A próxima Jornada Mundial da Juventude está chegando. Bora se programar?

“O principal objetivo de uma Jornada Mundial da Juventude é fazer a pessoa de Jesus o centro da fé e da vida de cada jovem, para que Ele possa ser seu ponto de referência constante e também a inspiração para cada iniciativa e compromisso para a educação das novas gerações”, declarou o beato João Paulo II. Foi no ano de 1986 que o Papa João Paulo II chamou jovens católicos de todo o mundo para a 1ª Jornada Mundial da Juventude. De lá para cá já se foram 31 edições, sendo a última em Cracóvia, na Polônia, reunindo quase dois milhões de católicos nos seus sete dias de peregrinação – Veja aqui seus principais momentos. A próxima Jornada Mundial da Juventude acontecerá no Panamá, de 22 a 27 de Janeiro de 2019. Ela terá como tema “Grandes coisas fez em mim o Omnipotente” e foi anunciada pelo Papa Francisco em 21 de março deste ano, no Domingo de Ramos, onde ele incentiva os jovens a não cuidar apenas da espiritualidade, mas a  ajudar a mudar o mundo:   “Caros jovens, Deus olha também para vós e vos chama e quando o faz, vê todo o amor que sois capazes de dar”. Continuou dizendo aos jovens, que assim como Maria, que em sua juventude concebeu o Salvador, eles também são capazes de deixar na história uma marca importante. A respeito da JMJ de 2019, ainda afirmou: “A Igreja e a sociedade precisam de vós. Com a vossa abordagem, com a coragem que tendes, com os vossos sonhos e ideais, caem os muros do imobilismo e se abrem caminhos que nos levam para um mundo melhor, mais justo, menos cruel e mais humano”.  O Papa encoraja os jovens a cultivar, nesta caminhada, uma relação de familiaridade e amizade com a Virgem Maria, e convida a todos a falarem com ela, e com ela dar graças a Deus pelo dom precioso da fé e a confiar a própria vida, seguros de que, como uma boa Mãe, ela escuta, abraça e os quer bem. Nosso Francisco encerrou seu discurso, dizendo: “Asseguro-vos que se o fizerdes não vos arrependereis. Boa peregrinação em direção à Jornada Mundial da Juventude de 2019. Que Deus vos bendiga”.  Mais informações no site oficial da JMJ Panamá 2019:  http://www.panama2019.pa/pt/casa/ Facebook: https://www.facebook.com/jornadamundialdajuventude/ Assista ao vídeo da campanha: 

Brasil teve o 3º maior número de peregrinos na JMJ

A 31ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que começou na última segunda-feira (25/7) e foi até domingo (31/7), recebeu na Polônia mais de 2 milhões de peregrinos, com participantes de mais de 100 países.  E o Brasil fez bonito! Dos 600 mil jovens inscritos oficialmente na JMJ, 13 mil foram brasileiros. A maior parte dos peregrinos, 25,5%, foi de poloneses. Em segundo lugar, ficaram os italianos, com 13,6%. O Brasil ficou em terceiro lugar, seguido da França e da Espanha. Segundo o Frei Rubens Mota, os jovens são atraídos por duas experiências: a busca da experiência de Deus e o encontro do jovem com o jovem. O frei franciscano aponta ainda para um grande desafio pós jornada: “A questão é como os jovens que se animaram com a Jornada vão encontrar nas suas comunidades uma continuidade e sustentação a uma empolgação levantada na Jornada Mundial da Juventude. O desafio é como tornar as paróquias atrativas e receptivas para os jovens”, diz Frei Rubens.

Mensagem do Papa Francisco para a JMJ Cracóvia 2016

Confira a íntegra da mensagem do Papa Francisco para a XXXI Jornada Mundial da Juventude 2016, a ser realizada de 25 a 31 de julho. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7) Queridos jovens! Chegamos à última etapa da nossa peregrinação para Cracóvia, onde juntos, no mês de Julho do próximo ano, celebraremos a XXXI Jornada Mundial da Juventude. No nosso longo e exigente caminho, temos sido guiados pelas palavras de Jesus tiradas do «Sermão da Montanha». Iniciámos este percurso em 2014, meditando juntos sobre a primeira Bem-aventurança: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O ano de 2015 teve como tema «felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8). No ano que temos pela frente, queremos deixar-nos inspirar pelas palavras: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia»(Mt 5, 7). 1. O Jubileu da MisericórdiaCom este tema, a JMJ de Cracóvia 2016 insere-se no Ano Santo da Misericórdia, tornando-se um verdadeiro e próprio Jubileu dos Jovens a nível mundial. Não é a primeira vez que um encontro internacional dos jovens coincide com um Ano Jubilar. De facto, foi durante o Ano Santo da Redenção (1983/1984) que São João Paulo II convocou pela primeira vez os jovens de todo o mundo para o Domingo de Ramos. Depois durante o Grande Jubileu do ano 2000, mais de dois milhões de jovens, provenientes de cerca 165 países, reuniram-se em Roma para a XV Jornada Mundial da Juventude. Como aconteceu nestes dois casos anteriores, tenho certeza de que o Jubileu dos Jovens em Cracóvia será um dos momentos fortes deste Ano Santo.Talvez algum de vós se interrogue: Que é este Ano Jubilar celebrado na Igreja? O texto bíblico de Levítico 25 ajuda-nos a compreender o significado que tinha um «jubileu» para o povo de Israel: de cinquenta em cinquenta anos, os judeus ouviam ressoar a trombeta (jobel) que os convocava (jobil) para celebrarem um ano santo como tempo de reconciliação (jobal) para todos. Neste período, devia-se recuperar uma relação boa com Deus, com o próximo e com a criação, baseada na gratuidade. Por isso, entre outras coisas, promovia-se o perdão das dívidas, uma particular ajuda a quem caíra na miséria, a melhoria das relações entre as pessoas e a libertação dos escravos.Jesus Cristo veio anunciar e realizar o tempo perene da graça do Senhor, levando a boa nova aos pobres, a liberdade aos prisioneiros, a vista aos cegos e a libertação aos oprimidos (cf. Lc 4, 18-19). N’Ele, especialmente no seu Mistério Pascal, realiza-se plenamente o sentido mais profundo do jubileu. Quando, em nome de Cristo, a Igreja convoca um jubileu, somos todos convidados a viver um tempo extraordinário de graça. A própria Igreja é chamada a oferecer, com abundância, sinais da presença e proximidade de Deus, a despertar nos corações a capacidade de olhar para o essencial. Nomeadamente este Ano Santo da Misericórdia «é o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser instrumento da misericórdia do Pai» (Homilia nas Primeiras Vésperas do Domingo da Misericórdia Divina, 11 de Abril de 2015). 2. Misericordiosos como o PaiEste Jubileu extraordinário tem como lema «misericordiosos como o Pai» (cf. Misericordiae Vultus, 13), aparecendo associado com ele o tema da próxima JMJ. Procuremos então compreender melhor que significa a misericórdia divina.Para falar de misericórdia, o Antigo Testamento usa vários termos, sendo os mais significativos hesed e rahamim. O primeiro, aplicado a Deus, expressa a sua fidelidade indefectível à Aliança com o seu povo, que Ele ama e perdoa para sempre. O segundo, rahamim, pode ser traduzido por «entranhas», evocando de modo especial o ventre materno e fazendo-nos compreender o amor de Deus pelo seu povo como o duma mãe pelo seu filho. Assim no-lo apresenta o profeta Isaías: «Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria» (Is 49,15). Um amor assim implica criar dentro de mim espaço para o outro, sentir, sofrer e alegrar-me com o próximo.No conceito bíblico de misericórdia, está incluída também a valência concreta dum amor que é fiel, gratuito e sabe perdoar. Neste texto de Oseias, temos um belíssimo exemplo do amor de Deus, comparado ao dum pai pelo seu filho: «Quando Israel era ainda menino, Eu amei-o, e chamei do Egipto o meu filho. Mas, quanto mais os chamei, mais se afastaram (…). Entretanto, Eu ensinava Efraim a andar, trazia-o nos meus braços, mas não reconheceram que era Eu quem cuidava deles. Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para eles como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto; inclinei-me para ele para lhe dar de comer» (Os 11, 1-4). Apesar do comportamento errado do filho, que mereceria uma punição, o amor do pai é fiel e perdoa sempre um filho arrependido. Como vemos, na misericórdia está sempre incluído o perdão; a misericórdia divina «não é uma ideia abstracta mas uma realidade concreta, pela qual Ele revela o seu amor como o de um pai e de uma mãe que se comovem pelo próprio filho. (…) Provém do íntimo como um sentimento profundo, natural, feito de ternura e compaixão, de indulgência e perdão» (Misericordiae Vultus, 6).O Novo Testamento fala-nos da misericórdia divina (eleos) como síntese da obra que Jesus veio realizar no mundo em nome do Pai (cf. Mt 9, 13). A misericórdia de Nosso Senhor manifesta-se sobretudo quando Se debruça sobre a miséria humana e demonstra a sua compaixão por quem precisa de compreensão, cura e perdão. Em Jesus, tudo fala de misericórdia. Mais ainda, Ele mesmo é a misericórdia.No capítulo 15 do Evangelho de Lucas, podemos encontrar as três parábolas da misericórdia: a ovelha tresmalhada, a moeda perdida e a conhecida por «filho pródigo». Nestas três parábolas, impressiona a alegria de Deus, a alegria que Ele sente quando reencontra um pecador e o perdoa. Sim, a alegria de Deus é perdoar! Aqui está

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