Santíssima Trindade: comunicar é criar comunhão

No domingo, 7 de junho, a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade. Infelizmente, a beleza e a profundidade dessa celebração, em geral, ficam escondidas, e não damos a ela o devido valor. Agora ainda mais, uma vez que não podemos ir à igreja e rezar junto com nossa comunidade paroquial, por causa da pandemia causada pelo coronavírus. Para nos ajudar a viver mais profundamente nossa relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, compartilhamos o tríduo que vamos rezar em nossas comunidades. É uma oração simples, que pode ser celebrada individualmente ou em família, começando na quinta-feira e concluindo no sábado. Neste tríduo, partilhamos um pouco do que temos de mais profundo e precioso da nossa espiritualidade trinitária e de nosso carisma missionário. Os textos foram tirados do Manual de Comunicação e Tecnologia das Missionárias Servas do Espírito Santo (páginas 20 e 21). As orações fazem parte de nossa tradição e foram compostas por Santo Arnaldo Janssen, com exceção da oração inicial, que é um apelo à Santíssima Trindade para nos ajudar a superar o sofrimento gerado pela pandemia e a crise política, econômica e social que o Brasil está enfrentando. Qual o significado da Santíssima Trindade para você? A Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), conforme o Catecismo da Igreja Católica, “É o mistério central da fé e da vida cristã”. Mas o que isso significa concretamente na nossa vida, no dia a dia? De que maneira me relaciono com o Deus Uno e Trino, ou seja, o Deus único em três pessoas diferentes? Uma vez, conversando com uma professora católica, muito envolvida em um movimento de vida cristã, fiquei surpresa com a bela imagem que ela utilizou para explicar o mistério da Santíssima Trindade. Ela partiu de sua própria experiência de esposa e mãe, e dizia que a única vez que nós, seres humanos, podemos fazer a experiência concreta de “três pessoas em uma só” é no momento da concepção de uma criança. O casal, unido pelos laços do amor, entrega-se totalmente um ao outro, formando “um só corpo e uma só carne”. Nesse momento, uma nova vida é gerada. A Trindade é a fonte geradora de toda a vida. Para mim, o universo, em sua beleza e imensidão, é o transbordamento do amor infinito de Deus Pai pelo Filho, no Espírito Santo. Um amor que não poderia ficar guardado só entre eles, mas se expandiu na criação de tudo o que existe e dos seres humanos como herdeiros da vida divina. Por isso trazemos dentro de nós essa centelha eterna e somos chamados a participar da própria vida de Deus Uno e Trino. Assim entendo o ser filha, filho de Deus. Toda a nossa vida cristã está imersa no amor da Trindade. Somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito e, durante toda a nossa existência na terra, somos sustentados pela graça divina, até o momento em que voltamos para a Casa do Pai, onde Jesus nos prometeu que prepararia para nós uma morada (cf. Jo 14,3). Nós, missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), temos uma relação muito especial com a Trindade. Ao nos consagrar como servidoras do Espírito Santo, entramos na dinâmica da comunhão com o Pai e também com o Filho. Portanto tudo o que somos e fazemos busca “Proclamar e testemunhar o amor salvífico de Deus Uno e Trino entre todos os povos” (Constituições SSpS, 501). Tríduo – 1º dia: Deus Pai-Mãe, Criador Comunicar é criar comunhão – tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, das missionárias servas do Espírito Santo. Iniciemos o primeiro dia do tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, tomando consciência do que significa fazer o sinal da cruz: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Oração inicial Ó Deus Uno e Trino,Pai, Filho e Espírito Santo,Vós que sois amor, compaixão e bondade,venha em nosso socorroneste momento de intenso sofrimentopelo qual a humanidade inteira atravessapor causa da pandemia do coronavírus. Ajudai-nos também a superar a situação de crisepolítica, econômica e social em nosso país,dando-nos a força da uniãoe transformando o nosso coração para que,por nossos pensamentos, palavras e ações,sejamos presença de paz, solidariedade e alegriapara todos os que estão ao nosso redor. Somente com a vossa graça, ó Trindade Santa,podemos encontrar mais vida, amor e esperançae fazer este mundo melhor. Amém. Deus Pai-Mãe, Criador (cf. Manual de Comunicação SSpS, pág. 20) “Amados pelo Pai-Mãe e criados à imagem e semelhança de Deus, somos chamados a viver em comunhão com o Deus Uno e Trino, com outras pessoas, entre nós como família, como comunidade e com toda a criação. O dom da comunicação nos ajuda a crescer nos relacionamentos e a participar do processo contínuo da criação como cuidadores da Casa Comum, o universo do qual fazemos parte. Em nossa interioridade, pela oração, podemos entrar em diálogo com Deus. Conversando com as pessoas, escrevendo, criando obras de arte, usando os meios de comunicação de massa e a mídia digital, expandimos nosso ser, compartilhando nossos pensamentos e recebendo experiências e conhecimentos de outras pessoas para o aperfeiçoamento de nossa cultura.” Reflexão O momento atual nos desafia a encontrar novas maneiras de ser missionários. Como testemunhamos o amor de Deus Pai-Mãe em nossa vida pessoal, familiar e com as outras pessoas com quem nos relacionamos? Preces espontâneas Pai-Nosso Oração final: Conhecido, amado e glorificado,Seja por todos os povos,O Deus Uno e Trino.A onipotência do Pai,A sabedoria do FilhoE o amor, o amor do Espírito Santo. Amém. Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas!

Família que celebra a fé conserva a união

Ter uma família grande e unida é graça, mas também fruto da busca constante e de cuidados mútuos. Não acontece por acaso, mas precisa ser cultivada, especialmente nos tempos atuais, nos quais, muitas vezes, o individualismo fala mais alto. Mas, para os membros da família da irmã Celiniana, Natália Pykosz, um dos fatores que os mantêm unidos é a fé e o gosto de celebrar juntos. De fato, é uma família muito religiosa e também missionária. Além da Ir. Celiniana, que é missionária serva do Espírito Santo e celebrou, em dezembro do ano passado, 70 anos de consagração religiosa, ela tem também um sobrinho, o irmão Moacyr Rudnick, que é missionário verbita em Moçambique. Em dezembro, a família da Ir. Celiniana se organizou, alugou um ônibus e foi em peso celebrar o jubileu da tia, no Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. Vestiram a camiseta preparada especialmente para a ocasião e puseram mãos à obra! Ajudaram em tudo o que puderam. Dos mais pequenos e jovens aos mais idosos, foi uma alegria só! E mais recentemente, no domingo, 16 de fevereiro, a família se reuniu novamente para uma missa solene em ação de graças pela vida da Ir. Celiniana e de todos os membros da família na capela Nossa Senhora do Rosário, no Município de Agudos do Sul-PR. A missa foi presidida pelo Pe. Ademar Lino, SVD. A seguir, apresentamos o comentário da missa feito por sua sobrinha, Roseli Maria Chapieski: “Hoje, aqui estamos para agradecer o dom da vida de cada um de nós, mas sobretudo da tia Natália, irmã Celiniana. Aqui neste local, Tarumã, ela nasceu, aprendeu suas primeiras palavras, descobriu o amor familiar e de Deus com sua mãe, seu pai, irmãos mais velhos, tios e todos os que a rodeavam. Embora revestida de todo esse carinho, sentiu em seu coração um chamado e o seguiu, escutando aquela voz de seu coração a seguir o único TUDO de sua vida. Seguiu o Espírito Santo, seguiu a vontade de Deus! Mesmo que distante fisicamente, mas nunca longe de nossos corações, nossas orações, toda vez que voltava para nos encontrar, sempre foi uma grande festa! O encontro familiar, uns chegando com suas carroças (meio de transporte…), e todos, como podiam, vinham para o encontro da família, porque a presença de Jesus em meio à família é real. Somos gratíssimos a Deus por seu amor fiel e sua fidelidade que também nos manteve na mesma estrada, procurando gerar sempre a presença dele entre nós; esse amor incondicional que aprendemos de nossos avós (Babusz e Babucha) na fidelidade das orações diárias, que é o nosso sustento até hoje.” De acordo com sua outra sobrinha, Seliana Pontes, após a missa, todos foram em procissão até o cemitério onde os pais da Ir. Celiniana, Aleixo e Rosália Pykosz, estão sepultados. Seus irmãos ainda vivos (Afonso, Bárbara, Rosália, Vitória e Genoveva) e todos os presentes levaram a vela que irmã Celiniana recebeu no dia em que fez seus votos de vida religiosa. Esse era um desejo da Ir. Celiniana, em agradecimento. “Foi um momento de muitas graças para todos os presentes”, conta Roseli. E, para completar a celebração, foi feita a venda de almoço no salão da Igreja. A verba foi confiada ao irmão Moacir que a destinou para as missões na África.

Vem aí a Capela Missionária Virtual

Junto com o Mês Missionário Extraordinário, que começa no dia 1º de outubro, vamos lançar a Capela Missionária Virtual, um espaço de espiritualidade e oração, mas também de compromisso com a missão da Igreja no Brasil e no mundo. A criação da Capela Missionária é uma das ações das missionárias servas do Espírito Santo para responder ao apelo do Papa Francisco em despertar uma maior consciência da missão ad gentes “e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. De fato, nós, como missionárias, fazemos parte da missão ad gentes, isto é, da missão além-fronteiras, porque somos uma congregação intercultural e internacional, presente em cerca de 50 países nos cinco continentes. Nesse sentido, a capela missionária é uma forma de partilharmos nossa espiritualidade e carisma missionários e dar a conhecer significativas experiências de missão aqui no Brasil e em outros países. Mas o que vem a ser a Capela Missionária Virtual? Em primeiro lugar, um espaço de oração voltado para as grandes necessidades do mundo atual e das pessoas concretas em suas lutas e sonhos por uma vida melhor. Como é virtual, não importa onde você esteja. Poderá acessá-la pelo celular, computador ou tablet, visitar nossa capela e rezar conosco a partir de um coração missionário. A Capela Missionária vai oferecer vários tipos de oração, como a leitura orante do Evangelho do dia, a oração do terço missionário, as intenções missionárias para cada dia e outras baseadas em nossa espiritualidade e na vida da Igreja. Basta conectar-se conosco e abrir-se à ação do Espírito Santo. Além de poder rezar pelas situações que atingem a humanidade e por todos os que necessitam de preces, também será possível pedir orações e, simbolicamente, acender uma vela nas intenções desejadas. Cada pedido receberá as preces de nossas irmãs das comunidades do Convento Santíssima Trindade, Santana e outras. Nós levaremos os pedidos e intenções também para a celebração da missa e nossas orações comunitárias. Um dos objetivos da Capela Missionária é ser um espaço de missão on-line, com algumas irmãs disponíveis para dialogar e interagir com as pessoas que entrarem em contato. Nossa intenção é responder a todos, oferecendo apoio, consolo, ânimo e orientação espiritual aos que o desejarem. E, como o nome já diz, trata-se de um espaço de abertura para o mundo e de encontro do diferente, de conhecimento de outras realidades. Será um convite para alargar o coração até os confins do mundo e acolher nossos irmãos de outros povos, culturas e línguas. Na Capela Missionária haverá muitas formas de interagir, até mesmo de participar da missão e apoiar obras missionárias concretas, cada pessoa segundo suas possibilidades e apelos que sentir dentro de si. Em breve, estaremos no ar e convidaremos você para fazer parte dessa nova comunidade missionária. Vamos começar aos poucos, ampliando a cada dia os conteúdos e oportunidades para nos aprofundar na fé e nos comprometer com a missão. Contamos com você. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) _______

Arraial do Convento

No Convento, a festa foi “julina”, pois foi celebrada no dia 3 de julho, com muitos doces, pipoca, quentão, bingo, brincadeiras e até música ao vivo. Em vez de quadrilha, fizeram a escolha da “miss caipira”, num clima de muita alegria e participação. ________________ Veja algumas fotos do Arraial

Confraternização de final de ano

Oração, alegria e muito entrosamento marcaram a confraternização de Natal no Convento Santíssima Trindade. Irmãs e colaboradores (as) refletiram sobre o sentido do Natal, partilharam a refeição e se divertiram com bingo e brincadeiras. Reflexão sobre o sentido da celebração do Natal Irmãs e colaboradores (as) partilham a refeição Alegria e descontração durante bingo e sorteios

Convento Santíssima Trindade completa 87 anos

Muitos que passam pela Avenida Vereador José Diniz, no Alto da Boa Vista, em São Paulo-SP, têm curiosidade de saber que construção é esta, de arquitetura diferente e rodeada de jardins, árvores e horta. Quem entra e sente a paz e tranquilidade do ambiente percebe que está num oásis dentro da agitada capital paulista. Um lugar para meditar, rezar, estudar, mas também para se preparar e ir em missão. Estamos falando do Convento Santíssima Trindade que, no dia 18 de julho, completa 87 anos de existência. Nessa data, em 1931, foi inaugurado com a celebração de sua primeira missa. Naquela época, as irmãs procuravam um local adequado para a formação das novas missionárias e que facilitasse o contato com as religiosas que já estavam espalhadas pelo Brasil. O prédio atual foi construído em 1938 e concluído em 1963, com a ala dedicada às irmãs idosas da Comunidade do Santana. Desde 1932, o Convento é também a Sede da Província Stella Matutina, de onde é feito todo o acompanhamento das comunidades, escolas e demais trabalhos missionários, com várias equipes de colaboradores. O Convento abriga as irmãs da Comunidade do Santana que, depois de muitos anos de dedicação à missão, ali recebem cuidados especiais de saúde. Na comunidade do Convento, estão as que trabalham no serviço administrativo da Província e também da casa. São 36 irmãs entre as duas comunidades. No Convento, também está localizado o Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, onde se realizam encontros, reuniões, cursos e seminários para os mais variados públicos, além de casamentos e retiros. Um dos principais eventos é o Curso de Formação Teológica e Missionária para Leigos, já no segundo ano de funcionamento, com quatro turmas e um total de 200 alunos que se reúnem todas as terças-feiras à noite. Eles se capacitam para o trabalho pastoral nas paróquias e comunidades da Diocese de Santo Amaro. Veja como era o Convento antigamente Conheça o Convento nos dias de hoje

Festa julina reúne famílias no Convento Santíssima Trindade

Já virou tradição o Convento Santíssima Trindade transformar-se, todo o início de julho, em arraial e abrir espaço para a confraternização entre colaboradores, suas famílias e as missionárias Servas do Espírito Santo das comunidades do Convento e Santana, em São Paulo-SP. Neste ano, não foi diferente. Durante toda a semana, as várias equipes de colaboradores e colaboradoras se organizaram para preparar variadas comidas típicas, organizar as barracas de pesca, de lançamento de bolas na boca do palhaço, bingo e sorteios. Quando chegou a hora da festa, estava tudo enfeitado com bambu e bandeirinhas. Havia mesas repletas de comidas, bebidas e doces para todos se servirem à vontade. Para iniciar, uma breve apresentação dos convidados e oração. Foram dadas as boas-vindas ao grupo de irmãs SSpS, missionários do Verbo Divino e leigos vindos de outros países e regiões do Brasil para o Curso de Bibliodrama, realizado no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, que funciona na área do Convento. Para esse grupo internacional tudo era novidade. Puderam conhecer um pouquinho da cultura brasileira e saborear nossos pratos típicos juninos, como pipoca, milho assado, pamonha, canjica, curau, quentão, vinho quente, cuscuz, bolos, biscoitos e vários outros tipos de doces e salgados. O casamento caipira fez todo mundo dar risada e culminou com a divertida dança da quadrilha, na qual todos podiam entrar. A criançada também aproveitou as brincadeiras, e as famílias estavam felizes em passar juntos uma tarde alegre e ensolarada. Para ver os principais momentos da festa, assista ao vídeo e curta nosso álbum de fotos: Álbum de fotos

Missionárias recebem novas aspirantes

As Missionárias Servas do Espírito Santo receberam 3 novas aspirantes na Comunidade Vocacional Madre Josefa, em Belo Horizonte. As jovens Janice, Patrícia e Sabrina  ingressaram no dia de Pentecostes, em maio, e estão vivenciando este tempo de formação e de convivência junto com as irmãs. Elas partilham conosco como foi a descoberta da vocação e a experiência que estão fazendo. Janice Santos de Santana Janice, de Porto Real do Colégio – AL, é formada em Serviço Social e conheceu as irmãs através da Paróquia do Verbo Divino: “Acompanhei alguns trabalhos missionários da congregação e isso me motivou muito. Quando estava em missão com a família Arnaldina eu sentia no meu coração uma alegria, algo bom que não sei explicar. Também sempre tive o desejo de entrar para a vida religiosa, mas tinha muito medo de enfrentar esse desafio. Ao longo da caminhada com os Missionários do Verbo Divino, fui me apaixonando pelo carisma missionário de Santo Arnaldo Janssem, então eu fui buscar conhecer as Missionárias Servas do Espírito Santo pelas redes sociais. Busquei também conhecer outras ordens religiosas, mas meu coração sentia o chamado de pertencer à família Arnaldina. Nada é impossível quando se tem Deus, fé, esperança e amigos. É um desafio a experiência de entrar para o aspirantado; é uma experiência humana,  pessoal e comunitária. Não é fácil largar pai, mãe, irmãos, comunidade e meio cultural, saímos de nossa família pra formar outra. Para mim a experiência do aspirantado está sendo um conhecimento pessoal, humano, vivendo na partilha com as irmãs em comunidade.  Trilhar caminhos para uma vida religiosa é confiar no amor de Deus, que vai estar sempre comigo.” Patrícia Soares da Silva Patrícia tem 22 anos, é de Belo Horizonte-MG e sentiu o desejo pela vida consagrada quando tinha 16 pra 17 anos: “Senti o desejo mas não entendia o que  Deus queria de mim e nem onde ele me queria.  Fiquei assustada porque não me imaginava dessa forma, mas Deus foi trabalhando em mim aos poucos até eu entender melhor o que ele queria de mim. Escolhi as Missionárias Servas do Espírito Santo pela espiritualidade que Madre Josefa e Madre Maria tinham. Os Missionários do Verbo Divino, as Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo e as da Adoração Perpétua formam uma família missionária que se completa, acho isso maravilhoso. Ter começado a experiência do aspirantado é uma mistura de sentimentos, as vezes de muito medo, muita alegria, muita saudade, e muito amor, mas é maravilhoso o que vem depois. A experiência de estar neste caminho  é um pouco confusa, tem dias que me sinto sozinha sem saber o que fazer, porque tem coisas que nem meus amigos e nem minha família podem me ajudar, tem coisas que tenho que decidir sozinha, mas depois que passa é muito bom. Poder me entregar a Deus apesar do medo, é maravilhoso. Porque apesar dessas dificuldades tenho confiança  nesse Deus que me guia.” Sabrina Souza da Cruz  Sabrina tem 19 anos, estudou gastronomia, é de Carapicuíba-SP e conheceu a congregação através de uma amiga que participava dos encontros vocacionais:  “A descoberta de minha vocação foi um processo gradativo, não me lembro bem como, mas a primeira vez que senti uma inquietação voltada para a vocação religiosa foi aos 14 anos. Desde então essa inquietação nunca me abandonou e, com o passar do tempo, fui conhecendo varias congregações e tendo cada vez mais certeza de que era esse o desejo de Deus para a minha vida. Durante meu processo de discernimento vocacional conheci varias congregações. Porém, nenhuma delas, embora tenham ajudado muito no discernimento da vocação, me despertou o desejo de permanecer nelas. Quando conheci as Servas, seu carisma e seus trabalhos, me senti pertencente a essa missão. Estou muito agradecida a Deus e a congregação por me acolherem para o seus serviços, também estou muito animada para começar a formação e assim começar a trilhar os caminhos que o Senhor me preparou. Entrar no aspirantado tem sido uma experiência fantástica, embora também desafiadora, principalmente deixar minha família, minha comunidade de origem e amigos.”

Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade completa 1 ano

Há 1 ano atrás um projeto que estava no coração das irmãs missionárias e de nossos colaboradores foi inaugurado: o Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade. Hoje, em pleno funcionamento, é um espaço de acolhimento para inúmeros grupos e pessoas que vem aqui realizar seus eventos, cursos, seminários, casamentos e muitas outras atividades. Entre suas atividades está o Curso de Formação Teológica e Missionária que, em parceria com a Diocese de Santo Amaro está com mais de 200 alunos. Neste primeiro ano de vida o Centro Missionário caminha firme na direção de sua meta: “Buscamos ser um espaço missionário e cultural de referência, por despertar um olhar de reverência frente à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a justiça, a paz e, como comunidade humana, celebrar com alegria a vida. Conheça nosso Centro: Rua São Benedito, 2.146 – Santo Amaro – 04735-004 – São Paulo Tels.: (11) 5687-7229 e 5547-7222 Como tudo começou  O Convento Santíssima Trindade tem uma longa tradição de abrir suas portas para receber pessoas e grupos que vinham para participar de encontros, cursos e retiros. Nos últimos anos passou por um processo de reforma e adaptação de suas instalações para melhorar seus serviços e acolher ainda melhor as pessoas. Todo esse processo foi fruto do compromisso missionário das irmãs missionárias Servas do Espírito Santo e desejo de contribuir para um mundo melhor. Refletindo sobre os objetivos do Centro Missionário elas escreveram: “Vivemos, hoje, numa sociedade em que as transformações ocorrem de forma acelerada. Estamos diante de um complexo mosaico pluricultural, afetado pelas forças transformadoras da globalização e dos avanços científicos e tecnológicos. Ao mesmo tempo, há, no mundo, uma desigualdade social, fruto da concentração de renda e de privilégios, gerando, sobretudo, fome, desemprego, violência, destruição ambiental e desesperança, especialmente nos jovens. Essa realidade causa crise de valores e muda a maneira de ser e de viver de pessoas e comunidades. Frente a essa realidade, tomamos a decisão em criar espaços que apontasse para a construção de uma Cultura de Solidariedade, na perspectiva da redução das desigualdades e realização dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (DHESCA), como forma de responder à logica do Reino, que convoca a estabelecer relações de gênero mais igualitárias, e à prática da partilha, da justiça, da solidariedade, do serviço, da compaixão, do perdão e da reconciliação.” A inauguração oficial do Centro Missionário aconteceu no dia 11 de junho de 2017, mas o Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade já estava funcionando de acordo com a seguinte proposta: “Nossa missão é promover ações, nos campos religioso, educativo, cultural e sócio-ambiental, que apontem para a construção de uma sociedade sustentável global, baseada no respeito pela natureza, nos direitos universais de homens e mulheres, na justiça econômica e numa cultura da paz.” Relembre esse momento da Inauguração com a gente:

Um lar de amor

A adoção é um lindo gesto de amor que alguém pode fazer por uma pessoa. É dar uma nova chance de recomeçar para alguém que por algum motivo perdeu ou não pode estar junto da sua família. Hoje Comemoramos o Dia Nacional da Adoção, um dia que não apenas crianças adotadas festejam, mas a nossa Congregação também. Nós, irmãs Missionárias, estamos indo e vindo por diversos países, nos desprendemos de nossa vida, nossa família, nossos amigos e nossa cultura para ajudar aqueles que necessitam. E quando chegamos em outro país, sem conhecer ninguém, logo bate aquele sentimento de preocupação e muitas vezes até de tristeza. Porém, no momento em que somos recebidas e acolhidas pelas nossas irmãs do país em que chegamos, experimentamos o que é esse sentimento de adoção e por isso nos chamamos de “irmãs”. Nós somos uma família e convivemos em profundos laços de fraternidade. Quem faz parte da Congregação, nunca está sozinho.

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