“Irmãs rosadas” são destaque em reportagem do G1

Uma longa reportagem publicada pela TV RPC e o Portal G1 apresenta um pouco da vida e da rotina das irmãs da Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (SSpSAP). As religiosas, também conhecidas como “irmãs rosadas”, formam o ramo contemplativo da Família Arnaldina, da qual fazem parte também as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e os missionários do Verbo Divino (SVD), além de diversos grupos de leigos e leigas. Veja mais!
“Irmãs rosadas”: emoção marca a entrada da Ir. Teresita Sotelo na vida contemplativa

Muita emoção marcou a entrada da Ir. Teresita Luján Sotelo na Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (SSpSAP), em Ponta Grossa-PR. De origem argentina, a ela foi missionária serva do Espírito Santo (SSpS) no Brasil por mais de seis anos. A decisão de transferir-se para a vida contemplativa veio após um longo tempo de discernimento. Saiba como foi o rito de acolhida entre as “irmãs rosadas”.
A mulher na política brasileira

Quantas vezes você ouviu as expressões “lugar de mulher é na cozinha” ou “mulher no volante, perigo constante”? Essas frases transmitem uma mentalidade machista e preconceituosa. Em tempos remotos, cozinhar já era uma atividade fora da moradia, como acontece em algumas culturas. E quais foram as mulheres que criaram movimento para combater o preconceito e lutar pela liberdade feminina no Brasil? Sabemos que as mulheres brasileiras começaram suas conquistas com muita persistência e busca de ideais. Graças à luta delas pelo direito à vida, à terra, ao estudo básico e superior, ao voto, à dignidade, conquistaram reconhecimento perante a sociedade atual. Como exemplos, temos Dandara, esposa de Zumbi dos Palmares (falecida em 1694); a indígena Clara Camarão (século XVII); Luísa Mahin, mãe de Luís Gama (falecida em 1882); Maria Quitéria, que lutou pela Independência do Brasil (falecida em 1853); Nísia Floresta, primeira educadora negra do Brasil (falecida em 1885); a bióloga e política Bertha Lutz, que lutou pelo direito do voto feminino (falecida em 1976); Lélia Gonzalez, filósofa e antropóloga, cofundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras do Rio de Janeiro (falecida em 1994); Therezinha Zerbini, advogada e ativista dos direitos humanos, fundadora do movimento feminista pela anistia (falecida em 2015); e tantas pensadoras e batalhadoras de nosso dia a dia, como Maria da Penha. A discriminação da mulher ocorre em todas as camadas sociais. A violência contra o sexo feminino vem de longa data. Infelizmente, o Brasil é o quinto país no mundo em feminicídio. De acordo com dados do IBGE (2020), com a pandemia, 35% das mulheres brasileiras têm sofrido violência sexual e psicológica. Todavia, graças à coragem de Maria da Penha, vítima de violência doméstica, depois de várias denúncias policiais contra seu parceiro, reivindicou proteção à vida, garantindo para as demais companheiras o direito a um recomeço longe de seus desafetos, ao ser criada a Lei n.º 11.340/2006, que tenta coibir maus-tratos e desrespeito. O Disque 180 e as delegacias da mulher têm sido uma ferramenta de amparo e esperança. Caso precise ou conheça alguém que necessite, utilize. Conforme o censo do IBGE de 2010, a maioria da população brasileira é do sexo feminino (51,5%, sendo 43,6% brancas e 56,10% que se declaram pardas e negras, destacando 9,7% de mulheres indígenas). Isso demonstra que, mesmo sendo a maioria no País, a cidadã brasileira ainda é pouco reconhecida na sociedade. Com efeito, a cada eleição, as brasileiras têm procurado seu espaço na política. No Congresso Nacional, atualmente temos como representantes do povo 76 deputadas federais, o que corresponde a 15% do total de 513 parlamentares, e 12 senadoras, entre os 81 senadores. Percebe-se que há, ainda, uma tímida participação feminina nas eleições também das câmaras municipais, mesmo com a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece 30% de mulheres nos partidos políticos. Entretanto sabemos que, na realidade, a participação das mulheres na política brasileira não é satisfatória. Na eleição de 2018, apenas uma governante é do sexo feminino, a do Estado do Rio Grande do Norte, tentando cumprir seu mandato. Na História do Brasil, até hoje, somente tivemos uma presidente, Dilma Rousseff, que sofreu com as pressões machistas. Em 2022, teremos novas eleições e precisamos nos conscientizar da força e da responsabilidade política que todos nós temos. Sabemos que a educação da mulher tem, no Brasil, em seu núcleo familiar, uma história conservadora, gerando preconceitos e discriminação, reproduzindo a mentalidade machista, já que a educação dos filhos, por várias gerações, ficou sob sua responsabilidade. Nesse sentido, desde quando a mulher passou a trabalhar fora, percebeu a exploração da mão de obra, o assédio sexual, além da violência doméstica. Com a união e a força do movimento feminista/feminino, o respeito pelo “sexo frágil” passou a ser conquistado. A afirmação da pensadora francesa Simone de Beauvoir (1905-1986), “Não se nasce mulher; torna-se mulher”, provoca muitas reflexões que geram ações de busca pela liberdade feminina de construções culturais equivocadas. A educação da mulher, embora tímida, reflete na educação bem como em várias esferas sociais. Reconhecer a participação feminina nos projetos de políticas públicas, nas universidades, nas manifestações artísticas e desportivas é necessário para a emancipação da sociedade brasileira, que busca viver uma democracia plena. Infelizmente o “empoderamento” feminino tem incomodado o sexo oposto, acostumado, culturalmente, a ser o poder, tanto no espaço público quanto no privado. A compreensão dos papéis de ambos os sexos se faz necessária para uma parceria que, naturalmente, deveria ser para o bem comum. Que o Dia Internacional da Mulher não seja apenas uma demonstração do carinho, da ternura e da delicadeza estereotipados como características do sexo feminino, que, muitas vezes, se “coisifica” nos comerciais, sendo objeto de desejo, recebendo flores, mas seja de engajamento nos movimentos de luta pela conscientização de políticas públicas à dignidade humana. Maria Terezinha Corrêa Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.
Qual é o papel da missão hoje no mundo?

A cada 6 anos, a Sede da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo envia irmãs, em geral de duas a duas, para acompanhar e animar o serviço das missionárias pelo mundo. Neste ano a visitação aconteceu no primeiro semestre de 2018, na qual as Conselheiras Gerais, irmãs Mikaelin e Eleonora puderam acompanhar o trabalho de toda as comunidades e as organizações envolvidas com as irmãs da Província Brasil Norte. A Irmã Mikaelin Bupu, natural da Indonésia, 29 anos de vida religiosa, trabalhou no Departamento de Computação e Tecnologia da Congregação de Roma e foi Provincial na Indonésia. Em 2014 ela entrou para a Equipe da Direção Geral onde desenvolve diversos serviços. A Irmã Eleonora Cichon, natural da Polônia, foi para Roma estudar Pedagogia e depois trabalhou na Coreia com crianças de famílias separadas, pessoas com AIDS, naformação e na liderança das irmãs. Em 2014 ela também foi eleita para Equipe da Direção Geral, em Roma. Elas explicaram que a visitação tem um efeito altamente positivo na vida das irmãs, motivando-as a continuar a missão, que nem sempre é simples de ser realizada. “É como se fosse feito uma rede de conexões, nós trazemos notícias da Congregação e levamos as notícias daqui também, dessa forma aprendemos a ser uma com as irmãs daqui”, disse Ir. Eleonora. “Estamos aqui para animar, partilhar, conviver, escutar, avaliar e ajudar a província em suas necessidades e reforçar a ligação entre a Sede da Congregação em Roma com a do Brasil”, acrescentou. As irmãs visitadoras disseram que a missão tem um papel muito importante e significativo nos dias de hoje e que ela é um mandato do próprio Jesus, que enviou seus discípulos a anunciar as boas novas, além disso, a missão reforça a espiritualidade, o trabalho social e o diálogo inter-religioso. A missão também promove a construção da paz e o valorização da vida, temas que são trabalhados todos os anos pela Igreja Católica através da Campanha da Fraternidade. Nesta mesma perspectiva a Congregação definiu 2018 como o “Ano da Comunhão com os Outros”. Em função disto, todas as irmãs, no mundo inteiro, tem se dedicado a construir laços com as pessoas, especialmente de outras religiões e organizações, para que possam trabalhar em prol da sociedade. Em alguns países a Congregação enfrenta um pouco de resistência para o trabalho em conjunto por parte dos grupos religiosos radicais, mas ela tem dialogado e se mostrado abertas para ampliar as relações. A visita ao Brasil trouxe às irmãs visitadoras uma percepção maior de alguns fatores que precisam ser trabalhados enquanto sociedade: a diminuição da violência e a motivação da Igreja para construir a paz e a valorização da família. Neste sentido, as missionárias têm se dedicado ao ensino pedagógico e aos princípios morais através de seus colégios, onde alunos tem aprendido sobre valores éticos e cristãos e os transmitido para suas famílias. A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo da Província Brasil Norte tem realizado diversos trabalhos pelo Brasil. Ao todo são 13 comunidades em 4 estados, prestando serviços de educação, de apoio às comunidades carentes e de periferia, de reintegração de migrantes na sociedade, oferecendo cursos para leigos, aconselhamento de mulheres, entre outros. Antes de voltar à Roma, as irmãs Mikaelin e Eleonora deixaram uma mensagem de ânimo e encorajamento para todos. Veja a seguir:
Santo Arnaldo Janssen: um homem à frente do seu tempo

Daqui a 3 dias comemoramos o dia do nosso Santo Arnaldo Janssen e também os 15 anos da sua canonização. Como pai que foi da família arnaldina, claro que todos os anos fazemos questão de lembrar do seu aniversário. Mas não só por isso. Além de fundar a nossa Congregação, Santo Arnaldo foi um homem VISIONÁRIO! Como assim, visionário? Nós te explicamos. Arnaldo Janssen era um homem muito simples. Nascido em Goch, uma pequena cidade da Baixa Renânia (Alemanha), em 5 de Novembro de 1837, ele era o segundo de 10 filhos de uma família católica. Apesar de sua simplicidade, ele gostava muito de estudar e tinha grandes sonhos. E foi a perseverança no seu propósito maior que o tornou conhecido mundialmente. Arnaldo tinha o profundo desejo de ver o amor de Deus se espalhar para todas as nações, resolução que ele não poupou esforços para realizar. Em sua juventude, eram tempos difíceis para os católicos. O governo daquele lugar emitira uma lei proibindo o catolicismo. Muitos fiéis estavam sendo expulsos e também presos. “Como sair dessa situação?”, deve ter pensado Arnaldo Janssen. Foi aí que ele viu desta situação ruim, uma oportunidade para realizar algo que ele sonhava há tempos. Arnaldo propôs aos sacerdotes expulsos do país, que eles fossem em missão a outros países. “O Senhor desafia a nossa fé e incentiva-nos a fazer algo novo, precisamente quando tantas coisas implodem na Igreja”. Com a ajuda de alguns bispos, em 9 de setembro de 1875, ele inaugurou em Steyl – Holanda, sua primeira casa missionária, que mais tarde ficou conhecida como a Congregação do Verbo Divino. E nesta casa surgiram as primeiras mulheres ajudantes da missão. Com o crescimento das mulheres na missão, Arnaldo fundou, com o auxílio de Madre Maria Helena Stollenwerk e Madre Josefa Stenmanns, em 8 de dezembro de 1889, em Steyl também, a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo e, mais tarde, em 1886, a Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua, que se dedica exclusivamente à oração. Esse Arnaldo Janssen não é fraco não, foram 3 congregações religiosas, das quais milhares de missionários foram enviados a quase todos os países do mundo, para ajudar os necessitados e falar do amor de Deus. Santo Arnaldo faleceu no dia 15 de janeiro de 1909, tendo vivido sua vida numa permanente procura da realização da vontade de Deus e confiança na divina providência e no trabalho árduo. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II no ano de 2003 e proclamado pioneiro do movimento missionário moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Atualmente, há mais de 6.000 missionários do Verbo Divino trabalhando em 63 países. As Missionárias Servas do Espírito Santo são mais de 3.800 e as Servas do Espírito Santo de Adoração Perpétua, mais de 400 (Dados do Vaticano). O que podemos aprender com Santo Arnaldo? Que aqueles que têm grandes sonhos, também devem dar grandes passos. Santo Arnaldo Janssen se empenhou desde cedo pelo seu sonho e foi apenas lá na frente que ele colheu os frutos de seu trabalho missionário. Vale a pena todo o esforço que fazemos para realizar nossas metas. O que você acha de se inspirar em Santo Arnaldo?