BRASIL: Descoberto ou invadido?

Todo dia 22/04 comemoramos o ‘descobrimento oficial’ do Brasil. O interessante da história, é que a “terra nova” descoberta já era habitada há muitos anos por outras pessoas. Afinal, dá pra descobrir uma coisa que já está descoberta? A resposta é óbvio que não. O que os livros de histórias nos contam, é que em 22 de abril de 1500, a caravana do português Pedro Álvares de Cabral chegou ao Brasil no Sul da Bahia. Mas depois de dois dias houve a grande surpresa: eles encontraram os índígenas, pessoas diferentes deles, que claramente eram moradores do local. Relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha conta que foi um encontro pacífico e de estranhamento, por causa da grande diferença cultural entre os dois povos. Infelizmente o encontro pacífico não durou muito, pois os portugueses se deram conta de que a terra era fértil e possuía inúmeras matérias primas de grande valor. Eles exploraram a terra, enganaram, escravizaram e mataram muitos índios, os donos do local. De certo que a palavra descoberta não se encaixa neste contexto, talvez somente para os portugueses, que conheceram uma terra nova. Para os índios e para todos que entendem e sabem da história, poderia ser descrito como “A chegada ao Brasil” ou “A Conquista do Brasil”. A presença de Cabral ao território brasileiro representou de fato uma invasão da terra, uma exploração e aculturamento dos povos que habitavam o continente. O termo usado foi apenas um modo de maquiar o que realmente aconteceu. Aposto que os brasileiros gostariam que esse dia tivesse outro nome, não é mesmo? Que nome você sugere para esta data? Conte para nós.

Missionárias lutam para manter viva a cultura indígena

Hoje é o dia de nossos ancestrais, ascendentes, parentes e irmãos, os primeiros moradores do território brasileiro. Já conseguiu adivinhar de quem é? Do Índio! Sabemos o quanto é importante para a história de um país, manter viva suas origens e cultura, pois só assim é possível ver de onde veio e como progrediu com o passar dos tempos. No caso do Brasil, vai muito além de manter salva a história de nossas origens, mas de manter o próprio povo vivo! Embora minoria, os indígenas estão presentes em todos estados, chegando a ser cerca de 896,9 mil, representado 5% da população brasileira. São 305 etnias, que falam 274 línguas (dados do IBGE – 2017). Uma das nossas prioridades como congregação missionária, é ir ao encontro das pessoas excluídas, marginalizadas e das minorias. Sendo assim, lutamos em defesa da vida dos índios e procuramos ajudá-los em suas necessidades. Temos uma comunidade em Tocantínia – TO, onde 5 irmãs moram próximo a tribo dos indígenas Akwe Xerentes. A Irmã Sílvia Tekla Wewering, convive com os índios Xerentes há mais de 30 anos e, com eles, luta para que tenham acesso a uma educação de qualidade na própria língua. Ela escreveu um livro sobre esta tribo chamado “Akwẽ Xerente – Vida, Cultura, Identidade”, que foi lançado no Congresso dos 40 anos do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), fazendo assim, com que a história Xerente não caia em esquecimento daqui à muitos anos.

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