A mulher na política brasileira

Quantas vezes você ouviu as expressões “lugar de mulher é na cozinha” ou “mulher no volante, perigo constante”? Essas frases transmitem uma mentalidade machista e preconceituosa. Em tempos remotos, cozinhar já era uma atividade fora da moradia, como acontece em algumas culturas. E quais foram as mulheres que criaram movimento para combater o preconceito e lutar pela liberdade feminina no Brasil? Sabemos que as mulheres brasileiras começaram suas conquistas com muita persistência e busca de ideais. Graças à luta delas pelo direito à vida, à terra, ao estudo básico e superior, ao voto, à dignidade, conquistaram reconhecimento perante a sociedade atual. Como exemplos, temos Dandara, esposa de Zumbi dos Palmares (falecida em 1694); a indígena Clara Camarão (século XVII); Luísa Mahin, mãe de Luís Gama (falecida em 1882); Maria Quitéria, que lutou pela Independência do Brasil (falecida em 1853); Nísia Floresta, primeira educadora negra do Brasil (falecida em 1885); a bióloga e política Bertha Lutz, que lutou pelo direito do voto feminino (falecida em 1976); Lélia Gonzalez, filósofa e antropóloga, cofundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras do Rio de Janeiro (falecida em 1994); Therezinha Zerbini, advogada e ativista dos direitos humanos, fundadora do movimento feminista pela anistia (falecida em 2015); e tantas pensadoras e batalhadoras de nosso dia a dia, como Maria da Penha. A discriminação da mulher ocorre em todas as camadas sociais. A violência contra o sexo feminino vem de longa data. Infelizmente, o Brasil é o quinto país no mundo em feminicídio. De acordo com dados do IBGE (2020), com a pandemia, 35% das mulheres brasileiras têm sofrido violência sexual e psicológica. Todavia, graças à coragem de Maria da Penha, vítima de violência doméstica, depois de várias denúncias policiais contra seu parceiro, reivindicou proteção à vida, garantindo para as demais companheiras o direito a um recomeço longe de seus desafetos, ao ser criada a Lei n.º 11.340/2006, que tenta coibir maus-tratos e desrespeito. O Disque 180 e as delegacias da mulher têm sido uma ferramenta de amparo e esperança. Caso precise ou conheça alguém que necessite, utilize. Conforme o censo do IBGE de 2010, a maioria da população brasileira é do sexo feminino (51,5%, sendo 43,6% brancas e 56,10% que se declaram pardas e negras, destacando 9,7% de mulheres indígenas). Isso demonstra que, mesmo sendo a maioria no País, a cidadã brasileira ainda é pouco reconhecida na sociedade. Com efeito, a cada eleição, as brasileiras têm procurado seu espaço na política. No Congresso Nacional, atualmente temos como representantes do povo 76 deputadas federais, o que corresponde a 15% do total de 513 parlamentares, e 12 senadoras, entre os 81 senadores. Percebe-se que há, ainda, uma tímida participação feminina nas eleições também das câmaras municipais, mesmo com a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece 30% de mulheres nos partidos políticos. Entretanto sabemos que, na realidade, a participação das mulheres na política brasileira não é satisfatória. Na eleição de 2018, apenas uma governante é do sexo feminino, a do Estado do Rio Grande do Norte, tentando cumprir seu mandato. Na História do Brasil, até hoje, somente tivemos uma presidente, Dilma Rousseff, que sofreu com as pressões machistas. Em 2022, teremos novas eleições e precisamos nos conscientizar da força e da responsabilidade política que todos nós temos. Sabemos que a educação da mulher tem, no Brasil, em seu núcleo familiar, uma história conservadora, gerando preconceitos e discriminação, reproduzindo a mentalidade machista, já que a educação dos filhos, por várias gerações, ficou sob sua responsabilidade. Nesse sentido, desde quando a mulher passou a trabalhar fora, percebeu a exploração da mão de obra, o assédio sexual, além da violência doméstica. Com a união e a força do movimento feminista/feminino, o respeito pelo “sexo frágil” passou a ser conquistado. A afirmação da pensadora francesa Simone de Beauvoir (1905-1986), “Não se nasce mulher; torna-se mulher”, provoca muitas reflexões que geram ações de busca pela liberdade feminina de construções culturais equivocadas. A educação da mulher, embora tímida, reflete na educação bem como em várias esferas sociais. Reconhecer a participação feminina nos projetos de políticas públicas, nas universidades, nas manifestações artísticas e desportivas é necessário para a emancipação da sociedade brasileira, que busca viver uma democracia plena. Infelizmente o “empoderamento” feminino tem incomodado o sexo oposto, acostumado, culturalmente, a ser o poder, tanto no espaço público quanto no privado. A compreensão dos papéis de ambos os sexos se faz necessária para uma parceria que, naturalmente, deveria ser para o bem comum. Que o Dia Internacional da Mulher não seja apenas uma demonstração do carinho, da ternura e da delicadeza estereotipados como características do sexo feminino, que, muitas vezes, se “coisifica” nos comerciais, sendo objeto de desejo, recebendo flores, mas seja de engajamento nos movimentos de luta pela conscientização de políticas públicas à dignidade humana. Maria Terezinha Corrêa Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.
Qual é o papel da missão hoje no mundo?

A cada 6 anos, a Sede da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo envia irmãs, em geral de duas a duas, para acompanhar e animar o serviço das missionárias pelo mundo. Neste ano a visitação aconteceu no primeiro semestre de 2018, na qual as Conselheiras Gerais, irmãs Mikaelin e Eleonora puderam acompanhar o trabalho de toda as comunidades e as organizações envolvidas com as irmãs da Província Brasil Norte. A Irmã Mikaelin Bupu, natural da Indonésia, 29 anos de vida religiosa, trabalhou no Departamento de Computação e Tecnologia da Congregação de Roma e foi Provincial na Indonésia. Em 2014 ela entrou para a Equipe da Direção Geral onde desenvolve diversos serviços. A Irmã Eleonora Cichon, natural da Polônia, foi para Roma estudar Pedagogia e depois trabalhou na Coreia com crianças de famílias separadas, pessoas com AIDS, naformação e na liderança das irmãs. Em 2014 ela também foi eleita para Equipe da Direção Geral, em Roma. Elas explicaram que a visitação tem um efeito altamente positivo na vida das irmãs, motivando-as a continuar a missão, que nem sempre é simples de ser realizada. “É como se fosse feito uma rede de conexões, nós trazemos notícias da Congregação e levamos as notícias daqui também, dessa forma aprendemos a ser uma com as irmãs daqui”, disse Ir. Eleonora. “Estamos aqui para animar, partilhar, conviver, escutar, avaliar e ajudar a província em suas necessidades e reforçar a ligação entre a Sede da Congregação em Roma com a do Brasil”, acrescentou. As irmãs visitadoras disseram que a missão tem um papel muito importante e significativo nos dias de hoje e que ela é um mandato do próprio Jesus, que enviou seus discípulos a anunciar as boas novas, além disso, a missão reforça a espiritualidade, o trabalho social e o diálogo inter-religioso. A missão também promove a construção da paz e o valorização da vida, temas que são trabalhados todos os anos pela Igreja Católica através da Campanha da Fraternidade. Nesta mesma perspectiva a Congregação definiu 2018 como o “Ano da Comunhão com os Outros”. Em função disto, todas as irmãs, no mundo inteiro, tem se dedicado a construir laços com as pessoas, especialmente de outras religiões e organizações, para que possam trabalhar em prol da sociedade. Em alguns países a Congregação enfrenta um pouco de resistência para o trabalho em conjunto por parte dos grupos religiosos radicais, mas ela tem dialogado e se mostrado abertas para ampliar as relações. A visita ao Brasil trouxe às irmãs visitadoras uma percepção maior de alguns fatores que precisam ser trabalhados enquanto sociedade: a diminuição da violência e a motivação da Igreja para construir a paz e a valorização da família. Neste sentido, as missionárias têm se dedicado ao ensino pedagógico e aos princípios morais através de seus colégios, onde alunos tem aprendido sobre valores éticos e cristãos e os transmitido para suas famílias. A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo da Província Brasil Norte tem realizado diversos trabalhos pelo Brasil. Ao todo são 13 comunidades em 4 estados, prestando serviços de educação, de apoio às comunidades carentes e de periferia, de reintegração de migrantes na sociedade, oferecendo cursos para leigos, aconselhamento de mulheres, entre outros. Antes de voltar à Roma, as irmãs Mikaelin e Eleonora deixaram uma mensagem de ânimo e encorajamento para todos. Veja a seguir:
Irmãs Missionárias rezam pela paz no mundo

Em meio a tantos conflitos políticos, sociais e morais que o mundo enfrenta nos dias de hoje, as Missionárias Servas do Espírito Santo se reuniram para rezar pela paz . Em poucas palavras expressaram seu desejo pela proteção de todas as pessoas em todos os lugares dos 5 continentes. A celebração aconteceu no Convento Santíssima Trindade onde as irmãs realizaram danças culturais, missa e um almoço de confraternização. Veja as fotos destes momentos:
Websérie “É Nossa História” – Ep. 8: Missão em Abreulândia

Visitar, animar e cuidar, essa é a rotina das Irmãs Missionárias na comunidade de Abreulândia-TO e nos assentamentos rurais. Em meio a desafios locais, elas incentivam jovens e famílias a se envolverem com a Igreja. Nos assentamentos, o clima de precariedade reforça ainda mais a vontade de ajudar os moradores das zonas rurais a lutarem em favor de seus direitos. Assista agora na Websérie “É Nossa História” todos os detalhes da missão das irmãs neste município. Fique ligado no próximo episódio e inscreva-se em nosso canal para receber a notificação. Até mais!
Missionárias apoiam Conferência Mundial na Tanzânia

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) está realizando uma Conferência Missionária Mundial em Arusha, Tanzânia, de 8 a 13 de Março de 2018. Aproximadamente um milhão de participantes estão inscritos para a audiência. A Irmã Missionária Serva do Espírito Santo Mary John participa como representante do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. É uma importante conferência ecumênica em nível mundial e, para toda a Congregação, uma grande oportunidade para promover a comunhão com os outros. Os participantes católicos dirigem a oração do meio dia nesta quinta-feira, 8 de março. Como uma forma de apoiar este evento, convidamos você para rezar junto conosco, durante esses dias da Conferência, a seguinte oração: Oração pela conferência Deus da vida, Nós te louvamos por Cristo nosso Salvador e pelo dom de vosso Espírito Santo. Te agradecemos pela voz de Jesus que nos chama a seguí-lo. Te oferecemos a Conferência Missionária Mundial em Arusha, Tanzânia. Pedimos tua benção por aqueles que preparam a conferência, Por aqueles que participaram e, sobretudo por vosso povo. Que avancemos no teu Espírito Santo para que sejamos discípulos transformados que transformem nosso mundo. Tudo por vossa glória, por meio de Cristo nosso Senhor. Amém! Mais informações no link: https://www.oikoumene.org/en/mission2018 , onde você encontrará também bons materiais sobre estudos bíblicos, temas de justiça social e orações ecumênicas.
Santo Arnaldo Janssen: um homem à frente do seu tempo

Daqui a 3 dias comemoramos o dia do nosso Santo Arnaldo Janssen e também os 15 anos da sua canonização. Como pai que foi da família arnaldina, claro que todos os anos fazemos questão de lembrar do seu aniversário. Mas não só por isso. Além de fundar a nossa Congregação, Santo Arnaldo foi um homem VISIONÁRIO! Como assim, visionário? Nós te explicamos. Arnaldo Janssen era um homem muito simples. Nascido em Goch, uma pequena cidade da Baixa Renânia (Alemanha), em 5 de Novembro de 1837, ele era o segundo de 10 filhos de uma família católica. Apesar de sua simplicidade, ele gostava muito de estudar e tinha grandes sonhos. E foi a perseverança no seu propósito maior que o tornou conhecido mundialmente. Arnaldo tinha o profundo desejo de ver o amor de Deus se espalhar para todas as nações, resolução que ele não poupou esforços para realizar. Em sua juventude, eram tempos difíceis para os católicos. O governo daquele lugar emitira uma lei proibindo o catolicismo. Muitos fiéis estavam sendo expulsos e também presos. “Como sair dessa situação?”, deve ter pensado Arnaldo Janssen. Foi aí que ele viu desta situação ruim, uma oportunidade para realizar algo que ele sonhava há tempos. Arnaldo propôs aos sacerdotes expulsos do país, que eles fossem em missão a outros países. “O Senhor desafia a nossa fé e incentiva-nos a fazer algo novo, precisamente quando tantas coisas implodem na Igreja”. Com a ajuda de alguns bispos, em 9 de setembro de 1875, ele inaugurou em Steyl – Holanda, sua primeira casa missionária, que mais tarde ficou conhecida como a Congregação do Verbo Divino. E nesta casa surgiram as primeiras mulheres ajudantes da missão. Com o crescimento das mulheres na missão, Arnaldo fundou, com o auxílio de Madre Maria Helena Stollenwerk e Madre Josefa Stenmanns, em 8 de dezembro de 1889, em Steyl também, a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo e, mais tarde, em 1886, a Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua, que se dedica exclusivamente à oração. Esse Arnaldo Janssen não é fraco não, foram 3 congregações religiosas, das quais milhares de missionários foram enviados a quase todos os países do mundo, para ajudar os necessitados e falar do amor de Deus. Santo Arnaldo faleceu no dia 15 de janeiro de 1909, tendo vivido sua vida numa permanente procura da realização da vontade de Deus e confiança na divina providência e no trabalho árduo. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II no ano de 2003 e proclamado pioneiro do movimento missionário moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Atualmente, há mais de 6.000 missionários do Verbo Divino trabalhando em 63 países. As Missionárias Servas do Espírito Santo são mais de 3.800 e as Servas do Espírito Santo de Adoração Perpétua, mais de 400 (Dados do Vaticano). O que podemos aprender com Santo Arnaldo? Que aqueles que têm grandes sonhos, também devem dar grandes passos. Santo Arnaldo Janssen se empenhou desde cedo pelo seu sonho e foi apenas lá na frente que ele colheu os frutos de seu trabalho missionário. Vale a pena todo o esforço que fazemos para realizar nossas metas. O que você acha de se inspirar em Santo Arnaldo?
Retrospectiva 2017 das Irmãs Missionárias

“Até aqui o Senhor nos ajudou”. 1 Samuel 7:12 Querid@s leitores, leig@s, missionári@s, irmãs, irmãos e amig@s: neste nosso último post do ano, queremos expressar nossa eterna gratidão pela sua companhia neste ano de 2017. Foi um ano muito importante para nós, de grandes conquistas e realizações. E para partilhar com você desta alegria, separamos aqui alguns dos momentos mais marcantes de 2017. Nossa felicidade não seria a mesma sem você! Que você tenha um incrível 2018, repleto de bênçãos divinas! E que você continue conosco na nossa caminhada do trabalho missionário, incentivando e inspirando o amor e a comunhão uns com os outros.
2018 – O Ano da Comunhão com os Outros

Há exatamente 128 anos atrás, nasceu a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, entidade católica que receberia milhares de irmãs missionárias que dedicariam suas vidas à missão. Sua fundação, em 1889, foi uma resposta às necessidades do serviço feminino dedicado ao Espírito que dá vida e estabeleceu as bases para uma comunidade religiosa-missionária de representatividade mundial. Em 2018, o objetivo é, nada mais e nada menos, que estar em “Comunhão com os outros”, um fator essencial para manter as comunidades abertas e em constante crescimento.Hoje presente em 50 países e em todos os continentes, a Congregação dedica cada um dos seus anos a um tema em especial. Alinhadas com o Espírito Santo e às propostas do Papa Francisco, nossa Congregação está unindo forças com todos aqueles que estão com o mesmo propósito, leigos em missão, outras organizações, culturas e religiões, para a promoção da comunhão universal e partilha de suas experiências, conseguindo assim descobrir o Deus de amizade que une a todos nós. “Respeitamos a vocação distinta dos parceiros leigos e engajamos em discernimento mútuo e processo decisório em vista da missão. Entramos em rede com outras organizações e alargamos o círculo de colaboração e amizade. Reverentemente entramos em diálogo de vida e ação com pessoas de outros credos. Criativa e responsavelmente usamos os meios sociais e a tecnologia moderna para partilhar a Boa Nova do amor de Deus. – 14º Capítulo Geral. Que atitudes você tem feito para promover a comunhão com os outros na comunidade em que vive ou em seu local de trabalho e estudo? Vem com a gente neste propósito e aproveite os bons efeitos do ato da comunhão. Conheça os objetivos anteriores e mais sobre a nossa congregação acessando https://www.worldssps.org/
Missionárias SSpS celebram 115 anos de Brasil em Assembleia Provincial

As Missionárias Servas do Espírito Santo, para celebrar os 115 anos da chegada das primeiras irmãs ao Brasil, deram um cunho festivo à sua assembleia anual que aconteceu de 02 a 04 de novembro no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade. Foram três dias de encontro com a participação das missionárias das 13 comunidades da Província Stella Matutina – Brasil Norte. Elas se reuniram para partilhar as atividades missionárias, aprofundar a Palavra de Deus, celebrar os 115 anos de presença no Brasil e decidir juntas como fortalecer a missão. Aqui apresentamos os principais momentos da assembleia com fotos e vídeos que mostram a alegria das irmãs em participar e comemorar sua caminhada missionária. Memória da Chegada das Primeiras Missionárias A abertura da assembleia foi na entrada do Convento Santíssima Trindade com a memória da chegada das Irmãs Walburgis, Laurência, Bonifácia, Crescência, Regina e Córdula para dar início à missão no Brasil. Elas chegaram de Steyl, na Holanda, dia 20 de julho de 1902 e ficaram dois meses em Petrópolis para aprender a língua. Depois, em 24 de setembro foram recebidas oficialmente em Juiz de Fora, onde deram início ao trabalho missionário no Brasil. A tarde do dia 03 também foi dedicado à memória histórica da província, retomando três grandes períodos: de 1902 a 1965, de 1965 a 1990 e de 1990 a 2017. As irmãs agradeceram a Deus por todas as comunidades, escolas, hospitais e obras sociais que foram fundados e pelo trabalho pastoral realizado durante todos esses anos. Pediram perdão por tudo aquilo que não foi bom e, pensando no futuro, levantaram propostas para a revitalização da missão. As comemorações começaram com um churrasco na hora do almoço compartilhado com os (as) colaboradores (as) e continuou com apresentações teatrais, trabalho em grupos, partilha e celebração da missa. À noite a confraternização continuou com apresentações culturais e brincadeiras, num clima muito descontraído. Partilha das comunidades O primeiro dia da assembleia foi dedicado à apresentação de cada uma das comunidades, entidades e equipes da província. Foi um dia muito rico em que foi possível perceber a criatividade das missionárias para responder às situações de missão nos locais onde estão presentes. Chamou a atenção que, apesar da idade avançade de muitas irmãs, o dinamismo missionário continua e as comunidades estão atuando em áreas de grandes desafios missionários. Compromisso da Assembleia Entre os diversos assuntos tratados, as irmãs estudaram como reforçar a missão em áreas mais desafiadoras como a região do Taquaril, na periferia de Belo Horizonte, e na área indígena do Tocantins, junto aos índios xerentes. Outra questão discutida e encaminhada foi o enfrentamento da situação de fome no Brasil e no mundo, em que cada irmã, comunidade e equipe missionária foi interpelada a dar uma resposta solidária. Decidiram que, além de dar comida a quem tem fome, vão estudar como investir forças e recursos para resgatar a cidadania e ajudar as pessoas a lutarem por seus direitos básicos. Também se propuseram se unirem espiritualmente às pessoas que sofrem a fome através de gestos concretos como o jejum, e assim partilharem com os pobres não o que sobra, mas daquilo que faz falta. Assista o vídeo que foi feito especialmente para os 115 anos das Missionárias Servas do Espírito Santo no Brasil:
Irmãs SSpS comemoram 115 anos no Brasil

Por coincidência ou ‘cristocidência’, o Dia do(a) Religioso(a), neste ano de 2017 cairá no dia 20 de agosto, dia em que a nossa congregação completa 115 anos de chegada ao Brasil. Essa dobradinha não poderia passar em branco, né? Vem junto então relembrar a trajetória de desafios e conquistas destas mulheres de fé que doaram suas vidas à missão, respondendo ao chamado de Deus de forma intensa e corajosa. COMO TUDO COMEÇOU Hoje as Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo estão em 47 países e em todos os continentes. Mas ela se originou com apenas 6 irmãs! A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo surgiu no bojo de um sonho missionário de Arnaldo Janssen, na segunda metade do século XIX. Com a colaboração de várias pessoas, a aspiração desse jovem padre tornou-se um projeto, que se concretizou com a fundação de uma Casa Missionária, em Steyl (foto), no território da Holanda. Esse fato chegou ao conhecimento público e atraiu a atenção de algumas jovens mulheres interessadas em associar-se a um projeto missionário de longo alcance. Foi assim que, com a colaboração indispensável de Maria Helena Stollenwerk (Madre Maria) e de Hendrina Stenmanns (Madre Josefa) e outras quatro jovens aspirantes (Theresia Sicke, Elisabeth Bielefeld, Gertrud Hegemann e Bertha Becker), em 8 de dezembro de 1889, foi fundada a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Logo no início, Santo Arnaldo Janssen propôs que as Irmãs trabalhassem primeiramente nas escolas, para poder entrar em contato com muita gente e, através desse contato, despertar nas famílias futuras freiras e padres. Tendo como propósito espalhar a semente do amor de Deus a quem mais precisasse, as irmãs missionárias foram então enviadas a vários países com objetivos diferentes, mas que agregariam a vontade de Deus como um todo. AS PRIMEIRAS MISSIONÁRIAS PELO MUNDO As missionárias que vieram para o Brasil fizeram parte dos 5 primeiros grupos de missionárias enviadas ao mundo. Esse movimento se iniciou em 1895, seis anos após a fundação da Congregação. O primeiro grupo, formado por apenas 4 irmãs, partiu em 1895 para a Argentina com o objetivo de abrir escolas para meninas e ensinar o apostolado para as mulheres. Dois anos depois, mais 4 irmãs vão para Togo para abrir escolas para mulheres que falavam a língua Ewe, mulheres jovens, indígenas e empregadas domésticas. O terceiro grupo, com 4 irmãs, foi à Papua Nova Guiné em 1899, com o objetivo de escolarizar e introduzir pastorais em paróquias. O quarto grupo, com 5 irmãs, foi em 1901 para os Estados Unidos e, por fim, o quinto grupo, chega ao Brasil em 1902. Outros grupos de irmãs foram enviadas depois para muitos outros países. A CHEGADA AO BRASIL As primeiras 6 missionárias da Congregação chegaram aqui no Brasil no dia 20 de agosto de 1902 e estabeleceram-se primeiramente em Juiz de Fora, dando origem à Província Stella Matutina. Foram elas: Irmã Walburguis, Laurência, Bonifácia, Crescência, Regina e Córdula. Seu objetivo era abrir internatos para meninas e reavivar a fé nas famílias cristãs. Durante a primeira metade do século XX, essas missionárias se dedicaram à educação em colégios próprios e ao cuidado de doentes, em hospitais e Santas Casas. A partir da década de sessenta, com o advento do Concílio Vaticano II e das Conferências Episcopais Latino-Americanas de Medellín e Puebla, houve um apelo muito forte no sentido da opção preferencial pelos pobres. Várias Irmãs mudaram seus endereços rumo às periferias das grandes cidades e de lugares mais carentes do interior do País. A partir de então, além das pastorais tradicionais na educação formal e nos hospitais, a missão passou a ser compreendida também e sobretudo como um serviço aos mais carentes e excluídos da sociedade. Com o crescimento e a expansão da Congregação no Brasil e por acaso das vocações que entravam, foi necessário dividir a Província em duas, ficando a do Norte com 344 Irmãs e a do Sul com 117 Irmãs. A PROVÍNCIA STELLA MATUTINA (BRASIL NORTE) No Brasil, a Província Brasil Norte conta com 13 comunidades distribuídas em 4 Estados. “Como Missionárias SSpS, somos desafiadas a encontrar caminhos, em fidelidade criativa, para sermos realmente sinais do cuidado amoroso de Deus por seu povo” – Irmã Agada Brand, SSpS A missão na província Brasil Norte se dá em comunidades espalhadas pelo Brasil ou em outros países, onde as irmãs procuram vivenciar o diálogo entre as culturas, a comunhão na diversidade e o acolhimento a todos, de maneira especial aos pobres e excluídos. A sua dedicação de vida a Deus se expressa através dos mais variados tipos de trabalhos e apostolados de acordo com as necessidades mais urgentes do povo ao qual são enviadas. Principais atividades missionárias: Educação Saúde Crianças carentes e idosos, Serviço Pastoral nas comunidades das periferias e do interior, Pastoral Indigenista, Justiça e Paz e Ecologia, Comunicação, Bíblia, Catequese, Formação de Lideranças, Promoção da Mulher, Apoio a população de rua, Juventude e muitas outras. Irmãs SSpS Brasil Norte em sua história… … e atualmente: Irmãs, colaboradores e convidados durante evento de inauguração do Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em junho de 2017: