Eleições: CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) divulgou a carta “Pelo discernimento ético e democrático no processo eleitoral brasileiro”. O texto pede que religiosas, religiosos e pessoas de boa vontade promovam um processo de reflexão, oração, diálogo e formação diante das eleições de 2026. O documento reafirma o compromisso da vida religiosa consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana. Saiba mais!

CNBB e organizações da vida religiosa manifestam apoio ao Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV tem se colocado abertamente contra os conflitos em andamento no mundo. Sua posição profética em favor da paz está causando reações dos que promovem a guerra. A CNBB, que congrega os bispos, e a CRB Nacional e a CLAR, estas últimas, entidades ligadas à vida religiosa consagrada, emitiram mensagem em solidariedade ao Papa e reforçando os valores do Evangelho. Veja a íntegra dos textos!

CRB Nacional promove curso on-line sobre inteligência artificial

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) promove o curso on-line “Inteligência Artificial: Ferramentas e Aplicações II”. As aulas serão semanais, começam no fim de fevereiro, totalizando uma carga horária de 50 horas. Conheça o conteúdo e saiba como se inscrever.

Missionária serva do Espírito Santo participa de Congresso de Comunicação da CRB Nacional

Mais de 200 comunicadores estiveram reunidos na capital paulista, para o Congresso de Comunicação promovido pela CRB, CNBB, Fapcom e Arquidiocese de São Paulo. A irmã Zélia Cordeiro, coordenadora da Equipe de Comunicação SSpS Brasil, também esteve presente. O discernimento no ambiente digital, a inteligência artificial e a Lei Geral de Proteção de Dados foram os temas centrais. Saiba como foi.

Irmãs SSpS presentes na celebração dos 70 anos da CRB

Com muita alegria, religiosas e religiosos de todo o Brasil se reuniram no Ceará para comemorar os 70 anos de fundação da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil). Representantes das irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) estiveram no encontro. Uma delas foi a Ir. Maria Aparecida Ribeiro. Ela partilha como foi a confraternização.

Rede um Grito pela Vida: “Enfrentar o tráfico de pessoas é nosso compromisso”

A “Rede um Grito pela Vida” é um espaço de articulação, ação profética e solidária da vida religiosa consagrada do Brasil. É uma rede intercongregacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas e suas consequências que, sem dúvida, são desastrosas e impedem a vida e a dignidade de milhares de pessoas no mundo todo, especialmente no Brasil. Nosso país já está entre os que mais praticam esse “crime vergonhoso” que deve ser combatido por todos, como nos alerta o Papa Francisco. O tráfico de seres humanos fatura, por ano, mais de 150 bilhões de dólares em todo o mundo. Depois do tráfico de drogas, é o mais rentável. Por isso o desafio é grande e nos pede uma destemida resposta profética e missionária. Tecendo e formando esta rede, somos aproximadamente 350 religiosas e religiosos de diversas regionais e congregações. Ultimamente vêm se somando conosco 90 leigas e leigos comprometidos com essa desafiante situação. Como parte constitutiva da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), a Rede atua de forma descentralizada e articulada com as organizações e iniciativas afins, nas diversas localidades, Estados e Municípios. Integra a Talitha Kum – Rede Internacional da Vida Religiosa Consagrada. As religiosas e os religiosos que integram a Rede, bem como as leigas e os leigos, atuam voluntariamente nas diversas regiões do País. Os membros estão articulados em 29 núcleos e 5 regionais, integrados com as organizações eclesiais e civis, fomentando, promovendo e, ou, participando de atividades e processos de prevenção, assistência e intervenção política, buscando instruir e instrumentalizar a sociedade, a fim de impedir o avanço desse mal que vem crescendo a cada ano. A “Rede um Grito pela Vida” nos permite ampliar alianças intercongregacionais em prol da vida ameaçada e ferida das pessoas traficadas e violentadas em seus direitos. Possibilita-nos ensaiar passos de encarnação em novos espaços sociais, políticos e teológicos. Com o lema “Enfrentar o tráfico de pessoas é nosso compromisso”, procuramos desenvolver um conjunto de atividades de: • sensibilização e informação com grupos de jovens, adolescentes, priorizando os que se encontram em situação de vulnerabilidade, lideranças comunitárias, agentes de pastoral e outros; • organização de grupos de reflexão e estudo, debates, aprofundando as causas e situações que o favorecem como questões de gênero, violência, modelo de desenvolvimento, grandes construções e projetos, grandes eventos, hedonismo midiático, desemprego, corrupção, impunidade e outros; • capacitação de multiplicadores e multiplicadoras, visando a ampliar a ação de enfrentamento ao tráfico de pessoas, principalmente para fins de exploração sexual; • participação e mobilização social e política de incidência na definição e efetivação de políticas públicas de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas. Sobre um pouco de nossa atuação como núcleo da “Rede um Grito pela Vida” na desafiante realidade de São Paulo, posso dizer que somos “uma gotinha no oceano”, mas, como diz a irmã Maria Inês, presidente e animadora da vida religiosa nacional, sem essa gotinha, a vida estaria mais ameaçada. Realizamos atividades de conscientização e prevenção em nossas realidades de missão: escolas, centros de acolhidas, grupos de reflexões nas paróquias, também a formação de professores e educadores, para que sejam multiplicadores de uma proposta educativa de prevenção e encaminhamentos de possíveis situações de vulnerabilidade em que muitas crianças se encontram, inclusive sofrendo abusos dentro de suas próprias casas. Para alimentar a mística da solidariedade e do cuidado com a vida à luz da Palavra de Deus, elaboramos celebrações mensais, enviando às comunidades para que, fortalecidas, fortalecidos pela oração, possamos ampliar nosso olhar confiante da presença de Deus em nossa missão, como nos confirma Êxodo (3,7-8); é o próprio Deus criador e defensor da vida que nos diz: “Estou vendo muito bem a aflição de meu povo… Ouvi seu clamor… Tomei conhecimento de seus sofrimentos… Desci para libertá-lo…”. Com certeza, o Senhor conta conosco, consagradas e consagrados, cristãos leigos e leigas, para combater essa chaga terrível do abuso e tráfico de seres humanos em nossa realidade concreta. O Papa Francisco, sem dúvida, é nosso grande aliado. Ele nos motiva incansavelmente a continuarmos com nosso compromisso. Incentiva todos os institutos de vida consagrada a apoiarem o compromisso de suas religiosas e seus religiosos na luta e prevenção desses males que não param de crescer. Concluo este artigo fazendo eco às palavras do Papa no Seminário da Rede, em Roma, em 2019. Numa mensagem às Congregações, ele diz: “Temos tantos problemas para resolver dentro, não podemos… Diga-lhes que o Papa disse que os problemas ‘internos’ são resolvidos saindo para a rua. Que entre ar fresco”. Irmã Cirley Covatti, religiosa da Congregação de Jesus, CJ, coordenadora do Centro de Espiritualidade Mary Ward, em Itapecerica da Serra-SP; atual referencial da “Rede um Grito pela Vida”, pela Regional de São Paulo.

Justiça e Paz promove CF 2019

A Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da CNBB e representantes de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Conferência dos Religiosos do Brasil (JPIC – CRB) realizaram, de 22 a 24 de fevereiro, em Brasília-DF, um encontro em aliança das duas organizações. O tema foi “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). O evento teve três objetivos principais: 1) promover a troca de experiências entre as comissões de Justiça e Paz diocesanas, regionais e brasileiras, com as comissões de Justiça, Paz e Integridade da Criação da CRB; 2) analisar a realidade brasileira, tendo como critérios a Encíclica “Laudato Si’”, a Campanha da Fraternidade, a Constituição Brasileira de 1988 e o Sínodo da Amazônia; 3) fortalecer a Rede Brasileira de Justiça e Paz, mobilizando uma comunicação para a transformação social, com destaque para o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco. A missionária SSpS, irmã Malgarete Scapinelli Conte, membro da Diretoria da Redes (Rede de Solidariedade das Missionárias Servas do Espírito Santo), esteve presente e conta que o encontro reuniu 87 pessoas de 22 Estados. A reunião proporcionou momentos de muita partilha do que cada participante faz relacionado ao tema. “Existe muita vida acontecendo no Brasil, mas se dá pouca visibilidade a esse fazer cotidiano no meio do povo”, afirma Ir. Malgarete. “Apesar das riquezas partilhadas, senti muita indignação ao ver tantas injustiças cometidas por diferentes autoridades”, desabafou. Entre os assuntos discutidos, o que mais a impressionou foram os dados trazidos sobre o modelo predatório de exploração da Amazônia, envolvendo madeira, pecuária, mineração, monocultura e energia. Ela cita que, em quatro décadas, o desmatamento passou de 0,5% do território da floresta original para cerca de 18%. Além de 50% da madeira oriunda da Amazônia serem explorados ilegalmente, pelo menos outros 40% apresentam algum tipo de irregularidade, como fraudes em documentação ou uso de trabalho escravo. De cada 5 hectares de terra na Amazônia 1 é ocupado sem documentação ou com documentos falsos. Irmã Malgarete lembra também que a Amazônia desmatada concentra 9 em cada 10 mortes de ativistas em conflitos no campo e menciona a irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005. “A morte da floresta é o fim da nossa vida”, dizia Ir. Dorothy. Muito indignada com a situação, Ir. Malgarete afirma que há estudos que mostram que é possível ter um outro modelo que seja socioambiental e trabalhe a agroecologia direcionada aos povos da floresta e à redistribuição da renda. Reforçando a proposta da Campanha da Fraternidade deste ano (Fraternidade e Políticas Públicas), Ir. Malgarete acrescenta: “Temos muito de trabalhar na conscientização, na formação e troca de experiências, fortalecimento e organização desde as bases e na comunicação, recriando nossa narrativa no anúncio do Reino. É muito importante a participação em conselhos, fóruns, audiências públicas e outros”. A seguir, publicamos a íntegra da carta redigida pelos participantes e dirigida ao povo de Deus. No texto, apresentam suas principais preocupações em relação ao contexto mundial e nacional. Também apresenta propostas de enfrentamento, em consonância com a CF 2019, cujo lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça” (Is 1,27), assumido por eles. MENSAGEM AO POVO DE DEUS III Encontro Nacional da Aliança CBJP/CNBB e JPIC/CRB Nacional de Justiça,Paz e Integridade da CriaçãoXVII Encontro Nacional das Comissões Justiça e Paz e Afins] “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27) Nos dias de 22 a 24 de fevereiro de 2019, mais de oitenta representantes da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), de comissões de Justiça e Paz regionais e diocesanas (CJP), de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC) da Conferência de Religiosos e Religiosas do Brasil (CRB) realizaram, em Brasília, na Casa de Retiros Assunção, o III Encontro Nacional da Aliança CBJP/CNBB e JPIC/CRB Nacional, e o XVII Encontro Nacional das CJP e Afins. Os participantes vieram de 22 Estados, garantindo a presença de todas as regiões do País. Com esta carta, saúdam todos e todas que, em nome do Evangelho, dedicam suas vidas à defesa da justiça e à promoção da paz. O cenário nacional e internacional inspirou constante preocupação. A ameaça de conflito internacional envolvendo especialmente a Venezuela, um possível envolvimento brasileiro nesse conflito armado na região, o modelo predador de desenvolvimento nacional, agressões e ameaças a defensores e a defensoras de direitos humanos, e a destruição de direitos sociais (conquistados e incluídos na Constituição Federal de 1988) constituíram elementos imprescindíveis para compreender o que está em jogo atualmente e mereceu a atenção das comissões reunidas. Foram relacionados ainda a Medida Provisória nº 870/2019 (que redefine as atribuições dos órgãos do Poder Executivo), o Projeto Anticrime e a proposta de reforma da Previdência, apresentada pelo governo federal, como aspectos recentes que marcam a conjuntura nacional brasileira e que confirmam um quadro de incertezas nos próximos anos para o País. As comissões reunidas assumem a perspectiva das populações empobrecidas, por quem o Papa Francisco nutre cuidado e dedicação especiais, e porque foi em sua defesa que ele convocou o Sínodo para a Amazônia. São essas populações, formadas pelos povos indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco e outros povos originários e comunidades tradicionais, as principais vítimas da Emenda Constitucional nº 95/2016 (que congelou ao reajuste apenas pela inflação, por 20 anos, os recursos destinados à saúde, educação e outras políticas sociais); da terceirização e reforma trabalhista; da entrega dos territórios preservados às mineradoras; da expansão das monoculturas; e da perda da biodiversidade. Essas reformas aprovadas e as propostas apresentadas atingem principalmente as mulheres, as pessoas idosas, os jovens e as crianças. Defender o ecossistema inclui levar em consideração essas populações tradicionais que, milenar ou secularmente, povoam, de forma harmônica, os diferentes biomas brasileiros. Do mesmo modo, manifestam sua preocupação com o modelo de política criminal adotado pelo atual governo, sobretudo no que se refere ao incentivo ao armamento da população e ao estímulo à violência policial, que poderá vitimizar, principalmente, a juventude pobre e negra que habita as periferias. Tais medidas não levam em conta a complexidade do fenômeno, desresponsabilizam o Estado pela segurança pública

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