Aposentei… será?

Muitas pessoas que conheço nutrem um enorme desejo de, um dia, ancorados por uma estabilidade financeira, quererem saborear os frutos da aposentadoria. Um desejo justo, já que o trabalho e todas as obrigações atreladas à atividade profissional exigem e acompanham os indivíduos por toda uma vida. Creio, contudo, que esse sonho, se olhado com mais critério, poderá trazer certo desespero quando ele se realizar de fato. Existe uma parcela da população que já transita por esse lugar. Após anos de dedicação em escritórios, escolas, empresas e demais áreas de atuação, veem-se desprezados e improdutivos. Falo isso por experiência própria, pois venho de uma família que batalhou muito para usufruir conquistas importantes. Um imóvel para morarmos, um carro para viagens e emergências e até mesmo a aquisição de uma linha telefônica que, à época, custou muito caro para nosso padrão econômico. O tempo foi passando, nós, os filhos, fomos crescendo e demos início à nossa jornada. O barulho de antes, com brincadeiras, música alta e pedidos comuns de qualquer criança – “MÃE, TÔ COM FOME!”, “MÃE, O EMERSON NÃO QUER ME EMPRESTAR A BOLA!” – foram substituídos por dias menos barulhentos, por refeições mais tranquilas, e a casa passou a ser reflexo do presente de meus pais. Eles deixaram de ser pai e mãe e se transformaram em avós, que já não tinham o mesmo vigor físico de antes. Iniciaram um processo de inércia e tristeza. Chegava a machucar o coração quando ouvíamos nossos pais dizerem: “Nossa, ainda lembram que têm pai e mãe?”. Fomos percebendo que estavam desanimados e infelizes, pois já se viam com a obra de suas vidas acabada. Até que um dia, despretensiosamente, um convite chegou a seus corações: “Dona Marlene, sr. Joel, vocês teriam um tempinho na semana para nos ajudar a montar algumas cestas básicas que serão entregues aos carentes da Favela do Moinho?”. Como um sopro de vida, aquele simples convite feito pela Pastoral Social de nossa comunidade religiosa devolveu a meus “bons velhinhos” a alegria de uma vida em doação. Já haviam se dedicado tanto a cuidarem de nossa educação que essa missão ainda estava latente e necessitava ser revisitada. Daquele primeiro convite para montar algumas cestas básicas, eles foram descobrindo que poderiam contribuir com a vida de muitas famílias nos serviços da Igreja, como ministros da comunhão, como palestrantes do Encontro de Casais com Cristo, fazendo lanche e cuidando de crianças na festa de Nossa Senhora Aparecida… Hoje, algumas caixinhas de remédios estão aposentadas no fundo de uma gaveta, quase esquecidas, da mesma forma que aquelas lembranças que antes serviam apenas para roubar o sorriso de meus pais. O ócio que nasceu com o fim do trabalho formal deu espaço à alegria de servir os necessitados. Parafraseando Jesus, muitas ovelhas, de outros redis, também foram alcançadas. Hoje dificilmente encontro meus pais em casa. Estão pelo caminho, lançando as sementes que tanto nos ensinaram a cultivar. Acredito que essa é uma realidade imutável. O trabalho é parte integrante e necessária para a realização de cada pessoa. Temos de entender que a percepção do trabalho atualmente não está unicamente relacionada ao formal, e sim a todas as atividades realizadas pelo homem, que busca o crescimento de si e do outro, com ou sem remuneração. Essa ação laboriosa cria um caminho para a alegria e criatividade, fazendo fecundo o solo dos sonhos e da realização pessoal. Max de Oliveira Faria, professor de Filosofia, Ensino Religioso e Educação Física; especialista em Educação Escolar e Grupos Especiais; membro da Equipe da Dimensão Missionária do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP.

Leitura continuada da Bíblia

“Santo Agostinho falava que Deus escreveu dois livros. E o primeiro livro escrito por Deus não foi a Bíblia, mas sim a criação plena de todas das coisas, a natureza, a vida. O Livro da Vida, é por ele que Deus quer falar conosco.”  (Frei Carlos Mesters, biblista) Na Igreja Católica, setembro é o Mês da Bíblia. É o período em que os fiéis são exortados a ter mais contato com os textos da Sagrada Escritura e, assim, iluminar e rezar a vida com base nos relatos, orações e ensinamentos presentes na Palavra de Deus. Uma das formas de ter contato com o texto bíblico é a leitura feita em grupo, com a comunidade e com os irmãos de fé e caminhada. Por isso a turma da catequese de crisma do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, participou da experiência da leitura continuada da Palavra, promovida pelo Arsenal da Esperança há nove anos. Na tarde de 24 de setembro, esteve na escola o missionário do Arsenal, Ivan Sbrana. Junto com os jovens do grupo de crisma, a catequista Sônia Vieira e o coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo, Ivan motivou o momento de leitura compartilhada da Palavra. O trecho lido foi o dos capítulos 1 a 6 do 2º Livro das Crônicas, uma das obras históricas do Antigo Testamento e que relata o discernimento e o esforço do povo para entender a maravilha de sua relação com Deus. De forma orante, os crismandos leram a passagem. A experiência, certamente, fortaleceu e aprofundou a compreensão da importância de ser comunidade e participar amorosamente da Igreja. Veja o depoimento de alguns alunos: “A experiência que tive durante a leitura continuada da Bíblia foi bem intensa e interessante. A sala estava repleta de uma energia inspiradora, que servia como guia para a alma. Além disso, as músicas tocadas pelo professor Agostinho contribuíram, de forma muito positiva, para tornar o ambiente ainda mais aconchegante. Foi um momento em que a palavra pôde adentrar mais fundo em nossos corações. Com certeza, foi muito enriquecedor.” (Felipe Mesquita Moura Mota Rodrigues, 9º ano A) “É impossível alguém que acompanhe o cristianismo não ame utilizar este Livro Sagrado. Os ensinamentos de Jesus, a história da humanidade, a criação do mundo, Moisés, Noé, Davi e tantos outros personagens estão presentes dentro da Bíblia. É tão fundamental que é apresentada como a Palavra do Senhor. Surpreendentemente, a Sagrada Escritura fica esquecida dentro da gaveta nas casas das pessoas. Lemos Crônicas 2, em que se conta a história de Salomão, um rei justo e fiel a Deus. É um grande exemplo de vida, pois pediu ao Senhor sabedoria e inteligência para reinar. Aprendemos que não é necessário construir um santuário como o de Salomão para provar que somos católicos, mas nos pequenos gestos, como ler a Bíblia e praticar seus ensinamentos.”  (Luiz Felipe Ricobom de Sousa, 9º ano B) Sonia Vieira da SilvaProfessora de Ensino Religioso e catequista do Colégio Espírito Santo ________

O desafio de ser jovem

Com o passar do tempo, tudo se transforma. Com a juventude, não é diferente. O que era ser jovem 20 anos atrás não o é mais. Os jovens da Pós-Modernidade têm desejos, sonhos e buscam objetivos diferentes, reafirmam suas personalidades, ao mesmo tempo em que fazem parte de grupos, o que se torna paradoxal, mas fortalece a juventude. Os diferentes se atraem, unem-se em causas comuns, lutam por ideais, sem perderem de vista suas perspectivas individuais. Nada melhor do que perceber a juventude ouvindo os próprios jovens falarem. O que sai do coração se torna razão e evidencia uma geração que marca presença em um mundo, muitas vezes, incerto e mutável. Em um bate-papo, jovens de 15 e 16 anos, todos estudantes da 1ª série do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, falam de seus desejos, angústias, carreira, escola, sonhos e amizades. Ser estudante, no século XXI, é viver desafios, conviver com o diferente, dedicar-se, lidar com cobranças, mas, ao mesmo tempo, também é prazeroso, segundo João Pedro Dourado, principalmente quando se “adquirem vários conhecimentos, se descobrem coisas novas com os professores e com os amigos, se dialoga sobre assuntos que, em casa, não é possível abordar”.  Outro desafio enfrentado pelos jovens é lidar com o tempo em uma sociedade marcada pela liquidez e tecnologia, em que tudo, rapidamente, torna-se passageiro e obsoleto. Será que temos de ter mais tempo para perder? Será que temos de aprender de forma tão rápida para passar no vestibular e conquistar uma carreira de sucesso? Quanto tempo temos mais? Diante dos olhos daqueles que respondem às perguntas, a juventude se esvai aceleradamente… O tempo também intensifica a cobrança que o jovem vivencia por ter de entrar em uma faculdade federal, ter de passar no ENEM. As tomadas de decisão devem ser muito rápidas. Essas cobranças, segundo eles, “vêm do próprio jovem, em primeiro lugar; em seguida, são externas, por parte da família, da escola e dos professores”, lembra o aluno Tiago Valentim Viana. Quem pensa que os jovens são desinteressados se engana. É fato que os interesses daqueles que nasceram entre os anos de 2003 e 2004 são bem diferentes dos que nasceram na década de 1980 ou mesmo 1990. Os jovens se engajam e se interessam por aquilo que tem aplicação, faz sentido e tem significado. “Quando se aprende o que pode ser usado, tudo se torna mais significativo”, diz Anna Laura Natario. É unânime entre eles que a geração atual tem muita empatia. “A maioria pensa no outro antes de fazer alguma coisa. Essa relação que a gente vai criando, conforme os anos vão se passando, é muito importante e faz muita diferença”, declara Isabella Menezes de Oliveira. Todos percebem que são privilegiados e valorizam o que conquistaram. Quando questionados a respeito dos sonhos, respondem que almejam um mundo em que o outro seja aceito, independentemente da cor, da cultura, da religião, do país de origem. “Todos somos seres humanos, há riqueza na diversidade”, afirma Mariana de Souza Ferreira. Passa ano, sai ano, vai juventude, vem juventude, as transformações chegam, mas há valores que permanecem. A amizade se perpetua, e os amigos se unem, dão conselhos, ajudam, criticam, caso seja preciso, mas sempre com a intenção de ajudar. Ser jovem, na atualidade, é desafiador. Ser jovem, na atualidade, é engrandecedor! Alunos que participaram do bate-papo: Anna Laura Van Der H. Natario, Aline Maria S. Bellangero, João Pedro Dourado F. de Maria, Isabella Menezes de Oliveira, Luiza Perestelo Cinzento, Marina Esteves Pelegrina, Mariana de Souza Ferreira, Tiago Valentim Viana.

O que é depressão?

A tarde, hoje, está ensolarada, e eu posso sentir o doce som da natureza… Em um banco da Praça Silva Romero, um casal de idosos me fez lembrar meus avós, em especial minha avó. Aos meus 6 anos, fizemos uma viagem para Fortaleza. No hotel em que nos hospedamos, havia recreação e, em uma das noites, o tema foi “canibalismo”. O medo e o desespero me fizeram ir ao chão, e minha avó saiu em disparada quando me ouviu chorar, pronta para me socorrer e acalentar-me em seus braços. A sensação de ser protegida era tamanha que não participei mais de nenhuma atividade. Eu queria apenas desfrutar da companhia e da proteção de minha avó, que era uma mulher firme, forte e rígida, mas, internamente, doce e terna. Hoje, busco em seus olhos a minha avó de outros tempos, mas somente encontro um vazio muito grande. Há dias em que ela não me reconhece. A nossa relação tornou-se distante e triste. É como se eu a tivesse perdido há muito tempo. O que restou de nosso relacionamento são as lembranças passadas, felizes, os dias perdidos que não voltam mais. Não sei ao certo o que é depressão. Se me pedissem que traduzisse em uma só palavra, eu diria que é um ladrão de vida humana, que nos transforma em nada menos do que seres de olhar distante, apáticos, sem afetividade ou vontade de viver. Algo que nos torna fracos, sem perspectivas, deixando apenas a lembrança de quem fomos um dia. Essa doença tirou minha avó, com vida, de mim. Sonho com o dia em que ela vai se despertar dessa doença, como se estivesse passando apenas por um pesadelo horrível, e que voltaremos a tê-la conosco, como antes, uma pessoa importante, meu anjo protetor, que fazia o melhor bolo de fubá que eu já comi em toda a minha vida. Por enquanto, ela sequer se lembra da receita. Isabela Victória de Siqueira Sereno, 9º ano B Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP Disponível em: <https://amenteemaravilhosa.com.br/cuidado-metaforas-explicar-a-depressao/>. Acesso em: 2 mar. 2018.

Alunos participam do 1˚ Missão Sem Fronteiras

Durante os dias 4, 5 e 6 de agosto, aconteceu o 1º encontro dos alunos das escolas da Rede de Educação SSpS que teve como objetivo evangelizar a juventude por meio da ação missionária, a partir da espiritualidade trinitária da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, em comunhão com a realidade global e atentos às necessidades dos excluídos. Os alunos vivenciaram momentos de muita reflexão e partilha e assumiram um novo compromisso missionário. A missão reuniu missionários e ultrapassou fronteiras com a presença de jovens e educadores. “Ficamos com o sentimento de que não há fronteiras para o trabalho missionário. Foi um passo a mais da nossa escola, principalmente a vivência e a experiência que trouxemos na bagagem”, afirmou a educadora Roberta Pimentel. O Encontro reuniu os jovens no Colégio Espírito Santo, sediado em São Paulo e com muito acolhimento recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. “A experiência com esse encontro despertou ainda mais nossa vontade de continuar essa missão permanente, agora também com uma perspectiva que vai além das fronteiras”, disse um dos alunos. O coordenador da Dimensão Missionária Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas por essa experiência. Ele destacou a atividade com muita satisfação e a todo o momento despertava em todos a importância do compromisso missionário. Em meio a uma cidade movimentada, barulhenta e corrida, esses alunos saíram um pouco da rotina para silenciarem, ouvirem a voz de Deus e vivenciarem momentos que marcaram o coração de cada um deles. O passo mais marcante relatado pelos alunos durante o Encontro foi à visita ao Centro de Integração do Migrante, um lugar que oferece apoio, orientação e capacitação aos refugiados. Os depoimentos, os testemunhos e trocas de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. Os alunos vivenciaram atividades diversificadas em participações voluntárias através de aulas de português, inglês, zumba, visita ao Arsenal da Esperança, a comunidade, feiras e igrejas. O Projeto Missão Sem Fronteiras tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso. Missionários e missionárias ao encontro do outro, sem fronteiras, retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, garantindo a certeza de que vivenciaram momentos que ficarão guardados para sempre na formação de cada um deles.

Inauguração do Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade

A Região de Santo Amaro conta agora com um novo espaço cultural e missionário. No domingo, 11/06 foi a inauguração do Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade. Pertencente à Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo – Brasil Norte, o novo espaço está localizado dentro de nosso convento, que é sede da província desde 1931. A solenidade de inauguração foi marcada por uma série de atrações que promoveram um maior reconhecimento da pluralidade cultural e da atuação das missionárias, bem como da amplitude do espaço. Com duração de três horas, a programação teve uma abordagem holística, integrando espiritualidade, diversidade cultural, expressões artísticas e momentos de convivência percorrendo os vários espaços disponíveis para eventos. Na capela, muito apreciada para casamentos, os convidados participaram de uma vivência com apresentação cênica e expressão corporal. No auditório, além de danças folclóricas indiana e paraguaia, houve também apresentações de ginástica rítmica e de ballet de alunas do Colégio Espírito Santo, escola da Rede de Educação das irmãs missionárias. Após as atrações, os mais de 100 convidados foram conduzidos ainda à área verde do Centro Missionário Cultural para um esquete teatral do artista Tino de Lucca, que encerrou a tarde com um show exclusivo regado a um coquetel preparado especialmente para a ocasião. Há mais de 2 anos em obras Abrangendo uma área total de 17.400 m² ecologicamente sustentável, o convento passou por mais de 2 anos em reformas para estruturar o espaço que conta atualmente  com capela para 200 pessoas, auditório com 105 lugares, palco e técnica completa e 4 salas para treinamento com total estrutu de áudio e vídeo, sendo uma com cozinha e acesso externo ao jardim. Além disso há também uma cozinha industrial, salão para refeições, quartos e suítes para hospedagem, estacionamento e área verde. Único na região com este porte, o espaço permite a realização de celebrações religiosas e eventos como cursos, treinamentos, retiros, encontros de casais e jovens, dentre outros. Mas propõe ser, antes de tudo, um espaço para a cultura da paz. Segundo a provincial Ir. Maria Percila Vieira, o surgimento do espaço vem responder a um anseio há muito aguardado pelas irmãs. “Queríamos contar com um espaço bem estruturado para receber as nossas irmãs de outros países e para a formação espiritual da nossa própria congregação, como também oferecer este espaço para que outras pessoas, religiosas e leigas, pudessem vir e promover aqui eventos alinhados com o nosso carisma e espírito de JUPIC”, frisa Ir. Maria Percila. JUPIC é a terminologia usada pela Igreja Católica para Justiça, Paz e Integridade da Criação. Enquadrados nesta categoria estão, por exemplo, os 2 eventos que já acontecem na casa. Apesar da recente solenidade de inauguração, o local sedia, desde março deste ano, um curso de formação teológica e missionária e um cine-fórum. O primeiro, em parceria com a Diocese de Santo Amaro, já conta com 135 alunos em duas turmas, enquanto que o cine-fórum, iniciativa da REDES – Rede de Solidariedade, também das irmãs missionárias, tem cunho cultural-social-pedagógico e é voltado para todos os públicos. O novo Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade está sediado à Rua São Benedito, 2.146, Santo Amaro, e está aberto ao público de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. As visitas devem ser agendadas com antecedência por telefone. O espaço também está disponível para eventos de fim de semana e à noite. Assista ao vídeo:   Serviço: Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade Rua São Benedito, 2.146 – Santo Amaro – 04735-004 – São Paulo Tels.: (11) 5687-7229 e 5547-7222 Face do Centro:  /Centromissionarioculturalsantissimatrindade Facebook/Twitter/Instagram: /sspsbrasilnorte Youtube: www.youtube.com/channel/UCmuxQvMKkl-HsiJM3KHD1UQ   Assuntos gerais: convento@ssps.org.br Administração: Luciana Leite –  conventosst@ssps.org.br Marketing: Rosane Kurzhals – gestaomkt.sede@ssps.org.br               Clique aqui para ver mais fotos

A tradição da festa junina na Congregação

Já pode tirar a poeira do vestido xadrez e daquele chapéu de palha, porque a festa de São João está chegando aí, pessoal! De acordo com a tradição católica, diz a história, que quando Isabel anunciou o nascimento de João Batista, no dia 24 de junho, a fogueira queimou nas montanhas da Judeia e foi assim que deu origem a famosa Festa Junina. Nesta festa são prestigiados São João, São Pedro, São Paulo e Santo Antônio. Para a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, a festa junina é uma das comemorações preferida das irmãs. Ela é feita em toda a Rede de Educação e no Convento Santíssima Trindade. Nela, funcionários, irmãs, familiares e amigos se juntam para se divertirem ao som da batida arrasta pé mais contagiante de junho. Veja como foi a comemoração junina de 2016 nos colégios e no Convento: Convento Santíssima Trindade       Colégio Stella Matutina         Colégio Nossa Senhora da Piedade         Colégio Imaculado Coração de Maria         Colégio Espírito Santo         E segura aí que logo, logo estaremos mostrando como foi a comemoração deste ano! Bão demais, sô!!

Cartas para Alepo

– por Agostinho Travençolo Junior, Coordenador da Pastoral da Rede de Educação SSpS Foi após o encontro dos coordenadores missionários das escolas e creches da Rede de Educação Missionária  SSpS, com o professor Fernando Altemeyer, que  nasceu a ideia de elaborar e encaminhar uma carta de apoio às crianças e ao povo Sírio. Após a sensibilização de todos os alunos e alunas dos colégios com notícias, reflexões, imagens e vídeos, sobre a atual situação de guerra em que vivem os moradores da Síria, de forma especial Alepo, cada escola e obra elaborou uma carta coletiva em sinal de solidariedade para com os sírios. Após serem traduzidas para o árabe, por uma jovem professora natural de Alepo chamada Ranim, que mora no Brasil há dois anos, as palavras ganharam voz na leitura de nossos alunos e alunas e se transformaram em uma apresentação. Por meio dos contatos de Ranim, essas palavras e vozes de esperança e paz chegarão aos destinatários, fazendo com que nossa missão educativa se torne comunhão com os que mais precisam. É com essa e outras ações realizadas pela Pastoral que as nossas escolas e obras sociais conseguem ultrapassar fronteiras e ajudar aqueles que mais precisam através de uma palavra de apoio e de um incentivo para enfrentarem os problemas e valorizarem a vida. A seguir as cartas escritas pelos alunos e alunas das nossas escolas. Estimados amigos/amigas Sírios, Somos estudantes de Belo Horizonte, Minas Gerais no Brasil. Estamos enviando esta carta para demonstrar nossa solidariedade em relação à situação atual da Síria. Sabemos que não há palavras para amenizar a situação de dor e sofrimento, entretanto, sabemos também que depois da tempestade vem a bonança, não como prêmio, mas para amenizar a situação em que nos encontramos. Não conseguimos mensurar o sentimento de medo e solidão que reina nos corações de quem se encontra em uma situação de guerra, contudo meus irmãos, nunca desistam. Não deixem que o mundo paralise vocês e tampouco que o ódio ocupe seu coração, mas que a compaixão liberte a todos vocês tornando-os livres. Quando a vida nos lança desafios dolorosos e horas de infelicidade, o único caminho é procurar forças em nós mesmos e em Deus/ Allah, pois ele nos guia e nos ilumina para sabermos lidar com os obstáculos. Sempre pedimos a Deus/Allah que um dia o mundo em que vivemos se torne um lugar melhor, onde o amor ao próximo reine em cada coração, pois assim poderemos viver em paz e nos tornarmos irmãos. Desejamos que vocês tenham muita força e união para que possam seguir em frente sem desanimar e alcançar a tão esperada paz. Um grande abraço, Alunas/ Alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus   Belo Horizonte, Brasil. 31/10/2016. Queridos amigos da Síria, Nós sabemos que não está fácil para vocês acordarem todos os dias e enxergar essa dura realidade, mas eu gostaria de dizer que o nosso mundo é muito mais que isso que vocês estão vivenciando. Há muitas pessoas boas que tentam levar a tolerância e a liberdade para o seu país, lugar onde poucos radicais causam tanto sofrimento. Esperamos que um dia essa guerra se torne apenas uma história que vocês possam contar para seus netos, e que seja sempre uma eterna lembrança da força de seu povo. Imaginamos que deva ser difícil para vocês fecharem os olhos e pensar em um mundo onde não exista tanto sofrimento e destruição, mas pare por um momento e deixe que a gente te leve para uma outra realidade: o dia está ensolarado, as árvores carregadas de flores: é primavera! Os passarinhos cantam, a brisa sopra, e ao fundo um arco-íris se forma. É um lugar de liberdade e paz. Sabemos que parece impossível agora, mas sim, essa será a sua realidade, porque vocês merecem. Apesar de mais velhos, não temos a mesma força que você, tão pequeno, porém tão grande aos olhos do mundo. Nunca deixe que as pessoas falem que vocês não conseguem, porque vocês são crianças incríveis O mundo espera por vocês. Lute pelos seus sonhos e não deixe que o brilho dos seus olhos se apague vocês são a esperança do mundo. Estaremos sempre com vocês! Com carinho, Alunos, Alunas do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora, Brasil. 16/11/2016   Ao povo da Síria, Somos estudantes do Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro. Através de noticias e documentários nos inteiramos da situação que vocês estão vivendo e, assim, viemos através dessa carta, demostrar nosso apoio, carinho e total solidariedade. Temos ciência da atual situação que os cerca. Isso nos comove e muitas emoções afloram, o que nos mobilizou. Apesar do conhecimento, não temos a dimensão da dor pela qual vocês passam. Mas, assim mesmo, acreditamos que o futuro será bem melhor. Os conflitos sociais e políticos que afligem toda população do Oriente Médio são conhecidos no mundo e nós gostaríamos de transmitir uma mensagem de esperança para vocês, porque sem ela, a vida fica sem sentido. Nós, jovens, temos que ter fé, pois a fé traz a força e aquece o nosso espírito. Mesmo em meio a todos os problemas, é evidente que vocês precisam de amor e que a fé, esperança e os sonhos nunca devem se perder; têm que pulsar forte! Sabemos que, em alguns momentos, tudo se torna difícil, doloroso demais. Então, não deixem de sonhar, pois nada é tão nosso quanto os sonhos. E assim nos despedimos, com essa mensagem de apoio e otimismo. Estamos em oração e torcendo para que tudo fique bem. A esperança e a união, nesse momento, são indispensáveis para continuar acreditando em dias melhores. Recebam nosso carinho e solidariedade. Alunas/Alunos do Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro, Brasil. 12/11/2016   Ao povo de Alepo, Boa noite, queridos amigos, somos alunos/alunas do Colégio Espírito Santo, no Brasil, e queremos desejar a vocês toda a nossa amizade, boas energias e orações. Mesmo distantes, estamos acompanhando a situação de vocês bem de perto. Sabemos que não é nada fácil, em determinados

Campanha de Do[ações] é sucesso entre as escolas SSpS

Um dos grandes diferenciais da Rede de Educação Missionárias SSps é formar seus alunos para a cultura de valores humanos e solidários. Por esse motivo, todos os seus colégios promovem constantemente o envolvimento dos seus alunos em diversas ações sociais e ecológicas que se estendem por todo ano letivo e atendem a uma série de pessoas e entidades filantrópicas. Este ano, porém, a Rede de Educação SSpS quis ir além, integrando todas estas ações em todos os colégios através de uma única grande campanha de arrecadações. Assim foi lançada em maio deste ano a primeira ação de solidariedade em rede: a Campanha de Do[ações] da Rede de Educação SSpS. O objetivo seria arrecadar diversos tipos de doações – de alimentos não perecíveis a agasalhos, lixo eletrônico e até lacres de bebidas – que seriam destinados a entidades parceiras e às três obras sociais das próprias missionárias SSpS: 1) o Centro Madre Josefa, que fica no morro do Alemão, Rio de janeiro, 2) a Creche Maria Helena, localizada em Juiz de Fora que atende crianças em situação de risco e 3) o Centro de Integração do Migrante, em São Paulo, no bairro do Brás, um espaço de integração e de formação de pessoas que chegam em nosso país em situação de vulnerabilidade social. A campanha contou com uma série de peças para a mídia online e off-line como banneres em sites e na rede social das escolas, post arts, cartazes e e-mail marketing direcionadas a todos os estudantes e familiares e envolveu toda comunidade escolar, dos coordenadores das pastorais aos professores, alunos, pais e familiares. E o resultado não poderia ser melhor: todos os colégios arrecadaram centenas de itens que foram entregues às respectivas entidades durante o mês de agosto deste ano. Confira abaixo o check-in desta ação: Colégio Sagrado Coração de Jesus Doados para o Centro Educacional Maria Helena: 646 LITROS DE LEITE 5 LATAS DE NINHO EM PÓ 5 LATAS DE MILNUTRI EM PÓ 2 NOLAC EM PÓ 2 ITALAC EM PÓ 1644 LIVROS EM GERAL 6 VELOTROIS         Montagem da biblioteca do Centro Educacional Maria Helena   Lixo Eletrônico – 100 kilos até hoje Para o projeto Meias do Bem doadas para a empresa Puket: 3622 meias, que serão transformados em 90 cobertores               Participação no evento de entrega das 17 cadeiras de rodas do projeto Lacre do Bem   Colégio Nossa Senhora da Piedade Doados para o Centro Educacional Madre Josefa e Casa Ronald Mcdonald: 166  LATAS DE LEITE EM PÓ 241  PACOTES DE MIOJO 69 PACOTES DE FRALDA DESCARTÁVEL         Entrega das primeiras 20 embalagens de leite em pó aos alunos do Centro Educacional Madre Josefa, após visita das crianças para a participação de uma manhã divertida e interativa com nossos alunos do 8º ano e da Educação Infantil (30/06/2016);         Visita Guiada da Perseverança à Casa Ronald McDonald, no Maracanã para entrega das doações arrecadadas e interação com pacientes com câncer  assistidos pelo local (29/08/2016) Doados para a Instituição Lacre do Bem: 122 garrafas pet de lacres           Arrecadação e estocagem dos lacres de latinha em garrafas PET de 2 litros   Colégio Stella Matutina Doados para o Centro Educacional Maria Helena: 165  LIVROS 107 BRINQUEDOS Colégio Espírito Santo Doados para o Centro do Migrante: 939  PEÇAS DE ROUPA 89 PARES DE SAPATO 239 BRINQUEDOS         Doados para a empresa CARDOS – Centro de reciclagem do lixo eletrônico: 89 itens eletrônicos   Colégio Imaculado Coração de Maria Doados para a Creche Madre Josefa: 394 PEÇAS DE ROUPA 200  BRINQUEDOS 100 UNIDADES DE UTENSÍLIOS DE CASA             Doações para o Centro educacional Madre Josefa – Entrega das doações para a Gilmara, Coordenadora da Creche 50 COBERTORES doados para moradores de rua Doados  para  a ACVM (Associação Cristã de Vida Mariana): 1.700 caixas de leite vazias que se transformam em marmitas Coleta de lixo eletrônico da UFRJ: 6 garrafas de 3 litros de pilhas e baterias               Pilhas e baterias têm lixo certo – Alunos do 5º. ano do CICM participam da Oficina de Pilhas e Baterias com o Professor Júlio Carlos Afonso, da UFRJ. Doados para a Instituição Lacre do Bem: 92  garrafas pet de lacres           Alunos do Sistema Integral organizando nas garrafas pet os lacres que chegaram! Para o projeto Meias do Bem doadas para a empresa Puket: 1 saco de 100 litros de meias Campanha de alimentos doados para o Projeto Gramachinhos, em Duque de Caxias: Achocolatado: 33 latas Açúcar: 87 kg Arroz: 41 kg Biscoito: 4 pacotes Cremogema: 6 unidades Farinha de aveia: 1 Farinha de mandioca: 17 kg Farinha de Trigo: 9 kg Feijão: 11 kg Fraldas descartáveis: 1274 unidades Fubá: 28 kg Leite em caixa: 1 Leite em pó: 29 latas Macarrão: 49 pacotes Macarrão Instantâneo: 120 pacotes Maisena: 11 unidades Molho de tomate: 35 embalagens Óleo: 2 garrafas Sal: 14 kg Sardinha: 46 latas Embalagem completa de cesta básica:1

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