A China no coração missionário de Santo Arnaldo Janssen

O Papa Bento XVI instituiu, em 2007, o Dia Mundial de Oração pela Igreja na China, celebrado em 24 de maio. O grande país do Oriente tem lugar central na história missionária da Família Arnaldina. Foi para lá que Santo Arnaldo Janssen enviou os primeiros missionários verbitas e, mais tarde, também as irmãs missionárias servas do Espírito Santo. No artigo, Cristina Maia, da Equipe Nacional de Espiritualidade, conta mais.
Quem foi São José Freinademetz?

Um homem corajoso! Simples assim. O italiano José Freinademetz, nascido em 15 de abril de 1852, tinha uma fé simples e muita vontade de ajudar os outros. Após estudar teologia no Seminário Diocesano de Bressanone (Brixen), foi ordenado sacerdote e depois de dois anos conseguiu finalmente viajar para realizar seu sonho. Ele foi o primeiro missionário da Congregação do Verbo Divino, primeira congregação fundada pelo nosso fundador, Santo Arnaldo Janssen, a viajar para a China. Seu destino foi Hong Kong e, em seguida, para a primeira missão católica em Shantung do Sul, uma província com 12 milhões de habitantes e somente 158 cristãos. Nesta missão, ele foi marcado por diversas pedras em seu caminho: a dificuldade para se adaptar à nova cultura, assaltos, viagens longas e a complicação na formação das comunidades. Mas ele não desistiu. Pelo contrário, virou o jogo. Ele investiu na formação de leigos que o ajudaram com todo o trabalho missionário. “Finalmente, estou no meio de um povo totalmente pagão. Está realizado o sonho da minha juventude”. Cada dia seu desejo de aumentar os fiéis era maior, então ele dedicou grande esforço à preparação, animação espiritual, formação de sacerdotes e missionários. Também desenvolveu um manual para a catequese em chinês. Padre José era tão entusiasmado com tudo que fazia, que recebeu o apelido de Fu Shen Fu, que significa Padre Feliz. Isso sim que é felicidade! Será que um dia a gente consegue chegar a esse nível? “Oração, trabalho e sacrifício. Quero dar-me totalmente e lutar toda a minha vida pelos meus queridos chineses” – São José Freinademetz Sua felicidade era completa. Ele aprendeu a amar o povo chinês durante os 29 anos que conviveu com eles e fez tudo o que estava ao seu alcance para ajudá-los a e também para falar das boas novas do amor de Cristo. Infelizmente, durante uma epidemia de tifo na qual ele estava à frente no atendimento e socorro às vítimas, ele acabou contraindo a doença, vindo a falecer em 28 de janeiro. Canonizado em 2003 pelo Papa João Paulo II, São José Freinademetz é festejado no dia de sua morte. Reconhecido como ‘o padre fundador da Igreja do Sul da província de Shandong’, seu sepulcro transformou-se num centro de peregrinação para os cristãos. “Os chineses são tudo para mim. Quero ser sepultado no meio deles… e continuar a ser chinês no Céu” – São José Freinademetz Podemos aprender com São José Freinademetz que nossa vida tem um propósito e que a nossa felicidade pode ser completa quando realizamos este propósito. Você já sabe qual é o seu? Quem sabe não te ajudamos a descobrir? Envie-nos uma mensagem e viva uma transformação plena dando um sentido único para a sua vida. “O pouco que fazemos não é nada comparado com o que o bom Filho de Deus faz por nós”.
Aquele rolê na China

Já viajou pra um lugar onde você não conhecia ninguém, não sabia que gosto tinha a comida e ainda nem falava a língua? A gente se sente como um peixe fora d’água não é? Essas situações são vividas por milhões de migrantes no mundo inteiro. Hoje queremos contar a história de vida de um migrante muito importante pra nós. José Freinademetz, o primeiro missionário do Verbo Divino, Congregação que também foi fundada pelo nosso fundador. Nascido em abril de 1852, no Norte de Itália, era de uma família simples e com uma grande fé católica. Estudou Teologia no Seminário Diocesano de Bressanone (Brixen) e foi neste momento de sua vida que nasceu a paixão pela missão. Em 1978 foi para China em Shantung do Sul, uma província com 12 milhões de habitantes e somente 158 cristãos. Foram dois anos marcados por duras e longas viagens, assaltos e dificuldades na formação das pequenas comunidades cristãs. Mas apesar de todo o sofrimento, José Freinademetz sempre se manteve dedicado à preparação, animação espiritual e formação de sacerdotes chineses e de outros missionários. Seu amor pela China era tão grande, que ele quase queria se transformar num chinês, numa carta para sua família ele disse: “Eu amo a China e os chineses; eu quero morrer e ser sepultado entre eles. E no céu eu quero ser um chinês”. Faleceu em janeiro de 1908 e o seu sepulcro se transformou num centro de peregrinação para os cristãos. Antes de ir, ele deixou uma lição muito bonita, a de que o amor é um exercício diário, é deve ser feito mesmo nas pequenas atitudes. Pois, foi com o estímulo do amor, que ele conseguiu conviver num país estranho e superar todos os momentos difíceis. Se você é migrante e se sente sozinho, venha visitar o nosso Centro de Integração do Migrante, estamos te esperando de braços abertos.