Maio, Mês de Maria e das Mães

O mês de maio é lembrado por dois nomes que mexem com o coração. Nele celebramos, de modo especial, o encontro com Maria, Mãe de Jesus, e o Dia das Mães. Maria, tão cara ao coração dos cristãos, é a portadora da face de Deus permanente que está no meio de nós. Ela representa o amor e a fidelidade de Deus salvador. Nela encontramos o amparo para nossas dores e a esperança da verdadeira felicidade que brota de seu coração puro e amável. Nela projetamos um amor filial, vemos nela a Ave Maria, cheia de graça, porque, em seu ventre, gerou para nós o salvador Jesus Cristo. Ela é o símbolo universal da amabilidade divina e o caminho mais seguro para chegar até seu Filho. Por isso nós a chamamos de Mãe de Deus e nossa. Ela foi a Virgem contemplada sem pecado, preparada desde sempre para ser a Mãe do Salvador e Redentor. Em maio, nós a reverenciamos destacadamente. Dizemos que este é o Mês de Maria. É por causa da Mãe de Jesus que também recordamos o Dia das Mães. Embora todos saibamos que mãe não tem dia, pois todos os dias elas são mães, escolheu-se um data especial para homenageá-las. As mães, com raras exceções, são os referenciais da vida dos filhos. O amor de mãe é insubstituível, e disso elas dão prova todos os dias. São capazes de gestos heroicos em favor dos filhos, da família. Elas têm, por natureza, uma sensibilidade de perceber o que acontece no íntimo dos seus. Captam coisas que somente sua intuição é capaz. Os filhos, mesmo depois de crescidos e adultos, continuam a dizer que comida igual à da mãe ninguém faz. Quando se veem em dificuldades, é a ela que recorrem em busca de conselhos ou socorro. O coração de mãe é grande para perdoar as faltas e extravios de filhos desencaminhados e defendê-los mesmo assim. Como pessoas, não são perfeitas. Como todos os humanos, erram também. Elas também têm necessidades de afeto, carinho, atenção e cuidados que nem sempre encontram naqueles que os devem a elas por gratidão e obrigação. Homenageá-las no Mês de Maria é um gesto de reconhecimento pelo bem que fazem e pela presença que são na vida da família. É verdade que nem todas as mães recebem o que merecem. Há filhos ingratos que esquecem o ventre do qual nasceram. Há mães amarguradas pelo descaso em que se encontram, mães que lutam para sobreviver à mingua do que ganham, mães que morrem como indigentes porque lhes foi tirado o direito de vida digna. Há mães que choram sem serem consoladas, mães anônimas porque esquecidas pelos filhos e familiares em asilos e casas de acolhida. Há mães atormentadas por erros que cometeram, há mães que se perderam nas ilusões a que foram submetidas ou por infidelidades daqueles que juraram estar com elas em todas as circunstâncias, por toda a vida. De todas as mães queremos lembrar com carinho e gratidão. Àquelas amadas e realizadas nossa promessa de continuar amando-as sempre. Àquelas esquecidas nosso pedido de perdão pelas injustiças cometidas contra elas e nossa prece a Maria, Mãe de Jesus, por elas. Para aquelas que já se encontram do outro lado da vida, rogamos a Deus pelo seu repouso eterno. Que o coração de Maria acolha todas elas, proteja e abençoe aquelas que ainda vivem entre nós e conviva com todas aquelas que partiram e se encontram com seu filho Jesus. Salve Maria, Mãe de Jesus! Um salve às mães em seus dias, todos os dias! Oração Ó Maria, Mãe de Jesus e nossa, hoje rogamos a ti por nossas mães. Maravilhados pela vocação à maternidade de todas que geraram a vida em seus ventres, como Tu geraste Jesus. Olha por todas elas, especialmente as mais sofridas, porque mais necessitam de teu auxílio. Conforta-as com tua benção e proteção. Louvamos e bendizemos a Deus Pai por ter feito a mulher com a capacidade de gerar a vida. Só elas podem! É de seu ventre que brota e nasce a vida! É da fecundidade delas que aparece o amor primeiro! É em seu colo que todos aprendemos a lição do amor verdadeiro! Suplicamos ao Espírito Santo, que sua sombra fecundante encha de graças o coração de todas as mães, como fez com Maria. Que Ele ilumine o caminho de cada uma delas e as acompanhe em seu dia a dia, inspirando-lhes o discernimento necessário para realizar bem sua missão de mulher mãe! Maria, mãe de Jesus, Mãe terna e eterna, acompanha, abençoa os dias de nossas mães, sê para elas exemplo de fidelidade e de amor. Cuida delas com teu amor materno! Amém Oração recomendada pelo Papa Francisco para o fim da récita do terço, no mês de maio Oração a Maria “À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus. Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção. Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho. Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança. Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda, arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde. Permanecei junto daqueles que assistem

O que aconteceu com a Virgem Maria?

Por acaso você já se perguntou o que aconteceu com a Virgem Maria depois que Jesus terminou seu ministério? Como ela morreu? Existe algum documento que relata sobre o final da vida dela? Se você não tinha pensado sobre isso, não vai nem precisar esquentar a cabeça com esses questionamentos, porque vamos falar tudinho pra você aqui. Depois que Jesus ressuscitou e subiu ao céu, Maria, mãe de Cristo, nunca mais foi citada na Bíblia, mas alguns relatórios de peregrinos, que por lá passavam e registravam suas impressões, conta que Maria teria voltado de Éfeso para Jerusalém, onde moravam seus parentes, quando o Apóstolo João retornou para participar do primeiro Concílio Ecumênico da Igreja (At 15,6-29). Há um texto antigo que diz: “Dois anos depois de Cristo ter vencido a morte e subido ao céu, Maria começou a chorar no refúgio de seu quarto”, ou seja, Maria passou a viver seus últimos dias. Estudos arqueológicos e outros indícios indicam que Maria mais tarde foi para Jerusalém, no Monte Sião, onde morreu enquanto dormia e acordou quando já estava sendo levada para o céu pelos anjos, em 15 de agosto de 43 d.C. e foi sepultada no lugar onde se encontra hoje a Basílica da “Dormição de Nossa Senhora”, na região do Vale do Cedron. Calcula-se que Maria concebeu Jesus aos 14 anos e deu à luz aos 15 (idade normal naquele tempo na Ásia Menor para casar), e Jesus morreu em torno dos 33 anos. Maria então teria 50 anos ao morrer, idade média de vida das mulheres naquele tempo e naquela região. Esse dia ficou conhecido como Dia da Assunção da Virgem Maria ou Dia da Assunção de Nossa Senhora e é comemorado pelos católicos de todo o Brasil, inclusive se tornou feriado municipal nas cidades de Fortaleza e Belo Horizonte. Outra dúvida comum é sobre o uso certo do termo “assunção” e “ascensão”. A diferença entre assunção e ascensão é simples: Ascensão é subir ao céu por sua conta, como Cristo fez e assunção é ser levada ao céu, como é o caso de Nossa Senhora.

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