Mães: presença de amor nas fronteiras da vida

Neste Dia das Mães, como missionárias servas do Espírito Santo, nossa saudação a cada mulher que transforma a própria existência em espaço de acolhida, cuidado e geração de vida. Contemplamos, com reverência e gratidão, os muitos rostos da maternidade que encontramos em nossa caminhada missionária no Brasil. Oremos pelas mães!

A maternidade nas palavras de uma mãe

Neste segundo domingo de maio, em várias partes do mundo, é celebrado o Dia das Mães. Ainda que tenha ganhado um tom fortemente comercial (fica atrás apenas do Natal), a data pode ser também uma ocasião de se refletir a respeito de algo bem mais profundo: a experiência da maternidade. Ninguém melhor do que uma própria mãe para dizer sobre a grandeza dessa missão. Assim, pedimos à senhora Leda Lopes Duarte Oliveira, aposentada, que vive em São Paulo-SP, para nos contar um pouco de sua vida. Veja! “Meu nome é Leda. Tenho 60 anos, quatro filhos e cinco netos. Essa missão de ser mãe começou quando eu tinha 19 anos e conheci meus primeiros filhos. Ali tive a oportunidade de desenvolver vários sentimentos e fazer um grande estágio de acertos e erros, porém com todo o carinho e ternura em meu coração, para receber mais dois filhos depois de dez anos. Formamos uma grande família, e concluo o quanto é importante uma figura da mãe. Sinto muita falta da minha, pois foi ela quem me ajudou muito nesta minha caminhada, não só com seu amor e apoio, mas com seus exemplos que hoje tento aplicar no relacionamento com meus netos. Responsabilidade? Muita! Formar moralmente um ser não é fácil, mas diria que é a melhor parte de ser mãe. Mãe com carinho, mãe que perdoa, mãe que agrega valores, mãe que une a família, mãe que releva, mãe presente e mãe que se permite ser frágil e forte ao mesmo tempo, e que tem a oportunidade de experimentar o maior sentimento da vida, o amor.” Desejamos a todas as mães as mais copiosas bênçãos de Deus! Sintam-se abraçadas por todas nós, missionárias servas do Espírito Santo. Feliz Dia das Mães!

Aprendendo a ser mãe

Sobre a maternidade, há tanto a dizer que mil e uma noites não seriam suficientes. Estamos diante do fato que mais reafirma nossa fé no Divino e maravilhoso. Aquele minuto do rebento que pega de surpresa até aqueles que não creem. Há maternidade que é concebida no ato da adoção, na decisão de acolher para sempre. Um lugar idealizado e socialmente construído. Uma (des)construção permanente se faz necessária. E quando você menos percebe, a maternidade a coloca diante de uma aula que não se acaba, um aprendizado sem fim. De minha experiência como filha, entre tantas, trago a lembrança de minha mãe servindo licor de jabuticaba caseiro a dona Maria, uma negra que transitava nas ruas pedindo ajuda de porta em porta. Dos idos dos anos 1970, também trago a dor da cena partilhada com minha mãe, na esquina de nossa rua, lamentando a belo-horizontina Serra do Curral ardendo em chamas. De minha experiência como mãe, trago um bordão muito particular: exaustão e êxtase. Um girar da exaustiva roda da vida que não pode parar e que tem uma química própria que nos impele à reinvenção cotidiana e a um aprendizado infinito. Um processo de retroalimentação incansável e que se nutre de cenas e conquistas corriqueiras e extasiantes as quais renovam nossas forças. A maternidade inaugura a vida de outra pessoa. A força dessa criação é um mistério que vai nos acompanhar. Para seguir falando da maternidade, trago um provérbio africano que diz que, para educar uma criança, é preciso uma aldeia. A função materna educadora e personificada na redentora e solitária figura da mãe dá lugar à ação educativa da aldeia. Muitas mãos e muitas mães ajudando a tecer o fio da vida… Uma lição que não se acaba, nunca! Uma lição que começa a cada criança que nasce. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

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