À luz do Evangelho Dominical

Neste domingo, o Pe. Fábio Pires, missionário do Verbo Divino e especialista em Bíblia, apresenta-nos Jesus seguindo seu caminho missionário, ensinando os discípulos (Lc 17,5-10). Jesus fala do poder da fé. Mesmo que a fé seja tão pequena quanto um grão de mostarda, é suficiente para realizar “coisas profundas, extraordinárias e libertadoras”. Ter fé é entrar no domínio de Deus, numa atitude de disponibilidade no serviço gratuito. É estar a serviço do próprio Deus, a quem devemos tudo, nossa vida e tudo o que faz parte de nossa existência. Jesus conta a parábola de um servo que realiza o trabalho da casa e do campo, cumprindo o que deve fazer. Por isso o serviço a Deus e ao próximo não deve ser considerado fonte de mérito, mas sim a realização daquilo que somos chamados a ser. E você? Como está a sua fé? Ela já alcançou o tamanho da semente da mostarda? E como vai sua disposição para servir? Assista ao vídeo e medite o Evangelho. Jesus tem uma mensagem especial para você!

À luz do Evangelho Dominical

No Evangelho de domingo (Lc 16,19-31), vamos encontrar o rico que se banqueteia todos os dias e o pobre Lázaro, que vive das migalhas que caem no chão. É gritante o contraste entre a vida de um e de outro, até que os dois morrem, e a situação deles se inverte. O rico que não se importava com o pobre foi parar no inferno, e Lázaro encontrou a felicidade no Paraíso. No vídeo, o teólogo leigo Afonso Giglio Junior alerta sobre as consequências de nossas atitudes e ações para o presente e o futuro de nossa vida. Quem constrói abismos que nos separam dos outros nesta vida ficará separado de Deus na outra. Por isso o apelo é para viver a justiça do Reino de Deus a partir de agora, para não criar distância e segregação entre as pessoas. O que deixamos para o futuro pode ser tarde demais. Confira o vídeo e medite o Evangelho!

À luz do Evangelho Dominical

O Evangelho de Jesus sempre é muito concreto. Neste domingo, o tema é o uso do dinheiro (Lc 16,1-13), assunto que incomoda muita gente, especialmente quando toca o bolso… O tema continua atual, pois grande parte dos problemas que enfrentamos estão relacionados ao mau uso do dinheiro. Jesus conta a parábola do administrador infiel e, no fim, elogia sua esperteza. Não que ele aprove as coisas erradas que o administrador fez, mas aponta sua criatividade para corrigir o mal realizado e revertê-lo a seu favor. No tempo de Jesus como nos dias de hoje, para muita gente, o dinheiro é um ídolo, uma meta que para ser alcançada. Para isso, vale tudo: explorar os pobres, enganar, roubar… Mas isso destrói o ser humano e nos afasta do Reino de Deus. Por isso continua atual o alerta de Jesus: “Não é possível servir a Deus e ao dinheiro”.

À luz do Evangelho dominical

O Evangelho deste domingo (Lc 15,1-32) traz três parábolas de Jesus: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo. Três situações em que há uma quebra da unidade e algo ou alguém se perdeu: a ovelha que se desgarrou do rebanho, a moeda que precisou ser procurada e o filho que abandonou a família e esbanjou seus bens até cair na miséria. Em todas essas situações, Jesus mostra o quanto Deus se importa com cada pessoa, mesmo com aquelas que se desviaram do caminho e fizeram coisas erradas. No vídeo, o biblista Afonso Giglio Junior explica cada uma das parábolas e, partindo da história do filho pródigo e cada um dos personagens, apresenta os cinco passos necessários para o perdão. E você, com qual dos irmãos se identifica? Assista ao vídeo e se deixe tocar pelo amor misericordioso de Deus.

À luz do Evangelho dominical

Hoje é muito fácil dizer que seguimos Jesus, que somos seus discípulos e discípulas. Mas será que estamos seguindo os critérios que o próprio Jesus nos apresenta para seu seguimento? O Evangelho deste domingo nos apresenta quais as condições para poder ser discípulo ou discípula de Cristo. São exigências que vão até a raiz mais profunda de nossa vida e de nossos afetos. Jesus exige amor absoluto, desapego total e disposição para tomar a cruz. Será que estamos dispostos? O projeto do Reino de Deus é tão importante que não dá para fazer de conta. Seguir Jesus é entregar a própria vida, como Ele mesmo fez. Para nós, isso é impossível, mas, com a graça do chamado que Jesus faz a cada pessoa, podemos colocar tudo o que somos e temos a seu serviço e da humanidade. No vídeo produzido pela Verbo Filmes, o biblista Afonso Giglio Junior fala da radicalidade do seguimento de Cristo e da resposta que o Evangelho pede de nós. Confira!

Quem se humilha será exaltado

No Evangelho deste domingo, Jesus toma refeição na casa de um fariseu. Conhecendo bem sua maneira de pensar e de agir, Jesus propõe uma nova visão, uma nova atitude. Os fariseus eram pessoas piedosas e observavam a lei fielmente, e ao pé da letra. Por isso eram considerados justos, achavam-se melhores que as outras pessoas e merecedores dos lugares mais importantes.  Jesus desarma os esquemas farisaicos e nos convida a sermos humildes, a deixarmos para os outros os melhores lugares. Jesus mostra que é preferível ser chamado à frente do que passar a vergonha de ter de ceder o lugar a alguém mais importante, pois quem se exalta corre o risco de ser humilhado… Quem ocupa o primeiro lugar no coração de Deus? O Evangelho de Lucas deixa claro que são os pobres, os enfermos, aqueles que não têm qualquer prestígio e nem como retribuir. E no nosso coração, quem ocupa o primeiro lugar? No vídeo de hoje, o biblista Ademir Guedes Azevedo, do Centro Bíblico Verbo, mostra como as atitudes de Jesus apontam para uma nova lógica de ser e para os verdadeiros valores do Reino de Deus. A humildade e a gratuidade estão em sintonia com o coração de Deus.

À Luz do Evangelho Dominical

Jesus, ao ser interrogado se são poucos os que se salvam, fala que devemos nos esforçar para entrar pela porta estreita… Que porta é essa? Por que é difícil passar por ela? Por que muitos não conseguem entrar? O que faz a porta se fechar? O simbolismo da porta se refere à salvação, e todos nós a buscamos. No tempo de Jesus, havia os fariseus que observavam a lei nos mínimos detalhes e, por isso, consideravam-se salvos e melhores que os outros. Por isso Jesus fala que os primeiros serão os últimos e que os últimos serão os primeiros. Assista ao vídeo, descubra o significado dessa passagem e o que ela tem a dizer para nossa vida.

À Luz do Evangelho Dominical

Neste trecho do Evangelho (Lc 12,49-53), Jesus fala de fogo, divisão e transformação. O projeto do Reino de Deus consome seu coração e todas as suas energias. É uma verdadeira paixão! Um fogo que arde em seu coração e quer levar a transformação ao mundo. Mas transformar a realidade traz conflitos. O projeto de Jesus, o Reino de Deus, supõe mudanças, e estas geram resistências. O importante é entender que, muitas vezes, o amor encontra barreiras e divisões, mas quem é movido por uma verdadeira paixão pelo Reino de Deus é capaz de superar os desafios e ir em frente. Confira a bela mensagem que a biblista Gisele Canário, do Centro Bíblico Verbo, apresenta e como ela fala do fogo que arde no coração de Jesus. Deixe-se contagiar por sua paixão pelo Pai e por seus irmãos. Só quem é tocado por Jesus consegue transformar a realidade a seu redor.

À Luz do Evangelho Dominical

No Evangelho deste domingo (Lc 12,32-48), Jesus nos adverte que onde está nosso tesouro aí está também nosso coração. Se nosso tesouro são as coisas de Deus, então nossa vida estará direcionada para Deus. Mas se colocamos nossa vida em função do dinheiro, não estamos ajuntando tesouros no céu. Assista ao vídeo e descubra o que Jesus pensava a respeito do dinheiro e como podemos nos tornar verdadeiramente ricos para Deus.

Encontro no deserto

Os evangelhos sinóticos narram que, depois da experiência no batismo, Jesus foi conduzido ao deserto (Mt 4,1-11; Mc 1,12-13; Lc 4,1-13). Após quarenta dias naquele lugar, Jesus foi tentado (os quarenta dias, no caso, acenam para os quarenta anos da travessia de Israel no deserto). Há quem veja esse acontecimento das tentações como uma provação da qual Jesus, sendo o Filho de Deus, sai triunfante. Nós, porém, seguindo Juan Antonio Estrada, preferimos ler nesse episódio o processo de assimilação e amadurecimento da experiência que Jesus viveu em seu batismo: “Tu és o meu filho amado, em ti me comprazo” (Mc 1,11b). Todo novo conhecimento de Deus precisa ser assumido pessoalmente, mas o processo é muito complexo. É necessário observar com atenção os efeitos e a interpretação que se faz dessa experiência. Em outras palavras, trata-se de fazer um processo de discernimento para não cair no autoengano. Depois da experiência de Deus, surge uma nova sensibilidade, que precisa ser estruturada no “deserto”. “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ele esteve no deserto quarenta dias, sendo tentado por Satanás; e vivia entre as feras, e os anjos o serviam” (Mc 1,12-13). É interessante que os evangelistas sublinhem que foi o Espírito quem impeliu Jesus ao deserto. Jesus é inabitado pelo Espírito, mas é tentado porque é parte de uma sociedade e sofre as influências do “dever ser” que essa sociedade lhe impõe. Porém Jesus não teve medo de sua liberdade interior nem das exigências de ser autêntico, por isso ele não se submeteu ao código social e, ou, religioso. Em nossos dias, abundam ofertas de experiências religiosas, mas nos chama a atenção que os efeitos, muitas vezes, ficam num subjetivismo alienante. E é que todos estamos condicionados por nossa personalidade e o código cultural do qual fazemos parte, assim somos presas fáceis de enganos. O âmbito religioso certamente é uma mediação para encontrar Deus, mas também é um lugar de tentação. Aliás, análogo a certas experiências religiosas, intensifica-se o fenômeno patológico, que busca o bode expiatório sobre o qual descarregar a culpa da desgraça e do pecado. Aludir às tentações de Jesus se refere, pois, a tratar do encontro de nós com nós mesmos, em vistas do amadurecimento na fé. É indispensável que reconheçamos nossa vulnerabilidade humana e que nos confrontemos com as forças contraditórias presentes no interior de todo ser humano. A tentação faz parte de nossa estrutura humana, pois está atrelada à insegurança pessoal. Todos buscamos a segurança que neutralize a angústia existencial. Mas acontece que, muitas vezes, ao fugir dessa angústia, acabamos nos submetendo ao “dever ser” que a sociedade nos apresenta e deixamos de almejar ser o que Deus nos chama a ser. Ainda que as tentações respondam às necessidades humanas de satisfazer a fome, ao anseio de ser valorizados e ao desejo de poder, precisamos advertir para a dinâmica diabólica que jaz por trás delas. Essas necessidades, usando-se das carências e desejos humanos, facilmente seduzem ao acúmulo, dominação e triunfalismo, aliás, quando essas tentações se cristalizam, somente causam destruição. Jesus, como homem verdadeiro, inserido numa cultura concreta, sentiu a tentação e a ambiguidade da vida que ameaçava perverter a experiência de seu batismo. Mas ele venceu as tentações, confrontando-as num profundo discernimento. Assim, Jesus transforma as necessidades e desejos humanos, canalizando-os para um projeto de sentido, o projeto do reinado de Deus. Nós, também deixemo-nos conduzir pelo Espírito Santo ao deserto da vida, para aí apreendermos com Jesus a resistir às tentações e aderir a seu projeto de vida. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

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