Missa marca o início da visitação-geral na Província Stella Matutina

As irmãs Miriam Altenhofen (coordenadora-geral das SSpS) e Kreti Vidal (conselheira) abriram oficialmente a visitação na Província Stella Matutina (Brasil Norte). Na missa realizada neste domingo (8 de fevereiro), em São Paulo, Ir. Miriam refletiu sobre a passagem do Evangelho de Mateus (5,13-16), “o sal da terra e a luz do mundo”. Veja a meditação e saiba o que significa a visitação-geral nas congregações religiosas.

Nova província SSpS na Europa reúne nove países

O dia 15 de janeiro, dedicado a Santo Arnaldo Janssen, marcou o início das atividades da Província Europeia do Espírito Santo. A unificação de várias províncias do Velho Continente é fruto de uma longa caminhada de projetos comuns. Saiba mais!

2026, o ano da unidade na diversidade. Assista ao vídeo!

O ano de 2026 nos convida a contemplar a diversidade como um dom sagrado tecido por Deus, desafiando-nos a cruzar fronteiras mediante encontros autênticos e compassivos. Neste caminho, descobrimos que a verdadeira unidade é uma harmonia viva que nasce quando cada pessoa traz seus dons únicos para nossa missão global. A irmã Maria Müller, missionária serva do Espírito Santo, apresenta o tema. Assista!

Comunicadores SSpS Brasil têm primeiro encontro presencial

As palavras corpo, presença e conexão ganharam novo sentido durante o primeiro encontro da equipe de comunicação SSpS Brasil, realizado de 19 a 22 de maio, no Convento Espírito Santo, em Ponta Grossa-PR. É que, para os integrantes deste grupo de trabalho, consolidado em 2022, esta foi a primeira oportunidade de estarem juntos sem depender de ambientes de reunião on-line. “Quando propuseram que disséssemos uma palavra sobre o encontro, logo me veio ao peito a palavra ‘encarnação’. Até então, nós nos conhecíamos apenas pelas janelinhas das reuniões virtuais ou pelos textos recebidos por e-mail. Ao nos encontrar pessoalmente, percebemos até a diversidade física da equipe. Definitivamente, nada substitui o contato face a face”, comenta o diácono Alessandro Faleiro Marques, revisor da equipe SSpS Brasil. E corpo, presença e conexão também seguiram como uma constante ao longo de toda a programação, não somente como tema nos momentos de formação, mas também em dinâmicas de espiritualidade e nas visitas realizadas nas comunidades missionárias da cidade paranaense. O corpo e a mídia em estudo A participação on-line do missionário verbita irmão Paulo de Lima colocou em prática todos os três tipos de mídia abordados por ele no momento formativo intitulado: “E o verbo se fez mídia”. Com base na teoria das mídias, irmão Paulinho explicou que a mídia primária exige a presença de emissores e receptores em um mesmo espaço físico e em um mesmo tempo. Nesse sentido, a possibilidade de diálogo entre os integrantes da equipe de comunicação SSpS Brasil frente a frente é uma amostra disso. “O corpo é a primeira forma de comunicação entre as pessoas”, afirmou. Já na mídia secundária, a mensagem se desgarra do emissor e fixa-se em um suporte que permite a interação do receptor sem a presença do emissor. No encontro, isso se evidenciou em textos formativos impressos em papel e nas pinturas dos fundadores SSpS e escultura representando a Trindade que decoravam o ambiente. E a presença remota do irmão Paulinho, exibida em telão, ilustrou a grande mídia terciária de nosso tempo, caracterizada pela eletricidade e que abre outras possibilidades de geração, transmissão e conservação de mensagens. Além da teoria das mídias, ele apresentou um resgate histórico das publicações das congregações da Família Arnaldina, evidenciando o papel de Santo Arnaldo Janssen na produção e na divulgação da atividade missionária no mundo. Com isso, provocou a equipe de comunicação SSpS Brasil a articular o testemunho e o anúncio do Evangelho nas mídias digitais, buscando valorizar a interatividade com os públicos e o uso de novos meios. Missão On-line Diretamente de Roma, a irmã Ana Elídia participou remotamente do encontro SSpS Brasil, falando sobre o Manual de Comunicação da Congregação SSpS e o projeto Missão On-line. Ela destacou que o uso de ferramentas comunicacionais melhora a expressão missionária, tendo papel importante na vida da Congregação em todo o mundo. “O Manual de Comunicação SSpS nos convida a estar presentes e a tornar todas as vivências missionárias acessíveis às pessoas”, afirmou. Segundo ela, a comunicação institucional SSpS tem avançado para se consolidar em missão on-line, a fim de provocar uma transformação na prática missionária. “Todo o trabalho de relações humanas traz o testemunho dos valores da Missão. Tudo o que se faz na missão é parte do Evangelho. Por isso, devemos mostrar o sentido de tudo isso por meio dos meios de comunicação”, justificou. A irmã Ana Elídia ainda convidou os comunicadores SSpS Brasil a colocarem em prática quatro palavras-chave: 1) refletir: reservando tempo para pensar o fazer missionário; 2) descobrir: buscando saber como usar novas ferramentas comunicacionais; 3) partilhar: distribuindo a informação de forma consciente e criteriosa; 4) publicar: utilizando-se dos meios de comunicação disponíveis. Planejamento estratégico Uma das atividades realizadas em conjunto, durante o encontro em Ponta Grossa, foi a revisão do Planejamento Estratégico de Comunicação SSpS Brasil. Conduzida pela irmã Fátima Marques, a tarefa buscou avaliar a clareza do texto final formulado com base nos planos originais das províncias Brasil Sul e Brasil Norte. A tônica desse documento único é orientar a forma como a atividade missionária será comunicada aos diferentes públicos com os quais as irmãs SSpS interagem em todo o País. Ainda no encontro, foram revisitados os itens do planejamento já colocados em prática. Um deles é a unificação da identidade visual das províncias Brasil Sul e Brasil Norte como SSpS Brasil, que teve o conceito desenvolvido em conjunto pela irmã Zélia Cordeiro, Agostinho Travençolo Júnior e Gabriel Grecco. “A nova logomarca foi criada usando elementos visuais dos ícones das duas províncias, traduzindo muito bem essa unificação”, avalia Gabriel Grecco, responsável pela criação da arte. As redes sociais de cada Província também já foram consolidadas como SSpS Brasil no Facebook, Instagram e Youtube. A fusão fez com que todos os que seguiam a rede de uma província ou de outra formassem um só público, consumindo o mesmo conteúdo em contexto de Brasil. Isso ampliou o número de seguidores e, consequentemente, também aumentou o engajamento. O blog SSpS Brasil (blog.ssps.org.br) é outro exemplo positivo da unificação da equipe de comunicação e da publicação em um canal único na internet. “O blog reúne vozes diferentes e temas diversos. Hoje temos uma estrutura muito mais sólida, com a colaboração de várias pessoas, que escrevem artigos sobre temas diversos e comentários dos evangelhos. Os acessos ao blog aumentaram cinco vezes em relação aos números antes da fusão”, assinala Gabriel. A formação da equipe de comunicação SSpS Brasil, em abril de 2022, também foi relembrada como um passo importante dentro do planejamento estratégico. Antes disso, cada Província tinha a própria estrutura. “Quando assumi como coordenadora do serviço de comunicação das duas províncias, passamos a ter uma única equipe representada por irmãs e leigos das duas Províncias”, comenta irmã Zélia Cordeiro. Pertencimento e direcionamento O encontro teve a presença de três colunistas do blog SSpS Brasil: Maria Terezinha Corrêa, Marli Teresinha Everling e Maria José Brant, conhecida por Deka. Para elas, o convite para participar dos momentos de formação e de revisão do Planejamento Estratégico de Comunicação SSpS

Missão, Mística e Profecia na Amazônia

“Missão, partida de amor por amor, ir ao encontro do irmão com alegrias e dores. Entrega do coração e disso o melhor. Missão, missão a nossa paixão maior”. Nos dias 5 a 16 de julho, realizamos uma missão no distrito de Maracajá, diocese de Cametá, Pará. O evento foi organizado pela equipe da CRB Nacional com as Novas Gerações e Pe. João Paulo, pároco da Paróquia São José, Maracajá. Vindos de diferentes partes do Brasil, formamos um grupo de 65 missionários, entre religiosas e religiosos (20 congregações), formandas, seminaristas, padre e alguns leigos comprometidos. Como Serva do Espírito Santo, este foi um momento único viver a multiplicidade de culturas como Vida Religiosa Consagrada junto a população local, distinta em sua diversidade, formada por paraenses, maranhenses, baianos, goianos e mineiros. Ao viver a inculturalidade, traço marcante da nossa congregação, senti a diversidade como riqueza e dom, pois unimos diferenças culturais, carismas e espiritualidades, para interagir em caminhada sinodal. O objetivo da missão foi inserir os jovens da Vida Consagrada na missão da Igreja e conhecer a realidade do povo da região transamazônica. Visitamos famílias, doentes e necessitados, como presença reveladora do amor de Deus neste solo sagrado carregado de mística e profecia, a Amazônia. Para iniciar nossa missão, tivemos nossa preparação, com momentos de integração, de oração, celebrando a memória e fazer memória dos mártires da região e de hoje, que fizeram e fazem da religião um ato de fé, amor e libertação, causa de vida e morte! Conhecemos o local de missão da Irmã Dorothy Stang, visitando, também, sua sepultura e ficamos impregnados pelo ar de profecia da vida religiosa consagrada e impressionados pelo testemunho da comunidade local pela Irmã Dorothy, que esteve em constante luta e defesa por vida mais digna dos mais empobrecidos e cuidado da natureza: “A morte da floresta é o fim da nossa vida!”. Para iniciar nossa missão, participamos da Santa Missa, momento em que fomos ungidos pelo óleo, recebemos a cruz missionária, fomos enviados/as e partimos para as visitas em 4 diferentes comunidades/paróquias: Maracajá, Gelado, Novo Repartimento e Pacajá. Visitar casa por casa, sentir e comungar da experiência de Deus, em cada pessoa e família, foi gravando em nossos corações a marca do eterno. Missão é sempre partir! Não só geograficamente, mas, principalmente, de si mesmo e ir ao encontro do irmão, do próximo, do pobre, do necessitado. Após a realização das visitas, de porta em porta, percorrendo distâncias, em motos, carros, camionetas ou a pé, por pontes e ladeiras, chegando a todas as família, retornamos para Maracajá para a Missa de encerramento, com a comunidade local. Celebramos e agradecemos a Deus por tantas experiências enriquecedoras vividas, tantos rostos nos quais contemplamos a face de Deus, não só no sorriso e testemunho de vida das pessoas impelidas do Espírito Santo que conhecemos, engajados na igreja, em diferentes pastorais e movimentos, mas, sobretudo e principalmente, na realidade dos nossos irmãos desfavorecidos; nos doentes, nos que sofrem, nos que trabalham duro para ganhar o pão de cada dia, nos pobres, nos mais pequenos, ignorados, explorados, marginalizados, oprimidos, abusados, inocentes e necessitados. Nossos corações, tocados por eles, ajudou-nos a tirar as sandálias e adentrar nos corações destes nossos irmãos/ãs queridos. Feita a avaliação final, os nossos sentimentos eram de alegria e profunda gratidão. Sem dúvida, este foi um grande impulso no ardor missionário para nossas vidas, como jovens religiosos consagrados. Gratidão e apreço a toda equipe de coordenação da missão e CRB Nacional por esta enriquecedora experiência junto aos nossos irmãos e irmãs da região Amazônica. Sem deixar de dizer um Deus lhe pague para a Direção Provincial, que apoiou essa tão rica experiência missionária, em terras amazônicas. Que Deus abençoe a todas e todos. Ir. Patrícia Zeponi, Missionária Serva do Espírito Santo

Irmã Roselene Ventura terá experiência missionária nas Filipinas

Alunos e professores do 4º ano do ensino fundamental à 3ª série do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em Canoas-RS, lotaram a Paróquia Nossa Senhora das Graças, na manhã de 23 de março, para participar da missa de envio da irmã Roselene Ventura. Em abril, ela parte para uma experiência missionária de seis anos nas Filipinas. A celebração também promoveu o 3º Ano Vocacional do Brasil, convidando os estudantes a conhecerem mais sobre as quatro vocações: vida religiosa consagrada, ministério ordenado, matrimônio/família e laical. Natural de Rondônia, Ir. Roselene sentiu seu chamado vocacional quando ela tinha por volta de 18 anos. A preparação para ingressar na Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo iniciou-se em 2008. Em 2020, ela fez a sua consagração definitiva, com os votos perpétuos. “A experiência missionária ocorreria logo após os meus votos perpétuos, porém, em função da pandemia, acabou sendo adiada”, conta. No Colégio Espírito Santo desde 2021, Ir. Roselene atuou como professora de Ensino Religioso, no programa Escola da Inteligência, na Pastoral Escolar e em outras frentes de trabalho, como o grupo CES Mãos em Ação. “A missa de envio foi um momento emocionante e surpreendente. Tudo o que fiz na escola foi com amor, carinho e dedicação. O afeto tão puro e verdadeiro das crianças e dos jovens são um ânimo a mais para a missão”, afirma a religiosa. O embarque para as Filipinas está previsto para o dia 11 de abril. “Ficarei em Cebu. Os primeiros meses são para aperfeiçoamento dos idiomas inglês e cebuano, que é a língua local”, diz a irmã. Depois disso, ela será enviada para as frentes de missão nas áreas da educação e pastorais. “Será uma oportunidade de aprender com a experiência de lá e de conhecer outras frentes de missão antes de retornar para a Província Brasil”, comenta. Veja o vídeo da missa de envio e assista também ao vídeo com depoimentos das irmãs missionárias servas do Espírito Santo sobre a vocação à vida religiosa. 3º Ano Vocacional O 3º Ano Vocacional se iniciou no dia 20 de novembro de 2022 e terá conclusão em 26 de novembro próximo. Neste período, diferentes iniciativas buscam promover a cultura vocacional nas comunidades, nas famílias e na sociedade, a fim de despertar todas as vocações, como graça e missão, a serviço do Reino de Deus. Com base no tema “Vocação: graça e missão” e no lema “Corações ardentes, pés a caminho”, toda a comunidade escolar do Colégio Espírito Santo é chamada a estar com Jesus e a assumir a missão recebida dele. Edições anteriores O primeiro Ano Vocacional foi realizado em 1983 e mobilizou todo o povo de Deus na reflexão vocacional, aprofundando o tema “Vem e segue-me”, recordando que o chamado de Jesus é personalizado, e a resposta é pessoal. Em 2003, um novo Ano Vocacional foi celebrado. O tema “Batismo, fonte de todas as vocações” desejou avançar na reflexão vocacional na Igreja, compreendida com uma assembleia de vocacionados e vocacionadas. O sonho foi de uma Igreja com fisionomia vocacional, em que todos foram e são convocados pela Trindade ao serviço em favor da vida e da humanidade, e, assim, consciente do chamado à missão, pudessem agir com ânimo e coragem em sua ação evangelizadora. Marcos Vinícius MerkerJornalista no Colégio Espírito Santo de Canoas-RS, membro da Equipe de Comunicação das SSpS Brasil.

Para servir com amor na missão…

No ano de 1889, começava o grande sonho de Santo Arnaldo Janssen e das Bem-aventuradas Maria Helena e Josefa Stenmanns: a fundação da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, uma comunidade religiosa missionária dedicada totalmente ao Espírito Santo. Nasceu do anseio mais ardente de nosso Fundador: “Que viva Deus Uno e Trino nos corações de todas as pessoas”. Com esse imenso desejo, hoje estamos presentes em 53 países e nos mais diversos setores, como educação, saúde, justiça restaurativa, migração, entre muitos outros. Nossa missão é fazer com que Deus Uno e Trino seja conhecido e amado onde quer que seja e a quem o Senhor nos chame a servir. Para ser uma missionária serva do Espírito Santo, é necessário se formar, conhecer nosso carisma e espiritualidade, e ir confirmando o chamado que o próprio Deus faz em cada coração. Agora vem a pergunta: será que também posso dedicar minha vida ao serviço do Reino de Deus? Será que sou chamada a ir e anunciar esse amor tão grande de Deus para todas as pessoas? Para saber mais, entre em contato com as Irmãs Crislaine (31) 98237-6433, Adriana Regina da Silva (42) 99930-6341 e Maria Cristina Krupek (69) 98415-7394. Também foi criado, nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter), o perfil “As Freiras em Missão” no qual há mais informações sobre nossa vida e missão.

Clima e crianças: pistas para mudar o mundo!

Para começar, uma confissão: ando um pouco sem esperança. Mas sempre que isso acontece, minha intuição me leva a aproximar-me das crianças. Então, é exatamente isso o que farei… Se você, adulto, está lendo este texto, compartilhe e traduza esta mensagem em forma de recado para alguma criança. Primeiramente, um pedido público de desculpas: crianças, nós, adultos, falhamos!  Sim! Podem acreditar que adultos não são infalíveis, por isso é hora de dar as mãos e ouvidos à infância e contar um pouco sobre essa confusão e contradição que é falar das mudanças climáticas que ameaçam a vida no planeta. Nós, adultos, que fazemos parte dos governos, das instituições privadas e da sociedade civil como um todo, estamos perdendo as chances de buscar soluções conjuntas e globais para minimizar os efeitos das mudanças climáticas. Nossa Casa Comum está pedindo socorro, e sabemos: o que acontecer à natureza que nos foi confiada estará acontecendo a nós mesmos. Nossa Casa Comum está se esgotando pela forma com a qual a ação humana vem interferindo na natureza. Fato é que mudanças climáticas podem ocorrer por alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da Terra, mas o grande problema é quando ela é consequência das atividades humanas, e é sobre isso que vamos conversar. De forma gradual, começamos a perceber, em nosso cotidiano, os efeitos das mudanças climáticas com o aquecimento global, com a subida do nível das águas do mar, o derretimento acelerado de gelo nos polos, a incidência radical de chuvas e seca, a água se tornando mais escassa, perda da biodiversidade, a desertificação, entre outros. Inspirada nas referências de conteúdo aqui citadas, podemos dizer que nosso planeta é protegido por uma camada de gases que ajuda a manter e viabilizar a vida na Terra. Didaticamente apropriando desses conteúdos, o que acontece é que a “radiação solar que chega a nosso planeta é refletida e retorna diretamente para o espaço, outra parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre, e uma parte é retida por essa camada de gases que causa o chamado efeito estufa. O problema não é o fenômeno natural, mas o agravamento dele. Como muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade de gases formadores do efeito estufa, essa camada tem ficado cada vez mais espessa, retendo mais calor na Terra, aumentando a temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos e ocasionando o aquecimento global”.  E então, crianças, depois dessa introdução, chegamos ao que interessa. Enquanto esperamos e apostamos que vocês vão crescer e vão nos ajudar a consolidar saídas e alternativas viáveis e criativas, já temos vários caminhos globais, árduos e adultos para fazer “diminuir o desmatamento, investir no reflorestamento, investir em energias renováveis não convencionais (solar, eólica e biomassa, por exemplo), investir na produção e uso de biocombustíveis, reduzir o consumo, reduzir, reaproveitar e reciclar materiais, investir em tecnologia de baixo carbono…”.  Enquanto vocês estão crescendo, também temos vários caminhos que dependem de gestos conscientes e opções cotidianas que já podem assumir a liderança e fazer a diferença:  pratiquem o consumo consciente e sejam cuidadosas com o que compram e desejam comprar; sempre que puder, usem transporte coletivo; façam a coleta seletiva e aprenda a reutilizar e reaproveitar materiais; economizem energia elétrica e sejam cuidadosas e econômicas no uso da água em geral e na hora do banho; prefira adotar animais, não os comprem; plantem uma horta em família, nem que seja em vasos, e adote o consumo de produtos orgânicos; andem a pé e de bicicleta sempre que puderem; diminuam o consumo de carne e alimente-se com qualidade… Eu poderia seguir com essa lista interminável, mas já vou concluir. Estudem… Estudem muito para que as saídas brotem nas mentes criativas e inquietas que são vocês. E amem, amem muito a diversidade e o mistério da vida na Terra. Referências https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas2/ https://www.biologianet.com/ecologia/mudancas-climaticas.htm Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

12 de março: o bibliotecário em tempos de educação remota

O Dia do Bibliotecário é celebrado em 12 de março, em homenagem ao nascimento do primeiro bibliotecário concursado do Brasil, Manuel Bastos Tigre (1882-1957). Mas essa profissão pouco conhecida surgiu há séculos, nos tempos remotos da civilização.  E o que é que faz um bibliotecário? Bem, esses profissionais organizam, guardam, identificam os assuntos dos livros e dos documentos, traduzem para o sistema da biblioteca e, mais ainda, permitem que eles estejam acessíveis para todos os que possam se interessar. Legal, né?! Não é só na biblioteca que um bibliotecário trabalha, mas provavelmente esse é seu lugar preferido. Já faz um tempo que o mundo digital não é novidade, mas muitos ainda acreditam que as bibliotecas não acompanharam esse ritmo. Será? Bem, posso garantir que isso não é verdade. É só “dar um Google” para descobrir o tanto de bibliotecas digitais e virtuais que existem mundo afora. Sem falar nos inúmeros recursos digitais e on-line que as bibliotecas presenciais oferecem.  No Brasil, por exemplo, temos o Domínio Público, http://www.dominiopublico.gov.br/ uma biblioteca virtual criada pelo Ministério da Educação que conta com mais de 180 mil títulos em diversas mídias, disponíveis para baixar gratuitamente. Já a ONU tem um projeto chamado Biblioteca Digital Mundial, https://www.wdl.org/pt/ que reúne documentos oficiais sobre a cultura de diversos países. Acesse e confira! Em tempos de pandemia Só que veio o novo coronavírus, e o digital e o on-line deixaram de ser exceção. Em muitos casos, viraram regra. Há um ano, espreitávamos o que nunca imaginamos viver: a maior pandemia dos nossos tempos.  Deixamos nossas salas de aula e passamos a ocupar os cantos da casa. Nossos celulares e computadores ficaram cheios de atalhos e arquivos ocupando suas memórias. Os professores e colegas passaram a ser vizinhos de tela no Classroom, cada um ocupando, literalmente, seu próprio quadrado.  Mas onde fica a biblioteca nessa história toda? É engano nosso pensar que a biblioteca está fechada atrás dos portões dos colégios. Tal qual nossa escola é viva, assim também são nossas bibliotecas. Atravessando muros de concreto e a distância, a biblioteca, em tempos de pandemia, tem nos aproximado no amor e na esperança de um breve e caloroso reencontro. Seja nas “aulas de biblioteca” on-line ou nos eventos remotos abrilhantados por um conto ou poema, o papel dos bibliotecários é presente e, às vezes, quase invisível, mas precioso na biblioteca escolar. O paraíso Desde os anos iniciais, os momentos de “contação” de histórias são repletos de encanto e auxiliam no processo de formação de nossos pequenos estudantes, promovendo a resiliência, ampliando o repertório sociocultural e desenvolvendo a comunicação, para a autonomia das crianças.  Em cada ação, esses guardiões dos livros carregam a missão de incentivar o pensamento crítico, a imaginação e a curiosidade, ampliando o gosto pela leitura. Dentro desse ambiente aberto e imaginativo, promovido pelos contos, tudo é possível. Os livros, sejam eles digitais ou físicos, permitem-nos encontros preciosos, arrancam-nos suspiros de medo e curiosidade, transbordam-nos alegria e nos encantam profundamente.  Aprendemos muito, nesse último ano, sobre o valor da vida. Percebemos que o que realmente importa, muitas vezes, esteve sempre conosco e não precisamos de muito mais para sermos felizes.  O escritor argentino Jorge Luis Borges disse: “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”. Parece que ele está certo, não é mesmo? Nem precisamos estar dentro delas para perceber o quanto as bibliotecas são nosso lugar de repouso e alento. Nunca foi um lugar só para aprender e estudar. Em nossas escolas, isso não é novidade. É só observarmos os olhares dos alunos para percebermos que a leitura é a receita que diminui qualquer distância. Teily Ane Teles de AssisBibliotecária escolar no Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-M

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