Exaltação da Santa Cruz

Festejamos hoje a Exaltação da Santa Cruz. Esta liturgia foi celebrada, pela primeira vez, em 13 de dezembro de 335. Era a dedicação de duas importantes basílicas construídas por Constantino Magno em Jerusalém: a Basílica do Martírio, no Monte Gólgota, e a Basílica do Santo Sepulcro. No ocidente, recebeu o termo “exaltação”. Então a festa celebrou a recuperação da relíquia da Santa Cruz pelo rei Heráclito, em 628, roubada quando foi conquistada a Terra Santa. O que é exaltação da Santa Cruz para nós? É reconhecer o grande amor de Deus pela humanidade, este que passa pelo suplício da Cruz à sua glorificação. “Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho único para nos salvar.” É da Cruz que nos foi revelado esse grande amor. Que representa para nós a Cruz? Para nós, cristãos, ela é sinal da vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Contemplando a Cruz, queremos segui-lo testemunhando seu gesto de amor. “Olhar para a Cruz é contemplar o sinal do amor infinito de Deus para cada um de nós, é a raiz de nossa salvação”, diz o Papa Francisco. Somos chamados a tomar cada dia a nossa cruz e segui-lo. Aprender com Ele a grande lição do amor total, na entrega de nossa vida, para ser mais vida onde não há vida. Abraçar a Cruz é acolher a misericórdia de Deus. Olhando para o nosso mundo mergulhado em tantos sofrimentos, onde milhões de pessoas padecem pelo ódio, ganância e injustiças, peçamos que a Cruz redentora de Jesus Cristo cure os nossos corações desses males que nos afligem. Alimentando nossa fé e esperança, que possamos nos comprometer em ser vida para aqueles que não têm vida. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, diz Jesus. E assim, proclamarmos o Cristo vitorioso. “Vitória tu reinarás, ó Cruz, tu nos salvarás!”
Jesus foi um poeta apaixonado pelo Reino de Deus!

A experiência de Deus Abba (Pai) se fortalece no coração de Jesus até se tornar sua razão mais profunda de ser e de agir. Portanto Jesus não duvida em poetizar o amor que o queima por dentro, e diz: “Com que compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como o grão de mostarda que…” (cf. Mc 30-32). Usando-se de variadas parábolas, Jesus comunica uma mensagem sobre o Reino. O Reino de Deus é semelhante a toda situação descrita nas parábolas. Por exemplo, com a parábola do grão de mostarda, Jesus nos provoca a entrar em diálogo com o amor de Deus, que se manifesta na vida concreta do ser humano. O paradoxo do pequeno grão e da grande árvore reflete a fé desabrochando no coração daqueles que escutam e acolhem a boa-notícia do Reino. O Reino de Deus que se manifesta na prática da justiça, solidariedade, fraternidade, perdão, inclusão… Ações pouco visíveis, pois nascem primeiro no coração de quem acolhe a mensagem de Jesus. Mas logo essas ações se desenvolvem e crescem, transformando a família e a sociedade. A parábola lida no contexto de Jesus valoriza o trabalho no campo. Das pequenas sementes depende a vida de milhares de pessoas. Por isso confronta os oponentes ao projeto de Deus, aqueles que, acumulando as sementes, tiram o pão das maiorias. Esse sistema de dominação e morte é denunciado inclusive por meio da imagem dum pequeníssimo grão de mostarda. Pois a vida pertence a Deus, e nenhum ser humano, por mais “poder” que retenha, poderá apropriar-se de seu dinamismo. A parábola do grão de mostarda tem detalhes surpreendentes, como comparações para expressar o amor de Deus. Esse amor que é capaz de nos renovar e até fazer fluir nosso dinamismo mais profundo. O amor de Deus ultrapassa a medida humana, pois nos pede amar, inclusive os inimigos, pondo fim à violência e estabelecendo a paz. O amor e a confiança ativam e comprometem com o Reino de Deus, revelado nas palavras e prática de Jesus. A semente jogada na terra quer nos mostrar que o Reino de Deus cresce no cotidiano da vida, aí onde quer que as pessoas atuem com justiça e misericórdia. A parábola por meio do percurso da menor das sementes salienta, enfim, a absoluta confiança de Jesus em seu Pai. O mistério do Reino de Deus se manifesta no Filho, por isso o conhecimento de Jesus é conhecimento do Reino de Deus. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG.
Bíblia: a Palavra que liberta

A sabedoria, como dom e graça do Espírito Santo, traz a cada um de nós a amizade com Deus, que vem animar-nos na luta de todos os dias, diante das injustiças, consumismo, frieza e indiferença que inundam a sociedade. O autor do Livro da Sabedoria se utiliza de uma comparação: “É ela, com efeito, mais bela que o Sol…” (Sb 7,29). O Sol ilumina e aquece, mas a graça de Deus é superior ao Sol, e age em nossa vida iluminando-nos, aquecendo-nos e tornando-nos capazes de enfrentar, com paz, serenidade e confiança, os desafios do mundo. A oração de Salomão para obter a sabedoria é como um diálogo com Deus… “Os homens aprenderam as coisas que vos agradam e, pela sabedoria, foram salvos” (Sb 9,18). É preciso permitir que a sabedoria faça morada em nossas vidas, o que conseguiremos trilhando um caminho pessoal e coletivo de escuta, como expressão de respeito e amor. Reconhecendo-nos frágeis e limitados, consideramos Deus como fonte inesgotável de vida e sabedoria. Os testemunhos a seguir demonstram que o protagonista dessa comunicação é o próprio Deus, que se dá a conhecer, revelando-se na pessoa de Jesus e na ação do Espírito Santo. “Minha essência e vivência da Palavra em minha vida cristã está em escutar a Palavra do Evangelho e colocá-la em prática. Minha fé não se resume a liturgias e leis rígidas. Vivencio atitudes concretas e no cumprimento do mandamento do amor.” Luciana Marzullo Araújo, MLDUT (missionária leiga de Deus Uno e Trino) e coordenadora da Pastoral no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. “‘Vinde a mim todos vós que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei’” (Mt 11, 28). Em muitos momentos difíceis de minha vida, essa Palavra de Deus me deu forças.” Leida Maria Pereira de Sousa, MLDUT em Campo Belo-MG. “A ação da Palavra de Deus na minha vida, o que dizer? É minha luz, é meu farol! Ela me guia, me sustenta. Hoje, admirando a ação da natureza no berçário de sementes em meu quintal, fiz uma relação dessa ‘ação’, esse ato de germinar, com o que vem, silenciosamente, brotando e tomando conta de meu coração quando leio, quando ouço a Palavra, quando estou atenta ao outro, quando estou atenta à mensagem diária que recebemos de todos os lados, seja da natureza, do amigo, e também daquele que você não conhece, mas que traz um testemunho para você compreender o que Deus nos oferece a todo instante.” Maria Fernanda P. Azevedo, MLDUT, Rio de Janeiro-RJ. “A Bíblia, para mim, é toda orientação da prática cristã em minha vida. Com ela, posso aprofundar meu relacionamento com a Palavra de Deus, por meio da orientação, meditação e estudo da Sagrada Escritura. E, neste ano, somos convidados a refletir sobre o Livro da Sabedoria. A Bíblia é o meu chão.” Rosiná Lopes Bressan, MLDUT, Rio de Janeiro-RJ.
A Igreja latino-americana está de festa!

A Conferência de Medellín (Colômbia) está celebrando 50 anos. Mas o que fez esse evento se tornar famoso? Foi a criatividade para assumir a libertação dos pobres, seguindo o espírito do Concílio Vaticano II. O Concílio Vaticano II realizou-se entre os anos de 1962 e 1965. Esse é considerado o maior evento da Igreja e transformou radicalmente o rumo do catolicismo. A atenção “aos sinais dos tempos”, quer dizer, às situações emergentes, e às pessoas que mais sofrem pela pobreza, marginalização ou exclusão, e o “aggiornamento” (atualização) foram os temas fundamentais do encontro que reuniu bispos de todo o mundo e até mesmo convidados de outras igrejas e tradições religiosas. O presidente do Conselho Episcopado Latino-Americano (Celam), Dom Manuel Larrain, convocou uma conferência-geral com o propósito de implantar na Igreja latino-americana as ações determinadas pelo Concílio. Porém essa conferência somente começou três anos depois da conclusão dos trabalhos do Vaticano II. Esse encontro foi realizado na cidade de Medellín, Colômbia, em 1968. O continente latino-americano estava sob as garras de ditaduras e rebeliões. Os povos se debatiam em lutas, pobreza, injustiça e na dependência econômica, política e cultural dos países mais desenvolvidos. Ao mesmo tempo, ressoava por todos os lados o desejo ardente de mudança e transformação. Assim, diante desse cenário, a Conferência de Medellín insistiu na promoção e libertação do ser humano. O foco principal da evangelização de Medellín foi a libertação integral do ser humano, a qual é fruto da conversão, a fim de que chegue a nós o Reino de Deus. Atualmente, qual será contexto social que envolve os povos latino-americanos? A Conferência Medellín soube ler “os sinais dos tempos” e, por isso, colocou a situação dos pobres como centro da ação de evangelização e libertação. Para cumprir o objetivo proposto pelos bispos latino-americanos e caribenhos, inseriu na pastoral o uso do método “ver, julgar, agir”. Pois a missão da Igreja é a missão de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Jo 10,10). A criação das comissões de Justiça e Paz em todos os países foi incentivada, a fim de que se realize a missão de Jesus e nossa. Nos seus 50 anos, agradecemos e celebramos Medellín pelos frutos que ainda hoje nos ajudam a buscar caminhos da libertação à luz da fé.
Foi Jesus, o Filho de Deus, um poeta?

Será? Em geral, as parábolas são tidas como a grande obra de arte de Jesus. Essa obra poética reflete o encontro entre duas culturas (a semita e a grega) e se acha resumida em 83 parábolas autônomas. A parábola é um convite à mudança e quer despertar em nós algumas atitudes básicas e necessárias para crescermos na confiança em Deus e vivermos com alegria e prazer nossa fé. Jesus teve como meta o anúncio do Reino de Deus, por isso sua vida esteve direcionada para as coisas desse Reino. As parábolas são a forma característica que Ele usou para anunciar essa presença de Deus como salvação acessível a todos. Jesus foi um mestre na arte de ensinar em parábolas. Mas o gênero literário das parábolas era próprio dos sábios, do povo do Antigo Testamento. Jesus deu um estilo único às parábolas. Por meio delas procurou uma nova maneira de o povo compreender Deus. Mas você sabe o que é de fato uma παραβολή (parábola) evangélica? A parábola nos evangelhos é uma comparação que busca transmitir uma realidade única. As imagens nela são realistas, correspondem às experiências cotidianas, são acessíveis e desafiam aos ouvintes a abrirem-se ao projeto libertador de Deus. Cada parábola é um mosaico único da grande obra de arte da pregação de Jesus. E, por meio dela, Jesus revelou um Deus misericordioso, muito próximo das fraquezas humanas e, ao mesmo tempo, um Deus que conta com a colaboração das pessoas para ser conhecido no interior da sociedade. Encontram-se, nas parábolas, algumas marcas que são consideradas ipsissima vox de Jesus, ou seja, expressão autêntica e original de Jesus. Por exemplo, o termo βασιλεíα “Basiléia” de Deus (Reino de Deus) é usado 54 vezes por Jesus nos evangelhos. Na literatura da época, a expressão era raramente utilizada. Na parábola, olhamos Jesus fazendo coincidir as palavras com sua conduta. Por exemplo, a Parábola do Pai Misericordioso (Lc 15,11-32) harmoniza com a conduta de Jesus acolher os pecadores e comer com eles. E você já se sentiu acolhido, perdoado, amado por Deus, por meio de alguma parábola? Referência THEISSEN, Gerd; MERZ Annette. O Jesus histórico: um manual. (3. ed.). Tradução de C. Milton Mota e Paulo Nogueira. São Paulo: Loyola, 2015. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG.
Vocação: chamado de Deus à vida plena

A pessoa humana é um ser criado no amor e para o AMOR. Chamados por Deus à existência, carregamos em nós o sopro divino (cf. Gn 2,7). Cada ser humano é, em primeiro lugar, chamado à vida, a ser e “acontecer” no AMOR, já que cresce e se desenvolve de forma única e irrepetível. Conforme amadurecemos, nossa fé também vai criando raízes e começamos a fazer perguntas sobre o sentido de nossa vida, sobre o que estamos fazendo neste mundo, por que e para que Deus nos criou. Questionamentos dos quais muitas vezes sentimos medo, por temer realmente escutar a vontade de Deus para a nossa existência. Hoje, vivemos em uma sociedade em que temos muitos ideais de felicidade baseados no ter e no poder, que vão contra os valores evangélicos e podem nos confundir, levando-nos a escolher caminhos que, a longo prazo, trazem-nos sofrimento e nos levam à autodestruição. A vocação que vem de Deus, porém, vai sempre nos levar a escolher caminhos que nos conduzem a viver em plenitude. Em seu Filho, Jesus, Deus nos chama ao amor, portanto vocação é amar… e o amor é a fonte mais profunda da alegria. Não devemos, assim, temer a vontade de Deus, pois ela vai nos conduzir sempre à felicidade, seja no matrimônio, na vida religiosa consagrada ou na vivência do sacerdócio. No campo das vocações, muitas são as alternativas: Deus é criativo e generoso, e Ele sabe onde é o seu lugar. Não tenha medo de escutar a sua voz e, se a ouvir, tenha coragem de dar os passos necessários para responder a seu chamado. Caso ainda não tenha pensado sobre sua vocação, comece a perguntar a Deus onde Ele quer você e busque, no seu coração, conhecer aquilo que dá mais sentido à sua existência. Como Ele nos chama por amor, nossa resposta deverá sempre ser por amor e, assim, nosso caminho poderá não ser fácil, mas será pleno de sentido e de alegria. Coragem… Deus chama você, e o mundo precisa de sua resposta. A messe é grande, e poucos os operários.
Participação de leigos enriquece a espiritualidade

Encontro Nacional de Espiritualidade, em Curitiba-PR, definiu eixos de ação para os próximos anos. Neste Ano Nacional do Laicato, as equipes de espiritualidade das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e dos missionários verbitas (SVD) abriram seu Encontro Nacional à participação de leigos e leigas. Para consolidar o compromisso de caminhar juntos, pela primeira vez, uma leiga foi eleita para integrar a Equipe de Coordenação Nacional de Espiritualidade. Inspirados pelo tema “’O amor de Cristo nos impele’ (2Cor 5,14): enraizados na Palavra, comprometidos com a sua missão”, 17 participantes, entre missionárias SSpS, missionários SVD e alguns representantes leigos de ambas as congregações, reuniram-se em Curitiba de 13 a 16 de agosto. O Encontro Nacional de Espiritualidade da Família Arnaldina é realizado a cada dois anos. O objetivo é animar e aprofundar a vivência da espiritualidade trinitária e missionária própria das congregações fundadas por Santo Arnaldo Janssen e ajudar na articulação das equipes em cada uma das províncias e Região. As dinâmicas e reflexões do Pe. Ronaldo Lobo ajudaram a aprofundar o tema. A Equipe de Coordenação Nacional e cada uma das equipes provinciais e da Região Amazônica partilharam os passos que estão sendo dados, mostrando muito empenho, mas também desafios a serem enfrentados. Para dar continuidade à caminhada das equipes de espiritualidade, os participantes definiram três eixos de ação para os próximos anos: 1) animar e fortalecer as equipes existentes e a criar equipes onde elas ainda não existem; 2) elaborar estratégias de comunicação para a divulgar e partilhar a espiritualidade, dentro e fora das províncias; e 3) iniciar e desenvolver um processo colaborativo com a participação de leigos e leigas nas equipes de espiritualidade. A nova equipe de coordenação eleita ficou bem representada: o Ir. Paolo de Lucca, SVD-BRC; a Ir. Nilva Moro, SSpS-BRS, o Pe. Mateus Lau Nurak, SVD-BRS; e Cristina Maia, missionária leiga de Deus Uno e Trino, da província SSpS-BRN. A equipe, além de animar as províncias e Região, preparará o próximo encontro, marcado para agosto de 2020, na Região Amazônica. Enraizados no carisma trinitário Para Cristina Maia, missionária leiga de Deus Uno e Trino, “O Encontro Nacional de Espiritualidade foi um momento intenso de reflexão sobre as linhas de ação, os apelos da caminhada missionária, o fortalecimento do diálogo constante da Família Arnaldina, a necessidade e a busca permanente da espiritualidade na vida missionária, a participação dos leigos e leigas, o centro de formação e espiritualidade, e o enraizamento no carisma”. Cristina afirma que foi muito significativo, como missionária leiga, ter participado ao lado das irmãs servas do Espírito Santo e dos missionários do Verbo Divino, analisando pessoal e comunitariamente a situação das províncias e Região para “dar os próximos passos, cada vez mais enraizados e enraizadas no carisma trinitário”.
Dia da Vida Consagrada

Hoje é o dia dedicado a todas as pessoas que ouviram o chamado de Deus para consagrarem suas vidas a Ele. É o dia dos religiosos, homens e mulheres que se apaixonaram por Deus e pelo seu Reino. Consagrados e consagradas deixam tudo por causa de um tesouro maior, que é o próprio Jesus. Vivem os votos de pobreza evangélica, obediência apostólica e castidade consagrada para, livres de tudo o que aprisiona o ser humano, entregarem suas vidas a Deus, servindo aos mais necessitados do amor de Deus. Há muitas formas de viver a consagração. Há quem se dedica inteiramente à oração na vida contemplativa e quem vai às favelas, às ruas, aos assentamentos, às situações de fronteiras para cuidar dos que não têm quem o faça. Consagrados e consagradas, vidas entregues a Deus pelo bem do próximo. Parabéns pelo seu dia! Oração de uma consagrada Eis-me aqui, Senhor! Um dia, quando ainda era bem jovem, chamaste-me para seguir os teus caminhos. Acendeste uma paixão dentro de mim, e eu sabia que não haveria retorno. Sabia que a minha vida estava eternamente selada com a tua. E meu coração se alegrou. Os anos se passaram, muitas ilusões se desfizeram e muitas coisas ficaram pelo caminho… Mas a força do teu chamado continua tão viva como se fosse hoje. Teu amor sempre fiel me acompanha dia após dia. E, a cada dia, de novo, busco pela tua voz que sussurra em meu coração… E como é difícil, Senhor, suportar o teu silêncio. Mas, quando me falas, é como se flores desabrochassem dentro de mim aos raios do sol. Tu, Senhor, és a razão do meu existir. É por tua causa que enfrento os desafios e as dificuldades na confiança que até mesmo um simples sorriso pode fazer toda a diferença na vida das pessoas que colocas em meu caminho. É por tua causa, Senhor, que não desisto. Que continuo teimosa, nadando contra a corrente, buscando o sentido escondido por trás de todas as aparências. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpS, é jornalista e membro da Equipe de Comunicação da Congregação. Participa também da Coordenação Nacional de Espiritualidade SSpS e SVD.
A vocação da família

Estamos no Mês Vocacional, e hoje vamos refletir sobre a vocação da família. Como assim? A vocação da família? Isso mesmo! A vocação da família, pois é uma vocação que tem sua origem em Deus. O plano de Deus é que toda pessoa participe de sua vida, por isso a criou à sua imagem e semelhança. Para realizar essa vocação, o ser humano deve se conformar a Jesus, o Filho de Deus. A família está presente no projeto de Deus para a humanidade, narrado nos textos bíblicos. Neles a vocação da família está inserida numa caminhada marcada por situações de contradição, pela busca de felicidade, pela presença da dor e da morte, pelo trabalho que sustenta, pela ternura das relações entre pais e filhos, e pela entrada de Deus na história, por meio de uma família humana. Nos diversos contextos, a sociedade muda, e as famílias participam dessa mudança também em seus modos de viver e pensar. Portanto, hoje, as famílias nem sempre correspondem a um único modelo. Contudo a vocação da família é uma só e pode ser mais bem compreendida por meio da afirmação que o Papa Francisco faz na exortação Amoris Laetitia: “O Deus Trindade é comunhão de amor; e a família, o seu reflexo vivente” (cf. n.º 11). O que você faz para que sua família seja imagem do amor de Deus Trino? O capítulo 3 dessa exortação insiste na vocação da família como mistério que só se pode compreender à luz do amor infinito de Deus Pai manifestado em Jesus Cristo (cf. n.º 58). O matrimônio é uma vocação para viver o amor conjugal como sinal do amor entre Cristo e a Igreja. Por isso a decisão de casar-se e formar uma família deve ser fruto de um discernimento (cf. n.º 72). A família tem de ser experiência de serviço, hospitalidade, acolhimento e vivência da justiça e da fé, pois Jesus Cristo confiou às famílias a própria missão. E você, já se perguntou qual é a missão de sua família dentro da Igreja e da sociedade? Irmã Juana Ortega, SSpS
Evangelização na internet

Nossa Congregação, em nível internacional, trabalha intensamente para que a comunicação, de maneira especial as mídias sociais, seja articulada como um serviço essencial de nossa ação missionária e evangelizadora. Em outubro próximo, teremos o 1º Seminário Internacional de Comunicadoras SSpS, em Roma, com a participação das coordenadoras de comunicação das cerca de 50 províncias e regiões SSpS em todo o mundo. O objetivo do seminário será aprofundar a comunicação como serviço missionário, definir políticas de comunicação para toda a Congregação e articular um trabalho em rede, a partir da organização de departamentos de comunicação em cada uma das províncias e regiões. Também no Brasil, estamos trabalhando intensamente para que nossas mídias sociais possam chegar a todas as pessoas que estão envolvidas em nossa missão. Também queremos chegar a quem busca conteúdos na internet que reflitam uma espiritualidade e valores cristãos que ajudem a ser presença transformadora no mundo de hoje. Para isso, estamos iniciando uma campanha de divulgação para ampliar o número de pessoas que visitam nosso blog, sites, Facebook, Twitter, Instagram e nosso canal no Youtube, entre outros. Essa campanha foi lançada durante o VI Encontro da Redes, que aprofundou o tema “O impacto das mídias sociais na missão”. A proposta é divulgar como acessar nossas mídias sociais, para que as pessoas que estão em contato conosco possam receber nossas notícias e se beneficiar com os conteúdos que publicamos. Também estamos ampliando nossa equipe de redatores e pessoas que contribuem com artigos e notícias. Isso dará maior dinamismo e variedade de assuntos às nossas publicações. Vale a pena verificar, acompanhando nossos conteúdos na internet.