Mudanças climáticas: uma realidade em nossa sociedade contemporânea

Em 21 de setembro, celebra-se o Dia da Árvore. Diante dos alertas de cientistas sobre o aquecimento global, esta é uma data para reflexão sobre as mudanças climáticas, um fenômeno já em curso. Partilhamos o texto e a ilustração elaborados pelo jovem Danilo Welter, aluno do 8º anos do ensino fundamental no Colégio Santa Maria, em Cascavel (PR). Veja!
Zero Waste e Lixo Zero: redes de mobilização para eliminar o desperdício

O Dia Internacional do Lixo Zero é comemorado em 30 de março. Esse é um tema que merece debate e, sobretudo, impõe ação. Com esse objetivo, a professora Marli Teresinha Everling apresenta algumas redes e recursos de mobilização úteis para atividades educacionais. Confira!
Ecologia Integral e uma visita às entranhas da terra

Em uma missão da Comissão de Ecologia Integral da Conferência dos Bispos do Brasil, acompanhada por membros da Vivat International Brasil, a Irmã Nelly busca se aproximar das comunidades que enfrentam os impactos da mineração e das barragens em seus territórios. Confira mais sobre suas reflexões na matéria a seguir.
Junho e as vozes da ecologia e do meio ambiente

O mês de junho vem acompanhado de várias notas para reverenciar e cuidar da nossa casa comum, a Terra. Além de temas como educação ambiental, meio ambiente, ecologia, oceanos, vida no mar, mudanças climáticas como seca e desertificação, é o mês que demarca o início do inverno, com o dia mais curto do ano, demonstrando delicada relação de equilíbrio como Cosmos que afeta a organização de nosso dia a dia, do vestuário e alimentação até nossas horas de sono. Ao prestigiar o Dia Mundial do Meio Ambiente, dias depois de o Congresso Nacional mutilar o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a ministra Marina Silva destacou: Hoje é dia de termos consciência de que nosso tempo para agir está se esgotando e assumirmos definitivamente o que a ciência nos diz: ou respeitamos a natureza, e fazemos dela uma aliada, ou inviabilizaremos nosso futuro. Por tudo isso, faço desta data um convite para nos unirmos numa inadiável missão: a de tratar a natureza da forma correta, num esforço em benefício da nossa e das futuras gerações. A voz de Marina não ecoa solitária nesse cenário de crise ecológica. À sua convocação somam-se a sabedoria indígena, representada por Ailton Krenak; a tese do cuidado, defendida escritor e teólogo Leonardo Boff; e as orientações da Encíclica do Papa Francisco (2015), Laudato si’: sobre o cuidado da casa comum. Nesse documento, o Papa convoca: Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na consciencialização. Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela recusa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, “são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus”. Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades. É importante destacar, não só no mês de junho, que a Laudato si’ passa por questões urgentes, como poluição, resíduos e cultura do descarte; clima como bem comum; água; perda da biodiversidade; desigualdade planetária; deterioração da qualidade de vida humana e degradação social. Além disso, o Pontífice chama a atenção para a relação tecnologia, criatividade e poder; a fraqueza das reações; a globalização do paradigma tecnocrático; as consequências decorrentes da crise gerada pelo antropocentrismo moderno. A Encíclica situa a ecologia como tema central, relacionando-a com questões ambientais, econômicas, sociais, culturais e a vida cotidiana; defende o princípio do bem comum e da justiça intergeracional. O Papa Francisco apresenta orientações para ação fundamentadas no diálogo e na educação. O diálogo é considerado estratégia para desafios ambientais, política internacional, novas políticas nacionais e locais, transparência nos processos decisórios, interação entre política e economia para a plenitude humana, e relação entre religiões e ciências. Educação e espiritualidade ecológicas, por sua vez, devem guiar para outro estilo de vida, para a conversão ecológica, para a aliança entre a humanidade e o ambiente. O Papa finaliza propondo duas orações: a primeira pela nossa Terra, a segunda pela criação, fechando a Encíclica com as palavras: Deus de amor,mostrai-nos o nosso lugar neste mundocomo instrumentos do vosso carinhopor todos os seres desta terra,porque nem um deles sequeré esquecido por Vós.Iluminai os donos do poder e do dinheiropara que não caiam no pecado da indiferença,amem o bem comum, promovam os fracos,e cuidem deste mundo que habitamos.Os pobres e a terra estão bradando:Senhor, tomai-nossob o vosso poder e a vossa luz,para proteger cada vida,para preparar um futuro melhor,para que venha o vosso Reinode justiça, paz, amor e beleza.Louvado sejais!Amém. ___________________________________ ReferênciasSILVA, M. Pronunciamento da ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, em rede de rádio e televisão, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho de 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/nosso-tempo-para-agir-esta-se-esgotando-diz-marina-silva-em-pronunciamento-do-dia-mundial-do-meio-ambiente. Acesso em: 13 jun. 2023. DICASTÉRIO PARA O SERVIÇO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL; STOCKHOLM ENVIRONMENTAL INSTITUTE. A nossa casa comum: um guia para cuidar do nosso planeta vivo. Disponível em: https://www.sei.org/wp-content/uploads/2022/11/a-nossa-casa-comum-sei-vatican-20221128.pdf. Acesso em: 14 jun. 2023. __________________________________ Marli Teresinha EverlingProfessora dos cursos de Graduação e Pós-graduação em Design da Universidade da Região de Joinville (Univille); coordenadora do Projeto Ethos – Design e relações de uso em contexto de crise ecológica; colaboradora do Instituto Caranguejo de Educação Ambiental (caranguejo.org.br); colaboradora do blog SSpS para temas ambientais; colaboradora das redes sociais do design para temas ambientais – Instagram (@designuniville).
Emerson Pataxó – Os povos originários e a ecologia

Emerson Pataxó, da comunidade dos pataxós do Sul da Bahia, fala sobre a importância da proteção do meio ambiente. Denuncia políticas que levam a devastação à Amazônia, mas recorda que, no Brasil, há outras áreas que também merecem nossa atenção. Assista!
O agronegócio é compatível com a ecologia integral?: compartilhando uma história vivida

“O avião que joga o veneno faz a curva bem ali, em cima da cerca da nossa terra.” Foi o que ouvi de Wagner, jovem liderança do povo Krahô-Kanela, quando cheguei à aldeia, no Tocantins, pouco antes da pandemia. Ele estava falando do vizinho plantador de soja, e seu povo queria conversar sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Passarinhos que não se ouvem mais; peixes que aparecem mortos, boiando no rio; pessoas queixando de dor de cabeça ou de irritação nos olhos e na pele… Ao falar sobre isso, estes indígenas nos mostram consequências do modelo produtivo do agronegócio para a saúde do ambiente e das pessoas. Ao mesmo tempo, testemunham a ecologia integral a que nos convida o Papa Francisco, ao mostrar, em seu cuidado com os seres não humanos, que sua cosmovisão vai muito além do antropocentrismo. Os Krahô-Kanela, assim como várias outras etnias e também ribeirinhos, quilombolas e camponeses, há muito tempo, vivem nesta linda e generosa região de florestas alagadas. Saberes e fazeres ancestrais, transmitidos às novas gerações no dia a dia, conformam modos de vida singulares, em estreita relação de respeito e afeto com o ecossistema, onde buscam o peixe, as frutas, as ervas, a palha, a água e o contato com seus encantados. Há algumas décadas, o agronegócio se instalou nestas terras férteis e ricas em água da bacia do rio Formoso, no Sudoeste do Tocantins, assim como em outras regiões do Estado, onde já ocupa cerca de um milhão de hectares para produzir soja e exportá-la para a China (para alimentar os animais confinados que provavelmente participaram do desequilíbrio que originou a pandemia de covid-19). Enquanto isso, diminui a área plantada com mandioca, por exemplo, que é comida de verdade. Enquanto isso, vários povos e comunidades tradicionais, descendentes dos povos originários desta terra, aguardam há anos a demarcação de um pedaço de terra onde possam viver de seu jeito. Modelo químico-dependente Injustiça hídrica é o que fazem os empresários do agronegócio quando constroem barragens no rio e capturam essas águas para canais que vão dar direto em seus monocultivos. À montante, essas barragens geram inundação nas plantações do povo do lugar e até mesmo nos terreiros das aldeias. À jusante, principalmente quando não é tempo de chuva, o leito do rio pode ser usado como estrada, de tão seco, como nos mostrou em fotos a equipe do Regional Goiás-Tocantins do Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Os peixes não conseguem fazer a piracema, a mata ciliar vai secando, e todos os seres que precisam da água do rio ficam sem ela. Não seriam as águas um bem comum? Além de hidrointensivo, o modelo produtivo do agronegócio é químico-dependente. Sim, porque, para obter a tal produtividade de que tanto se orgulha, extraindo mais de uma safra por ano, espalha sobre a terra toneladas de fertilizantes químicos, os quais contêm vários metais pesados, tóxicos para a biota e para os seres humanos, e que acabam sendo carreados pelas chuvas para o leito dos rios, contaminando também as águas e atingindo outros territórios. A partir do nitrogênio, geram ainda gases nitrosos que têm efeito estufa e contribuem para o aquecimento global. Depende ainda dos agrotóxicos, já que, ao desmatar extensas áreas, destroem a biodiversidade da qual depende o equilíbrio entre as espécies, através de complexas e delicadas relações ecológicas. Gera, desse modo, o que chama de “pragas” (bactérias, fungos, insetos, ervas). E… dá-lhe veneno! No caso da soja, os estudos mostram que são cerca de 17,7 litros de veneno por hectare. Fazendo a conta, no ano de 2019, foram lançados 19.257.600 litros de veneno nos 1.088.000 hectares de soja plantados no Estado do Tocantins, inclusive na aldeia onde mora Wagner. Responsável por mais de 50% dos venenos usados no Brasil, e especialmente nos monocultivos de soja, é o glifosato (nome técnico do Round-up), produzido pela Monsanto, um herbicida que o povo costuma chamar de “mata-mato”. Além de matar ervas “daninhas”, veja do que ele é capaz: alterar as células reprodutoras e causar más-formações congênitas (defeitos ao nascer); interferir nos hormônios do organismo e levar a infertilidade, abortos, puberdade precoce; e se isso fosse pouco, causar câncer, como estabeleceu a Organização Mundial da Saúde ainda em 2015. E, apesar disso, o governo brasileiro, influenciado pelo poder político (e econômico) dos ruralistas, segue autorizando o uso do glifosato no Brasil. Ecocídio e genocídio Vamos então juntar as peças: tiram a terra dos povos e comunidades tradicionais para produzir commodities, apropriam-se e contaminam as águas que sustentam os ecossistemas e suas vidas, e ainda jogam veneno (às vezes, de avião) sobre seus lugares de vida. Em nome do quê? Do progresso, do desenvolvimento, da balança comercial? Ou esse é um discurso para dourar o lucro de grandes corporações econômicas? Essas vidas não importam? Isso não é racismo? Convido vocês a refletir: esse quadro de ecocídio e genocídio não se restringe ao sudoeste do Tocantins; repete-se, em suas linhas gerais, em todo o cerrado e também em outros biomas, porque o agronegócio está no centro do atual modelo de desenvolvimento, junto com a mineração. Chega a todos nós, através dos alimentos contaminados, das águas contaminadas, das mudanças climáticas, e do comprometimento do futuro da humanidade no Planeta Terra. Como podemos afirmar e dar concretude a nosso compromisso com a vida? Raquel Rigotto é professora Titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Graduada em Medicina e mestra em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutora em Sociologia pela UFC e pós-doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
Solo destruído – Devo me preocupar?

Se você soubesse da importância que o solo tem, iria começar a cuidar dele. Graças a Deus isso vai mudar hoje com as informações que você vai ler aqui. Conheça agora que impacto solo tem com as nossas vidas e quais medidas podemos tomar para tratá-lo. O solo, ou seja, a terra que pisamos, é um componente fundamental do ecossistema terrestre. Ele fornece água, oxigênio, e nutrientes e, dele provém, diversas plantas, armazenamento de água, minério, areia, argila, cascalho e também o funcionamento de todo o ecossistema. Pra exemplificar: imagina você plantar uma semente numa terra ruim, o fruto não vinga e você fica sem comida. O exemplo é simples mas descreve bem a importância de ter um solo adequado e cuidado. Veja só: Solo ruim = sem comida Além disso, é no solo que colocamos nossa moradia e se ela não estiver bem fixada num solo de qualidade, pode vir a desmoronar, ou seja: Solo ruim = sem casa Logo, solo ruim = Sem comida e sem casa Mas como dissemos ali em cima, existem medidas que previnem esse mal. Vamos ver aqui embaixo o que pode ser feito para evitar isto: Quando for construir: Evite fazer calçadas concretas. Isto muda o pH, aquece e impede a respiração do solo. Use pisos permeáveis que não necessitam de contrapiso. Além de protegerem a terra, auxiliam a infiltração da água das chuvas; Quando fizer uma obra, guarde o solo superior, uma camada de 30cm. Ele é cheio de microvida e matéria orgânica. Guarde-o para fazer um jardim. Quando for plantar: Não estacione sobre a grama. Isso compacta a terra, impede que ela respire e dificulta a irrigação natural. Assim você também evitará que pingos de óleo e gasolina contaminem o seu jardim; Troque as espécies de seu jardim ou plante várias espécies juntas num mesmo canteiro, isso ajuda a manter o equilíbrio do solo; Ao adubar, adube na quantidade indicada e dê preferência aos adubos orgânicos. Adubo químico em excesso contamina a terra; Evite agrotóxicos. Eles não são “remédios” para os bichinhos do jardim; são venenos e podem permanecer no solo por longo tempo; Guarde folhas secas, elas são um material orgânico muito bom para o solo. Varra para dentro dos canteiros à terra ou, deixe-as amontoadas em um canto, para que se decomponha e depois espalhe pelo canteiro; Mantenha a terra de seus canteiros sempre coberta com material morto (palha, restos de grama seca, pó de café, casca de frutas). Assim, você aumentará a quantidade de matéria orgânica, protegerá o chão do impacto direto dos pingos de chuva, dos raios intensos do sol e auxiliará os pequenos animais que moram lá. No seu dia a dia: Recicle os produtos que joga fora; Não descarte medicamentos e demais produtos farmacêuticos, como seringas e ampolas, no lixo comum ou vaso sanitário. Separe-os e entregue numa farmácia; Prefira produtos orgânicos, pois os produtores buscam preservar a saúde do solo; Elimine o uso do plástico ou utilize objetos reutilizados; Reduza a geração de lixo doméstico e monte um sistema de compostagem; Escolha produtos com pouca embalagem e biodegradáveis; Não descarte substâncias tóxicas e nocivas no ralo, pois por meio da água irá entrar em contato com o solo; Deixe em dia a manutenção do motor de seu carro ou moto; Denuncie casos de má utilização do solo ou descarte incorreto de resíduos; Incentive seus amigos e parentes à ações de reflorestamento e preservação de florestas. O que acharam dessas dicas? Qual delas você irá começar fazer em sua casa? Nos conte nos comentários.
Você conhece o Pantanal?

Encerramos hoje a nossa série sobre os biomas brasileiros, falando do último, mas não menos importante: Pantanal, o bioma das águas! Apesar de ser o menor bioma brasileiro, tem uma das maiores áreas alagadas contínuas do planeta, com 151.487 km2. O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. Está localizado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai e abrange os estados brasileiros do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e uma pequena parte dos países Bolívia e Paraguai, conhecido como Chaco. Animais Sua biodiversidade é extremamente rica, possui 3.500 espécies conhecidas de plantas, 463 de aves, 124 de mamíferos, 177 de répteis, 41 de anfíbios e 325 de peixes de água doce. Clima O clima do Pantanal é o Tropical Continental, ou seja, o verão é quente e chuvoso e o inverno frio e seco. Em épocas de chuva, ele fica praticamente intransitável por terra; enquanto no período da seca, os rios secam e sobra apenas o barro, daí seu nome “Pantanal“. Comunidade O Pantanal possui comunidades tradicionais como as indígenas, quilombolas, os coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e Paraguai Mirim, e muitas outras. Posso visitar? Mas é claro! Se você for visitar o Pantanal, além de ver lindas paisagens, é possível fazer safáris para observar animais selvagens, cavalgar por planícies exuberantes, fazer passeios de canoa para acompanhar o pôr do sol e caminhar em florestas para conhecer a natureza. Assista o documentário do canal Aventuras Selvagem, que vai mostrar tudo que falamos aqui: Veja toda a série: Amazônia – Um bioma por mês, aqui o primeiro Caatinga – O deserto brasileiro Cerrado – Um luxo de bioma Mata Atlântica – Saiba porque a Mata Atlântica é mais importante do que você imagina Pampas – Mas, bah! Toca pros pampas, tchê!
Cerrado – Um luxo de bioma

Você sabia que o Cerrado possui um território equivalente à soma das áreas da Espanha, França, Alemanha, Itália e Inglaterra? E que cerca de 80% do carvão vegetal consumido no Brasil vem das árvores de lá? E que ele tem surpreendentemente 90 mil espécies de insetos? Essas e muitas outras informações você vai ficar conhecendo agora na nossa série de biomas. O Cerrado é o segundo maior bioma existente na América do Sul, só ficando atrás da floresta Amazônica, ele ocupa uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. Ele possui uma área sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos territórios do Amapá, Roraima e Amazonas. Neste grande extensão são encontradas nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata). Reconhecido como a savana mais rica do mundo, abriga 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais 416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados, como barreiras contra o vento, proteção contra a erosão, ou para criar habitat de predadores naturais de pragas. Mais de 10 tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como os frutos do pequi, buriti, mangaba, cagaita, bacupari, cajuzinho do cerrado, araticum e as sementes de barú. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna tem cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são nem elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, mas os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos. Se você tem medo de insetos é melhor pensar duas vezes antes de ir pra lá. Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem uma grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas como: quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Apesar da grande beleza e variedade de plantas e animais, estima-se que pelo menos 137 espécies naturais do Cerrado estão ameaçadas de extinção. Por causa das indústrias de produção de carne e grãos para exportação, os recursos naturais da região estão se esgotando. Nos últimos 30 anos, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, este bioma tem sido muito exploração pro causa de material lenhoso para produção de carvão. E para não ficar apenas em palavras, indicamos o documentário da TV Brasil que mostra com detalhes esse belíssimo bioma: Fonte: http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado
Caatinga, o “deserto” brasileiro

Como falamos no mês passado, estamos seguindo com a série sobre os 6 principais biomas do Brasil. O primeiro bioma foi a Amazônia, que você acompanhou aqui e hoje, falaremos sobre a Caatinga. Você conseguiria imaginar que, há mais ou menos 260 milhões de anos, toda região onde hoje está o semi-árido, foi fundo de mar? Há apenas dez mil anos atrás era uma imensa floresta tropical, como a Amazônia. Com o fim da era glacial, há dez mil anos atrás, também acabou a floresta tropical. Ficou o que é hoje a nossa Caatinga. Mas se você pensa que a Caatinga é só deserto e seca, se engana. Ela é muito rica em biodiversidade, tanto vegetal quanto animal e até em insetos. A Caatinga ocupa 844.453 Km² do território brasileiro. Hoje são mais de um milhão de Km². Estende-se por todo o estado do Ceará (100%) e mais de metade da Bahia (54%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte (95%), quase metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além de pequenas áreas de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%). Cerca de 28 milhões de brasileiros moram nesse bioma, sendo que aproximadamente 38% vivem no meio rural. Infelizmente essas pessoas tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano de todo o planeta. Nos períodos sem chuva, cerca de 8 meses por ano, ela adormece e suas folhas caem. Mas não fique triste, porque depois da primeira chuva, ela meio que “ressuscita”, dando vida a muitas plantas. Quer conhecer mais sobre a Caatinga? Veja > Veja aqui este documentário feito pelo Globo Rural: Visite > Para conhecer mais sobre a Caatinga, faça uma visita ao Sítio Arqueológico da Serra da Capivara, no sul do Piauí. Ali estão os painéis rupestres, com desenhos de preguiças enormes, aves gigantescas, tigres-dente-de-sabre, cavalos selvagens e muitos outros. No Museu do Homem Americano também é possível ver muitos de seus fósseis. Chegou a hora de levar a família para uma viajem cultural não acha? Eles vão amar! Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia13.php