Equipe de Espiritualidade realiza encontro no Rio de Janeiro

A Equipe de Espiritualidade da Província Brasil Norte das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) se reuniu, nos dias 21 e 22 de julho, no Colégio Imaculado Coração de Maria (CICM), no Rio de Janeiro-RJ. O primeiro encontro presencial do grupo teve como objetivo fomentar a interação entre os participantes e o aprofundamento na herança espiritual deixada por Santo Arnaldo Janssen e a geração fundadora. Como tem sido prática na Congregação das SSpS, a equipe também é formada por irmãs e leigos. A programação começou com a acolhida da Ir. Maria Inês Aragão, coordenadora. Por meio de videochamada, a Ir. Maria Percila Vieira, superiora da Província Brasil Norte, também saudou os participantes. Em seguida, houve uma reflexão sobre a parábola do semeador, narrada no Evangelho de Mateus (13,1-23). Cada um recebeu uma sacola com um pequeno recipiente, terra fértil, um galho espinhoso, uma pedra, sementes de girassol, pincel atômico e papel. Usando o material, todos deveriam expressar as impressões sobre a passagem. A partilha foi um momento muito rico e emocionante. A Ir. Maria Inês conduziu um estudo sobre o tema “Paixão pela missão em Arnaldo Janssen”. Foi uma oportunidade para conhecer melhor os fundadores e primeiros missionários e missionárias da Família Arnaldina. No sábado, as atividades começaram ainda na madrugada, quando a equipe se dirigiu ao mirante do Parque do Leblon, para acompanhar o nascer do sol. Espontaneamente, os participantes elevaram a Deus uma oração de louvor. Na sequência, houve um passeio por alguns pontos da Cidade Maravilhosa. À tarde, a equipe revisou o planejamento, destacando as prioridades para os próximos meses. Após a avaliação do encontro, a equipe participou da celebração da Palavra. A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum destacou a parábola do joio e do trigo, presente no Evangelho de Mateus (13,24-43). Como é costume na Família Arnaldina, também foi dirigida uma prece especial à Santíssima Trindade. O momento concluiu-se com a bênção e o abraço da paz. Alessandro Faleiro MarquesMembro das equipes de Comunicação SSpS Brasil e de Espiritualidade da Província SSpS Brasil Norte, diácono permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte.

Inteligência emocional: espiritualidade no comportamento

Diante das constantes e vastas mudanças sofridas pela sociedade pós-moderna, abordar o tema da inteligência emocional é de grande urgência e necessidade social. Entre as várias mutações dos hábitos sociais, percebe-se inúmeras pessoas sendo desafiadas a “evoluir” para um lugar de intensa liberalidade em seu ato de ser. Isto é, livres de qualquer amarra ou comprometimento comportamental com o outro, são obedientes à não obediência. Tornaram-se reféns de suas emoções. O que sentem tendem a dar vazão ou recalcar. Mas é sobre o equilíbrio entre essas duas margens do mesmo rio que devemos nos importar. A disciplina das ações pode ser entendida como uma grave ofensa aos deuses da Modernidade que tecem o dogma do “tudo pode”, promovendo uma grande revolução socioemocional das novas gerações em conflito com as regras das gerações que nos precederam. Tradicionalmente, a inteligência emocional foi entendida como controle das emoções individuais: raiva, medo, desespero, pânico ou qualquer outro exemplo que tipifique uma euforia. No entanto, a inteligência emocional se detém no trato do comportamento pessoal quando essas tais emoções surgem. Não dá para fugir das emoções. Quando elas vêm, é possível controlar o comportamento diante delas, o que se denomina tecnicamente de autocontrole. Sentir medo na presença de um animal feroz foi o que possibilitou aos seres humanos, no período da caça, por exemplo, desenvolverem sua inteligência espacial e analítica para sobreviverem nos territórios tão hostis, passando de seres caçados para caçadores. Paralisar-se diante do perigo seria, sem dúvida, o comprometimento mais autodestrutivo da espécie humana. Em brevíssimo tempo, seria extinta pelos outros animais, pelo clima e a fome. As emoções são reações rápidas ao meio observado, apura as estratégias diante do fato sentido. Ficar chateado por alguma ofensa recebida no trânsito, por exemplo, é natural. No entanto, o que se faz com ela se reserva ao amadurecimento ou não da inteligência emocional. Ora, se o comportamento do indivíduo diante de suas emoções é a linha divisória entre as brigas, ofensas, intolerâncias e tudo o que desune e a possibilidade de evitá-las, notar-se-á, portanto, que cada ser humano estará na bifurcação de uma escolha fugaz: fazer ou não fazer, falar ou não falar, agir ou não agir. Aperfeiçor o comportamento é fruto de uma luta interior, intensa e constante. Uma espiritualidade que coloque o indivíduo diante das consequências de suas ações é o poder que a educação tem. Fazer o honroso esforço de perceber-se diante da vida e de todos os seus desafios necessita de uma rigidez psicoemocional constante. Ou seja, unir os afetos à razão e a razão aos afetos torna-se o antídoto à vida excessivamente voltada à aprovação dos outros bem como à preservação da vida indiferente à necessidade dos que precisam. A espiritualidade conduz o indivíduo para dentro de si, podendo encontrar, na intimidade de sua existência, os outros, Deus e toda natureza que o cercam, garantindo a vida. Espiritualidade e autopercepção são sinônimas. Por outro lado, muitos homens e mulheres tendem a emitir um juízo sobre os seus feitos após os executar. É nesse sentido que toda espiritualidade, baseada no silêncio, na percepção das emoções e no autoconfronto com as consequências que as atitudes individuais trazem bem como em sua interferência coletiva, poderá curar as feridas de uma sociedade cada vez mais doente, quando não pensa nas consequências de suas ações antes de agir. Conversar, instruir, ensinar, educar seriam ferramentas poderosas para instruir o indivíduo na posse de si e refletir sobre seu comportamento. Em síntese, essa espiritualidade do quotidiano pede a homens e mulheres uma atenção generosa aos efeitos de suas ações. Controlando o comportamento, as emoções darão lugar à tão cara paz interior. Sentir todos sentem, porém como sentimos é o que nos diferencia dos outros animais. Perceber o outro é perceber-se; perceber-se é perceber o outro. Assista ao bate-papo sobre inteligência emocional, publicado no canal da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, no Youtube. William John Martins é professor de Ensino Religioso no Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ. “Escola Viva: vê, sente e cuida.”

Colégio Imaculado Coração de Maria celebra o centenário

O Colégio Imaculado Coração de Maria, situado no Bairro do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro-RJ, está celebrando seu centenário de fundação. Embora tenha planejado a festa há bastante tempo, por causa da pandemia, precisou mudar os planos. Devido ao distanciamento social, a festa terá um estilo completamente diferente, impensável há poucos meses. Irmã Maria de Fátima Marques, diretora-presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, explica que a festa será virtual, utilizando os recursos de transmissão ao vivo pela internet. Para ela, celebrar os cem anos da instituição, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, significa renovar a esperança e manter a escola de portas abertas, ainda que virtualmente. “Significa manter o movimento e o dinamismo de uma escola viva”, afirma, baseando-se no lema da Rede de Educação: “Escola viva: vê, sente e cuida”. O colégio foi inaugurado oficialmente no dia 19 de março de 1920, mas, por causa de Nossa Senhora, a patrona da comunidade escolar, surgiu a tradição de celebrar sua festa em 22 de agosto. “Há 100 anos, o colégio faz história, formando crianças e jovens à luz dos valores evangélicos, comprometido com a transformação social”, conta Ir. Fátima. Ela recorda também os muitos desafios que o colégio teve de enfrentar. Com as reformas e ampliação dos ambientes, o Colégio Imaculado Coração de Maria conta atualmente com espaços modernos que atendem seus 900 alunos. Para marcar a celebração do centenário, no período da manhã de sábado, haverá um drive-thru, em que as famílias poderão passar pelo colégio e, sem sair do carro, os alunos poderão ver seus professores, matarem a saudade e receber um kit comemorativo pelo centenário. Além disso, poderão doar alimentos não perecíveis, que serão destinados às famílias atendidas pelo Centro Educacional Madre Josefa, no Complexo do Alemão. Às 19h30min, haverá uma apresentação-surpresa transmitida ao vivo pelo canal da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, no Youtube. Neste vídeo você vai ver o depoimento de algumas pessoas que ajudam a construir a história do Coração de Maria: Como fazer para dar aulas no Coração de Maria? A seguir apresentamos o depoimento emocionado de Susete Parreira, atual diretora educacional do colégio. Um século de história! Nossa, é muito tempo! Embora eu não tenha muitos anos no Colégio Imaculado Coração de Maria, ele sempre esteve por perto, ou melhor, presente em meu caminho. Primeiramente, pela exuberância de seu prédio, que salta aos olhos de quem passa pela Rua Aristides Caire, e também por alimentar meu sonho de um dia vir a fazer parte do grupo de seus colaboradores, como professora. Trabalhei em outros colégios do entorno e, sempre que passava por sua porta, pensava em como fazer para dar aulas no famoso Coração de Maria do Méier. A vida dá muitas voltas, e hoje nossas histórias se cruzam. Não dou mais aulas de Geografia. Sou diretora, e digo isso com o coração transbordando de orgulho e felicidade! Minha eterna gratidão às irmãs missionárias servas do Espírito Santo, por acreditarem e confiarem a mim a administração da parte educacional de seu colégio. Farei minhas as palavras de toda uma comunidade que reconhece a importância desta instituição em suas vidas. São palavras de carinho, de afeto, de orgulho e de um imenso reconhecimento por tudo o que este colégio proporcionou a cada um deles. Hoje já são pais, avós e continuam trazendo os filhos, os netos, os sobrinhos. Várias gerações de uma mesma família cresceram e se formaram adultos nas salas de aula, nos bancos, nos corredores deste colégio que era a segunda casa deles, como até hoje o dizem. Estudar e trabalhar no Imaculado Coração de Maria é se dar a oportunidade de crescer como ser humano, de desenvolver-se como pessoa na generosidade e solidariedade pelo outro. Aqui se aprende o valor e a importância dos ensinamentos de Jesus Cristo: amar e respeitar o próximo, também a propagar a Palavra de Deus “em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”.Ao longo destes cem anos, muitas mudanças aconteceram. O mundo se transformou, mas a essência missionária deste espaço de ensino e formação não foi alterada. As irmãs exercem um papel importante em nosso dia a dia. Elas iluminam, com sua espiritualidade e afeto, nossa rotina escolar. Ajudam-nos na condução da educação e construção de pessoas melhores, mais humanas. E quando falamos nas irmãs, imediatamente nos lembramos da querida e inesquecível irmã Mansuetis Santanna, carinhosamente chamada por nós de irmã Mansu, com seus 92 anos de idade e ainda estudando alemão. Mas sabemos que há outras irmãs que também deixaram suas lembranças nas memórias de vários ex-alunos ao longo deste século de existência. Um tempo pleno de fé, vitórias, lágrimas, tristezas, de idas e vindas, gratidão e esperança de poder escrever mais cem anos de história no Bairro do Méier, destacando-se na Zona Norte da maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. Parabéns pelos seus cem anos, Colégio Imaculado Coração de Maria! Centenário do Coração de Maria “Como é cheio de vida e de encanto,Um Colégio como este onde o amor…” E assim, partindo de um sonho de amor, em 1920, nasce o Colégio Imaculado Coração de Maria, que se torna o cenário de muitas histórias, com a nobre missão de educar crianças e jovens. A missão das queridas irmãs missionárias servas do Espírito Santo irradia, através dos tempos, os valores cristãos e éticos, a vivência da fé e a construção de uma sociedade justa e sustentável. Por sua tradição permeada de afeto, integridade e compromisso com a formação integral do ser humano, firma uma excelência acadêmica. Uma construção coletiva, desenhada por gerações, transformando o Coração de Maria em uma referência de passado, presente e futuro. O projeto educacional estruturado em sua trajetória vem, a cada dia, inovando-se diante das demandas que se apresentam no mundo, sem perder sua essência, sua identidade, seus fundamentos e princípios que fazem dela uma “Escola que vê, sente e cuida”, “Onde a educação está em todo lugar”. A idade mágica de cem anos de existência é

Contagem regressiva para o centenário

O Colégio Imaculado Coração de Maria, localizado no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro-RJ, vai comemorar cem anos de existência em 2020. Milhares de pessoas passaram pelas salas de aula, corredores e pátios da instituição. Desde sua fundação, pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo, tornou-se uma das principais referências de educação da capital fluminense. Para marcar seu aniversário de 99 anos e abrir o ano jubilar, no dia 24 de agosto, foi realizada uma celebração que contou com a presença de famílias, educadores e das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. As famílias foram recebidas com música. A Banda Sinfônica da Faetec abriu o evento ao som de clássicas canções cariocas, como Garota de Ipanema e Cidade Maravilhosa. Na sequência, uma animada celebração da Palavra foi presidida pelo padre Júlio, pároco da Basílica Coração de Maria. Nas preces, foram lembradas famílias, alunos, ex-alunos, educadores e irmãs missionárias. Também se rezou pelos valores humanos e cristãos, pelo diálogo na formação dos jovens e pela caminhada e missão de todos. Fechando a celebração, uma emocionante ação levou quem estava presente às lágrimas: 99 balões foram lançados por alunos do colégio. Cada balão representava um ano de muitas histórias e levava um gentil recado, que contava sobre o aniversário do colégio e convidava quem o encontrasse a fazer uma visita ao colégio e ganhar um presente. “Foi uma festa linda. Todas saíram encantados. E o mais importante foi que transmitimos a mensagem de que, mesmo com seus 99 anos, o Coração de Maria mantém o compromisso de educar crianças e jovens na perspectiva cristã, sempre alinhando tradição com contemporaneidade e inovação. O carisma missionário nos fortalece e nos conecta aos valores que o mundo em transformação exige de cada um”, afirma irmã Cida, que conduziu as festividades. Um painel de contagem regressiva foi inaugurado e instalado na fachada do colégio. Diariamente, as placas serão viradas, indicando quantos dias faltam para o centenário do colégio. A cada dia, um aluno, familiar, educador ou ex-aluno será convidado para alterar a placa. Patrícia Campos é jornalista e especialista em comunicação corporativa. Faz parte da equipe da Árvore, um laboratório de comunicação localizado em Belo Horizonte (MG), que faz a gestão de comunicação de todos os colégios e centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo _____

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