Jupic na prática: quando justiça, paz e cuidado com a criação entram na sala de aula

A Jupic (sigla de Justiça, Paz e Integridade da Criação) representa um importante aspecto da missão das irmãs servas do Espírito Santo (SSpS). Na Rede de Educação SSpS, esse princípio se traduz na formação de “cidadãos globais” que compreendam a profunda interconexão entre as crises sociais e ambientais. No artigo, Rodrigo Mendonça Pereira, diretor-geral do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora (MG), apresenta alguns projetos desenvolvidos com os alunos. Veja!

Pontifícias Obras Missionárias: uma Igreja que educa para a missão

As Pontifícias Obras Missionárias (POM), um organismo internacional diretamente ligado ao Papa, tem a finalidade de animar a consciência missionária em toda a Igreja, inclusive no ambiente escolar. Na Rede de Educação SSpS, não é diferente, por isso jovens representantes do Colégio Imaculado Coração de Maria, do Rio de Janeiro (RJ), estarão no Fórum das POM, em Brasília (DF). O professor William John de Oliveira, da Dimensão Missionária do CICM, conta detalhes.

“Missão Sem Fronteiras”: alfabetização algorítmica e o uso de inteligência artificial na educação brasileira

Como parte do projeto “Missão Sem Fronteiras”, promovido pelas unidades da Rede de Educação Missionária Servas do Espírito Santo, os professores Tiago Reis e Onésima Marques, do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, promoveram uma atividade mostrando o papel da inteligência artificial em nosso cotidiano. O estudo, baseado nas pesquisas da educadora Mariana Ochs, também valorizou o carisma e o trabalho das SSpS. Eles partilham como foi o trabalho.

Timor-Leste: jovem país em transformação

O Timor-Leste, jovem nação no Sudeste da Ásia, é um dos países estudados no Projeto Semana Sem Fronteiras 2024, promovido pela Rede de Educação SSpS Brasil. O professor Elder Renato da Silva Miranda, do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, nos apresenta um pouco dessa terra em constante transformação, onde também vivem as missionárias servas do Espírito Santo. Veja!

Missão sem Fronteiras 2023 incentiva estudantes a práticas sociais

O protagonismo juvenil como agente de transformação e de esperança na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Essa foi a proposta da quarta edição do projeto Missão sem Fronteiras, realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho, no Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ. Além de estudantes da escola sede, a iniciativa reuniu alunos de outros sete colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo Brasil, localizados em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao todo, foram 147 pessoas envolvidas, sendo 108 jovens missionários e 39 educadores. Esta foi a primeira vez que todas as escolas SSpS do Brasil participaram da ação. Inspirados no tema “Pão partilhado, amor multiplicado”, os missionários foram imersos em diversas atividades, desde ações de solidariedade até de reflexão e aprendizado. Um dos momentos de espiritualidade, por exemplo, iluminado pela passagem da multiplicação dos pães, enfatizou que pequenas ações individuais de solidariedade podem modificar o coletivo. O Rio de Janeiro, com sua rica cultura, paisagens deslumbrantes e diversidade, foi o cenário perfeito para essa experiência transformadora, permitindo aos estudantes anfitriões do evento compartilharem com os jovens das outras escolas a realidade da capital fluminense. “Mudar nossa mente” “A vivência que tive nestes dias de missão marcou minha vida e meu coração para sempre. Vi pessoas com tão pouco fazendo de tudo para se manter, crianças em situações de extrema pobreza, mas com um sorriso no rosto sem igual. A humanidade parece que se esqueceu de ser humana, e precisamos resgatar esses valores, enxergando mais o nosso próximo. Saí desta missão com a vontade de ajudar muito mais e ser uma pessoa de transformação. Agradeço imensamente todos os educadores por me proporcionar esse crescimento humano e espiritual. Pude vivenciar, nestes três dias, estilos de vida diferentes e conhecer pessoas incríveis, responsáveis, com certeza, por deixar essa missão inesquecível. Pude me relacionar com outros Estados e culturas, e me divertir. Mas o principal objetivo, que era mudar nossa mente em relação ao mundo, foi alcançado. Nada faltou nesta missão. Agradeço a todos os envolvidos por me proporcionar tamanha experiência.” Lucas Madureira, aluno do Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ. Na visita ao aterro sanitário de Gramacho, os participantes levaram 2082 garrafas de água, além de roupas e calçados para distribuir aos moradores da comunidade. Lá, puderam ouvir relatos de quem vive no local, em meio a adversidades. Sair da zona de conforto “Visitamos pessoas que moram em condições humildes, sem água, sem ter onde estudar e com vários problemas todos os dias, mas que demonstravam muita gratidão. Nesses momentos, percebi o quanto eu já fui ingrata por coisas pequenas que aconteceram na minha vida. Participei desta missão disposta a sair da minha zona de conforto e com muita vontade de estar lá para ajudar de qualquer maneira possível.” Alessa Pinzon, aluna do Colégio Espírito Santo, Canoas-RS. Por meio dessas experiências, os jovens tiveram a oportunidade de refletir sobre como o trabalho missionário pode impactar positivamente a vida daqueles que se encontram à margem da sociedade, além de se tornarem agentes ativos na prática especial realizada durante o evento. Valendo-se da união desses estudantes comprometidos com o bem-estar e com a inclusão social, o projeto Missão sem Fronteiras busca despertar a consciência coletiva para a importância de ajudar o próximo e promover mudanças significativas no retorno às próprias comunidades. Ao longo dos anos, a iniciativa tem se mostrado uma poderosa ferramenta para sensibilizar os jovens sobre as realidades sociais e estimular a empatia, a compaixão e a vontade de fazer a diferença. “Os dias na missão foram especiais e muito intensos. Foi tudo tão impactante na minha vida que influenciou até a profissão que escolhi para mim”, conta Clara Maia, que participou do Missão sem Fronteiras em 2019, em Brumadinho-MG, e que hoje é estudante de Medicina. O projeto tem se consolidado como um marco na jornada dos participantes, proporcionando momentos inesquecíveis, ampliando horizontes e estreitando laços de amizade e solidariedade. “Poder da solidariedade” “Esta quarta edição da Missão sem Fronteiras foi marcada pelo engajamento dos jovens missionários, pelo despertar de novas vocações a serviço da vida e pelo impacto positivo nas vidas daqueles que mais precisam. Que a esperança e a vontade de fazer a diferença inspirem não apenas os participantes, mas também todos os que acompanharam essa importante iniciativa em cada escola. Somos testemunhas do poder da solidariedade e do potencial transformador dos jovens comprometidos com um mundo melhor.” Agostinho Travençolo Junior, assessor-geral do evento. Saudade, gratidão, amor “Fazer parte da quarta edição do Missão sem Fronteiras foi uma experiência única. Foi um momento marcante, acredito que não só na minha vida, mas na de todos os que ajudaram e foram ajudados pelo projeto. Estar cercada de pessoas com o mesmo objetivo de fazer o bem ao próximo foi incrível. Ser acolhida por todos e mudar o mundo com eles, o mundo de algumas pessoas, foi muito gratificante. A Missão sem Fronteiras foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer novas culturas, trocar experiências e vivenciar novas, fazer novos amigos e, principalmente, ajudar as pessoas. Os únicos sentimentos que restam após o fim da quarta edição são a saudade, a gratidão e o amor. Obrigada, Missão sem Fronteiras!” Heloísa Baldus Gromann, aluna do Colégio Santos Anjos, Porto União-SC. Partilha da experiência A Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS incentiva que cada delegação compartilhe, nas respectivas unidades escolares, o que viu, ouviu e sentiu. Para isso, propõe a realização de plenários, debates e celebrações, concluindo o projeto em grande estilo. Em momento oportuno, cada estudante que viveu a experiência do Missão sem Fronteiras 2023 receberá o certificado de participação. Agradecimento da Rede de Educação SSpS Em uma mensagem enviada aos participantes do Missão sem Fronteiras, a Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS agradeceu a escola anfitriã e a todos os que contribuíram para a atividade. Houve uma menção especial às unidades da Província Brasil Sul, estreantes no projeto. Palavras

Narrativas da Criação: conheça o mito do monte Namuli

Dentro das comemorações do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado em 1º de setembro, e da campanha “Semana sem Fronteiras”, promovida pela Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, seguimos contando como outras culturas narram a Criação. Desta vez, vamos conhecer a tradição dos povos Makhuwa e Lomwe, nas Províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia, situadas ao Norte de Moçambique. No livro Religiões africanas hoje: introdução ao estudo das religiões em Moçambique (Maputo: Paulinas, 2009), o antropólogo Francisco Lerma Martínez faz uma compilação do mito segundo o qual o primeiro homem foi criado por Muluku (Deus), nas grutas do monte Namuli. O lugar tem 2419 metros de altura e é localizado na Serra de Gurue, Província de Zambézia. O recém-criado homem contemplava diariamente a extensa planície verde, onde crescia toda espécie de árvore e planta. Num certo momento, buscando satisfazer sua curiosidade, decidiu descer para conhecer melhor a maravilhosa paisagem. Durante a perigosa descida, tropeçou numa pedra, caiu ferido por terra e desmaiou. Depois de muito tempo, quando despertou e abriu os olhos, deu-se conta de que seu sangue se misturava à água e observou, na cavidade de uma rocha, que estava formando lentamente uma figura semelhante a seu corpo: era a primeira mulher. Formava-se, desse modo, o primeiro casal: um mulupwana (homem) e uma muthyana (mulher). Os dois continuaram a viagem até a planície, descendo por diversos caminhos que iam abrindo. Conforme iam se multiplicando as trilhas, elas se separavam, dando origem a diferentes grupos que hoje compõem esse povo. Segundo Martínez, a expressão “Miyo kokhuma o Namuli” (fui gerado no monte Namuli) sintetiza a identidade dos povos Makhuwa e Lomwe. Veja maisNarrativas da Criação em outras culturas

III Missão sem Fronteiras: “Daqui só se leva o amor”

Nos dias 25 e 26 de junho, realizamos a terceira edição do projeto Missão sem Fronteiras. Com o tema “Missão sem fronteiras, diversidade e respeito”, o encontro ocorreu por meio da plataforma Zoom e contou com membros dos colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. O evento reuniu cerca de cem participantes, incluindo, jovens, educadores, coordenadores, diretores dos colégios, educadores e as irmãs missionárias do Brasil e da Argentina. O Colégio Stella Matutina, de Juiz de Fora-MG, foi a escola anfitriã desta edição. A abertura foi marcada pela calorosa acolhida da provincial, irmã Maria Percila Vieira, da irmã Maria de Fátima Marques, da equipe gestora do Colégio Stella Matutina e dos coordenadores da Pastoral Missionária. Foi destacada a experiência dos projetos sociais que os colégios realizam com o protagonismo dos alunos. Sob o olhar amoroso de Santo Arnaldo Janssen e da espiritualidade trinitária, a diversidade em harmonia perpassou os momentos de oração e toda a dinâmica do encontro. A professora Virna Braga apresentou uma reflexão sobre “A pobreza na pandemia”, alertando que vivemos numa sociedade estruturalmente desigual, com o crescimento do preconceito e da vulnerabilidade social. A professora Karla Priscilla conduziu uma conversa interativa com o tema “Intolerância em tempos de pandemia nas redes sociais”. O voluntário Bruno, de Juiz de Fora, coroou o momento com o seu testemunho de vida, partilhando sobre o trabalho que realiza com o grupo “Anjos da Rua”. Na conclusão, os desafios foram lançados. Os jovens foram convocados a fazerem a diferença, a ajudar os mais necessitados, a espalharem empatia e solidariedade, com um olhar sem julgamento. Em espírito de gratidão, alguns dos “missionários sem fronteiras” partilham conosco suas impressões do evento. Confira a seguir! “Vou lembrar e levar para a vida toda” Sempre falam que é impossível voltar no tempo, mas eu posso dizer, com toda a certeza, que eu consegui. Poder participar novamente da Missão sem Fronteiras foi uma das melhores coisas que me aconteceram nos últimos tempos. Poder relembrar todas as memórias lá do primeiro encontro, aqui em São Paulo, no Colégio Espírito Santo, e também poder criar tantas outras lembranças. Fiquei muito feliz ao ver que, neste encontro, participaram pessoas que estiveram comigo em 2017 e que compartilharam do mesmo sentimento na época, e agora um sentimento de nostalgia. Em 2021, a missão foi um pouco diferente dos demais anos, de uma forma on-line e com a presença de outras pessoas e escolas, incluindo de fora do Brasil. É isso que é o mais legal desse evento, poder compartilhar histórias, momentos e, no futuro, lembranças, com pessoas que você jamais pensaria que poderia conhecer. Em todas as dinâmicas, conversas nessa missão, você se sentia tão presente no momento, aproveitando cada segundo, que, às vezes, você nem sentia que cada um estava em sua casa. Para mim, este é o intuito do Missão, nos permitir fazer conexões com pessoas de uma forma única, por isso “sem fronteiras”. Agradeço aos professores que me fizeram o convite para participar. E, podem ter certeza, de que esses foram momentos que vou lembrar e levar para a vida toda. Felipe Ingenleuf Joubeir, ex-aluno do Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP “Encorajar e ser encorajado” Missão é um propósito que recebemos assim que ocupamos um lugar no mundo. Para nós, cristãos, esse propósito se torna uma prática que vivenciamos no cotidiano, propagando nossa fé e testemunhando o exemplo de amor deixado por Jesus. Ser missionário então se torna cada vez mais urgente como ideal de vida. O projeto Missão sem Fronteiras é uma oportunidade de experimentar e exercitar nossos sentidos em favor do próximo e de nós mesmos. Encorajar e ser encorajado a participar da comunhão entre realidades distintas e diversas é uma das ações presentes nessa iniciativa. Como educadora missionária, sinto uma gratidão enorme por ter sido convidada e sentir-me escolhida para fazer parte desse grupo que atendeu ao chamado maior em prol da vida humana. Como disse Jesus: “Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos”. Que possamos realizar muitas e muitas edições da Missão sem Fronteiras com a sensibilidade e o desejo de viver em um mundo mais fraterno e mais humano. Flávia Gino Rodrigues, professora, Colégio Sagrado Coração de Jesus, Belo Horizonte-MG “Fazer o bem” Participar da Missão sem Fronteiras representa um elo significativo ao fortalecer o vínculo e a interação entre os jovens e educadores das escolas que compõem a Rede de Educação. Momentos únicos e valiosos de espiritualidade, reflexão e aprendizado. Foram dois dias de experiência, nos quais o que prevaleceu foi o fazer o bem. Mesmo que de forma remota, estávamos conectados e envolvidos, aprendendo, compartilhando e ensinando. Valores que ficarão para sempre em nossos corações. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa, Colégio Stella Matutina “Súmula da esperança” Fui convidada a participar da III Missão sem Fronteiras, para propor uma reflexão em um momento de espiritualidade. Desde o convite até o primeiro dia de encontro, meu encantamento crescia a cada vez que eu conhecia mais desse incrível projeto. Todas as emoções prévias se desnudam em um sentimento singular, plena admiração diante da grandiosidade do gesto daqueles mais de cem participantes. A espiritualidade esteve presente desde o momento em que a sala foi aberta, e certamente está, ainda agora, nos corações e nas mentes de todos os envolvidos. Ver os jovens dispostos a partilhar e construir um futuro “unidos na diversidade e no respeito” representou, para mim, a súmula da esperança. Teily Ane Teles de Assis, bibliotecária, Colégio Stella Matutina “Momento de união, respeito e amor” Como foi a Missão sem Fronteiras? Fica até difícil colocar em palavras… Foi um momento de união, respeito e amor. Conheci pessoas incríveis, dei risadas, rezei, sorri; até cantar eu cantei. Reforçou ainda mais o quanto temos de ser gratos por tudo e que devemos sempre buscar o lado bom das coisas. Foi presencial? Não. Mas justamente por ser on-line que conseguimos juntar mais de cem pessoas. Conheci gente até da Argentina! Foi legal demais! Vivemos o verdadeiro significado da

III Missão sem Fronteiras reúne escolas da Rede de Educação SSpS

Estamos nos aproximando da III Missão sem Fronteiras, iniciativa promovida pela Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Neste ano, a missão ocorrerá remotamente, nos dias 25 e 26 de junho. O colégio anfitrião será o Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. O tema desta edição é “Unidos na diversidade e no respeito”. O projeto reúne alunos e educadores das escolas da Rede. O objetivo é fortalecer o protagonismo juvenil como agente de transformação e esperança diante de muitas realidades sociais que ficaram ainda mais expostas pela pandemia. Rogelia Aparecida de Rezende, professora de Ensino Religioso no Colégio Stella Matutina, conta que, neste ano, o Missão sem Fronteiras terá também a participação de jovens da Província Brasil Sul e da Argentina. “Isso nos alegra e vai alargando nossos círculos de relações”, diz. Ainda que esta edição seja realizada de forma diferente, a prof.ª Rogelia afirma que o desejo de fazer o bem é o mesmo. As escolas da Rede estão envolvidas e preparando momentos valiosos. Ela relata que os alunos estão ansiosos para vivenciar dois dias de muita partilha e aprendizado. “Preparem-se, pois estaremos juntos e conectados. Viveremos momentos únicos e que ficarão guardados na memória e no coração”, partilha. A primeira edição, em 2017, foi realizada no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. A segunda, em 2019, foi no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. Para ver a programação e saber mais sobre o III Missão sem Fronteiras, clique aqui e acesse ? Rogelia Aparecida de Rezende, professora de Ensino Religioso no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG.

Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum

O fim de semana, de 28 a 30 de junho, foi marcado pelo 2º Encontro dos Alunos das Escolas da Rede de Educação SSpS – a “Missão sem Fronteiras”, que ajudou a juventude a pensar como o Evangelho e o trabalho missionário podem transformar a vida de tanta gente que se encontra à margem da sociedade. Os alunos viveram muitos momentos significativos, como os de reflexão e partilha de vida, além de assumirem um novo compromisso missionário. A missão reuniu jovens e educadores missionários de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta foi ultrapassar fronteiras e construir elos.  Proteção, amor ao próximo, solidariedade e doação foram as palavras inspiradoras que moveram e deram vida ao encontro realizado no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte. A escola recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. O coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas pela experiência. “Foi impressionante ver o envolvimento e o compromisso de cada jovem participante, e tanta gente acreditando nas bases como fermento de transformação das realidades mais sofridas”, partilha.  Outro destaque foi a presença da coordenadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Simone Fortunato Nunes, que ajudou o grupo a perceber que a missão somente pode dar-se quando as pessoas saem do lugar onde estão para irem ao encontro do outro.  O passo mais marcante vivido pelos alunos durante a experiência foi a visita à Paróquia de São Sebastião, no Município de Brumadinho, um lugar que oferece apoio, orientação e doações às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale. Os testemunhos e a troca de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. O grupo de alunos participou de diversas ações voluntárias. Também ouviu relatos de moradores locais, de indígenas e quilombolas que vivem em locais próximos de onde o crime ambiental aconteceu. O Projeto “Missão sem Fronteiras” foi além de um fim de semana. Tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso missionário. Os participantes retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, na certeza de que viveram momentos que ficarão guardados para sempre como inspiração para suas novas ações. Veja as fotos e assista ao relato de alguns jovens. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Junior, coordenador do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Veja os principais momentos da Missão Sem Fronteiras Assista ao testemunho dos jovens

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