Nasce para nós o “Filho do Amor”!

O “Filho do Amor”, esse foi o modo que Santo Arnaldo Janssen encontrou para falar do Menino Jesus que, “vestido com as roupagens de nossa carne”, tornou-se “nosso irmão”. Assim a humanidade conheceu de perto o amor, tocou o amor e deixou-se tocar por ele. Vestir-se com a roupagem de nossa carne significa ser humano, na mais profunda experiência do ser! Na pessoa dos mais necessitados, dos que lutam diariamente por seus direitos, daqueles cujas vozes se calaram… Mas também na carne da gente que zela pela justiça e pelo amor, que vai aonde se perdeu a esperança, aonde se necessita de sua palavra, de seu alimento, de sua força para viver. Jesus criança, o Filho do Amor, que transforma nosso coração no Natal, é o mesmo Jesus que, durante sua vida, mostrou, nos milagres que realizou, o valor de nossa fé. É o mesmo Jesus que se sentiu tocar por tantos que precisavam de cura para suas dores. Hoje somos nós, não somos? Somos os cegos quando não enxergamos quem está ao nosso lado. Somos os paralíticos quando não saímos de nós mesmos em favor do outro. Somos a samaritana em busca da água viva. Somos os discípulos de Emaús, ao percebermos que Jesus é quem está diante de nós. Acreditar que Jesus é o Cristo, permitir que Ele nasça ou renasça em nossas vidas é ser testemunho vivo do grande mistério de amor na casa que habitamos. Agora, pare um pouquinho sua leitura e olhe para o presépio… Deixe que essa imagem venha a seu pensamento neste tempo de Natal. Permita que esse Amor toque seu coração. Vamos, juntos, caminhar no seguimento de Jesus, em tudo o que Ele aqui deixou. Vamos, juntos, transformar nossa Casa Comum! E, com Santo Arnaldo Janssen, exaltemos Jesus em seu poema de Natal: Com os anjos gostaria de cantar Na profundidade da noite, em todo lugar E levar a mensagem da criança Que no estábulo espera por nós. Quero acordar os que dormem, Que nunca viram a luz do sol, Convidar os de coração oprimido, Que nunca conheceram a alegria do Natal. A todos, a todos quero dizer Onde encontrarão seu Salvador. Nanci Queiroz, missionária leiga de Deus Uno e Trino, Rio de Janeiro-RJ. ________ Rehbein, Franziska C., SSpS. Fascinado pelo mistério, Arnaldo Janssen: homem de oração. Steyler Verlag, 2004.
Como viver a ressurreição de Cristo em nosso dia a dia?

Ainda em clima de Páscoa, queremos falar um pouco de um dos principais eventos do Tríduo Pascal: A ressurreição de Cristo. Hoje vamos explicar com detalhes o que é ressurreição e como podemos viver esse milagre em nosso cotidiano. Acredite, no final deste post sua vida pode mudar com essa nova percepção! Quer saber como? Nossas irmãs explicam. Muito se fala sobre ressurreição, um acontecimento do Cristianismo que às vezes parece abstrato, e distante da nossa realidade, mas na verdade ele é algo que pode e deve ser vivido através de uma espiritualidade viva. “A ressurreição é uma experiência muito concreta na vida cotidiana e que podemos experimentar de muitas maneiras. E cada vez que experimentamos a ressurreição em nossa própria vida, mais nos aproximamos da vida do próprio Cristo ressuscitado” explica Irmã Ana Elídia. O que é ressurreição? “O Cristo Senhor ressuscitou, a nossa esperança realizou. Vencida a morte para sempre, triunfa a vida eternamente!” Assim cantamos no domingo da Ressurreição. Mas, o que é ressurreição? Significa deixar que a vida se manifeste. Jesus passou pela nossa vida humana e venceu muitas tribulações e por fim venceu a morte para que uma vida nova pudesse surgir. A partir desse fato tudo mudou para os seus discípulos(as), seguidores(as) e também para nós. A esperança da vida renasceu, voltou a alegria, o ânimo, a coragem e o sentido da vida. Jesus ressuscitado é diferente do que era antes, por isso não o reconheceram logo. Seu rosto não é o mesmo porque Ele assume os rostos de toda a humanidade. Por isso seus discípulos(as) precisavam de sinais (ver as chagas, partilhar o pão, vê-lo comer o peixe, etc.). Jesus ensinou pela sua vida que para alcançar a ressurreição é preciso passar pelo sofrimento e pela paixão. Ressurreição é Vida Nova Maria Madalena, as outras mulheres, João e Pedro, os dois discípulos de Emaús, todos experimentaram a mesma coisa, a certeza da verdade do que Jesus havia ensinado, e a força do amor que supera o sofrimento. Assim também é na vida da gente. Quando conseguimos superar uma dificuldade, uma dor, um sofrimento, a gente dá um suspiro e diz: “Que bom, agora posso recomeçar e vai ser bem melhor do que antes” e a alegria e o ânimo voltam. Isso é como ressuscitar, pois é uma nova etapa da vida. “Penso muitas vezes nos povos que sofrem por causa das guerras, como na Síria. Depois dos bombardeios, é um eterno ressuscitar para outra nova etapa, a reconstrução, etc. Os refugiados, quando encontram solidariedade em outros países, como ajuda, comida, moradia, sustento, experimentam a ressurreição, uma vida nova. E nos hospitais? Quanta ressurreição a gente não pode presenciar? Há ainda os jovens ou outras pessoas que conseguem se libertar do vício das drogas. Esses também experimentam a ressurreição para uma vida nova. Jesus quer tocar o nosso coração. E é esse toque profundo de Jesus que transforma a nossa vida em ressurreição.” disse Irmã Monika Kopf. E você, quantas vezes já experimentou sair de uma situação difícil e complicada e percebeu que só conseguiu vencer com a ajuda de Deus? Estas são pequenas experiências de ressurreição que podemos vivenciar no dia a dia e que nos preparam para um dia participar da vida definitiva que Jesus nos dá por intermédio de sua ressurreição. Já viveu uma experiência de ressurreição parecida com essas que descrevemos? Conte para nós.
Jesus POP ou Forever Alone? Descubra se Jesus teve amigos

Jesus Cristo foi uma pessoa que sempre chamou atenção, por onde passava teve milhares de fiéis o seguindo, curiosos e até inimigos. E por sempre estar rodeado de muitas pessoas, imaginamos que ele tinha muitos amigos, como essas celebridades ou youtubers famososo que vemos por aí, ganhando homenagens e presentes todos dias. Mas não foi bem por aí. Jesus tinha muitos seguidores, mas eles o viam como mestre e senhor e não como amigo. Não que eles não quisessem isso, mas não era possível ter esse tipo de relacionamento devido a vida agitada de Jesus. “Amigos eu conto nos dedos” Acho que todo mundo já ouviu esta expressão, principalmente de pessoas mais velhas. Porque é na vida adulta que percebemos que aqueles que podemos contar pra todo tipo de situação, realmente são poucos. Apesar de poucos, Jesus teve amigos sim, afinal, ele foi um ser humano como você e eu, e precisou de gente pra compartilhar dos momento ruins e também dos bons. Vamos ver quem foram eles? Pedro, Tiago e João: Esses eram 3 dos 12 apóstolos que foram mais próximo de Jesus. Em algumas ocasiões Jesus levou apenas eles. Ele tinha uma intimidade especial com os 3 e confiava na descrição de cada um deles. Além disso, depois de sua morte, Pedro deu continuidade a Igreja de Cristo, João cuidou de sua mãe e Tiago foi o primeiro discípulo a morrer por Jesus. João Batista: Além de primo, foi quem batizou Jesus. Jesus elogiava João Batista e tirou um tempo para ficar só quando ele morreu. Lázaro, Marta e Maria: Esses 3 eram amigos especiais de Jesus, no qual ele demonstrou grande afeição. Jesus costumava se hospedar na casa deles quando viajava à lugares próximo a cidade que eles moravam. Inclusive quando Lázaro morreu, Jesus chorou por ele, ele foi o único homem descrito no Novo Testamento, por quem Jesus chorou. Jesus também quer sua amizade Jesus também quer seu nosso amigo hoje, Ele mesmo disse em João 15,15 “ Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. Embora não esteja fisicamente na Terra, através de seu poder, Jesus tem a capacidade de se relacionar conosco. Ele está vivo e presente em nossas vidas, sabendo de tudo que passamos, vivemos e sentimos. É um bom ouvinte, não julga e ainda te abençoa com coisas que você pede. Um amigo desse é pra pegar e nunca mais largar!
Páscoa: Muito mais que uma data, um marco!

Você já pensou sobre o sentido da Páscoa? Muita gente associa Páscoa apenas a coelhinho e ovos de chocolate e não conhece o grande milagre que está por trás dessa data. O verdadeiro significado da Páscoa é a Ressurreição de Jesus, que foi crucificado por causa da maldade humana, mas Deus o chamou de volta a vida para que todos aqueles que creem nele pudessem também participar de sua vida. Então a Páscoa, hoje em dia, é a grande festa cristã que representa a passagem da morte para a vida. Mas ela tem uma origem muito bonita na tradição judaica, que é o povo ao qual Jesus pertencia. Vamos conhecer um pouco da história da Páscoa: A princípio, a festa dá Páscoa (que em hebraico significa “passagem”) era uma festa antiga comemorada por pastores nômades, que marcava a passagem do inverno para a primavera. Nesta festa eram oferecidos as primícias da cevada e os primeiros animais de todo os rebanhos. Depois de um tempo, a Páscoa recebeu um outro significado. Com a libertação do povo judeu do antigo Egito, a Páscoa começou a ser comemorada como fim da escravidão. Mais tarde, Jesus Cristo morreu e ressuscitou durante o período da celebração da Páscoa. A partir de então, para os cristãos, a Páscoa ganhou um novo significado, como a festa da Ressurreição de Jesus, ou seja, a “passagem” da morte para a vida. Leia toda a história nos evangelhos: Mt 28,1-8; Mc 16,1-8; Lc 24 e Jo 20. O que significou a ressurreição de Jesus? Quando Jesus ressuscitou, ele venceu a morte e mostrou que tem o poder sobre tudo o que fere e mata a vida. A partir da sua ressurreição temos o convite de Deus para participar da vida eterna, uma nova vida de amor com Deus. E essa vida nova também pode representar muitas outras coisas, como novas escolhas, novas atitudes e até um novo olhar para si próprio. Se você acredita que há algo em sua vida que se encontra morto, como seus sonhos, seus projetos ou até seus relacionamentos, nem tudo está perdido! Jesus pode ressuscitá-los e tornar tudo novo outra vez. Celebre esta data conosco, compartilhando com amigos, familiares e até estranhos, o sentimentos da renovação de nossas vidas e nossas escolhas. Feliz Páscoa!
3 dicas de Santo Agostinho para viver bem a Quaresma

A Quaresma, os 40 dias que antecedem o Tríduo Pascal (paixão, morte e ressurreição de Jesus) é um tempo litúrgico importante para os cristãos e não pode ser vivenciada de qualquer jeito. Para este período, preparamos 3 dicas excelentes, inspiradas numa das maiores figuras da Igreja Católica, para você aproveitar ao máximo este tempo de reflexão. Bispo de Hipona, teólogo e escritor, Santo Agostinho é considerado o maior doutor da Igreja. Fez diversos escritos de fé, fervor religioso, metafísica, filosofia, humanismo, temas espirituais, entre outros. Reunimos alguns versos de suas confissões mais apaixonantes e convidamos a aplicá-las na sua vida nestes dias da quaresma. Dica 1 – Procure Jesus dentro de você “Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos!” A mãe de Santo Agostinho era católica e ele já havia ouvido falar de Jesus Cristo através dela, mas foi apenas aos 30 anos de idade que se converteu, depois de muito buscar o sentido da vida em outras religiões. Como o Santo diz acima, nos concentramos em ver Deus em coisas ou pessoas mas o Senhor é simples, sua presença suave se faz em nossos corações. Apenas com uma sincera oração podemos achá-lo em nossas vidas. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jeremias 29,12). Dica 2 – Encontre forças no alimento diário “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele. […] A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.” Na época da quaresma sempre somos chamados à penitência e à conversão. É um tempo de aprofundarmos nossa relação com Deus e com as pessoas, buscando corrigir nossos erros e vivenciar o perdão de Deus, como também perdoar as pessoas que nos ofendem. Nesta quaresma, a Campanha da Fraternidade nos convida à superação da violência que está dentro de cada um (a) de nós, mas também na sociedade como um todo. Para isso, o lema da CF – 2018 nos recorda que “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). De fato, a fraternidade, o amor mútuo, a solidariedade e o respeito são o melhor caminho que leva à construção da paz e à superação da violência. Mas temos dificuldade em vivenciar, com todas as pessoas, o amor e o compromisso que o Evangelho nos pede. Por isso, necessitamos da força do próprio Cristo para colocar em prática os seus ensinamentos. E onde encontramos essa força? É na Eucaristia! Ao receber regularmente, na Missa, o próprio Jesus que se entrega a nós no pão consagrado. Ele é o nosso alimento, a força que nos ajuda a fazer o bem e a dar a nossa contribuição para a paz em nossas famílias e no mundo em que vivemos. Dica 3 – Demonstre amor em tudo que fizer “Se tu manténs o silêncio, faz isso por amor; Se gritas, fá-lo por amor; Se corrigires, corrigirás com amor; Se perdoares, perdoarás com amor; Se evitas punir, faz isso por amor. Cultiva em ti a planta do amor, pois dela só poderá vir o que é verdadeiramente bom. Por amor. Quem ama nunca faz o mal, e é para o bem que nascemos.” Se pudéssemos descrever a Paixão de Cristo em uma palavra, com certeza seria “amor”. E esse mesmo amor que Jesus demonstrou por nós na cruz, deve ser o amor praticado por nós em tudo que fizermos e a todas as pessoas. Cumprindo assim a palavra do Senhor dita em 1 Coríntios 16.14 “Façam tudo com amor”. O que acharam destas dicas? Gostaram? Então vejam estas do Papa Francisco, que são imperdíveis: http://cnbb.net.br/conheca-a-integra-da-mensagem-papal-sobre-a-cf-2018/ Conheça mais sobre a Campanha da Fraternidade: Resumo do texto base da CF 2018: https://portalkairos.org/resumo-do-texto-base-da-campanha-da-fraternidade-2018/
Entenda a diferença entre a Páscoa Judaica e a Cristã

A festa da Páscoa (do hebraico Pessach, que significa passagem) é a mais importante do ano, tanto para os cristãos quanto para os judeus. Contudo, você sabia que as duas religiões a celebram por motivos e em datas diferentes? Para os judeus, ela representa a travessia pelo Mar Vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a liberdade na Terra Prometida. A Páscoa judaica tem início na primeira lua cheia do equinócio de outono (hemisfério sul). Já para os cristãos, a Páscoa tem um sentido mais metafísico e ocorre no primeiro domingo de lua cheia do mesmo equinócio. “Ela representa a passagem de Cristo pela morte”, afirma o teólogo Fernando Altmeyer Júnior, da PUC de São Paulo, referindo-se à ressuscitação de Jesus no terceiro dia após a sua crucificação. Segundo Altmeyer, a Páscoa cristã recebeu o nome da comemoração judaica porque a Paixão de Cristo aconteceu no início do Pessach – a festa judaica dura sete dias em Israel e oito em outros lugares. A cerimônia conhecida como Última Ceia teria sido um Seder, o tradicional jantar realizado na véspera do início da Páscoa judaica. Apesar de receberem o mesmo nome mesmo com origens diferentes, ambas, porém, tem um sentido em comum. Tanto para judeus quanto14 para cristãos, a Páscoa é uma data marcante porque significa a vitória sobre a dor e reativa a esperança por uma vida melhor. Em tempos tão atribulados, individualistas e de mitos passageiros, ambas ensejam a união e o encontro familiar, seja pela fé ou pela tradição. Fonte: MetrôNews, Oi Educa, Revista Superinteressante
Clóvis de Barros falando de Jesus

Linda parte de uma palestra do grande professor Clóvis de Barros. Imperdível!!