A escola e a cultura de paz

A cultura de paz na escola é um conceito que tem ganhado cada vez mais importância nos dias atuais. Trata-se de um conjunto de valores, práticas e atitudes que visam a fomentar a convivência pacífica entre os indivíduos e a promoção da igualdade, da justiça e do respeito mútuo. Na escola, a cultura de paz se manifesta de diversas maneiras, como na promoção de atividades de cooperação entre os alunos, no incentivo à resolução, de forma pacífica, de conflitos e na valorização do diálogo como forma de comunicação. Uma das principais formas de cultivar a cultura de paz na escola é a educação para os valores. Isso significa que, além do ensino das disciplinas convencionais, a escola deve se empenhar em desenvolver nos alunos habilidades e atitudes que contribuam para a formação de cidadãos pacíficos e responsáveis. Essa educação pode ser promovida por meio de palestras, debates, jogos educativos, entre outras atividades que estimulem a reflexão sobre a importância da convivência harmoniosa. Nesse sentido, as escolas e centros educativos da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo vivenciaram, em abril, muitos momentos de atividades pela paz. De pés descalços, os alunos das escolas montaram um quebra-cabeça gigante para expressar o compromisso com a solidariedade, a cidadania e a empatia. Direcionar o olhar e as ações para a paz e para o outro, a fim de construir uma sociedade mais humana, torna-se o grande desejo que brota da sola dos pés e chega a nossos corações. Além disso, a cultura de paz na escola também depende do engajamento de toda a comunidade escolar, incluindo professores, funcionários e pais de alunos. Todos devem estar alinhados em relação aos valores que a escola deseja transmitir e trabalhar em conjunto para criar um ambiente de respeito e harmonia. Dessa forma, é possível transformar a escola em um espaço de convivência pacífica e de aprendizado para a vida toda, contribuindo para a formação de indivíduos mais conscientes e comprometidos com a construção de um mundo mais justo e solidário. Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS

Para a fome do corpo, o pão. Para a fome do saber, a educação

A cada ano, recebemos um convite para viver, em espírito de mudança pessoal, comunitária e social, o tema transversal nas escolas da Rede de Educação Missionárias SSpS. É ele que, ao ser incluído nos projetos pedagógicos, ajuda na compreensão e na construção de outra realidade social, dos direitos e responsabilidades relacionados com a vida pessoal e coletiva, e da afirmação do princípio da participação política. Ao nascer do tema da Campanha da Fraternidade, que, em 2023, traz ao centro a questão da fome, o tema transversal aponta para a necessidade da busca de ações conjuntas capazes de mudar essa realidade, garantindo a dignidade humana como direito básico. Em um país onde o mapa da fome revela que mais de 33% de sua população experimenta a triste e humilhante situação de não poder se alimentar nem de dar a seus filhos e filhas o sustento indispensável a cada dia, igualdade e fraternidade não podem continuar a ser as palavras mais temidas se, de fato, queremos construir e deixar para as futuras gerações o mundo desejado sobre o qual tanto falamos; afinal, onde aperta a fome, a fraternidade clama. Essa é a razão por que o Papa Francisco, sem rodeios, afirma não haver democracia se existe a fome, pois esta é um dos resultados mais cruéis da desigualdade e afeta inicialmente os mais necessitados, e atinge a sociedade por inteiro. Fome de pão, de paz, de fraternidade, de verdade, de cultura e de tantas outras “fomes” que somente o conhecimento, fruto de uma educação de qualidade para todos, será capaz de contribuir com soluções mais sustentáveis, garantindo a todos o acesso à alimentação e à educação. Que o tema transversal, “Para a fome do corpo, o pão. Para a fome do saber, a educação”, ajude a intensificar a vivência da solidariedade em nossos espaços escolares, ilumine nossos estudantes para que apliquem o conhecimento adquirido na busca de soluções criativas para a superação das grandes causas humanitárias, e que a cidadania solidária ajude a cobrar efetivamente de nossos governantes a realização de políticas públicas que garantam plenamente os direitos sociais de nossa Constituição. Agostinho Travençolo JuniorEducador e assessor da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias SSpS.

Resposta ao “Perseverança On-Line” surpreende professor

O professor Max de Oliveira Faria, do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, apresenta a “Perseverança On-Line”. A proposta busca não deixar esfriar a fé de crianças e adolescentes e valoriza o encontro entre alunos e professores. Max recorda que todos têm necessidade do outro, desejo da companhia, assim surgiu o desejo de, no ambiente virtual, suprir essa demanda. “Estamos vivendo tempos de mudanças e renovações, dentro e fora de nossas casas, dentro e fora dos nossos corações, quando toda a sociedade foi ‘convidada’ a valorizar e explorar novos espaços, por isso não tivemos dúvidas em iniciar a ‘Perseverança On-Line’”, explica Max, que leciona Ensino Religioso e é responsável pelo grupo da Perseverança. A calorosa acolhida da ação surpreendeu o professor. “Quando fizemos a proposta desse formato, esperávamos alguma resistência por conta da demanda que hoje nossos alunos tiveram de assumir, porém, logo que receberam o convite, percebemos a alegria em cada mensagem de resposta, pois o reencontrar quem amamos é motivo de muita alegria”, conta.No primeiro encontro da “Perseverança On-Line”, foi pedido que os alunos apresentassem um símbolo que representasse a alegria e a esperança. “Ficamos impressionados com as partilhas e depoimentos, pois todos os alunos reconheceram na família, na escola e nos momentos com os amigos como os mais significativos e importantes, e já estavam morrendo de saudades”, relata Max. Ao fim do encontro, o professor confessa que percebeu a importância que os educadores e catequistas têm na vida de crianças e adolescentes. “Nós nos tornamos referências para boas práticas, ocupamos um espaço na vida deles que poucas profissões ocupariam, galgamos um lugar dentro da história e no coração desses jovens, mudamos perspectivas e os ajudamos na construção dos seus projetos de vida”, declara. “Nossa prática não se resume à sala de aula, mas vai além dos muros, dos conteúdos e avaliações. Somos responsáveis por regar sementes, descobrir tesouros e lapidar pedras preciosas.” O professor vê com esperança o futuro. “Tenho fé que sairemos deste momento transformados e com a certeza de que o melhor lugar do mundo é dentro de um coração amigo”, conclui. Assista ao vídeo que a turma do “Perseverança On-Line” preparou declamando o poema “Recomece” de Bráulio Bessa. Veja também a letra do poema. RECOMECE – Bráulio Bessa Quando a vida bater fortee sua alma sangrar,quando esse mundo pesadolhe ferir, lhe esmagar…É hora do recomeço.Recomece a LUTAR. Quando tudo for escuroe nada iluminar,quando tudo for incertoe você só duvidar…É hora do recomeço.Recomece a ACREDITAR. Quando a estrada for longae seu corpo fraquejar,quando não houver caminhonem um lugar pra chegar…É hora do recomeço.Recomece a CAMINHAR. Quando o mal for evidentee o amor se ocultar,quando o peito for vazio,quando o abraço faltar…É hora do recomeço.Recomece a AMAR. Quando você caire ninguém lhe aparar,quando a força do que é ruimconseguir lhe derrubar…É hora do recomeço.Recomece a LEVANTAR. Quando a falta de esperançadecidir lhe açoitar,se tudo que for realfor difícil suportar…É hora do recomeço.Recomece a SONHAR. Enfim, É preciso de um finalpra poder recomeçar,como é preciso cairpra poder se levantar.Nem sempre engatar a résignifica voltar. Remarque aquele encontro,reconquiste um amor,reúna quem lhe quer bem,reconforte um sofredor,reanime quem tá tristee reaprenda na dor. Recomece, se refaça,relembre o que foi bom,reconstrua cada sonho,redescubra algum dom,reaprenda quando errar,rebole quando dançar,e se um dia, lá na frente,a vida der uma ré,recupere sua fée RECOMECE novamente. Fonte: www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-recomece

Celebre a Páscoa com a gente

A Dimensão Missionária da Rede de Educação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo preparou, para os alunos, familiares e educadores dos colégios e centros educativos, três momentos para ajudar a comunidade educativa a pensar, sentir e viver a Páscoa em tempos de distanciamento social. A ideia é trazer a identidade de Rede para este momento tão especial para nós, cristãos. A seguir, apresentamos as três ações e um pouquinho de como cada uma foi pensada. Celebre com a gente e uma feliz Páscoa a todos! Primeira ação Hoje convidamos vocês a refletirem sobre a história da margarida diferente. Todos nós sentimos falta de ouvir histórias, pois elas chegam ao coração, formando imagens com base na experiência sensorial da fala, ajudando-nos a vibrar com quem as narra. Assim Jesus gostava de ensinar. Ouçamos a história e levemos adiante essa ideia! Segunda ação Estamos nos preparando para celebrar o ponto mais alto de nossa fé, a Páscoa. Unamos nossos corações em prece para vivermos juntos este momento especial. Sugerimos que essa ação aconteça no almoço do domingo de Páscoa. Terceira ação Para celebrar a festa da esperança, vamos precisar de pessoas novas para um mundo novo. Para isso, a fé deve ser nosso norte. Fé na vida, fé nas pessoas, fé em dias melhores. Somos todos sementes do amanhã!

“Estamos aqui porque amamos a escola”

Entre os dias 28 e 30 de agosto, os coordenadores missionários da Rede de Educação Servas do Espírito Santo estiveram reunidos no Centro Missionário Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, para alinhar os objetivos da aprendizagem do Programa de Ensino Religioso dentro das especificidades da Base Nacional Comum Curricular. A inspiração do encontro foi a frase do Papa Francisco: “Nós estamos aqui porque amamos a escola. E digo ‘nós’ porque eu amo a escola, eu amei a escola como aluno, como estudante e como professor. E depois como bispo”. O encontro foi produtivo e enriquecedor. Juntamente com a Assessoria Pedagógica, propôs aos coordenadores missionários das escolas caminhos que deverão guiar as novas ações educacionais. O momento contou também com a Ação Pastoral das unidades, a qual tem por objetivo promover um novo jeito de ser e viver baseado no amor trinitário. Nesse sentido, as ações da Dimensão Missionária nas escolas devem iluminar toda a prática educativa, possibilitando que os processos pedagógicos contribuam com a transformação social e o compromisso com a vida, por meio da vivência da solidariedade e a busca por uma cultura de paz.  Ações solidárias, voluntariado, grupos de preparação para os sacramentos da Eucaristia e crisma, Juventude e Infância Missionárias, formação de educadores e pais, Missão Sem Fronteiras, Semana Sem Fronteiras, entre outros assuntos, foram discutidos e planejados pela equipe que acredita e realiza a educação por amor e com amor. “O encontro garantiu que os educadores retornassem a suas escolas com novas expectativas e uma bagagem renovada e preparada para o âmbito educacional”, afirma Agostinho Travençolo Júnior, coordenador missionário da Rede de Educação. Continue acompanhando o trabalho missionário das escolas, acessando o Instagram: https://www.instagran.com/acoespelapaz Luciana Marzullo Araujo, pedagoga e cientista da religião, coordenadora da Pastoral do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. ________

Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum

O fim de semana, de 28 a 30 de junho, foi marcado pelo 2º Encontro dos Alunos das Escolas da Rede de Educação SSpS – a “Missão sem Fronteiras”, que ajudou a juventude a pensar como o Evangelho e o trabalho missionário podem transformar a vida de tanta gente que se encontra à margem da sociedade. Os alunos viveram muitos momentos significativos, como os de reflexão e partilha de vida, além de assumirem um novo compromisso missionário. A missão reuniu jovens e educadores missionários de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta foi ultrapassar fronteiras e construir elos.  Proteção, amor ao próximo, solidariedade e doação foram as palavras inspiradoras que moveram e deram vida ao encontro realizado no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte. A escola recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. O coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas pela experiência. “Foi impressionante ver o envolvimento e o compromisso de cada jovem participante, e tanta gente acreditando nas bases como fermento de transformação das realidades mais sofridas”, partilha.  Outro destaque foi a presença da coordenadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Simone Fortunato Nunes, que ajudou o grupo a perceber que a missão somente pode dar-se quando as pessoas saem do lugar onde estão para irem ao encontro do outro.  O passo mais marcante vivido pelos alunos durante a experiência foi a visita à Paróquia de São Sebastião, no Município de Brumadinho, um lugar que oferece apoio, orientação e doações às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale. Os testemunhos e a troca de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. O grupo de alunos participou de diversas ações voluntárias. Também ouviu relatos de moradores locais, de indígenas e quilombolas que vivem em locais próximos de onde o crime ambiental aconteceu. O Projeto “Missão sem Fronteiras” foi além de um fim de semana. Tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso missionário. Os participantes retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, na certeza de que viveram momentos que ficarão guardados para sempre como inspiração para suas novas ações. Veja as fotos e assista ao relato de alguns jovens. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Junior, coordenador do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Veja os principais momentos da Missão Sem Fronteiras Assista ao testemunho dos jovens

Motivos para agradecer

O vídeo recorda algumas das muitas práticas motivadas, no ano de 2018, pela Dimensão Missionária nos colégios Stella Matutina, Sagrado Coração de Jesus, Imaculado Coração de Maria e Espírito Santo. Cada ação, cada gesto, cada momento vivido e cada ato profético vem para nos lembrar de que o Evangelho se concretiza em nossas escolas por meio da prática do amor. Amor que abraça, que busca um mundo de paz, que reparte, que denuncia, que acredita e que se faz doação aos pequenos do Reino. Educar para os valores inspirados no Evangelho é o motivo e razão maior de nossa missão educativa. Nossa gratidão a todos os que doaram um pouco de si pela causa do outro e que inspiraram nossos alunos nessa grande missão.

Alunos participam do 1˚ Missão Sem Fronteiras

Durante os dias 4, 5 e 6 de agosto, aconteceu o 1º encontro dos alunos das escolas da Rede de Educação SSpS que teve como objetivo evangelizar a juventude por meio da ação missionária, a partir da espiritualidade trinitária da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, em comunhão com a realidade global e atentos às necessidades dos excluídos. Os alunos vivenciaram momentos de muita reflexão e partilha e assumiram um novo compromisso missionário. A missão reuniu missionários e ultrapassou fronteiras com a presença de jovens e educadores. “Ficamos com o sentimento de que não há fronteiras para o trabalho missionário. Foi um passo a mais da nossa escola, principalmente a vivência e a experiência que trouxemos na bagagem”, afirmou a educadora Roberta Pimentel. O Encontro reuniu os jovens no Colégio Espírito Santo, sediado em São Paulo e com muito acolhimento recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. “A experiência com esse encontro despertou ainda mais nossa vontade de continuar essa missão permanente, agora também com uma perspectiva que vai além das fronteiras”, disse um dos alunos. O coordenador da Dimensão Missionária Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas por essa experiência. Ele destacou a atividade com muita satisfação e a todo o momento despertava em todos a importância do compromisso missionário. Em meio a uma cidade movimentada, barulhenta e corrida, esses alunos saíram um pouco da rotina para silenciarem, ouvirem a voz de Deus e vivenciarem momentos que marcaram o coração de cada um deles. O passo mais marcante relatado pelos alunos durante o Encontro foi à visita ao Centro de Integração do Migrante, um lugar que oferece apoio, orientação e capacitação aos refugiados. Os depoimentos, os testemunhos e trocas de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. Os alunos vivenciaram atividades diversificadas em participações voluntárias através de aulas de português, inglês, zumba, visita ao Arsenal da Esperança, a comunidade, feiras e igrejas. O Projeto Missão Sem Fronteiras tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso. Missionários e missionárias ao encontro do outro, sem fronteiras, retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, garantindo a certeza de que vivenciaram momentos que ficarão guardados para sempre na formação de cada um deles.

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