SSpS do Brasil emitem nota em repúdio a conflitos e reforçam opção pela paz

As irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) do Brasil emitem uma nota em repúdio ao aumento dos conflitos em todo o mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial, e reafirmam a opção pela busca da paz, da concórdia e da defesa da Casa Comum. “Não podemos permanecer indiferentes diante do sofrimento de tantas pessoas”, diz a mensagem. Veja a íntegra do documento.
A escola e a cultura de paz

A cultura de paz na escola é um conceito que tem ganhado cada vez mais importância nos dias atuais. Trata-se de um conjunto de valores, práticas e atitudes que visam a fomentar a convivência pacífica entre os indivíduos e a promoção da igualdade, da justiça e do respeito mútuo. Na escola, a cultura de paz se manifesta de diversas maneiras, como na promoção de atividades de cooperação entre os alunos, no incentivo à resolução, de forma pacífica, de conflitos e na valorização do diálogo como forma de comunicação. Uma das principais formas de cultivar a cultura de paz na escola é a educação para os valores. Isso significa que, além do ensino das disciplinas convencionais, a escola deve se empenhar em desenvolver nos alunos habilidades e atitudes que contribuam para a formação de cidadãos pacíficos e responsáveis. Essa educação pode ser promovida por meio de palestras, debates, jogos educativos, entre outras atividades que estimulem a reflexão sobre a importância da convivência harmoniosa. Nesse sentido, as escolas e centros educativos da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo vivenciaram, em abril, muitos momentos de atividades pela paz. De pés descalços, os alunos das escolas montaram um quebra-cabeça gigante para expressar o compromisso com a solidariedade, a cidadania e a empatia. Direcionar o olhar e as ações para a paz e para o outro, a fim de construir uma sociedade mais humana, torna-se o grande desejo que brota da sola dos pés e chega a nossos corações. Além disso, a cultura de paz na escola também depende do engajamento de toda a comunidade escolar, incluindo professores, funcionários e pais de alunos. Todos devem estar alinhados em relação aos valores que a escola deseja transmitir e trabalhar em conjunto para criar um ambiente de respeito e harmonia. Dessa forma, é possível transformar a escola em um espaço de convivência pacífica e de aprendizado para a vida toda, contribuindo para a formação de indivíduos mais conscientes e comprometidos com a construção de um mundo mais justo e solidário. Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS
Sobre andar com fé…

Já se foram mais de sete décadas, e essa “senhora” de 74 anos ainda tem muito o que nos ensinar. E diria mais, segue inspirando, e seu conteúdo se torna cada vez mais atualizado e essencial. Para encarar retrocessos por aqui e pelo mundo afora, nunca foi tão urgente revisitar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, essa sábia “senhora”, nascida em 1948. Eu destacaria seu artigo inicial: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência, e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.” Uma mistura de liberdade, dignidade, igualdade, razão, consciência e fraternidade em defesa da vida. Uma poderosa seta que indica caminhos e não permite atalhos nem arranjos que coloquem vidas em risco, que tem potência para reescrever nossa realidade mundial. Sigo escrevendo, com a permissão de quem pretende destacar a liberdade de crença nesse cenário de retrocesso, trazendo a discussão de uma maneira simplificada e que possa implicar a muitos. Agora, desatacaria o artigo 18 da Declaração: “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença, e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular.” Também trago para o diálogo a nossa jovem Constituição Federal de 1988, que, em seu artigo 5º, inciso VI, estabelece: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” Diante de fatos que se acumulam, faço coro à indignação do Papa Francisco: “Como é possível que hoje muitas minorias religiosas sejam discriminadas? Como permitimos que as pessoas sejam perseguidas simplesmente por professar publicamente sua fé?”. Uma mistura de intolerância, discriminação, perseguição se opõe à liberdade de religião ou de crença, coloca em risco a coexistência pacífica e nos afasta da fraternidade. Supondo que, numa dimensão transcendental, na rota da fé e da livre expressão religiosa, iríamos nos tornar mais fraternos e complacentes com as diferentes concepções e visões de mundo, o que se vê é a intolerância e a discriminação ganhando força. Ao que parece, ao ferir a liberdade religiosa, colocamos em risco toda a humanidade e enfraquecemos os pilares da cultura de paz, da diversidade e da preservação da dignidade humana. Há de se encontrar e alargar os campos de intercessão que existem entre as mais diversas expressões religiosas, de crença, de culto e de fé. O que nos diferencia deve ser mediado pelo diálogo respeitoso e construtivo. De mãos dadas com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, vamos seguir construindo pontes e estradas que levem ao caminho do diálogo, do respeito, da paz no mundo e da dignidade humana. Como brasileiros, frutos da terra rica em diversidade de tradições e doutrinas, podemos mostrar ao mundo que andar com fé tem muitos caminhos. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.
Sobre cultura de paz

Meus olhos passeiam sobre uma linda paisagem, enquanto estou retirada para alguns dias de descanso, após um ano de trabalho intenso ao redor do tema “cultura de paz”. Cultura de paz é inseparável de ambiente saudável, garantia alimentar, educação universal e acesso a instituições eficazes e gratuitas. Assim, refletir sobre a cultura de paz desperta as mais diversas possibilidades de explorar o tema. Poderia ser via Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da ONU, 1 que rege sobre “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”. Ou com base no Relatório de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado no início de dezembro de 2020 pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Segundo esse estudo, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, ficando atrás apenas de nações do continente africano. O último relatório do IDH introduziu uma novidade, ao incluir emissões de dióxido de carbono e quantidade de recursos naturais utilizados nas cadeias produtivas de países, proporcionalmente às suas populações. Esse novo índice, chamado de Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado às Pressões Planetárias (IDHP), mostra a necessidade de ligar o desenvolvimento ao bem-estar das pessoas e à integridade do planeta. Para se ter uma ideia do peso desse indicador, observa-se que, quando incluídos a pressão planetária e os maus-tratos ao meio ambiente, a Noruega, que lidera a lista do IDH, perde 16 posições, e os Estados Unidos perdem 45. 2 Assim, o trabalho pela cultura de paz tem muitas facetas. Minha contribuição ao longo de 2020 foi na coordenação do projeto Rede Justiça Restaurativa, uma parceria entre o Centro de Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP), o PNUD, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Departamento Penitenciário. O objetivo é implantar uma política de justiça restaurativa em dez Estados, por meio dos Tribunais, na Justiça Criminal e no Sistema Socioeducativo. O foco das ações restaurativas está no assumir responsabilidade e reparar danos, mais do que na criminalização de condutas e no encarceramento. Foi uma grata satisfação aprofundar, junto com a equipe do CDHEP, a justiça restaurativa nesses Estados. Ao longo de muitas horas de formação, todos crescemos no conhecimento e no diálogo com novas possiblidades que o arcabouço jurídico existente oferece, também em matéria criminal. Justiça restaurativa é uma possibilidade para todos os crimes, pois a cada pessoa é oferecida a oportunidade de refletir sobres seus atos, assumir responsabilidade de reparar, na medida do possível, os danos causados. No entendimento do CDHEP, a justiça restaurativa também é uma possiblidade de restaurar vítimas de violências estruturais, o que pede uma abordagem ampla, complexa e ainda pouco usual. Quando o PNUD inclui a pressão e os danos sobre o meio ambiente de países que parecem ou pareciam ser modelo em muitos aspectos, essas novas informações fazem com que perdem algo de seu encanto. São chamados a olhar para essa verdade, que mancha sua reputação, e reparar o dano que estão causando. É assim também a justiça restaurativa, quando olha para a desigualdade social e pede que a Constituição seja aplicada em favor de todos, de forma igual. Restaurar o justo e instaurar o direito, no Brasil que ocupa a sétima posição de nação mais desigual do mundo, é um desafio para a cultura de paz. Ao mesmo tempo, trabalhar pela justiça e a paz é parte integral do mandato missionário das servas do Espírito Santo. Ir. Petronella Maria Boonen (Nelly) é co-fundadora da linha de Perdão e Justiça Restaurativa do CDHEP e doutora e mestra em Sociologia da Educação pela USP.) ______________________________1 Instituto Aurora 2 Agência Brasil
A busca pela cultura de paz

A paz vem sendo buscada a longo da história da humanidade. Essa procura se deu devido à ausência de paz, ocasionada pela guerra, e vem se tornando cada vez mais desafiadora. Apesar disso, ainda existem caminhos para construção de uma possível cultura de paz. A rejeição a violência é primordial para a construção de uma cultura de paz. O ser humano sempre dependeu de seu grupo para sobreviver. Contudo a convivência humana pode ser penosa, necessitando de cuidados, reciprocidade e confiança, elementos que requereram grandes lutas, durante a história, para serem conquistados. Portanto recorrer à violência seria uma forma de retrocesso da humanidade, já que significa abrir mão de tudo o que foi conquistado ao longo do processo milenar de civilização, ocasionando a regressão do ser humano à ignorância. O respeito próximo é vital para o restabelecimento da paz. Gandhi afirmou isso quando disse “Tudo que vive é teu próximo”, enquanto lutava em prol da paz. A Declaração dos Direitos Humanos impõe que todos os seres humanos nascem livres (artigo 1) e que nenhum de seus direitos pode ser negado em decorrência de qualquer que seja a situação de cada indivíduo (artigo 2). Desse modo, se não houver respeito ao próximo, a humanidade estará caminhando contra uma cultura de paz. Cada esforço em favor de promover a paz é significativo. Desde simples atitudes de caridade realizadas no cotidiano até a fundação de organizações que têm como objetivo abranger e comover diversas pessoas, a fim de auxiliar os mais necessitados e colocar a solidariedade em prática, contribuem para o estabelecimento da paz. Ao praticar o bem e deixar de lado o egocentrismo, a humanidade será capaz de construir uma cultura de paz e, consequentemente, silenciar a cultura da violência. Julia Covre é aluna do ensino médio do Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP.
Irmãs Missionárias rezam pela paz no mundo

Em meio a tantos conflitos políticos, sociais e morais que o mundo enfrenta nos dias de hoje, as Missionárias Servas do Espírito Santo se reuniram para rezar pela paz . Em poucas palavras expressaram seu desejo pela proteção de todas as pessoas em todos os lugares dos 5 continentes. A celebração aconteceu no Convento Santíssima Trindade onde as irmãs realizaram danças culturais, missa e um almoço de confraternização. Veja as fotos destes momentos:
Rede de Educação SSpS incentiva a cultura da paz e não violência através de suas agendas

Ontem foi o Dia da Não Violência. Como você comemorou este dia? Se você não comemorou, então comemora com a gente promovendo o manifesto da cultura de paz e não violência da UNESCO, conhecido como o Manifesto 2000. Este manifesto é show de bola, ele foi feito por um grupo de laureados do Prêmio Nobel da Paz no 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e chama para a conscientização e o compromisso com os valores humanos e atitudes que inspirem a paz. Tudo isso foi resumido em 6 princípios básicos. Vamos ver quais são eles? Manifesto 2000 Por uma Cultura de Paz e Não Violência 1 – Respeitar a vida: Respeitar a dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou preconceito; 2 – Rejeitar a violência: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular contra os grupos mais desprovidos e vulneráveis como as crianças e os adolescentes; 3 – Ser Generoso: Compartilhar o meu tempo e meus recursos materiais em um espírito de generosidade visando o fim da exclusão, da injustiça e da opressão política e econômica; 4 – Ouvir para Compreender: Defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, dando sempre preferência ao diálogo e à escuta do que ao fanatismo, a difamação e a rejeição do outro; 5 – Preservar o Planeta: Promover um comportamento de consumo que seja responsável e práticas de desenvolvimento que respeitem todas as formas de vida e preservem o equilíbrio da natureza no planeta; 6 – Redescobrir a Solidariedade: Contribuir para o desenvolvimento da minha comunidade, com a ampla participação da mulher e o respeito pelos princípios democráticos, de modo a construir novas formas de solidariedade. Fazendo a nossa parte A agenda de 2018 da Rede de Educação SSpS, em sintonia com a o tema da Campanha da Fraternidade deste ano – Fraternidade e superação da violência, tendo como lema ‘Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)’ foi desenvolvida como um meio de promover a cultura da paz e dar dicas de como ela pode ser criada no dia-a-dia da criança e do adolescente. O projeto, desenvolvido pelo departamento de comunicação da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, conta com textos de Rosane Kurzhals, coordenadora do departamento, e artes do diretor de arte Gabriel Grecco, tendo revisão e apoio de coordenadores pedagógicos e diretorias dos colégios da rede de educação. As agendas para o nível fundamental faz alusão aos princípios do Manifesto através de textos e links em QR Codes para vídeos, livros e audiolivros para estimular o conhecimento e reflexão sobre os temas abordados. Veja o projeto abaixo e baixe o PDF clicando aqui. Já as agendas do nível infantil trazem, nas divisórias de cada mês, links para filmes feitos exclusivamente para o ‘Projeto Recontos para a Paz” e que trazem a recontação de vários contos de fadas, fábulas e histórias infantis modificadas para o tema da paz. Veja o projeto abaixo e baixe o PDF clicando aqui. Confira também todos os vídeo das histórias no nosso canal do youtube.