a vocação laical. Em nossa congregação, desde sua origem, Santo Arnaldo Janssen, nosso fundador, sempre valorizou a participação dos leigos, tanto que promovia retiros espirituais para os leigos e leigas. Em nossa Casa-Mãe, em Steyl, as irmãs desocupavam seus quartos e iam dormir no sótão, para acolher as mulheres que vinham para os retiros. Ao longo dos anos, em torno das irmãs, foram surgindo grupos e associações laicais que buscavam vivenciar nossa espiritualidade e colaborar em nossa missão. Em 1921, surgiu a Liga Auxiliar do Espírito Santo e, em 1957, a Associação do Espírito Santo. Em 1978, essas duas organizações se fundiram, dando origem à Associação Missionária do Espírito Santo, a AMES, que se desenvolveu em diversos países, buscando unir espiritualidade e ação social. No Brasil, a AMES teve início em 1982, em Guarapuava-PR, e vários grupos foram se organizando. Entre as duas províncias das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), a Associação chegou a ter quase 4 mil membros. Depois da 1ª Assembleia Internacional da AMES, em 1990, os grupos no Brasil passaram a ser chamados Missionários Leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Atualmente se organizam em grupos que se encontram mensalmente para formação, oração e partilha de vida. Também contribuem com a missão, de acordo com suas possibilidades. Em nossa Província Stella Matutina, acompanho os grupos de MLDUT como orientadora espiritual. Visito periodicamente cada um dos grupos e apoio na formação e no aprofundamento de nossa espiritualidade. Também estou ao lado da equipe de coordenação, formada por representantes dos vários grupos. Neste período de pandemia, tivemos de cancelar as visitas, e cada grupo está dando continuidade mais por contatos via WhatsApp e, onde é possível, por reuniões on-line. Sempre entro em contato para conversar com as coordenadoras e ver como o grupo está caminhando. Fico impressionada como a pandemia, ao contrário do que se poderia supor, fez surgir um dinamismo completamente novo e outras formas de engajamento. Entre as missionárias leigas dos grupos, temos quem está aproveitando as redes sociais para promover a evangelização, a partir das pastorais paroquiais, outras organizando reuniões on-line, momentos orantes ou mesmo lives. Aqui trago o depoimento de Maria da Conceição Roberto Gonçalves, mais conhecida como Lia, uma das missionárias do grupo de Funilândia-MG. Ela conta como está vivendo este tempo de pandemia. Pela declaração dela, gostaria de homenagear a cada um e cada uma de nossos MLDUT, pelo testemunho de fé e doação no assumir a vocação laical. Valorização do essencial “Neste tempo de isolamento social, estou estudando o Novo Diretório da Catequese, participando de algumas missas na comunidade, quando nosso ministério de música é responsável pelo canto, assistindo às transmissões da missa da paróquia, de Aparecida, e limpando semanalmente a Igreja, com uma equipe. O seio familiar, graças a Deus, sempre foi bem unido. Partilhamos tudo. Apesar do isolamento social, marido e filhos estão trabalhando. Meu tempo está dividido com os cuidados com a família, orações, descanso, meditação, curso sobre “Crimes cibernéticos: os principais riscos e técnicas básicas de prevenção”, e aprendendo novas partituras musicais. Um olhar para o mundo: pelos impactos dessas mudanças, darão mais valor ao convívio familiar, na valorização do essencial, levando a que se repensem hábitos de consumo, a prática da solidariedade mais evidente, a perceber quais valores estamos colocando à frente de nossas vidas, o crescimento na confiança do amor providencial de Deus.” Irmã Heloise, Cláudia Matos, SSpS, membro do Conselho Provincial, pedagoga e psicóloga, faz parte da Dimensão Missionária das Escolas e é orientadora espiritual dos grupos de MLDUT.

Creio na ressurreição da carne

Este tempo de Páscoa, sofrendo as consequências da pandemia da covid-19, vemos na ressurreição de Jesus uma grande esperança para todos nós. Jesus venceu a morte e a dor, e nele acreditamos que também nós vamos superá-la. Assim como em tantos momentos de nossas vidas pudemos contar com a graça de Deus, também agora depositamos nele a nossa fé. Quero aqui partilhar para todos a enorme graça que recebemos de nosso Deus misericordioso. E, antes de relatá-la aqui, considero que foi para nós uma grande oportunidade de despertar nos outros a fé que foi tão importante para toda nossa família, esta que manteve sempre a grande confiança em Deus. Foi um milagre, uma verdadeira ressurreição para ele, meu marido, Helvecio Bressan. Em 2016, ele enfrentou um câncer linfoma em três lugares: palato, tireoide e intestino. O primeiro sinal do milagre foi o fato de que ele não queria ir ao dentista e, mesmo assim, marquei a consulta. Como formamos uma só carne, há 48 anos, pelo sacramento do matrimônio, senti uma necessidade de marcar a consulta; fui impulsionada pela luz do Espírito Santo. Meu marido foi ao dentista e descobriu o câncer. Nesse período, nossa fé foi reforçada por muitas orações dos amigos de fé e, principalmente, por nosso grupo de missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Vou relatar um gesto de uma das integrantes desse grupo, que estava prestes a sair, devido a problemas de saúde. Maria Fernanda fez uma intenção de permanecer no grupo e ainda aceitou a indicação para a coordenação no grupo do Rio de Janeiro, apesar de ela morar bem distante. Com muita sinceridade em meu coração e com muita alegria, afirmo que Helvécio não sentiu, em nenhum dia, durante o tratamento com quimioterapia, enjoo e dor. Ele trabalhou em seu escritório de contabilidade, mantendo sua rotina. Somente ficou isolado por três dias, por indicação médica. Foi internado também por três dias, quando perdeu uma irmã de repente, e sua imunidade baixou muito, havendo então essa necessidade. A luta não foi fácil. Em momento algum, porém, pensei que ele fosse desistir e que meu apoio pudesse enfraquecer. Creio no poder de Deus e em seu amor. A fé que depositamos no Senhor nos manteve no caminho certo. A ressurreição aconteceu na vida de muitos amigos e familiares pelo exemplo de Helvécio, por sua força, fé, coragem, dedicação e disciplina em seu tratamento. Devemos ser eternamente gratos a ti, nosso Deus, pela dádiva da vida e por agora poder testemunhar que confiamos no “Deus da Vida” e na força da oração. O nosso Deus Uno e Trino está vivo no meio de nós. Ele ressuscitou. Aleluia! Rosiná Lopes BressanProfessora aposentada, trabalhou 27 anos no Colégio Nossa Senhora da Piedade, no Rio de Janeiro-RJ, e é missionária leiga de Deus Uno e Trino.

Família Arnaldina: conheça um pouco da missão dos MLDUT

Os missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT) são um dos ramos da Família Arnaldina. Eles partilham da espiritualidade e da proposta evangelizadora de Santo Arnaldo Janssen. A missão principal desses homens e mulheres de fé é, por meio da própria vida, levar Jesus Cristo à sociedade. Assista ao vídeo e conheça um pouco desses companheiros de missão.

Missionários leigos SSpS participam de seminário em Roma

“Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas obras, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”(1Cor 12,4-6). Com esse sentimento de diversidade de dons, ministérios e obras, mas um só Espírito, sou uma entre os doze missionários leigos SSpS da África, Ásia, América e Europa que participaram do seminário “Missionários leigos SSpS aprofundando a comunhão”, realizado na Casa-Geral, em Roma, de 23 a 29 de fevereiro. Com alegria, gratidão e fé, partilhamos nossa visão, desejos, sonhos, oportunidades, sugestões sobre a nossa participação como “companheiros da missão”. Cada um de nós falou sobre as atividades realizadas em seu país e, quando chegou minha vez, apresentei o que estamos fazendo no Brasil, começando por um breve histórico das servas do Espírito Santo (SSpS) no País e sua organização atual em duas províncias: Brasil Norte (BRN) e Brasil Sul (BRS). Depois fiz um resumo sobre nossos grupos de missionários(as) leigos(as) de Deus Uno e Trino (MLDUT): como nos reunimos, nossa formação, símbolos e identidade visual, como nos comunicamos, o acompanhamento espiritual e como nos mantemos. A Coordenadora-Geral, a irmã Maria Theresia Hornemann, assistiu às apresentações da Alemanha, Angola, Argentina, Coreia, Paraguai, Gana, Índia, Java, Filipinas, Taiwan, Holanda e, ao fim da apresentação do Brasil, reconheceu o trabalho que estamos realizando. A missa de abertura foi presidida pelo Superior-Geral da Congregação dos Missionários do Verbo Divino (SVD), Pe. Budi Kleden. Ele falou sobre o ânimo na construção de novos caminhos que o Espírito realiza bem como sobre os documentos das missionárias SSpS que manifestam a necessidade de aumentar a liderança participativa dos leigos e a coragem de aceitar e valorizar as diferenças. O seminário nos ajudou a fortalecer nossa colaboração como missionários leigos junto às irmãs SSpS e a compartilhar uma visão comum. Também propomos um plano de realização do seminário de acordo com a realidade de cada país, preparamos uma declaração e elegemos dois participantes para nos representar no 15º Capítulo-Geral da Congregação, que será realizado em Steyl, na Holanda de 19 de abril a 21 de maio próximos. Um momento muito especial para todos nós foi a saudação que o Papa Francisco fez na audiência-geral, no dia 26 de fevereiro, aos missionários leigos e leigas ligados às irmãs SSpS. Para nos representar, elegemos Juan Matías (Argentina) e Richar González (Paraguai). A seguir, apresento a declaração que preparamos. Nossos dois representantes vão levá-la ao Capítulo-Geral. Quem são os “companheiros da missão” Mulheres e homens (consagrados e não consagrados) de diferentes nacionalidades e idades, corresponsáveis pela missão com as SSpS: comprometidos com a espiritualidade trinitária e com o carisma missionário; escolhem compartilhar os dons e talentos nas diversas áreas e pastorais da missão. Sentem-se parte da Família Arnaldina como fonte de alegria, fortaleza e esperança. Caminham com as congregações fundadas por Santo Arnaldo Janssen, vivendo a espiritualidade e o carisma na vida cotidiana, ante a urgência dos tempos, e colaboram com o discernimento e trabalho da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS); realizando a missão interna (igreja doméstica – família) e a missão externa (ad gentes), ampliando círculos de comunhão. Companheiros da missão Para os leigos missionários, é importante fazer parte da missão e visão da Congregação das SSpS, pois, ao ampliar os círculos, podem oferecer seus talentos em diferentes áreas da missão de Cristo, em coerência com a vida da Congregação, encontrando realização pessoal e alegria em compartilhar a missão de amar e glorificar o Deus Uno e Trino no coração de todas as pessoas, em uma dimensão espiritual e também concreta. São “companheiros da missão” e se oferecem totalmente, com suas luzes e sombras, para a evangelização, com humildade, honestidade, alegria e disposição para aprender e compartilhar a vida cristã. Desejam poder motivar, comunicar e animar, com entusiasmo, as comunidades, em compromisso com a liderança, com os valores do Evangelho; reconhecendo a ação de Deus em todos os estilos de vida. Visão Ampliar o círculo de comunhão, inspirados e fortalecidos pelo Espírito Santo que renova, dinamiza e alegra a missão com as SSpS e respondem a novos desafios de nosso mundo, promovendo a vida, a dignidade e cuidando da casa comum. Mensagem às SSpS Agradecidos e inspirados pelos frutos de viver no espírito de comunhão, os companheiros da missão desejam continuar juntos o caminho missionário com maior participação e colaboração junto às SSpS, fomentando o espírito de respeito e confiança mútuos, corresponsabilidade, formação contínua, compromisso mais profundo, renovado entusiasmo e fervor. Desejam criar equipes de liderança regionais, provinciais e intercontinentais para trabalhar em colaboração entre os companheiros da missão e as SSpS. Agradecemos muito a oportunidade de, reunidos em Roma, expressar à equipe de liderança congregacional e aquelas que tornaram o seminário possível, bem como a confiança para analisar abertamente novas formas de trabalho conjunto e participar do 15º Capítulo-Geral. Os companheiros da missão renovam o apoio contínuo e o compromisso para alargar cada vez mais os círculos de comunhão. Maria Cristina Queiroz MaiaMissionária leiga SSpS e participante do seminário, Roma, 2020.

Cura para o corpo e para a alma

Para o padre, não havia diferença se as pessoas, na missa que celebrava, dedicada aos enfermos, necessitavam ou não de cura para si ou para alguém próximo. Ele convidou todos os enfermos ali presentes para receberem a unção. Você iria? Eu fui. Eu e todos os que participavam daquela ceia. Fui porque precisava de cura, cura para a alma, tão desejosa de esperança, por tantas perdas e desencontros nos caminhos da vida, mas, acima de tudo, pela esperança e renovação que ali encontraria. Fui porque ali estava Jesus, anunciado pelo profeta Isaías e confirmado por Ele próprio: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu e me enviou…” (Is 42,7; Lc 4,18). A unção dos enfermos, antigamente nomeada extrema unção, era recebida no perigo de morte. Hoje é sacramento da vida. A nova expressão é mais suave e alivia o sofrimento, a dor de uma enfermidade, traz paz diante de uma cirurgia ou alívio para a dor e inquietações da alma. Já vi pessoas que, por terem recebido o sacramento da unção, fortaleceram-se diante de uma enfermidade ou acalmaram seus corações desesperançados de viver. Um sinal sagrado que fortalece a esperança, a fé e a coragem de enfrentar os desafios do cotidiano da vida de quem o recebe. Esse é o novo olhar do sacramento da unção. Há relatos comprovados cientificamente de pessoas que, por meio da oração, tiveram melhoras muito significativas em suas enfermidades, junto aos devidos cuidados médicos, e obtiveram a cura, diferentemente de outros que não aceitaram a intercessão da oração em seus períodos de tratamento. Inclusive, há uma disciplina de “Medicina e Espiritualidade” em algumas faculdades de Medicina, que traz essa reflexão aos novos profissionais da área. São Tiago já nos abriu esse caminho em sua carta: “Alguém entre vós está enfermo? Chame os presbíteros da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor” (Tg 5,14). Se você se viu em algum pedacinho dessa reflexão ou lembrou-se de alguém, não deixe essa graça passar! Vá em busca do sacramento da unção dos enfermos. Seja presença de vida para si mesmo ou para alguém que necessite dessa bênção. Seja instrumento de cura para quem precisa ter de volta a esperança de viver. Nanci Queiroz, missionária leiga de Deus Uno e Trino

Nasce para nós o “Filho do Amor”!

O “Filho do Amor”, esse foi o modo que Santo Arnaldo Janssen encontrou para falar do Menino Jesus que, “vestido com as roupagens de nossa carne”, tornou-se “nosso irmão”. Assim a humanidade conheceu de perto o amor, tocou o amor e deixou-se tocar por ele. Vestir-se com a roupagem de nossa carne significa ser humano, na mais profunda experiência do ser! Na pessoa dos mais necessitados, dos que lutam diariamente por seus direitos, daqueles cujas vozes se calaram… Mas também na carne da gente que zela pela justiça e pelo amor, que vai aonde se perdeu a esperança, aonde se necessita de sua palavra, de seu alimento, de sua força para viver. Jesus criança, o Filho do Amor, que transforma nosso coração no Natal, é o mesmo Jesus que, durante sua vida, mostrou, nos milagres que realizou, o valor de nossa fé. É o mesmo Jesus que se sentiu tocar por tantos que precisavam de cura para suas dores. Hoje somos nós, não somos? Somos os cegos quando não enxergamos quem está ao nosso lado. Somos os paralíticos quando não saímos de nós mesmos em favor do outro. Somos a samaritana em busca da água viva. Somos os discípulos de Emaús, ao percebermos que Jesus é quem está diante de nós. Acreditar que Jesus é o Cristo, permitir que Ele nasça ou renasça em nossas vidas é ser testemunho vivo do grande mistério de amor na casa que habitamos. Agora, pare um pouquinho sua leitura e olhe para o presépio… Deixe que essa imagem venha a seu pensamento neste tempo de Natal. Permita que esse Amor toque seu coração. Vamos, juntos, caminhar no seguimento de Jesus, em tudo o que Ele aqui deixou. Vamos, juntos, transformar nossa Casa Comum! E, com Santo Arnaldo Janssen, exaltemos Jesus em seu poema de Natal: Com os anjos gostaria de cantar Na profundidade da noite, em todo lugar E levar a mensagem da criança Que no estábulo espera por nós. Quero acordar os que dormem, Que nunca viram a luz do sol, Convidar os de coração oprimido, Que nunca conheceram a alegria do Natal. A todos, a todos quero dizer Onde encontrarão seu Salvador. Nanci Queiroz, missionária leiga de Deus Uno e Trino, Rio de Janeiro-RJ. ________ Rehbein, Franziska C., SSpS. Fascinado pelo mistério, Arnaldo Janssen: homem de oração. Steyler Verlag, 2004.

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