Como se anuncia Cristo onde ninguém o conhece

Para São José Freinademetz, primeiro missionário da Congregação do Verbo Divino na China, “a linguagem do amor é a única língua que todos os povos compreendem”. Essa é a fala de um homem simples, sacerdote diocesano da região do Tirol, então pertencente à Áustria, hoje na Itália. Ao ouvir o chamado de Deus para ser missionário, saiu de sua terra e se juntou ao padre Arnaldo Janssen, que havia acabado de fundar uma casa missionária dedicada a São Miguel, em Steyl, Holanda. O objetivo era preparar missionários e enviá-los à China. Após um tempo de formação, o padre Freinademetz fez as promessas, deixou sua terra natal, pais e irmãos, e partiu para a China, uma cultura totalmente desconhecida por ele. Não falava a língua, não conhecia os costumes das pessoas. Ele saiu de um mundo, de cultura cristã, e se viu em uma sociedade não cristã, em um espaço onde havia muitas outras antigas tradições religiosas. Foi naquele contexto que Freinademetz percebeu sua limitação humana e a manifestação da graça de Deus em sua vida. Ele se deu conta de que, para ser missionário naquele país, era necessário fazer-se pequeno, humildade. Primeiramente teve de se esforçar para aprender o idioma, mas, ao mesmo tempo, ele, como estrangeiro, totalmente diferente dos nativos, tanto culturalmente como fisicamente, e sendo observado por todos, não podia deixar de se comunicar com as pessoas que lhe rodeavam. Mas como? Ele não falava chinês. É aí que ele se lembrou de São Paulo, na 1ª Carta aos Coríntios, capítulo 13, onde se lê que o amor cristão, ou seja, o amor ágape, está acima de tudo. Ele praticou esses ensinamentos bíblicos em sua vida cotidiana, junto aos chineses, não por palavras, mas sim pelo testemunho de sua própria vida. Foi por meio do sorriso, da acolhida, da preocupação com os pobres, os doentes e da paciência. Sabia que a obra missionária era de Deus e que ele era um simples operário da messe, como bem escreveu: “O êxito da missão é fruto da graça, tornado possível pela entrega incondicional e dedicação generosa do missionário”. Foi com a convicção na ação de Deus em sua presença missionária entre o povo chinês que ele foi conquistando, pouco a pouco, o povo daquele país. Isso durou anos. São José Freinademetz é, para nós, um exemplo de como um missionário deve se portar num lugar onde se faz necessária a primeira evangelização. Apesar de ele ter vivido a missão no século XIX, seu testemunho é sempre atual: o cuidado com os mais necessitados, a sensibilidade para perceber as demandas do outro, a aproximação com o povo, seu testemunho de fé mediante uma vida de oração como ele mesmo expressa: “Enquanto o permitirem minhas forças e meu limitado entendimento, todos vocês encontrarão em mim uma ajuda sempre pronta e um acolhimento cordial”. Semear Ontem e hoje, além do testemunho, o missionário é chamado a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Assim se expressou Freinademetz: “Ao missionário compete dar testemunho de Jesus Cristo e semear a boa semente do Evangelho, deixando ao Senhor o cuidado de que essa semente dê fruto a seu tempo”. Também o Documento de Aparecida (29) chama atenção sobre a importância do anúncio: “Deus amou tanto nosso mundo que nos deu seu Filho. Ele anuncia a boa-nova do Reino aos pobres e aos pecadores. Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas-novas para a humanidade, não profetas de desventuras”. Em sua mensagem para o Mês da Missão de 2021, o Papa Francisco nos recorda que Jesus Cristo é missão, por isso o missionário, a missionária têm o dever de comunicar o conhecimento da Palavra que recebeu gratuitamente, como nos lembra no lema do Mês Missionário: “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (Atos dos Apóstolos 4,20). O seguimento de Jesus exige do missionário o discernimento da realidade em que ele se encontra. Aí se faz necessária a vivência do Evangelho, que se expressa nos gestos e palavras que unem a todos na fraternidade. A união somente é possível quando Jesus é o centro, pois Ele nos comunica o amor do Pai, como nos recorda o Papa Francisco: “Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos”. São José Freinademetz, na missão de proclamar o Reino de Deus que é amor, compaixão, perdão e misericórdia, fez-se chinês com os chineses, sem deixar de ser tirolês. A partir de dentro, da proximidade com os chineses, proclamou com alegria o amor de Deus que “foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5,5), amou aquele povo, sentiu-se um chinês entre os chineses e percebeu que a pátria do missionário é o mundo: “Se um missionário já não tem pátria neste mundo, é porque todo o mundo se tornou sua pátria”. Seu testemunho e seu amor ao povo chinês foram tão grandes que, no fim da vida, disse: “Os chineses são tudo para mim. Quero ser sepultado no meio deles… e continuar a ser chinês no Céu”. Padre Djalma Antônio da Silva, SVDMissionário do Verbo Divino na Província Brasil Norte (BRN), doutor e mestre em Ciências Sociais. Diretor do CCM (Centro Cultural Missionário), órgão vinculado à CNBB, em Brasília-DF.
Passos bíblicos da interculturalidade

A interculturalidade na Bíblia segue um caminho muito peculiar. Apresenta os processos de inclusão e exclusão, acolhida e repúdio, abertura e fechamento, mostrando, assim, uma íntima ligação com a vivência intercultural do mundo contemporâneo. O mundo bíblico era tão intercultural quanto o de hoje, onde se pode perceber tanto inúmeros bons exemplos de interculturalidade quanto de intolerância em relação a outras culturas. É evidente que o Antigo Testamento é uma coleção de livros agrupados conforme os temas: Pentateuco e proféticos, nos quais se encontram também os livros históricos e sapienciais. Já o Novo Testamento inicia-se com os Evangelhos, depois os Atos dos Apóstolos e diversas cartas, finalizando com o Apocalipse. Em ambas as partes, não há um único autor, mas a coletânea de livros é resultado de um longo processo redacional e de transmissão da tradição do povo de Israel. Para ser um texto vivo, no entanto, pressupõe-se um leitor, e a leitura é feita pessoalmente e também pelas diversas comunidades de fé. Por isso fundamental é que, para se compreender a interculturalidade na Bíblia, como aponta Walter Vogels (2015), dois aspectos devem ser examinados: o contexto intercultural da produção da Bíblia e o contexto intercultural de sua leitura. O Antigo Testamento conta a história da caminhada do povo de Israel, e o Novo Testamento apresenta o processo intercultural iniciado por Jesus, continuado eficientemente por Paulo e, posteriormente, pela comunidade apostólica. O missionário do Verbo Divino Roger Schroeder (2020) aponta que o Antigo e o Novo Testamento refletem como as pessoas viveram a experiência de Deus e expressaram sua fé e espiritualidade por meio de seu contexto cultural e histórico, conforme épocas distintas. Podem-se citar como exemplo o chamado e a resposta de Abraão e Sara; o êxodo pascal, a travessia do Mar Vermelho; os ensaios e bênçãos na peregrinação de fé no deserto; as proclamações dos profetas e a literatura sapiencial; a adoração no Templo e na sinagoga; a experiência religiosa de Simeão e Ana no Templo; o chamado e a resposta dos primeiros discípulos; o encontro transformador de Jesus com um cobrador de impostos, um centurião romano e uma mulher samaritana; a travessia de limites culturais em Atos dos Apóstolos; a vida cristã e os desafios entre as comunidades de Paulo. Assim, o caminho intercultural da Bíblia se torna uma inspiração para nossa caminhada como batizados, em direção à atividade missionária promovida por Jesus. Além disso, a Família Arnaldina tem o dever de seguir o caminho intercultural bíblico em nossos contextos da missão. Padre Joachim Andrade, SVDMissionário do Verbo Divino natural da Índia, atua no Brasil desde 1992. Tem pós-doutorado pela PUC-PR, doutorado em Ciências da Religião pela PUC-SP e mestrado em Antropologia Social pela UFPR. É professor na PUC-PR, no Studium Theologicum e na Faculdade Vicentina, membro da equipe interdisciplinar da CRB Nacional. Foi provincial do Brasil Sul de 2008 a 2013.
Família Arnaldina: as fundações em datas marianas e a espiritualidade de Santo Arnaldo

A segunda metade do século XIX foi uma época turbulenta em toda a Europa: o auge do nacionalismo, colonialismo e imperialismo europeu, movimento operário, Revolução Industrial, novas descobertas, etc. Ao mesmo tempo, contudo, foi uma era de entusiasmo missionário. Naquele contexto de convulsão social, Santo Arnaldo Janssen reconheceu os sinais dos tempos e, por meio de sua obra missionária, buscou fazer a vontade de Deus. Ele foi um homem consciente das necessidades espirituais do povo de seu tempo. Mesmo que muitas pessoas abandonassem a fé católica, Santo Arnaldo Janssen queria plantar no coração do povo a semente da Palavra ou do Verbo Divino, fortalecer-lhe a fé e motivá-lo para a oração e a obra missionária. Também nessa época, as coisas eram difíceis na Alemanha. Bismarck havia declarado a Kulturkampf, que proibia as atividades missionárias no País. Porém o zelo missionário continuou ardendo no coração do Fundador e, com a ajuda de alguns bispos, Arnaldo inaugurou, em 8 de setembro de 1875, em Steyl, Holanda, a Casa Missionária ou o Centro de Formação e Missão. Essa data é considerada o dia da fundação da Congregação do Verbo Divino (SVD). Ele sempre dizia aos voluntários da Casa Missionária que o Senhor desafia nossa fé e nos incentiva a fazer algo novo para as missões. Para Arnaldo, assumir compromisso missionário era parte integrante da identidade verbita e despertava no coração dos novos missionários o mandamento do próprio Cristo, de ir e fazer discípulos entre todas as nações (cf. Mateus 28,19). Por isso, hoje, nossa Congregação está presente em mais de 70 países e ela tem caráter internacional e intercultural. Desde o começo, na Casa Missionária, entre os voluntários homens, havia também um grupo de mulheres que se dedicava ao serviço missionário da comunidade. Elas desejavam servir à evangelização como religiosas. Santo Arnaldo observou e reconheceu nelas a presença de um verdadeiro espírito missionário e aprendeu que a mulher tem um papel importante a desempenhar no anúncio do Reino de Deus. Assim, em 8 de dezembro de 1889, fundou a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo (SSpS). E em 1896, também em 8 de dezembro, escolheu algumas irmãs para formar o ramo contemplativo, conhecido como Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (SSpSAP). Esta deve rezar, dia e noite, pela Igreja e pelas obras missionárias das duas congregações: SVD e SSpS, dedicadas ao serviço missionário ativo. É interessante observar que Santo Arnaldo Janssen escolheu a data de fundação das três congregações em dias de festas de Nossa Senhora. Certamente ele teve suas razões. Em 8 de setembro, celebramos a Festa da Natividade de Nossa Senhora; e, em 8 de dezembro, a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. A família do Santo Arnaldo Janssen era sustentada por uma fé sólida e fidelidade ao Senhor. Geraldo Janssen, o pai do Fundador, mostrava grande amor pela missa dominical. A mãe, Ana Catarina, era uma mulher de oração contínua e também participava de todas as missas aos domingos. Sabemos que toda mãe, por graça de Deus, tem um pouco de Maria, que viveu por excelência o exercício da maternidade quando aceitou o convite do Pai a ser mãe do Filho de Deus, o Verbo Divino. E assim, a oração da família e, de maneira muito particular, a oração de sua mãe tiveram um profundo significado na vida de Santo Arnaldo Janssen. Ele recebeu da mãe uma boa educação na fé e, naquele ambiente familiar, mostrou grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a Deus Uno e Trino, e ao Espírito Santo. Hoje, a Família Arnaldina (SVD, SSpS, SSpSAP e grupos de leigos) continua vivendo essa espiritualidade trinitária misericordiosa, legado da devoção da família de Santo Arnaldo. O Fundador sabia que a oração de sua mãe era uma grande força para a caminhada da própria família, por isso escolheu essas datas festivas marianas na esperança de receber a força e a proteção que vêm pela oração da Mãe de Jesus. O Verbo Divino se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem na pessoa de Jesus, e Maria cuidou do menino Jesus com amor e carinho. No começo, as obras missionárias dessas três congregações precisavam de uma ajuda maior e de força espiritual. Na certeza de que tal como Maria cuidou do Menino Jesus, Ela certamente cuidaria de sua família missionária, o Fundador criou e confiou à proteção de Nossa Senhora as três congregações. No dia 8 de setembro de 2021, a Congregação do Verbo Divino completa 146 anos de sua fundação. Seguindo o carisma, o exemplo e os passos de Santo Arnaldo Janssen, a Família Arnaldina, formada de consagrados, consagrados, leigos e leigas, continua anunciando, pelas obras missionárias no mundo inteiro, a Palavra de Deus e os valores do Reino. Pe. Jwakim Ekka, SVDMissionário do Verbo Divino na Província Brasil Norte e vigário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Porto Real do Colégio-AL.
O Sagrado Coração de Jesus na espiritualidade de Santo Arnaldo Janssen

Aproximando-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que, em 2021, celebramos no dia 11 de junho, não podemos deixar de nos lembrar de nosso santo fundador, Arnaldo Janssen, que foi profundamente influenciado por sua devoção e a levou consigo para animar espiritualmente suas fundações missionárias. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é muito antiga e sempre foi ligada à contemplação da Paixão de Jesus Cristo. Ignorada totalmente no primeiro milênio, ela aparece, pela primeira vez, com traços claros, com a escola cisterciense e, mais tarde, na ordem franciscana. A partir do século XVII, por meio das visões de Santa Margarida Maria Alacoque, essa devoção foi popularizada, sendo um dos focos da Escola Francesa de Espiritualidade, que marcou profundamente a Igreja na Europa Ocidental. A espiritualidade do Sagrado Coração é muito simples, acessível a todas as pessoas. Ela tem como objetivo ajudar o fiel a voltar-se para seu coração e para o Coração de Jesus, como núcleo mais íntimo da pessoa, onde ela se encontra com seu Senhor. Essa devoção difunde que “O coração de nosso coração é o próprio Deus, com a sua lógica enraizada no amor”. Ela nos aproxima do amor compassivo de Cristo para com a humanidade. Nela, pedimos que sejamos revestidos das virtudes e das qualidades do Coração do Filho, deixando-nos inflamar pelo amor que o impulsionava, tornando-nos sempre mais semelhante a ele e formando com ele um só corpo. Ela contempla ainda o coração transpassado de Jesus que, na Cruz, entregou-se por nós com um imenso amor gratuito e compassivo. Em 1856, duzentos anos após as aparições de Jesus a Santa Margarida Maria, foi instituída a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a ser celebrada, a cada ano, no mês de junho. O movimento que mais propagou sua devoção no século XIX foi o Apostolado da Oração, aprovado pelo Papa Pio IX, em 1849. Hoje o Apostolado é obra pontifícia. A consagração do mundo ao Sagrado Coração ocorreu em 16 de junho de 1875, às vésperas da fundação da Congregação do Verbo Divino. Mais de 400 institutos de vida religiosa com espiritualidade cordiana foram fundados de 1800 até o Concílio Vaticano II, em sua maioria, femininos. Como filho de seu tempo, Arnaldo Janssen foi também impregnado por essa espiritualidade afetiva e concreta que respondia às necessidades do simples cristão. Inicialmente, recebeu na família forte influência da mística da Baixa Renânia, de espiritualidade cristocêntrica e trinitária. Seu pai falava com paixão para os filhos sobre a encarnação do Verbo e rezava diariamente com eles o Prólogo de São João. Sua mãe, uma pessoa silenciosa, testemunhava uma vida de oração contínua, alimentada pela frequência diária à missa. Foi também com o pai que o menino Arnaldo conheceu o Anuário da Propagação da Fé, que o introduziu ao amor às missões estrangeiras. Como jovem padre, a devoção especial ao Sagrado Coração foi ocupando suas orações e reflexões. Inicialmente, resolveu rezar, às sextas-feiras, a missa em honra do Sagrado Coração, para glorificar seu sacerdócio. Queria homenagear a Trindade habitando nesse Coração. Para Arnaldo, o Coração de Jesus era a humano-divina Pessoa de Jesus, a face humana de Deus, seu amor incompreensível pela humanidade.A partir de 1866, ao lado das aulas que administrava, passou a dedicar uma atenção especial ao novo Apostolado da Oração em sua diocese. Esse apostolado, com forte espiritualidade cordiana, deixou suas marcas na vida de oração de Arnaldo. Sua profunda motivação passou a ser sua união fundante com as disposições do Sagrado Coração, emergindo daí o traço característico de sua espiritualidade, inicialmente assim expresso: “Viva o Coração de Jesus nos corações de todas as pessoas!”. Arnaldo foi se tornando mais e mais habitação do Sagrado Coração, e os propósitos e intenções desse Coração, assumidos como seus. Desejava ardentemente a glorificação do Deus Trino e o cumprimento de sua vontade salvífica para todos os povos. O amor e a bondade de Jesus, sua compaixão sincera, suas virtudes humanas, seu sofrimento e aflições, sua atitude de entrega incondicional, suas emoções e sentimentos íntimos, tudo tinha para Arnaldo seu lugar e centro no Sagrado Coração de Jesus. Escrevia assim no livro de admissão dos novos membros ao Apostolado de Oração: “A melhor devoção ao Coração de Jesus é conformar nossos desejos aos desejos do Coração de Jesus”. Por meio do Apostolado da Oração, Arnaldo foi também tomando consciência de uma variedade de situações eclesiais, abrindo, assim, a mente aos grandes propósitos da Igreja. Seu dinamismo missionário, na força da oração, foi se revelando com o Apostolado. Iniciou, em 1866, com 26 grupos na diocese de Münster. Após sete anos, sua missão no Apostolado tinha se espalhado por várias dioceses alemãs, alcançando um total de 600 paróquias. Dois anos depois, em 1875, em meio a muitas lutas e rejeições, Arnaldo estava pronto para iniciar a primeira casa de formação missionária na Igreja alemã. Dentro de sua espiritualidade, Arnaldo foi enxergando cada vez mais o Coração de Jesus como Tabernáculo da Trindade: “A Trindade toda reside no Coração de Jesus: a Onipotência do Pai, a Sabedoria e a Beleza do Verbo Eterno e o Generoso e Eterno Amor do Espírito Santo. Contudo o Coração de Jesus permanece um coração criado, um coração humano”. Com o tempo, Arnaldo vai explicitando assim a relação entre o Coração de Jesus e o Espírito Santo: “Durante sua vida terrena, o Coração de Jesus já era a fornalha ardente cheia do amor e da graça do Espírito Santo”. Arnaldo viu um duplo movimento entre o Coração de Jesus e o Espírito Santo: de um lado, foi o Espírito Santo que formou o Coração de Jesus e fez dele sua morada; por outro, é do Coração de Jesus que emergem todas as graças que recebemos do Espírito Santo, pois é pela encarnação de seu Filho que Deus comunica-se a si mesmo em seu insondável amor incondicional. No fim de sua vida, Arnaldo escreve: “Vou tentar chegar tão perto quanto possível dos sentimentos de Jesus, de sua vida interior, de seus ensinamentos, realizações, dores e morte.
Bem-aventurada Madre Josefa Stenmanns: uma grande missionária para todos os tempos

Quem é a Bem-aventurada Madre Josefa Stenmanns? Ela é cofundadora da Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo. Ela nos deixou um grande exemplo de amor, de acolhimento e de entrega ao Espírito Santo. Vamos conhecer sua vida e missão, seguindo algumas passagens de sua trajetória guiada pelo Espírito Santo. Desde cedo, Hendrina, nome de batismo, recebeu a iniciação na vida espiritual. Sua mãe plantou em seu coração as sementes de bondade e fidelidade. A partir de 6 anos, Hendrina ia à missa todas as manhãs, antes da escola. Após a primeira comunhão, recebia os sacramentos a cada semana. Aos poucos, desenvolveu seu estilo próprio de felicidade e alegria. Simplesmente por sua presença e bondade, ela tinha o dom de alegrar os outros e consolá-los na dor e nas dificuldades. Também tinha os olhos e o coração voltados para os necessitados da vila onde morava. Tinha uma palavra de carinho para cada um. Todos os dias, visitava doentes, idosos e pessoas abandonadas. Ela cuidava deles e os consolava. Conseguia ler o sofrimento interior e a dor dos outros. Em sua comunidade paroquial, cultivava a oração e as visitas a Jesus. Praticava atos voluntários de penitência. Levava a sério a lei do jejum. Participava da peregrinação anual a Kevelaer, lugar de encontro com Nossa Senhora, Consoladora dos Aflitos. O sopro do Espírito é movimento e vida. Hendrina se transformou numa jovem madura em busca do futuro. Apesar do trabalho e da assistência aos necessitados, ela queria algo mais. Rezava o terço e breves orações durante suas atividades. Em seu coração, sentia crescer o desejo de comprometer-se totalmente, seguindo mais de perto o Senhor. Aos 19 anos, entrou na Ordem Terceira de São Francisco. Foi franciscana da Ordem até entrar em Steyl. Viveu intensamente esse período e cumpriu as exigências da Ordem Terceira: desejo sincero de perfeição; prática da renúncia e da humildade; virtudes da fé, esperança e caridade; fortaleza, paciência e perseverança no sofrimento e adversidade. Em seu coração, crescia o desejo de seguir o Senhor. Indo pela primeira vez a Steyl, reconheceu o sopro do Espírito pelo clima de oração e missão que não a deixou em paz. A semente plantada em seu coração na infância e juventude e o sopro do Espírito Santo se tornaram mais visíveis. Assim, depois de muitos anos de espera e amadurecimento, tomou uma decisão definitiva: urgia dar o passo decisivo. Pediu que Santo Arnaldo Janssen, Fundador da Casa Missionária de Steyl, a recebesse como empregada. Na carta ao Fundador, escreveu: “Pedi a luz do Espírito Santo, para que eu seja guiada conforme a vontade de Deus, para aquilo que ele planejou desde a eternidade”. O desejo de entrar na Casa Missionária nunca a deixou. Estava certa de ser destinada a participar do trabalho da propagação da fé. Essa é Hendrina partindo para Steyl. Deixou família, profissão e paróquia para arriscar um passo novo em seu seguimento do Senhor. “Vem, Espírito Santo!” era sua constante oração. Era fiel no compromisso de aprofundar a contemplação da presença de Deus em seu coração e nas pessoas. Cultivava o silêncio e a contemplação. Sua sintonia com Deus fez dela uma religiosa de profunda sensibilidade e simplicidade, de espontaneidade e proximidade com as irmãs e com as pessoas com quem se relacionava. Dizia às irmãs: “Rezem muito para que o Espírito Santo, que nos uniu pelo amor, também nos conserve no amor. Ele é o Pai de amor e de bondade”. Sendo uma mulher de grande bom senso, de compaixão, amor e generosidade, sua presença irradiava paz, alegria e calor humano. Sua espontaneidade, sua maneira amiga e benevolente criou uma atmosfera favorável à escuta e ao diálogo, e todas as suas palavras expressavam amor, bondade e sinceridade. Nos tempos difíceis da comunidade e nas dificuldades pessoais, sempre dizia: “Seja feita a santa vontade de Deus”. Demonstrava sensibilidade atenta à vontade do Senhor. Era uma testemunha viva dos ensinamentos que passava aos outros. Ao se aproximar de alguém, era acolhedora e atraente, capaz de conquistar logo a confiança das pessoas. Sabia como construir pontes aos outros e criar um sentido de comunidade. O amor profundo à Eucaristia era, para Madre Josefa, uma fonte de vida, que, por sua vez, encontrou expressão concreta em seu amor aos pobres, doentes e necessitados, enquanto ainda estava em casa, antes de sua ida para Steyl. Vemos, em sua vida, uma entrega incondicional à vontade de Deus, vivida na alegria e gratidão, com convicção e liberdade interior. E, apesar de suas muitas atividades, ela não caiu no ativismo, achando sempre tempo para a contemplação e oração. Desenvolveu o espírito missionário e assim escreveu ao Fundador: “Desejo nada mais que, com a graça de Deus, ser a última e sacrificar-me pela obra da evangelização”. Se houver uma frase que possa resumir adequadamente a vida de Madre Josefa, acreditamos ser esta: se cumprirmos fielmente todas as nossas tarefas, estaremos prontas a comparecer diante de Deus quando Ele chamar. Rezemos diariamente: pronto está meu coração, ó Deus, pronto está meu coração! Fala de um desejo, disposição, entusiasmo, abertura, amor, liberdade interior. Ela rezou e viveu por um objetivo: abrir cada coração ao amor. Para isso, ofereceu sua vida com uma prontidão total, sem limites e condições. “Ó Coração tão bondoso, quero amar, agir e sofrer em ti. Purifica-me de tudo o que ainda é meu e transforma-me em ti.” Essa transformação final e essa purificação total ocorreu, acima de tudo, durante a longa e dolorosa doença terminal. Foi naqueles meses que Madre Josefa repassou às irmãs uma herança preciosa que constitui, ao mesmo tempo, seu testamento que lhe dera luz, força e orientação em todas as situações: “Vem, Espírito Santo! Vem, Espírito Criador!”. Essa oração era sua vida, sua própria respiração, e ela queria que fosse a respiração de suas filhas espirituais. Entre ansiedade e esperança, entre vida e morte Madre Josefa sofreu muito durante sua longa doença terminal. Sempre de novo sofria de fortes crises de asma e, no fim, começou a sofrer de edema. Alternava
MLDUT: missionários leigos assumem sua vocação

A Igreja no Brasil dedica todo o mês de agosto às vocações e destaca, a cada semana, uma vocação específica. Assim, no início do mês, celebramos o Dia do Padre e o chamado ao ministério ordenado (bispo, padre e diácono). Depois veio a Semana da Família, aprofundando a vocação ao matrimônio e, na sequência, a Semana da Vida Religiosa Consagrada. No quarto domingo, lembramos o Dia do Catequista e, nesta semana, ressaltamos a vocação laical. Em nossa congregação, desde sua origem, Santo Arnaldo Janssen, nosso fundador, sempre valorizou a participação dos leigos, tanto que promovia retiros espirituais para os leigos e leigas. Em nossa Casa-Mãe, em Steyl, as irmãs desocupavam seus quartos e iam dormir no sótão, para acolher as mulheres que vinham para os retiros. Ao longo dos anos, em torno das irmãs, foram surgindo grupos e associações laicais que buscavam vivenciar nossa espiritualidade e colaborar em nossa missão. Em 1921, surgiu a Liga Auxiliar do Espírito Santo e, em 1957, a Associação do Espírito Santo. Em 1978, essas duas organizações se fundiram, dando origem à Associação Missionária do Espírito Santo, a AMES, que se desenvolveu em diversos países, buscando unir espiritualidade e ação social. No Brasil, a AMES teve início em 1982, em Guarapuava-PR, e vários grupos foram se organizando. Entre as duas províncias das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), a Associação chegou a ter quase 4 mil membros. Depois da 1ª Assembleia Internacional da AMES, em 1990, os grupos no Brasil passaram a ser chamados Missionários Leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Atualmente se organizam em grupos que se encontram mensalmente para formação, oração e partilha de vida. Também contribuem com a missão, de acordo com suas possibilidades. Em nossa Província Stella Matutina, acompanho os grupos de MLDUT como orientadora espiritual. Visito periodicamente cada um dos grupos e apoio na formação e no aprofundamento de nossa espiritualidade. Também estou ao lado da equipe de coordenação, formada por representantes dos vários grupos. Neste período de pandemia, tivemos de cancelar as visitas, e cada grupo está dando continuidade mais por contatos via WhatsApp e, onde é possível, por reuniões on-line. Sempre entro em contato para conversar com as coordenadoras e ver como o grupo está caminhando. Fico impressionada como a pandemia, ao contrário do que se poderia supor, fez surgir um dinamismo completamente novo e outras formas de engajamento. Entre as missionárias leigas dos grupos, temos quem está aproveitando as redes sociais para promover a evangelização, a partir das pastorais paroquiais, outras organizando reuniões on-line, momentos orantes ou mesmo lives. Aqui trago o depoimento de Maria da Conceição Roberto Gonçalves, mais conhecida como Lia, uma das missionárias do grupo de Funilândia-MG. Ela conta como está vivendo este tempo de pandemia. Pela declaração dela, gostaria de homenagear a cada um e cada uma de nossos MLDUT, pelo testemunho de fé e doação no assumir a vocação laical. Valorização do essencial “Neste tempo de isolamento social, estou estudando o Novo Diretório da Catequese, participando de algumas missas na comunidade, quando nosso ministério de música é responsável pelo canto, assistindo às transmissões da missa da paróquia, de Aparecida, e limpando semanalmente a Igreja, com uma equipe. O seio familiar, graças a Deus, sempre foi bem unido. Partilhamos tudo. Apesar do isolamento social, marido e filhos estão trabalhando. Meu tempo está dividido com os cuidados com a família, orações, descanso, meditação, curso sobre “Crimes cibernéticos: os principais riscos e técnicas básicas de prevenção”, e aprendendo novas partituras musicais. Um olhar para o mundo: pelos impactos dessas mudanças, darão mais valor ao convívio familiar, na valorização do essencial, levando a que se repensem hábitos de consumo, a prática da solidariedade mais evidente, a perceber quais valores estamos colocando à frente de nossas vidas, o crescimento na confiança do amor providencial de Deus.” Irmã Heloise, Cláudia Matos, SSpS, membro do Conselho Provincial, pedagoga e psicóloga, faz parte da Dimensão Missionária das Escolas e é orientadora espiritual dos grupos de MLDUT.
Família Arnaldina: conheça um pouco da missão dos MLDUT

Os missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT) são um dos ramos da Família Arnaldina. Eles partilham da espiritualidade e da proposta evangelizadora de Santo Arnaldo Janssen. A missão principal desses homens e mulheres de fé é, por meio da própria vida, levar Jesus Cristo à sociedade. Assista ao vídeo e conheça um pouco desses companheiros de missão.
Missão e espiritualidade dos missionários leigos de Deus Uno e Trino

“A onipotência do Pai, a sabedoria do Filho e o amor do Espírito Santo.” Santo Arnaldo Janssen O momento histórico-político-social demanda que cada cristão seja testemunha do amor misericordioso de Deus, testemunha da ação e revelação de Jesus Cristo vivo, a partir do diálogo, da partilha e da comunhão. Somos chamados a construir uma sociedade centrada no amor, como explica Santo Agostinho: “O Pai é o que ama, o Filho é o amado, e o Espírito Santo é o amor”. Desde a década de 1960, o Concílio Vaticano II nos convida a retomar as bases do carisma congregacional, renovando a fidelidade, bebendo das revigorantes fontes da espiritualidade das origens. Dessa forma, a animação na espiritualidade trinitária tem um papel fundamental desde a geração fundante, pois é o enraizamento da vida pessoal e comunitária na Trindade que dá sustento à missão dos verbitas, das missionárias servas do Espírito Santo, das irmãs da Adoração Perpétua como também para os missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Até hoje, existem várias iniciativas de animação espiritual. Deve-se a Santo Arnaldo Janssen e às cofundadoras, as Bem-Aventuradas Madre Maria e Madre Josefa, a centralidade trinitária e o amor ao Espírito Santo. Como MLDUT, tive a benção de participar de um encontro de aprofundamento no carisma, no Centro de Espiritualidade Arnaldo Janssen (CEAJ), em Steyl, Holanda, em 1999, juntamente com as irmãs servas do Espírito Santo Aglaé Pascoal (in memoriam), Heloíse Matos e um grupo de nove lideranças das escolas da Província Brasil Norte (BRN) das SSpS. Todas as obras buscam ser um louvor à Trindade Santa, por meio da doação gratuita aos irmãos nas creches comunitárias, no centro de integração do migrante, na comunicação, no apoio à população de rua, nas visitas assistenciais dos missionários leigos e tantas outras frentes de trabalho nas quais toda família Arnaldina se empenha, visando à justiça, paz e integridade da criação. Hoje, na Família Arnaldina, a missão é entendida de um modo diferente e mais abrangente. Padre Pernia, SVD, explica que “As gentes estão também aqui entre nós e ao nosso redor. Pode ser a família que mora ao lado, a pessoa que se senta a meu lado no ônibus, o técnico que vem fazer um conserto em minha casa ou a senhora que me atende na feira ou no mercado. Hoje, necessitamos entender a missão ad gentes (chamado missionário além-fronteiras) também como missão inter gentes (missão como lugar de encontro e diálogo no meio das pessoas). A missão inter gentes pode enriquecer nossa compreensão da missão hoje. Não como substituição da missão ad gentes, mas como complemento”. “Nossa tarefa é abrir os corações de todos os homens ao amor.”Madre Josefa Missão da Família Arnaldina Congregação dos Missionários do Verbo Divino: tem a missão especial de anunciar a Boa-Nova de Jesus Cristo em situações em que a necessidade é maior. Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo: dedicam-se, sobretudo, às pessoas excluídas pela sociedade, minorias e povos ameaçados, refugiados, migrantes… Congregação das Missionárias das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua: irmãs adoradoras espalhadas em quatro continentes, em vinte conventos existentes nos EUA, Argentina, Brasil, Alemanha, Chile, Holanda, Polônia, Filipinas, Índia, Indonésia e Togo. Missionários Leigos de Deus Uno e Trino: a presença dos leigos e das leigas na Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo e na Família Arnaldina como um todo vem desde o tempo da fundação. Os MLDUT são chamados a viver a espiritualidade trinitária e com o carisma missionário inter gentes (no lar, no trabalho, na recreação, na oração, na Igreja e na sociedade), para tornar o amor de Deus Uno e Trino conhecido, amado e glorificado por todas as pessoas. Para isso, procuramos novos caminhos para cumprir nossa tarefa missionária: • partilhar com as pessoas a experiência pessoal e comunitária do Deus Uno e Trino; • ler, rezar, estudar, partilhar a Palavra de Deus e participar da Eucaristia como ato central de nossa vida; • discernir os movimentos do Espírito nas realidades socioeconômico-político-culturais, mediante ações pela justiça, paz, preservação da natureza e defesa da vida humana; • promover a vocação missionária dos leigos, apoiá-los em sua formação e envio a lugares onde são muito necessitados; • promover e incentivar as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, por meio da oração, do discernimento e da ajuda financeira; • fazer promoções em benefício do trabalho de missionário inter gentes e ad gentes, fundamentado na espiritualidade; • trabalhar de mãos dadas com as irmãs SSpS, as irmãs SSpSAP e os missionários do Verbo Divino pela evangelização do mundo e para realizar nosso lema comum: “Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”. Segundo o Concílio Vaticano II, cada leigo deve ser, perante o mundo, uma testemunha da ressurreição e um sinal do Deus vivo. Todos, em conjunto, e cada um, por sua parte, devem alimentar o mundo com frutos espirituais (cf. Gl 5,22) e nele difundir aquele espírito que anima os pobres, mansos e pacíficos, que o Senhor no Evangelho proclamou bem-aventurados (cf. Mt 5,3-9). Numa palavra, “Sejam os cristãos no mundo aquilo que a alma é no corpo”. Maria, Mãe e Estrela da Nova Evangelização, guie os próximos passos para que sejamos cada vez mais enraizados na Palavra, para tornar Deus Uno e Trino, conhecido, amado e glorificado por todas as pessoas, grupos, povos e nações. Cristina Maia Além de professora universitária, mestre em Sistemas de Gestão e doutoranda em Educação, é missionária leiga de Deus Uno e Trino e membro da Equipe de Espiritualidade Nacional SSpS/SVD. ___ __ “Que Jesus nos conceda a graça de sermos repletos do Espírito Santo.”Madre Maria Helena Fontes: Constituição Lumem Gentium. In: Documentos do Concílio Vaticano II: constituições, decretos, declarações. Petrópolis: Vozes, 1966. SACARDO, Ir. Matilde W., SSpS. Manual dos Missionários Leigos de Deus Uno e Trino, 1996. A Santíssima Trindade e a geração fundante. Disponível em: http://www.novosite.ssps.org.br/arquivos/10/downloads/geracao-fundante.pdf. Acesso em: 15 mar. 2019. A Santíssima Trindade: mistério de amor. Disponível em: https://pantokrator.org.br/po/artigos-pantokrator/a-santissima-trindade-misterio-de-amor/. Acesso em: 15 mar. 2019. Espiritualidade missionária. Disponível em: https://www.ssps.org.br/.