Mães: presença de amor nas fronteiras da vida

Neste Dia das Mães, como missionárias servas do Espírito Santo, nossa saudação a cada mulher que transforma a própria existência em espaço de acolhida, cuidado e geração de vida. Contemplamos, com reverência e gratidão, os muitos rostos da maternidade que encontramos em nossa caminhada missionária no Brasil. Oremos pelas mães!

Aprendendo a ser mãe

Sobre a maternidade, há tanto a dizer que mil e uma noites não seriam suficientes. Estamos diante do fato que mais reafirma nossa fé no Divino e maravilhoso. Aquele minuto do rebento que pega de surpresa até aqueles que não creem. Há maternidade que é concebida no ato da adoção, na decisão de acolher para sempre. Um lugar idealizado e socialmente construído. Uma (des)construção permanente se faz necessária. E quando você menos percebe, a maternidade a coloca diante de uma aula que não se acaba, um aprendizado sem fim. De minha experiência como filha, entre tantas, trago a lembrança de minha mãe servindo licor de jabuticaba caseiro a dona Maria, uma negra que transitava nas ruas pedindo ajuda de porta em porta. Dos idos dos anos 1970, também trago a dor da cena partilhada com minha mãe, na esquina de nossa rua, lamentando a belo-horizontina Serra do Curral ardendo em chamas. De minha experiência como mãe, trago um bordão muito particular: exaustão e êxtase. Um girar da exaustiva roda da vida que não pode parar e que tem uma química própria que nos impele à reinvenção cotidiana e a um aprendizado infinito. Um processo de retroalimentação incansável e que se nutre de cenas e conquistas corriqueiras e extasiantes as quais renovam nossas forças. A maternidade inaugura a vida de outra pessoa. A força dessa criação é um mistério que vai nos acompanhar. Para seguir falando da maternidade, trago um provérbio africano que diz que, para educar uma criança, é preciso uma aldeia. A função materna educadora e personificada na redentora e solitária figura da mãe dá lugar à ação educativa da aldeia. Muitas mãos e muitas mães ajudando a tecer o fio da vida… Uma lição que não se acaba, nunca! Uma lição que começa a cada criança que nasce. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

Websérie “É Nossa História” emociona em seu primeiro episódio

Se você vem nos acompanhando em nossas redes sociais e em nosso blog, sabe que hoje é o grande dia da estreia da primeira websérie das Missionárias Servas do Espírito Santo. Leia mais sobre a criação da websérie aqui. Produzido pela Verbo Filmes, o episódio de estreia tem como tema “Adolescentes Grávidas” e vai mostrar a realidade em que vivem algumas adolescentes que são assistidas pela Casa de Marta, em Palmas – TO, juntamente com as nossas missionárias. Com vocês: É Nossa História” – O retrato das pessoas alcançadas pelas missionárias SSpS, clique no vídeo para assistir o primeiro episódio: O próximo episódio será no dia 15/12. Contamos com a sua audiência! Assista aos outros episódios: Websérie – Ep. 1 – Adolescentes Grávidas Websérie – Ep. 2 – Povo Akwe Xerente Websérie – Ep. 3 – Crianças em Risco Websérie – Ep. 4: Projeto Providência – Jovens e Adolescentes Vulneráveis

Mãe é mãe, não estado civil

Em maio de 2014, o Papa Francisco, em um de seus discursos inesquecíveis, disse uma frase que ecoa até hoje: “Não existe mãe solteira. Mãe não é estado civil”. Estas são palavras de uma profundidade impressionante, se pararmos para pensar no preconceito que as mulheres solteiras sofrem quando geram seus filhos. Por isso hoje, quase dia das mães, quisemos dedicar um outro discurso do nosso pontífice, também feito em 2014, a todas as mães. Que possamos pensar a maternidade sempre como uma opção pelo amor. Qualquer que seja o seu estado civil. Reveja conosco as belas palavras do nosso papa Francisco e feliz dia das mães!

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