Projeto “Troca de Saberes”: mulheres se fortalecem na convivência fraterna

A pandemia de covid-19 (hoje mais denominada “sindemia”, devido à interação e impacto em todas as áreas da sociedade, segundo a Fiocruz) exigiu novas ações missionárias, principalmente em apoio às mulheres e homens “invisíveis” aos olhos da dinâmica capitalista. Após identificar esse cenário no entorno da comunidade, as irmãs servas do Espírito Santo (SSpS) da comunidade Cohab Adventista, em São Paulo-SP, propuseram uma ação de acolhimento às mulheres no período pós-pandemia. A ideia foi imediatamente acolhida pelo casal Joana Félix e José Martin, que se colocaram à disposição para partilhar seus conhecimentos humanos, pedagógicos e artísticos. Assim nasceu o Projeto Troca de Saberes. Irmã Martina conta que o projeto é desenvolvido há mais de um ano, e o objetivo é “conviver, acolher, aprender a fazer em conjunto as coisas, celebrar, rezar, sorrir, dançar e construir relações, além das atividades práticas”. O projeto acolhe desempregadas, aposentadas, educadoras populares, estudantes. Alguns homens também foram recebidos. Segundo Joana, pedagoga e educadora popular, algumas ações foram amadurecendo até chegar ao que fazem no momento. “Em 2022, começamos a fazer toucas de crochê. Quem não sabia, aprendia. Confeccionamos muitas toucas, que foram doadas para pessoas em situação de rua. Foi um trabalho muito bonito e participativo”, relata. A iniciativa não tem por objetivo confeccionar e vender artesanato, mas faz parte em meio ao convívio alegre, de cuidado e fraterno das mulheres, o que fortalece a troca de saberes. “Ganhamos de apoiadores anônimos o material necessário. Emprestamos algumas máquinas de costura. Hoje, o trabalho flui muito bem. Quem sabe costurar, bodar, fazer vagonite e biquinhos no pano de prato ensina às outras. Novos artesanatos estão programados: mantas, bolsas, mandalas, fuxicos, tapetes, uso de retalhos”, conta Joana. O resultado da primeira oficina foi apresentado no dia 1º de maio de 2022, no espaço da Associação Povo em Ação Olímpio da Silva Matos. A presidenta, Edna Matos, reconhece que o Troca de Saberesresgata o Clube de Mães das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). “Ao mesmo tempo em que as mulheres partilham a vida difícil e aprendem artesanatos, também despertam e reivindicam os direitos de políticas públicas”, explica. O Troca de Saberesé aberto a todos, sem se preocupar com gênero, idade, opção religiosa e formação. Algumas mulheres são acompanhadas por José Martin, que procura desenvolver habilidades de concentração e coordenação motora em um grupo de participantes, com pintura de mandalas para confecção de bolsas ecológicas de algodão cru. Um trabalho feito a muitas mãos, com excelentes resultados. Desde que as SSpS perceberam que as consequências da covid-19 deixaram pessoas desanimadas, com baixa autoestima, com crises familiares, foram impulsionadas a querer ajudar na recuperação da força, da fé e da esperança da população local. Objetivo confirmado pelas participantes. “Sou evangélica, casada, com dois filhos. Sou voluntária e me sinto maravilhosa, acolhida por todas. Eu adoro dar aula de bordado. Estou aqui desde 2022” (Elisabete Alves dos Santos). “Participo há dois meses. Toda terça-feira, é uma verdadeira terapia. Amo, sou acolhida; são minhas irmãs. Estamos aqui para aprender e ensinar. Estou aprendendo fuxico e fechando mantas, com a ajuda de outras mulheres” (Luciana Maria da Silva). “Fui para a inscrição de moradia na Associação Povo em Ação e aí fiquei sabendo do Troca de Saberes. Conheci e gostei. Agora que me aposentei, estou aqui aprendendo crochê, além de estar estudando. Eu amo este espaço” (Maria José da Conceição). “Fui para a inscrição de moradia na Associação Povo em Ação e aí fiquei sabendo do Troca de Saberes. Conheci e gostei. Agora que me aposentei, estou aqui aprendendo crochê, além de estar estudando. Eu amo este espaço” (Maria José da Conceição). O Projeto Troca de Saberes define um cronograma de produção dos artesanatos que não interfere nos momentos de diálogo, escuta ativa, meditação, oração, dança e partilha de lanche no fim dos encontros. Miriam Bernadete de SouzaLeiga missionária

Eu vos chamei a serviço da justiça (Is 42,6)

Vivemos numa sociedade repleta de diversidade. A cultura, a educação, a religião, a família, a política, a economia… E é nessa pluralidade que o leigo cristão vive sua vocação. O leigo comprometido com uma sociedade mais humana começa, em sua própria família, a exercer seu chamado ao seguimento de Jesus, na vivência do respeito mútuo e numa relação de justiça e fraternidade na sociedade. É também a família cristã que descobre os meios de fortalecer sua fé na partilha dos desafios encontrados ao longo do dia, no trabalho, na escola ou com os amigos e, na oração, colocar tudo nas mãos do Deus da Vida. Especialmente neste ano de 2020, quando fomos surpreendidos pela pandemia do novo coronavírus, a qual nos levou a mudar tantos hábitos e rever tantas atitudes em nossas vidas, nós, cristãos leigos e leigas, assumimos os mais variados desafios junto à Igreja de Cristo e à sociedade. Isolamento social, igrejas fechadas, comércio com horário reduzido, desemprego, hospitais com 100% de ocupação pela covid-19 e, ao mesmo tempo, pessoas desejosas de um coração solidário que lhes ofereça conforto, cesta básica e esperança. Em meio a tudo isso, como leiga numa paróquia no Rio de Janeiro, membro da Pastoral da Comunicação, vi a Igreja se abrir a uma nova perspectiva que poderia levar Jesus a todos os que dele necessitassem, de um jeito novo. Uma Igreja que se mostrou tão viva como nas missas de domingo, uma Igreja que fazia Jesus presente em cada casa, pela transmissão da santa missa, e misericordiosa nas confissões em drive-thru ou nas missas celebradas no pátio de um hospital aqui no bairro. Quero compartilhar com você algumas experiências neste tempo de pandemia que marcaram meus dias e minha vida. Tenho vivo em minha memória o dia em que eu e Alessandra, cristãs leigas da Pascom, transmitimos o cortejo de Jesus Eucarístico, no dia de Corpus Christi. As ruas vazias de gente, mas as casas abençoadas por Jesus. Era ali que Ele estava… Em cada casa, em cada coração, nos hospitais por onde passamos. Os comentários nas redes sociais por onde transmitíamos eram cheios de emoção pela dor da perda de um ente querido ou pelo conforto de Jesus estar passando na sua porta. Uma música ficou impressa em nós… “Aonde mandar, eu irei. Seu amor eu não posso ocultar. Quero anunciar, para o mundo ouvir, que Jesus é o nosso Salvador!” (“Nossa missão”, de Adriana Arydes). Vivenciamos um tempo que precisou e precisa de divulgação, das formas mais inovadas, para pedir doações, usando a tecnologia para continuar atendendo as famílias assistidas pela Pastoral Social. Todas as semanas, continuam chegando alimentos, material de higiene e limpeza. E todo aquele que doa não somente entrega os donativos, mas ajuda os irmãos necessitados a viverem com dignidade. Creio ser esta a vocação do cristão leigo: “Em toda a sua ação no mundo, é necessário que o cristão saiba discernir as condições em que se encontra e a busca dos meios mais coerentes e eficazes de agir. Isto é tarefa permanente que solicita a atitude profunda de fé e o aprofundamento da razão” (Cristãos Leigos e leigas na Igreja e na sociedade, CNBB, Doc. 105, n. 244). Para o cristão leigo, a conversão ocorre diariamente. “Esta conversão comporta várias atitudes que se conjugam para ativar um cuidado generoso e cheio de ternura. Em primeiro lugar, implica gratidão e gratuidade, ou seja, um reconhecimento do mundo como dom recebido do amor do Pai, que consequentemente provoca disposições gratuitas de renúncia e gestos generosos, mesmo que ninguém os veja nem agradeça” (Laudato Si’, n. 220). Feliz e desafiador Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas! Nanci Regis Queiroz Afonso, educadora, membro da Pascom na Paróquia São Marcelino Champagnat, Rio de Janeiro-RJ, Missionária Leiga de Deus Uno e Tino.

MLDUT: missionários leigos assumem sua vocação

A Igreja no Brasil dedica todo o mês de agosto às vocações e destaca, a cada semana, uma vocação específica. Assim, no início do mês, celebramos o Dia do Padre e o chamado ao ministério ordenado (bispo, padre e diácono). Depois veio a Semana da Família, aprofundando a vocação ao matrimônio e, na sequência, a Semana da Vida Religiosa Consagrada. No quarto domingo, lembramos o Dia do Catequista e, nesta semana, ressaltamos a vocação laical. Em nossa congregação, desde sua origem, Santo Arnaldo Janssen, nosso fundador, sempre valorizou a participação dos leigos, tanto que promovia retiros espirituais para os leigos e leigas. Em nossa Casa-Mãe, em Steyl, as irmãs desocupavam seus quartos e iam dormir no sótão, para acolher as mulheres que vinham para os retiros. Ao longo dos anos, em torno das irmãs, foram surgindo grupos e associações laicais que buscavam vivenciar nossa espiritualidade e colaborar em nossa missão. Em 1921, surgiu a Liga Auxiliar do Espírito Santo e, em 1957, a Associação do Espírito Santo. Em 1978, essas duas organizações se fundiram, dando origem à Associação Missionária do Espírito Santo, a AMES, que se desenvolveu em diversos países, buscando unir espiritualidade e ação social. No Brasil, a AMES teve início em 1982, em Guarapuava-PR, e vários grupos foram se organizando. Entre as duas províncias das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), a Associação chegou a ter quase 4 mil membros. Depois da 1ª Assembleia Internacional da AMES, em 1990, os grupos no Brasil passaram a ser chamados Missionários Leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Atualmente se organizam em grupos que se encontram mensalmente para formação, oração e partilha de vida. Também contribuem com a missão, de acordo com suas possibilidades. Em nossa Província Stella Matutina, acompanho os grupos de MLDUT como orientadora espiritual. Visito periodicamente cada um dos grupos e apoio na formação e no aprofundamento de nossa espiritualidade. Também estou ao lado da equipe de coordenação, formada por representantes dos vários grupos. Neste período de pandemia, tivemos de cancelar as visitas, e cada grupo está dando continuidade mais por contatos via WhatsApp e, onde é possível, por reuniões on-line. Sempre entro em contato para conversar com as coordenadoras e ver como o grupo está caminhando. Fico impressionada como a pandemia, ao contrário do que se poderia supor, fez surgir um dinamismo completamente novo e outras formas de engajamento. Entre as missionárias leigas dos grupos, temos quem está aproveitando as redes sociais para promover a evangelização, a partir das pastorais paroquiais, outras organizando reuniões on-line, momentos orantes ou mesmo lives. Aqui trago o depoimento de Maria da Conceição Roberto Gonçalves, mais conhecida como Lia, uma das missionárias do grupo de Funilândia-MG. Ela conta como está vivendo este tempo de pandemia. Pela declaração dela, gostaria de homenagear a cada um e cada uma de nossos MLDUT, pelo testemunho de fé e doação no assumir a vocação laical. Valorização do essencial “Neste tempo de isolamento social, estou estudando o Novo Diretório da Catequese, participando de algumas missas na comunidade, quando nosso ministério de música é responsável pelo canto, assistindo às transmissões da missa da paróquia, de Aparecida, e limpando semanalmente a Igreja, com uma equipe. O seio familiar, graças a Deus, sempre foi bem unido. Partilhamos tudo. Apesar do isolamento social, marido e filhos estão trabalhando. Meu tempo está dividido com os cuidados com a família, orações, descanso, meditação, curso sobre “Crimes cibernéticos: os principais riscos e técnicas básicas de prevenção”, e aprendendo novas partituras musicais. Um olhar para o mundo: pelos impactos dessas mudanças, darão mais valor ao convívio familiar, na valorização do essencial, levando a que se repensem hábitos de consumo, a prática da solidariedade mais evidente, a perceber quais valores estamos colocando à frente de nossas vidas, o crescimento na confiança do amor providencial de Deus.” Irmã Heloise, Cláudia Matos, SSpS, membro do Conselho Provincial, pedagoga e psicóloga, faz parte da Dimensão Missionária das Escolas e é orientadora espiritual dos grupos de MLDUT.

Congresso Verbita: leigos e leigas comprometidos na missão

Foram dois anos de preparação junto aos leigos das paróquias do Verbo Divino para realizar, de 8 a 11 de julho, no Distrito de Santa Isabel, Município de Domingos Martins-ES, o III Congresso Verbita da Subzona Brasil. Com o tema “Leigos e leigas comprometidos na missão”, o encontro contou com 235 participantes, sendo 119 leigos, 87 padres, 6 irmãos, 20 seminaristas e 3 irmãs. Do número total de participantes, 51% foram de leigos. Destes, 65% de mulheres. Conforme apontado no Documento 105 da CNBB, a Igreja reconhece que ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja, a exemplo de Maria, a primeira leiga cristã. O congresso é realizado desde 2010. O objetivo é enfatizar o propósito de, junto com os leigos e leigas, formar uma única família na missão. A expectativa é marcar os 125 anos de presença verbita no Brasil, a serem celebrados em 2020. A programação dos quatro dias foi intensa. Houve momentos de oração, celebrações, partilhas nas oficinas (Animação Missionária, Animação Vocacional, Bíblia, Comunicação, Jupic, Leigos e Leigas Associados e Espiritualidade), mesa-redonda, apontando e questionando os rumos da SVD no Brasil, análise de conjuntura, Vivat, momento cultural e saída para as comunidades. Três questões foram debatidas nas oficinas e partilhadas em plenário: “De que maneira vemos a participação eficaz do leigo na comunidade?”, “Que perspectivas temos para o futuro?”, “Como podemos nos organizar para que isso aconteça?”. A memória dos congressos da Subzona Brasil foi apresentada pelo padre verbita Marcelo Catani, que analisou, entre outros, os seguintes pontos: • 1995: Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, testemunhá-lo-ei diante do meu Pai (Mt 10,32). • 2005: Desafiados pelo diálogo profético do Verbo Encarnado e um despertar para novas realidades, tendo como diferencial estar entre os excluídos. • 2010: Congresso de Pastoral Paroquial Verbita. As paróquias são redes de comunidades eclesiais de missão, de Palavra e caridade. • 2015: Romaria à Basílica Nacional, em Aparecida-SP: 120 anos evangelizando o Brasil, colocando os últimos em primeiro lugar, recordando a história, protagonismo dos leigos na missão, família à luz da Palavra e perspectivas futuras. O padre Anselmo Ribeiro, membro do Conselho-Geral dos verbitas, refletiu sobre os rumos que os missionários do Verbo Divino devem tomar no Brasil, com base no amor transformador do Verbo Encarnado, na voz profética do Papa Francisco, nos gráficos apresentados com projeções quantitativas de padres e irmãos até 2030. Em seguida, partilhou os aspectos centrais do Capítulo-Geral ocorrido no ano passado, em Nemi, Itália: • o leigo como parceiro na missão nos 85 países onde os verbitas estão presentes; • a experiência de amor e espiritualidade trinitária (chamado à vida, encarnação, redenção, renovação, comunhão, envio e missão); • comunidade de vida e missão (intenção e cuidado na formação das comunidades, envio, permanência e retorno de missionários, planejamento e programação); • enraizados na Palavra (o nosso nome é a nossa missão, a Palavra no centro da vida, agir através da Palavra – diálogo); • discernimento (para Santo Arnaldo, o discernimento não era uma opção, mas uma necessidade vital para permitir entrar na Palavra e cumprir a vontade de Deus; olhar além dos nossos limites, nosso trabalho não é suficiente); • comprometidos com a missão (estilo de vida simples: financeiro, estruturas, relações, planejamentos); • testemunhas da renovação e transformação (construção de um projeto missionário, comprometidos com a opção fundamental de Jesus, redimensionamento e redistribuição de recursos, capacitando todos os agentes); • 1895-2020 (alcançar um consenso e construir um pacto. Processo de escuta: o que Deus quer de nós? Estamos dispostos a perguntar? Estamos dispostos a ouvir?); • processo de colaboração (leigos e leigas parceiros na missão, corresponsabilidade e formação). O professor João Guilherme Porto, diretor da Faculdade Arnaldo Janssen, apresentou provocações sobre a atual conjuntura, marcada pela evolução tecnológica, percepção acelerada do tempo, realidades em mudança permanente, violência e abismo social naturalizados, profundas e estruturais mudanças sociais. A missão do cristão é estar no mundo, porque nossa casa é onde Deus nos coloca, conforme dizia Santo Arnaldo. O Hino do Laicato Verbita, composto pelo Pe. Cirineu Kuhn, ainda ecoa nas mentes e corações, e traduz essa interculturalidade e presença do leigo na missão desde a geração fundante: “Somos a Igreja viva Nosso rosto você pode ver Somos leigos e leigas verbitas E esta é a nossa maneira de ser!” “Há dois anos, estamos trabalhando nas paróquias do Verbo Divino com os leigos e criando uma preparação na qual damos a conhecer a espiritualidade Arnaldina. Coincidiu com o nosso Capítulo-Geral em Nemi, Roma, Itália, em 2018, quando um dos temas tratados foi sobre ‘o laicato verbita nos 85 países onde estamos trabalhando’. Sentimos a importância da presença que nos marca pela convivência internacional, um estar com o povo e trazer a palavra de Deus com os mais necessitados”, afirmou o irmão Paolo Delucca. Padre Matheus Nurak destaca pontos importantes. “Contamos com a honrosa presença do Superior-Geral, Pe. Paulus Budi Kleden, e Pe. Anselmo Ribeiro, membro do Conselho-Geral. O congresso demonstrou a ressignificação e fortalecimento da participação e do companheirismo dos leigos e leigas na missão verbita, o que não se trata apenas como uma necessidade do tempo atual, mas sim como fundamento que nos marcou desde o início da Congregação.” Maria Cristina MaiaAlém de professora universitária, mestre em Sistemas de Gestão e doutoranda em Educação, é missionária leiga de Deus Uno e Trino e membro da Equipe de Espiritualidade Nacional SSpS/SVD.

Centro Missionário Cultural abre novos cursos

Diante da insistente demanda por formação dos leigos e leigas das paróquias da Diocese de Santo Amaro, o Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, junto com a equipe do Curso de Teologia, está abrindo cinco novos cursos: “Perdão e Reconciliação”, “Doutrina Social da Igreja”, “Bíblia – Cartas de São Paulo”, “Como Falar em Público” e “Organização para a Pastoral”. Os cursos serão às quintas-feiras, no turno da noite, para facilitar a participação de quem vem do trabalho. Vai seguir o mesmo horário (19h30min às 21h30min) e utilizar o mesmo espaço das aulas do Curso de Teologia, realizado às terças-feiras e que já está no terceiro ano, com cerca de 200 alunos. A mensalidade é bem acessível e inclui o lanche. Isso faz parte do cuidado pelo bem-estar e bom aproveitamento dos alunos. Esse novo projeto conta com uma equipe de professores comprometidos e bem preparados. Os assuntos ajudam a aprofundar conteúdos importantes para a vivência pastoral, além de apresentar temas vivenciais, como perdão e reconciliação, que, com atividades em grupo, ajuda a enfrentar os conflitos e lidar com os efeitos da violência na vida pessoal e na comunidade. Cursos de Formação para Agentes de Pastoral: 1. Perdão e Reconciliação – Curso teórico e vivencial para enfrentar conflitos e melhorar o relacionamento nas comunidades e paróquias, em vista de uma Igreja e sociedade mais justa e solidária. Início: 01/08/2019  Término: 12/12/2019 – 38 horas de curso Investimento: R$ 320,00 em 4 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 30 2. Doutrina Social da Igreja – Discute a dignidade humana e o bem comum na vida em sociedade. É um convite à ação, na tarefa de transformar o mundo de acordo com o plano de Deus. Início: 01/08/2019  Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 50 3. Curso Bíblico – As Cartas Paulinas: Conheça os ensinamentos do apóstolo Paulo e a vida das primeiras comunidades cristãs a partir do estudo das suas cartas. Início: 01/08/2019  Término: 05/12/2019 – 36 horas de cursoInvestimento: R$ 320,00 em 4 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 80 4. Como falar em público – Exercícios práticos de retórica e oratória para  acelerar o desenvolvimento da comunicação e expressão, lidar com bloqueios e garantir sucesso em apresentações e palestras. Início: 01/08/2019  Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 30 5. Organização para a pastoral – Aprenda a gerenciar melhor o tempo e a desenvolver técnicas de organização para uma vida mais dinâmica e uma pastoral mais eficaz. Início: 01/08/2019  Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 40 Local de inscrição: Secretaria Pastoral da Cúria Diocesana de Santo Amaro, Av. Mascote, 1171 – Vila Mascote, São Paulo/SP – Telefone: 2821-8737 (com Karla) ou pelo link: Cursos de Formação

“Pois é dando que se recebe…”

Os leigos, ano após ano, vêm assumindo cada vez mais sua identidade de discípulos missionários numa Igreja aberta, que acolhe a todos. “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). Essas palavras de Jesus nos confirmam o comprometimento de testemunhar a fé no Deus vivo e fazê-lo conhecido e amado, por meio da ação. Ser sal e luz significa dar significado à vida do próximo, tirá-lo de suas angústias, inquietações e misérias. É sair de si e aceitar o convite de Jesus “Ide…” (Mc 16,15), é promover a “cultura do encontro”, como pede o Papa Francisco, é acolher as crianças para acolher Jesus (Mc 9,37), é ajudar o outro a se reintegrar na sociedade para que todos tenham uma vida digna. Os leigos são pessoas que, em seu dia a dia, onde quer que estejam e em qualquer coisa que façam, procuram viver, conscientemente, sua vida cristã numa dimensão missionária e ação evangelizadora e libertadora, sobretudo com os pobres. Uma ação em que a espiritualidade lhes impulsiona a mostrar ao outro o sentido que tem seu sacrifício, sua dor. A cruz de Jesus vem ressignificar a dor do ser humano, mostrando que, além da dor e do sacrifício, está a ressurreição, a libertação. E essa é a esperança que enche o coração do leigo e dá sentido à sua missão. Uma recente visita ao Lar Franciscano, que zela pelo cuidado com pessoas idosas, trouxe às missionárias leigas do Rio de Janeiro a alegria de sentir que é “dando que se recebe”, como cantamos na oração dedicada a São Francisco. Os missionários leigos de Deus Uno e Trino são membros da família de Santo Arnaldo Janssen, enraizados na espiritualidade trinitária e carisma missionário, guiados pelo Espírito Santo, enviados a compartilhar com todas as pessoas o amor de Deus Uno e Trino. Presentes em diversos Estados do Brasil, atuam nas pastorais em suas paróquias, nos condomínios onde moram, no trabalho e encontram-se periodicamente, para que, juntos, em oração e na partilha, renovem seu compromisso e se fortaleçam na fé. Campanhas e visitas solidárias fazem parte de seu compromisso com a missão. A solidariedade, a compaixão, o amor ao próximo, a misericórdia são ações que aprendemos com o próprio Jesus. Venha, você também, fazer parte do Grupo de Missionários Leigos de Deus Uno e Trino. Nanci Queiroz, MLDUT-RJ ___ ______________________________________________________________________________________________ As MLDUT-RJ contam, aqui, um pouco do significado de pertencer ao grupo e, na união, no encontro e na oração, fortalecerem-se na fé e no amor ao próximo. As fotos e os depoimentos foram obtidos durante a visita ao Lar Franciscano, no Rio de Janeiro-RJ. “Hoje, para mim, foi um dia muito especial. Tive a oportunidade de fazer, mais uma vez, como tantas outras, um evento no Lar Franciscano onde minha mãe mora e sou voluntária, sendo que, desta vez, com um sabor diferente, como leiga missionária. Eu me senti mais forte. Parecia não ser eu. Senti algo muito vibrante que preencheu meu peito e transbordou para todas as pessoas que, com tanto amor e carinho, ali estavam participando. Rogo a Deus que me mantenha firme nessa caminhada, capacitando-me cada vez mais com o dom do amor.” Laura Regina Seixas Torres ______________________________________________________________________________________________ “Para mim, tem sido maravilhoso pertencer ao grupo. Tornei-me uma pessoa melhor, mais preocupada com o próximo. Uma bênção!!!” Maria da Conceição L. Vila Gomes ______________________________________________________________________________________________ “Neste dia de vivência do amor e afeto, recebemos mais uma lição de vida. Quando nos reunimos para partilhar carinho, trazemos [para nós] mais do que levamos. A professora Edneida e o músico Agnaldo levaram alegria, descontração e oração para toda a comunidade do Lar Franciscano. Sou grata a Deus por mais uma experiência de vida. Maria Fernanda P. Azevedo ______________________________________________________________________________________________ “Foi um encontro maravilhoso!!! Eu me senti muito feliz em participar da felicidade de todas aquelas senhoras!!! Muito amor!!!” Rosicleia Maluli ____ ______________________________________________________________________________________________ “Participar do grupo tem sido uma bênção. A vida partilhada em comunidade tem me dado força para seguir com minha missão de leiga missionária neste mundo que precisa tanto de amor e de testemunho desse Deus misericordioso e acessível a todos os que desejam buscá-lo! Obrigada, Família Arnaldina, pelo acolhimento e carinho! Hoje vivo uma verdade que, há muito, escutei de um sacerdote querido: ‘Deus não escolhe capacitados. Ele capacita os escolhidos!’. Que Ele me conceda, cada dia mais, a alegria e a oportunidade de poder viver junto com os MLDUT esse carisma.” Maria Aparecida Carvalho Meirelles de Souza ______________________________________________________________________________________________

Participação de leigos enriquece a espiritualidade

Encontro Nacional de Espiritualidade, em Curitiba-PR, definiu eixos de ação para os próximos anos. Neste Ano Nacional do Laicato, as equipes de espiritualidade das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e dos missionários verbitas (SVD) abriram seu Encontro Nacional à participação de leigos e leigas. Para consolidar o compromisso de caminhar juntos, pela primeira vez, uma leiga foi eleita para integrar a Equipe de Coordenação Nacional de Espiritualidade. Inspirados pelo tema “’O amor de Cristo nos impele’ (2Cor 5,14): enraizados na Palavra, comprometidos com a sua missão”, 17 participantes, entre missionárias SSpS, missionários SVD e alguns representantes leigos de ambas as congregações, reuniram-se em Curitiba de 13 a 16 de agosto. O Encontro Nacional de Espiritualidade da Família Arnaldina é realizado a cada dois anos. O objetivo é animar e aprofundar a vivência da espiritualidade trinitária e missionária própria das congregações fundadas por Santo Arnaldo Janssen e ajudar na articulação das equipes em cada uma das províncias e Região. As dinâmicas e reflexões do Pe. Ronaldo Lobo ajudaram a aprofundar o tema. A Equipe de Coordenação Nacional e cada uma das equipes provinciais e da Região Amazônica partilharam os passos que estão sendo dados, mostrando muito empenho, mas também desafios a serem enfrentados. Para dar continuidade à caminhada das equipes de espiritualidade, os participantes definiram três eixos de ação para os próximos anos: 1) animar e fortalecer as equipes existentes e a criar equipes onde elas ainda não existem; 2) elaborar estratégias de comunicação para a divulgar e partilhar a espiritualidade, dentro e fora das províncias; e 3) iniciar e desenvolver um processo colaborativo com a participação de leigos e leigas nas equipes de espiritualidade. A nova equipe de coordenação eleita ficou bem representada: o Ir. Paolo de Lucca, SVD-BRC; a Ir. Nilva Moro, SSpS-BRS, o Pe. Mateus Lau Nurak, SVD-BRS; e Cristina Maia, missionária leiga de Deus Uno e Trino, da província SSpS-BRN. A equipe, além de animar as províncias e Região, preparará o próximo encontro, marcado para agosto de 2020, na Região Amazônica.   Enraizados no carisma trinitário Para Cristina Maia, missionária leiga de Deus Uno e Trino, “O Encontro Nacional de Espiritualidade foi um momento intenso de reflexão sobre as linhas de ação, os apelos da caminhada missionária, o fortalecimento do diálogo constante da Família Arnaldina, a necessidade e a busca permanente da espiritualidade na vida missionária, a participação dos leigos e leigas, o centro de formação e espiritualidade, e o enraizamento no carisma”. Cristina afirma que foi muito significativo, como missionária leiga, ter participado ao lado das irmãs servas do Espírito Santo e dos missionários do Verbo Divino, analisando pessoal e comunitariamente a situação das províncias e Região para “dar os próximos passos, cada vez mais enraizados e enraizadas no carisma trinitário”.

2018 – O Ano da Comunhão com os Outros

      Há exatamente 128 anos atrás, nasceu a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, entidade católica que receberia milhares de irmãs missionárias que dedicariam suas vidas à missão. Sua fundação, em 1889, foi uma resposta às necessidades do serviço feminino dedicado ao Espírito que dá vida e estabeleceu as bases para uma comunidade religiosa-missionária de representatividade mundial. Em 2018, o objetivo é, nada mais e nada menos, que estar em “Comunhão com os outros”, um fator essencial para manter as comunidades abertas e em constante crescimento.Hoje presente em 50 países e em todos os continentes, a Congregação dedica cada um dos seus anos a um tema em especial. Alinhadas com o Espírito Santo e às propostas do Papa Francisco, nossa Congregação está unindo forças com todos aqueles que estão com o mesmo propósito, leigos em missão, outras organizações, culturas e religiões, para a promoção da comunhão universal e partilha de suas experiências, conseguindo assim descobrir o Deus de amizade que une a todos nós.  “Respeitamos a vocação distinta dos parceiros leigos e engajamos em discernimento mútuo e processo decisório em vista da missão. Entramos em rede com outras organizações e alargamos o círculo de colaboração e amizade. Reverentemente entramos em diálogo de vida e ação com pessoas de outros credos. Criativa e responsavelmente usamos os meios sociais e a tecnologia moderna para partilhar a Boa Nova do amor de Deus. – 14º Capítulo Geral. Que atitudes você tem feito para promover a comunhão com os outros na comunidade em que vive ou em seu local de trabalho e estudo? Vem com a gente neste propósito e aproveite os bons efeitos do ato da comunhão. Conheça os objetivos anteriores e mais sobre a nossa congregação acessando https://www.worldssps.org/

Pergunte à Irmã n˚3: Pessoas comuns podem ser missionárias?

Lá vem mais um “Pergunte à Irmã”, nosso quadro de perguntas com resposta em vídeo. Nossa pergunta da vez é dedicada ao Dia do Leigo e foi feita pela Joana de Andrade de Manaus – AM: “Pessoas comuns também podem ser missionárias?”. A resposta quem vai dar é a Irmã Missionária Ana Elídia Caffer Neves que é jornalista e diretora da REDES – Rede de Solidariedade. Veja abaixo o que ela nos contou: Participe também enviando sua pergunta através do nosso formulário. Até a próxima!

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