JUPIC no combate à exploração de crianças e jovens

O abuso sexual e a exploração de crianças e adolescentes é uma triste realidade que ainda acontece nos dias de hoje. Em 80% dos casos essa violência ocorre nos próprios lares das vítimas ou são feitas por pessoas de confiança. Aqui no Brasil, a violência sexual é a quarta violação que mais acontece contra crianças e adolescentes. Segundo o Disque Direitos Humanos (Disque 100), em 2015 as denúncias contra esse crime chegaram a 52 mil. Como a Igreja procura enfrentar e tomar decisões em relação a esse problema? Alinhadas as ideologias de JUPIC. Você já ouvir falar da JUPIC? JUPIC é a sigla para Justiça, Paz e Integridade da Criação e tem como objetivo a transformação das estruturas, das políticas e das práticas que dominam e destroem a integridade da criação, e busca uma verdadeira qualidade de vida para todos e todas, especialmente para os/as marginalizados/as”. Listamos abaixo algumas medidas que podem se tomadas na preveção e no combate destes crimes: Na prevenção 1) Tomar consciência do abuso sexual e da existência de vítimas e agressores, de crenças e sistemas sociais que facilitem situações de abuso sexual. 2) Promover debates, palestras, cursos, seminários e rodas de conversas sobre a sexualidade de forma didática e à luz da Bíblia. 3)de segurança e confiança que promova relações saudáveis baseadas no amor e no respeito mútuo. 4) Rezar pedindo que Deus proteja as comunidades e famílias destes males . No combate: 1) Denunciar os sistemas sociais e culturais que favorecem a existência deste crime aos Conselhos Tutelares, de Direitos, Assistência Social e da Saúde, as ONGs, a Polícia Militar e Civil e aos profissionais de educação. 2) Acolher e acompanhar vítimas e agressores, encaminhando-os ao atendimento de psicólogos, assistentes sociais, médicos, etc. 3) Desenvolver políticas próprias de proteção infantil na igreja e em seus programas (escolas bíblicas, retiros, acampamentos, passeios, etc.) 4) Manter a esperança e o compromisso, apesar dos fracassos, confiando em tudo o que Deus pode fazer, apesar de nossas limitações. Você pode conhecer mais sobre JUPIC pelo site da Redes – Rede de Solidariedade e das Irmãs Missionárias Servas do Espirito Santo
Saiba mais sobre os migrantes e o trabalho escravo em São Paulo

Sonhar com um bom emprego e condições financeiras melhores sempre atraiu inúmeras pessoas para o grande mercado de trabalho de São Paulo. E nessa jornada pela segurança e estabilidade, muitos imigrantes saem de seus estados e países para “tentar a sorte” nesta grande metrópole. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contabilizou em 2017 que aproximadamente 45% de população adulta de São Paulo vem de outros estados ou países. Infelizmente muitas vezes o sonho acaba virando um pesadelo do qual é difícil sair, pois esses migrantes acabam tendo sua mão de obra explorada e sua liberdade roubada. Segundo o Código Penal Brasileiro, há quatro modalidades de execução de trabalho análogo ao de escravo: 1) Trabalho forçado: O trabalhador não se ofereceu espontaneamente ao serviço ou não consegue deixá-lo. Neste caso, o empregador tem controle sobre o direito de ir e vir do trabalhador. 2) Jornada exaustiva: Submete o trabalhador a um grau extremo de super exploração de sua força de trabalho em que suas energias não são repostas devidamente, provocando danos à sua saúde física e/ou mental. 3) Condições degradantes: Não apenas no local de trabalho, mas em sua vida pessoal, eles são colocados a viverem em locais com condições precárias de higiene, saúde, segurança, alimentação e moradia. 4) Servidão por dívidas: O trabalhador sai de seus país com o transporte dado pelos empregadores. Parte ou mesmo todo o salário é retido para a compensação destes custos e de “benefícios” que o empregador oferece, como alojamento, alimentação e vestimenta, geralmente precários. Combater o trabalho escravo é uma luta que tem sido travada pela Igreja e pelo Ministério Público de Trabalho com muita seriedade. Denuncie através do site http://www.mpt.gov.br/ ou pelo aplicativo Pardal MPT (disponível apenas para celulares com sistema operacional Android). Valorize a vida e a integridade de cada pessoa, ajudando no combate contra a mão de obra escrava. As Missionárias Servas do Espírito Santo e a Missão Paz são organizações religiosas que realizam trabalhos juntos a esses migrantes, ajudando com questões pessoais e trabalhistas. Clique nos links para conhecer sobre elas. https://www.facebook.com/centrodeintegracaodomigrante http://www.missaonspaz.org/