Santa Dulce dos Pobres

Este é o primeiro ano em que celebramos Santa Dulce dos Pobres, nossa santa baiana, canonizada no dia 13 de outubro do ano passado. Seu nome de batismo era Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes e nasceu em Salvador, em 26 de maio de 1914. Desde muito jovem, manifestou sua paixão pelos pobres e os acolhia em sua casa. Ao optar pela vida religiosa, encontrou caminhos para ajudar as pessoas mais necessitadas, a ponto de ficar conhecida como “O Anjo Bom da Bahia”. Irmã Dulce não medida esforços para cuidar daqueles que não tinham a quem recorrer. Por eles, enfrentava todos os desafios, até mesmo transformou o galinheiro do convento num abrigo para os doentes, dando início ao Hospital Santo Antônio. A Ir. Dulce ficou associada ao cuidado dos pobres e ao testemunho radical de entrega e doação a Deus, a serviço dos doentes e mais necessitados. Sua própria vida já era um milagre, pois, além de sua constituição frágil, tinha muitos problemas de saúde e, mesmo assim, era incansável em sua dedicação. Santa Dulce dos Pobres, título que ganhou após sua canonização, faleceu em 13 de março de 1992. No vídeo que apresentamos a seguir, produzido pela Verbo Filmes em 1983, quando Ir. Dulce estava em plena atividade, vemos seu carinho pelas pessoas e por que ela se tornou tão amada pelo povo brasileiro. Santa Dulce dos Pobres, intercedei por nós! Assista ao vídeo:
À luz do Evangelho Dominical

O evangelho deste domingo, retirado de Lucas (17,11-19), começa mostrando uma dolorosa realidade no tempo de Jesus e também hoje: o drama das pessoas excluídas, representadas pelos dez leprosos, número que indica grande quantidade. O trecho relata não somente a cura dos dez enfermos, mas a entrega dessas pessoas ao convívio social. Um dos fatos curiosos é que, dos dez resgatados pelo Senhor, apenas um retornou para agradecer. Esse homem era justamente um samaritano, um povo menosprezado. Retornar para agradecer é ato de fé, é conversão, um sinal da vitória da vida sobre a morte. O padre Fábio Pires, missionário do Verbo Divino e especialista em Bíblia, explica que a passagem de Lucas também tem sentido litúrgico, como a celebração da vida e da Eucaristia: um encontro, um pedido de perdão, cantar e dar glória a Deus pela vida, retornar e agradecer: a Eucaristia. Com muita alegria, a Igreja no Brasil celebra também a canonização da Irmã Dulce; a partir de agora, a Santa Dulce dos Pobres. Veja um trecho do documentário “Mãos Carinhosas”, produzido pela Verbo Filmes. No vídeo, a própria santa conta um pouco de sua missão. Imperdível!
3 heroínas – reais! – para você se inspirar

Apesar de serem consideradas mais frágeis por algumas pessoas no senso comum, muitas foram as mulheres que passaram ao longo da trajetória da humanidade marcando a história com sua presença e força. Se inspire com a vida de três heroínas, que com seu exemplo de coragem, amor e devoção, mostraram que todas as mulheres podem fazer a diferença: Joana D’arc: Nascida em 1412, Joana D’arc foi uma francesa que lutou na Guerra dos Cem anos (1337-1453), quando seu país enfrentou a rival Inglaterra. Com 13 anos de idade, começou a ter visões e receber mensagens divinas que a incentivava a entrar para o exército francês e ajudar seu país na guerra contra a Inglaterra. Motivada pelas mensagens e sabendo da sua impossibilidade de lutar por ser mulher, cortou o cabelo bem curto, vestiu-se de homem e começou a fazer treinamentos militares. Foi aceita no exército francês, chegando a comandar tropas. Suas vitórias importantes e o reconhecimento que ganhou do rei Carlos VII despertaram a inveja em outros líderes militares da França. Morreu em 1431, acusada de praticar feitiçaria, em função de suas visões, e condenada à morte na fogueira. Em 1920 foi canonizada pelo Papa Pio X. Madre Teresa de Calcutá: Nascida em 1910, Madre Teresa foi professora durante muitos anos em Calcutá – Índia, numa escola para meninas de classe alta. Em 1950, depois de muitos anos nas ruas de Calcutá, observando a miséria das periferias, fundou a Congregação das Missionárias da Caridade. Abriu 563 casas em 126 países, que acolhem moribundos, crianças abandonadas, leprosos e doentes com AIDS até os dias de hoje. Essas comunidades se dedicam a oração e a caridade e conta com a ajuda de irmãs e voluntários. Madre Teresa morreu em 1997 e foi canonizada em 2016 pelo Papa Francisco. Irmã Dulce: Nascida em 1914, foi uma religiosa católica brasileira que dedicou a sua vida a ajudar os doentes e necessitados. Desde sua adolescência, começou sua missão ajudando mendigos, carentes e enfermos. Se formou como professora primária e em seguida entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Em 1936, com 22 anos, fundou a União Operária São Francisco, juntamente com o Frei Hildebrando Kruthaup. Deve-se à Irmã Dulce a criação do Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e suas famílias. Ela participou da criação de um albergue para doentes, localizado no convento de Santo Antônio, que depois transformou-se no Hospital Santo Antônio. Irmã Dulce morreu em 1992 e foi canonizada pelo Papa Bento XVI em 10 de dezembro de 2010. Estas mulheres desafiaram seus limites e as leis em busca de atender o chamado de Deus em suas vidas, e até hoje, milhares de pessoas são beneficiadas graças ao legado de paz e trabalho missionário. Há espaço para a missão na vida de todos e todas nós, basta deixarmos ser usados por Deus. “Cuidemos de cumprir bem as tarefas que Deus nos confiou.” Madre Josefa Stenmanns