A compaixão: um apelo somente entre os seres humanos?

Em 2024, as irmãs missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS) celebram o Ano da Compaixão. Hoje publicamos o segundo artigo da série de reflexões elaboradas pela irmã Kreti Soledad Sanhueza. Confira!
“Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lc 2,22)

Veja a reflexão bíblica elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o Evangelho de Lucas (2,22-40), proclamado na Festa da Sagrada Família.
… e Deus se fez família
Fim de ano ou começo de outro?

O dia 31 de dezembro marca mais um ano que termina e outro que começa. Sabemos o ano do nascimento, mas o do fim de nosso ciclo, não. A ânsia pela vida corre com o tempo em que se vai vivendo. Nesse percurso, acontecem tantas coisas! Vivenciam-se tantas experiências! Veja a reflexão do padre Deolino Pedro Baldissera!
Advento: “fazei-vos itinerantes”

Veja a reflexão bíblica elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o Evangelho deste 2º Domingo do Advento, narrado em Marcos 1,1-8.
Conexões missionárias: inspirando mudanças e inovações nos Colégios SSpS

Em um encontro na cidade de Cascavel-PR, a equipe pedagógica da Rede de Educação SSpS mergulhou em reflexões, projetos inovadores e momentos de espiritualidade. Em espírito fraterno, educadores e educadoras partilharam experiências e se fortaleceram para a missão. A professora Joselba Zimmermann, da coordenação-geral do Colégio Santa Maria, conta como foi o evento.
Viver em permanente Advento

“Atenção! Estai despertos, porque não conheceis o dia nem a hora” (Mc 13,33). Estamos no primeiro domingo do Novo Ano litúrgico. Começamos com o Advento, que não é somente um tempo litúrgico, mas um “modo de viver”. Trata-se de uma atitude vital que precisa atravessar toda nossa existência. Não teremos entendido nada da mensagem de Jesus se ela não nos inspira a viver em constante busca daquilo que já está presente em nosso interior. O importante não é recordar a primeira vinda de Jesus; isso é só o pretexto para descobrir que Ele já está presente em nós e na nossa realidade. Também não se trata de nos preparar para a última vinda, que é só uma grande metáfora. O importante é descobrir que Ele está vindo neste instante, a cada instante. Através de uma simples parábola, Jesus nos anima à espera ativa e à atenção consciente frente à passagem de Deus por nossa vida. O Deus de Jesus não é inacessível, distante, impassível; seu desejo é vir sempre ao nosso encontro, de forma surpreendente e desconcertante. Mas, nem sempre estamos mobilizados para entrar em sintonia com a presença providente d’Aquele que habita em tudo e em todos. A vida é um constante Advento que nos pede estar despertos para acolher a novidade de Deus em cada momento e situação. A pergunta fundamental não é tanto “onde está Deus?”, mas “como Deus está atuando?”. Às vezes, Ele irrompe como grito persistente para fazer-nos despertar de nossas sonolências cúmplices, de nossas dispersões, impulsionando-nos a sair de nossas falsas seguranças ou das “zonas de conforto” frente à injustiça, à violência, à marginalização dos outros; outras vezes, Ele atua com a suavidade de uma carícia que nos cura e nos capacita para sermos canais de consolo e libertação frente às feridas do coração do mundo e da história; outras vezes, nos instiga a pôr no centro a vida, a alegria e a esperança, em meio a tanta destruição que está acontecendo, desfigurando o rosto d’Aquele que é sempre Presença Amorosa. O apelo de Jesus no evangelho deste domingo (“ficai atentos!”, “vigiai!”) pode muito bem ser traduzido por “ficai despertos!”. O oposto à atenção é a rotina e o modo “normótico” de viver, sem inspiração e criatividade. A rotina tem a “vantagem” de nos facilitar as coisas e nos confere uma certa sensação de segurança: nós nos movemos por caminhos trilhados nos quais tudo se revela familiar. Os hábitos repetitivos permitem que façamos muitas coisas sem precisar perguntar pelo sentido daquilo que estamos fazendo, sobre o “porque” e “para quem” fazemos; tudo é realizado no “piloto automático”. No entanto, se não estivermos atentos, esse modo de viver tem um preço muito alto que pode chegar a manifestar-se como desânimo, cansaço e vazio. Perdemos a novidade e o frescor da vida. Na realidade, mais que viver, vegetamos, sobrevivemos ou agimos mecanicamente. A atenção, pelo contrário, nos conecta com a vida, porque nos traz ao presente. E o presente é o único lugar da vida. Graças à atenção, habitamos o momento presente, deixando-nos fluir com a vida mesma. Graças à atenção, vivemos na consciência, acolhendo tudo a partir da lucidez e amando tudo a partir da sabedoria. Sintonizamo-nos com a corrente da vida e fazemos a descoberta maior à qual podemos aspirar: que a consciência não é só uma atitude que podemos favorecer, senão que constitui nossa verdadeira identidade. Estar atento é ousar renascer, advir, “vir-de-novo”, recomeçar… Nessa atenção vislumbramos detalhes decisivos: a vivência da ternura, a reinvenção da vida em cada amanhecer, o criar asas e alçar voo, o despertar de sonhos, a gratuidade amorosa, a alegria transbordante… Vemos assim que, no dizer de Jesus, o tempo da ausência do “dono da casa” que partiu em viagem não é um “tempo morto”, mas um tempo de intensa gestação. Não é uma espera vazia, angustiante e ansiosa, provocadora de medo, mas uma espera centrada no Senhor que vem e centrada na responsabilidade que foi confiada: serviço. O Advento vem nos dizer: “há uma esperança para o teu futuro” (Jr 31,17). A esperança é algo constitutivo no ser humano. Para ele, viver é caminhar para um futuro. Sua vida é sempre busca de algo melhor. O ser humano “não só tem esperança, senão que vive na medida em que está aberto à esperança e é movido por ela” (H. Mottu). Por isso, quando numa sociedade se perde a esperança, a vitalidade decai, a marcha se paralisa e a vida mesma corre o risco de degradar-se. Esperança é uma palavra vencedora. Quando tudo parece perdido, irremediável, destruído, ela comparece para salvar. Ela é capaz de transformar a derrota em vitória, o perigo em alívio, o desespero em alegria. A esperança é tão poderosa que consegue tirar do domínio da morte os que não veem mais razão para viver. Vivemos de esperança; se não fosse assim, já teríamos desaparecidos há muito tempo. Vivemos e continuamos avançando sobre um abismo de ameaças, mas temos de despertar para viver mais um ano, com inspiração e criatividade, superando os desafios da vida. A esperança, hoje como sempre, não é virtude de um instante. É a atitude fundamental e o estilo de vida daqueles que enfrentam a existência “enraizados e edificados em Jesus Cristo” (Cl 2,6). Todo o AT está atravessado pela promessa e pela espera. Segundo o relato bíblico, Deus vai lhes prometendo o que eles mais aspiravam em cada momento. A Abraão, Deus promete descendência; aos escravos no Egito, promete liberdade; aos famintos no deserto, promete uma terra que mana leite e mel; quando conquistaram Canaã, promete uma nação forte e poderosa; quando estão no Exílio, promete fazê-los voltar à sua terra; quando o Templo é destruído, promete reconstruí-lo. No AT, Deus sempre lhes promete bens, liberdade e descendência, porque é o que eles esperavam. Jesus promete algo muito diferente: “Vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). A esperança cristã é chamada a “abrir horizonte” ao ser humano contemporâneo. No meio desta nossa história, às
Bem-aventurada Maria Helena e Santa Teresinha do Menino Jesus: vidas apaixonadas pela missão de Deus

Maria Helena Stollenwerk, nossa Madre Maria, e Thérèse Martin, chamada carinhosamente de Santa Teresinha do Menino Jesus aqui no Brasil, buscaram, desde crianças, a proximidade de Deus e, por caminhos diferentes, vivenciaram a vocação missionária. Irmã Maria Inês Aragão faz um curioso paralelo da vida dessas duas heroínas na fé. Confira!
CNBB participa de audiência pública na Câmara sobre orfandade em decorrência da Covid-19

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara, por iniciativa da deputada Luizianne Lins, convidou a CNBB para debater, em audiência pública, sobre a orfandade de crianças e adolescentes em decorrência da pandemia de Covid-19.
Cristo Rei: um “rei” identificado com os sofredores

Veja a reflexão bíblica elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o Evangelho desta Solenidade de Cristo Rei, narrado em Mateus 25,31-46.
Gratuidade na vida cristã, como expressão do amor de Deus

A gratuidade na vida cristã tem como fonte primeira o amor. É uma resposta de amor. Podemos dizer que a gratuidade é uma extensão de nossa intimidade com Deus. Ela nos leva a amar e a servir ao próximo, sem nada exigir, sem nada barganhar.
Veja o texto de #TBT de hoje!