Ser missionária serva do Espírito Santo: saiba como é o acompanhamento das jovens vocacionadas

Jesus “chamou os que Ele quis” (Marcos 3,13b) Desejo ser religiosa e consagrar minha vida ao serviço na Igreja. Sinto que Jesus me chama a ser missionária serva do Espírito Santo (SSpS). Quais são os passos e como ocorre o processo inicial? “Jesus subiu a um monte, chamou os que ele quis, e eles foram para perto dele. Então escolheu doze homens para ficarem com Ele e serem enviados para anunciar o evangelho. A esses doze Ele chamou apóstolos. Eles receberam autoridade para curar enfermidades e expulsar demônios” (Marcos 3,13-15). Eles deixaram tudo e o seguiram. Jesus chamou aqueles a quem Ele quis para subirem o monte e lhe fazerem companhia, vivenciando intimidade com ele, dando a conhecer sua missão e depois vivê-la, anunciando a Boa Notícia do Reino. Os Apóstolos não foram enviados logo para a missão, mas somente depois de um bom tempo de convivência e de formação. Mesmo após enviados, Jesus os chamava para novas instruções, para o descanso, confraternização e oração juntos. Jesus sabia que, em sua missão, Ele enfrentaria dificuldades com seus escolhidos. O Senhor conhecia a fragilidade de seus amigos, porém não desistiu e foi com eles até o fim. Quando Deus chama, Ele nos capacita para que possamos cumprir a missão a nós confiada, concede-nos os meios e os recursos necessários. Precisamos descobrir com Jesus, em sua Palavra e em oração, o que Deus quer fazer em nossa vida. Como missionárias servas do Espírito Santo, somos chamadas a servir na missão da Igreja, sobretudo em situações nas quais a vida é fragilizada e ameaçada, dentro ou fora do País. Realizamos nossa missão em comunidades, no Brasil ou em outros países, onde procuramos vivenciar o diálogo, a comunhão e o acolhimento. Nossa vocação missionária depende do compromisso com o seguimento de Jesus Cristo, buscando, como mulheres consagradas, testemunhar e tornar “Conhecido e amado o amor de Deus Uno e Trino por todas as pessoas”, conforme desejava Santo Arnaldo Janssen. Dedicamos nossa vida a Deus por meio da oração e das mais variadas atividades e apostolados, segundo as necessidades mais urgentes do povo ao qual somos enviadas. Quais são os passos para a jovem que deseja ser missionária serva do Espírito Santo? Primeiramente, a jovem que sente “inquietude vocacional”, com interesse e desejo de seguir Jesus, e um profundo anseio de ajudar o próximo, procura conversar com uma irmã SSpS. Isso pode ser pelas redes sociais ou pessoalmente. Manifesta-lhe seu desejo de conhecer algo mais sobre a vida religiosa, a Congregação. A partir de então, será encaminhada e acompanhada pela irmã responsável pelo Serviço de Animação Vocacional. Então iniciará seu processo de discernimento por meio de contato virtual ou presencial, visitas à família, retiros de convivência com outras jovens em nossas comunidades. Como é o processo de formação na Congregação? 1º – Ingresso na comunidade vocacional Tempo de experiência para maior clareza da vocação e descobrir em si os sinais do caminho de seguimento nos passos de Jesus. Nessa primeira experiência, a jovem vai conhecer o carisma, a vida e a missão das irmãs SSpS, e fazer seu processo de crescimento pessoal, comunitário, grupal. A jovem aspirante é acompanhada em seu desenvolvimento humano, autoconhecimento, vida cristã e no chamado pessoal de Deus. Também é acompanhada, de forma pessoal, pela irmã formadora, em sua opção de vida, vivência dos valores humanos, cristãos, experiência comunitária e missão. Nessa etapa de formação, a jovem permanecerá um ano, se já tiver concluído o ensino médio, ou o tempo necessário para terminar esse grau de escolaridade. 2ª – Pré-noviciado A jovem, após maior clareza do chamado de Jesus, continua o processo de discernimento, pelo qual vai aprofundando os temas relacionados ao carisma e à espiritualidade da Congregação, sua de formação humana e espiritual, e experiência de vida comunitária. 3ª – Noviciado Dois anos de intensa preparação para professar os votos de castidade, pobreza e obediência. Um tempo para conhecer Jesus Cristo e uma profunda intimidade e amizade com o Senhor. Começa, então, o seguimento incondicional a Cristo, como missionária serva do Espírito Santo. Período em que são colocados os alicerces para toda a sua vida, como religiosa consagrada. Terminado o período de dois anos a dois anos e meio, a jovem vai se encontrar apta a professar seus votos na Congregação e a viver como religiosa consagrada SSpS, com todas as suas alegrias e desafios. Para entrar em contato A jovem que desejar participar da experiência vocacional na Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo ou na Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (ramo contemplativo da Família Arnaldina) basta entrar em contato com qualquer irmã dessas Congregações. Assim, será direcionada para as irmãs que acompanham as jovens vocacionadas. Caso deseje falar diretamente com o Serviço de Animação Vocacional, os contatos estão a seguir: Missionárias Servas do Espírito SantoIrmã Lusia Sakunab: animacaovocacionalbrn@ssps.org.comIrmã Yohana: (42) 99848-3772Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração PerpétuaIrmã Trindade Maria: (42) 99835-9535 Irmã Maria Cristina Krupek, SSpSFormada em Teologia, pós-graduação em Missiologia, terapeuta holística em constelação sistêmico-familiar, formadora na comunidade do Noviciado PANAM, em San Lorenzo, Paraguai. Irmã Ashrita Soreng, SSpSIndiana, missionária no Brasil.

Irmã Zilda Hornai: confiança em Deus e desafios em nossa cultura

A irmã Zilda Maria Cofitalan Hornai pertence à Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo. Ela é natural do Timor Leste, um país insular, localizado na Ásia, que conquistou sua independência de Portugal no ano de 1975 e, em 2002, da Indonésia, com o fim da ocupação. Sua população é composta por vários grupos étnicos e fala cerca de dezesseis línguas. A primeira vez que irmã Zilda sentiu o chamado foi quando participava do grupo de coroinhas e assistiu ao filme sobre Santa Teresa de Calcutá. Ela ficou profundamente tocada. “Queria também me tornar uma freira para servir ao povo de Deus e, como as irmãs, ter uma vida muito simples”, narra. Um dia, ela encontrou uma missionária serva do Espírito Santo e expressou sua vontade de entrar numa congregação. “Nunca perdi de vista esse desejo até que terminei meus estudos e entrei. Tinha 19 anos”, conta Ir. Zilda. Ela passou quatro anos em formação religiosa antes de se tornar freira. Ao falar sobre os primeiros votos, seus olhos brilham e, com muita alegria, diz: “Deus me escolheu!”. Naquele dia, os pais, os parentes e os paroquianos foram para testemunhar sua consagração religiosa, realizada na paróquia. “Foi uma festa muito especial, com comidas deliciosas e danças, que foi até o sol se pôr”, lembra Ir. Zilda. Antes de entrar na congregação, Ir. Zilda achava que freira não precisava estudar, mas, durante seu estágio pastoral em uma escola das irmãs, percebeu que queria ser professora. Na formação, aprendeu sobre a Congregação, sua missão, carisma, internacionalidade e que as irmãs são enviadas para onde são mais necessárias. Só não imaginava que sairia do país para estudar e que viria para o Brasil, a fim de fazer faculdade e passar por uma experiência intercultural de seis anos. Para isso teria de deixar sua cultura, sua família, suas irmãs, sua comida e adaptar-se a uma nova vida. Chegando ao Brasil, sentiu muita saudade de seu país, porque tudo era diferente: a linguagem, a comida e as irmãs, muito mais idosas do que ela. Com o tempo, Ir. Zilda começou a gostar da vida no Brasil. “As irmãs são simpáticas e carinhosas, cuidando com muita atenção para que não me sentisse fora da comunidade”, conta. O que a ajudou foi lembrar-se sempre de São José Freinademetz. Enviado como missionário para a China, ele se tornou chinês com os chineses, a ponto de afirmar que queria ser chinês até mesmo no céu. “A vida dele se tornou uma inspiração para mim, pois me ensina a me adaptar, acolher e aceitar esta nova cultura”, afirma. A vida comunitária com irmãs de faixas etárias, nacionalidade, pensamentos, sentimentos e temperamentos diferentes não é fácil, mas ela explica que é possível: “Quando nos ajoelhamos diante de Deus, em oração, Ele nos dá força e paciência para nos entender umas com as outras e aceitar, com todo o coração, sem julgar e sem preconceito”. No dia 11 de agosto, Ir. Zilda renovou, pela quinta vez, seus votos religiosos, sendo a terceira vez aqui no Brasil. Relata que foi uma grande alegria ter uma Eucaristia presencial depois de meses de missa só pela televisão, por causa da pandemia. “Sinto-me privilegiada e grata por poder continuar o legado de nossa Congregação e de nossas irmãs. Cada vez que renovo meus votos, coloco-me à disposição como Nossa Senhora: ‘Eis-me aqui, Senhor, faça-se em mim segundo sua vontade’”, partilha. Sobre seus estudos na faculdade, Ir. Zilda confessa que, no início, estava com muito medo e nervosa, pois não conhecia ninguém, mas disse a si mesma que enfrentaria seu medo, conversando com os outros alunos. Aproximou-se dos demais, e o medo foi embora. Com o passar dos dias, começou a sentir-se confiante. Agora ela tem uma relação muito boa com os colegas e também com os professores. O Timor Leste tem dois idiomas oficiais, o português e o tétum. Embora as escolas ofereçam aulas de língua portuguesa, como esta não é a língua falada, os alunos, segundo Ir. Zilda, não levam a sério para aprendê-lo bem. Mas agora, cursando Pedagogia, ela tem de se esforçar e trabalhar muito para dominar o idioma e compreender a linguagem dos livros. Mas, com determinação, conseguiu passar em todos os semestres, sem falhar em nenhuma disciplina. Nas horas de descanso, a irmã pratica violão e toca nas orações e recreações da comunidade. Além disso, está sempre disposta a ajudar em tudo o que precisa. Para outras irmãs que chegam ao Brasil, Ir. Zilda é uma inspiração, pois percebem que elas também podem aprender, pois, como crê, “É Deus quem conduz nossa vida quando colocamos nossa confiança nele”.

Vocação é caminho de amor e serviço

A Igreja Católica dedica o mês de agosto às vocações, especialmente às de especial consagração, como é o caso das irmãs, padres, diáconos e leigas e leigos consagrados. Também lembra a vocação de catequistas, pais e de todas as pessoas que se dedicam com amor ao serviço do próximo. Viver a vocação é responder ao chamado de Deus, que convida cada pessoa, com amor, respeito e carinho, a colocar seus dons a serviço dos outros, contribuindo para a vida da comunidade e o progresso da humanidade. O chamado de Deus se manifesta dentro de cada pessoa como convite, desejo, necessidade e até mesmo como forte apelo para dar o que tem de melhor em razão de um bem maior. Por isso, provoca alegria e profunda realização. Responder ao chamado de Deus traz verdadeira felicidade ao sair de si para acolher, ajudar, amar, colaborar e servir às outras pessoas. Ao longo dos séculos, milhares de pessoas escutaram e responderam ao chamado de Deus e ofereceram suas vidas para que crianças, jovens, enfermos, mulheres, idosos e pessoas nas mais variadas situações pudessem ter uma vida melhor, mais conscientes do amor de Deus por elas. Deus continua chamando Hoje, Deus continua chamando em todas as línguas, países e culturas. Inclusive entre as pessoas que vivem muito perto de nós e, quem sabe, dentro de nossa própria família. Você certamente também está sendo chamado, chamada para uma missão feita especialmente para você. Já parou para pensar? Irma Nadir Vieira Pereira, por exemplo, vivia tranquila em sua família e comunidade quando Deus a chamou para algo mais. Então, ainda bem jovem, começou a ajudar a comunidade a se organizar, a fazer as celebrações… Depois sentiu o impacto das injustiças sobre o seu povo, na comunidade remanescente de quilombo, em Nhunguara, Município de Eldorado-SP, e viu que era necessário lutar pelo direito à terra. Assim, seu coração foi se alargando e se abrindo ao chamado de Deus que a convidava à missão muito mais além de sua pequena comunidade. Irmã Nadir respondeu sim e entrou para a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo e se consagrou como irmã missionária. Como o chamado de Deus é dinâmico, Ir. Nadir continuou atenta ao seu coração, escutou o apelo dos irmãos na África e deu mais um passo. Foi para Moçambique servir à missão. O tempo foi passando, e ela completou 25 anos de consagração religiosa e retornou à sua comunidade para celebrar. Hoje, Ir. Nadir, de volta ao Brasil, dedica-se à missão com os migrantes em São Paulo-SP e continua a dizer sim ao chamado de Deus para amar e servir a todas as pessoas que o Senhor coloca em seu caminho. O vídeo a seguir é da celebração de ação de graças pelo jubileu de 25 anos de vida consagrada de Ir. Nadir e é pura expressão de alegria, tanto dela como de sua família de sangue, da família religiosa e de sua comunidade de origem. Viver a vocação, portanto, é fonte de bênçãos que se multiplicam, trazendo o Reino de Deus no agora de nosso tempo. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpS Jornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

Será que tenho vocação?

Cada pessoa sente dentro de si alguma aptidão, inclinação ou até mesmo o desejo de se dedicar a uma determinada área profissional. A isso se chama vocação. A vocação à vida religiosa consagrada também vem acompanhada de algumas aptidões, mas o mais importante é o chamado de Jesus para segui-lo. No vídeo de hoje, Ir. Juliana de Andrade, coordenadora da Animação Vocacional SSpS – Brasil Norte, fala sobre os sinais que podem indicar que uma pessoa esteja sendo chamada à vida religiosa missionária. É importante identificar esses sinais e ver se estão presentes em nossa vida, pois realizar a vocação para a qual somos chamados faz parte do caminho da felicidade. E você, já descobriu sua vocação? Não? Então assista ao vídeo. Quem sabe você também foi chamada, chamado para o seguimento de Jesus como missionário ou missionária, como religioso ou religiosa, como padre, como irmão ou como irmã consagrada. Aqui vai o regulamento para a publicação dos vídeos: O assunto do vídeo deve ser vocacional. A gravação deve ser feita com o celular na posição horizontal. A duração da gravação deve ter tempo mínimo de dois minutos e máximo de três minutos. Na introdução do vídeo, você deve dizer seu nome e de onde você é. Também pode dizer sua idade e o que você faz. Em seguida, poderá contar o que você quiser sobre suas dúvidas e descobertas vocacionais. Ao nos enviar o vídeo, você estará, de antemão, autorizando a publicação. Serão publicados apenas os vídeos que estiverem de acordo com a proposta e apresentarem boa qualidade de imagem e de som. Os vídeos deverão ser enviados para o link https://drive.google.com/drive/folders/1swzkJJBuDCM-hh__Lrwt_V5VSHSVkHcs?usp=sharing Avisar que enviou pelo e-mail mkt.sede@ssps.org.br

Papo Vocacional

Papo Vocacional é a nova série de vídeos que as missionárias servas do Espírito Santo estão produzindo para responder às jovens que buscam um caminho vocacional. Nas primeiras produções, a Ir. Juliana de Andrade, coordenadora da Animação Vocacional, responde a algumas perguntas mais comuns que as jovens fazem quando descobrem em suas vidas o chamado de Deus e estão dispostas a iniciar um caminho vocacional. Certamente há muitas outras perguntas vocacionais que também necessitam de respostas. Se você tiver alguma questão, teremos muito prazer em publicar a resposta. Mas, de repente, pode ser que você já tenha descoberto alguma resposta e queira partilhar conosco. Então grave um vídeo no próprio celular e envie para nós. Os melhores vídeos serão publicados. Aqui vai o regulamento para a publicação dos vídeos: O assunto do vídeo deve ser vocacional. A gravação deve ser feita com o celular na posição horizontal. A duração da gravação deve ter tempo mínimo de dois minutos e máximo de três minutos. Na introdução do vídeo, você deve dizer seu nome e de onde você é. Também pode dizer sua idade e o que você faz. Em seguida, poderá contar o que você quiser sobre suas dúvidas e descobertas vocacionais. Ao nos enviar o vídeo, você estará, de antemão, autorizando a publicação. Serão publicados apenas os vídeos que estiverem de acordo com a proposta e apresentarem boa qualidade de imagem e de som. Os vídeos deverão ser enviados para o link https://drive.google.com/drive/folders/1swzkJJBuDCM-hh__Lrwt_V5VSHSVkHcs?usp=sharing Avisar que enviou pelo e-mail mkt.sede@ssps.org.br FAVOR ENVIAR SUA INSCRIÇÃO AQUI

A voz inaudível do Amor que nos chama

Muitas são as vozes que ecoam em nosso mundo de hoje; muitas são as cores e os sabores que distraem nosso olhar, levando-nos para fora, para longe da fonte simples e transparente que nos mantém íntegros e em comunhão com Deus e sua missão. Entre tantas vozes está aquela que nos convida a ir ao encontro, a sermos discípulos, seguidores do Mestre. Mas, em meio a tanto barulho, onde e como podemos escutar a voz inaudível de Deus que grita nosso nome e deseja despertar nossa coragem para servi-lo? Como cristãos batizados, todos somos essencialmente designados a sermos discípulos de Cristo e, no batismo, é plantada em nós a força do amor e a coragem necessária para vivermos profundamente em comunhão com o Espírito Santo, abertos à missão de Deus. Segundo Thomas Merton, “Vivemos em um mundo transparente, e Deus brilha através dele o tempo todo”. Essas palavras nos surpreendem quando olhamos a nosso redor e enxergamos um mundo ferido, chagado pela ambição humana e obscurecido pelas crescentes catástrofes que presenciamos e pelo ódio difundido como base para construção de nossa sociedade. Voltamos então à nossa primeira pregunta: como ouvir essa voz inaudível de Deus que me chama? Como olhar ao redor e enxergar o mundo transparente sobre o qual nos fala Thomas Merton? Como sermos cristãos movidos pela graça, capazes de escutar e enxergar o caminho do Reino, em um momento histórico em que a poluição visual e auditiva impera em nosso dia a dia? Ainda Thomas Merton, em sua sabedoria, nos diz que “Temos, na verdade, de jejuar, orar, negar a nós mesmos e nos tornar homens interiores caso queiramos ouvir a voz de Deus”, para reconhecermos primeiramente em nós mesmos a voz de Deus e assim poder enxergar um mundo transparente e revelador de sua vontade. A descoberta e o cultivo de uma interioridade que nasce do silêncio e do encontro consigo mesmo é base para uma relação próxima com Deus. Essa relação nos dá acesso à consciência da presença de nosso Criador e nos possibilita estar em comunhão com Ele, abrindo espaço para que a graça divina se manifeste, pois “Não está em nós despertarmo-nos, mas é Deus que nos escolhe e nos desperta. Que nos convoca a sermos seres de transformação em tempos conturbados” (Merton, 1948). Seres de transformação que caminham pelo mundo, conhecem e vivem sua vocação de forma profunda e simples, que são capazes não apenas de enxergar um mundo transparente, mas de fazer real a presença amorosa de Deus, não porque são melhores ou mais bonitos, ou saudáveis, como nos exige a sociedade de hoje, mas porque estão conectados interiormente ao Deus da vida, ao Espírito Santo, que nos ajuda a concretizar nosso seguimento a Cristo, pela vivência do amor e da compaixão para com o próximo, pois, sem amor e compaixão, o nosso próprio amor a Cristo é uma ficção. Ir. Juliana de Andrade:Formada em Ciência das Religiões, estuda Psicologia e é Coordenadora da Animação Vocacional da Província SSpS Brasil Norte

Vocação: chamado de Deus à vida plena

A pessoa humana é um ser criado no amor e para o AMOR. Chamados por Deus à existência, carregamos em nós o sopro divino (cf. Gn 2,7). Cada ser humano é, em primeiro lugar, chamado à vida, a ser e “acontecer” no AMOR, já que cresce e se desenvolve de forma única e irrepetível. Conforme amadurecemos, nossa fé também vai criando raízes e começamos a fazer perguntas sobre o sentido de nossa vida, sobre o que estamos fazendo neste mundo, por que e para que Deus nos criou. Questionamentos dos quais muitas vezes sentimos medo, por temer realmente escutar a vontade de Deus para a nossa existência. Hoje, vivemos em uma sociedade em que temos muitos ideais de felicidade baseados no ter e no poder, que vão contra os valores evangélicos e podem nos confundir, levando-nos a escolher caminhos que, a longo prazo, trazem-nos sofrimento e nos levam à autodestruição. A vocação que vem de Deus, porém, vai sempre nos levar a escolher caminhos que nos conduzem a viver em plenitude. Em seu Filho, Jesus, Deus nos chama ao amor, portanto vocação é amar… e o amor é a fonte mais profunda da alegria. Não devemos, assim, temer a vontade de Deus, pois ela vai nos conduzir sempre à felicidade, seja no matrimônio, na vida religiosa consagrada ou na vivência do sacerdócio. No campo das vocações, muitas são as alternativas: Deus é criativo e generoso, e Ele sabe onde é o seu lugar. Não tenha medo de escutar a sua voz e, se a ouvir, tenha coragem de dar os passos necessários para responder a seu chamado. Caso ainda não tenha pensado sobre sua vocação, comece a perguntar a Deus onde Ele quer você e busque, no seu coração, conhecer aquilo que dá mais sentido à sua existência. Como Ele nos chama por amor, nossa resposta deverá sempre ser por amor e, assim, nosso caminho poderá não ser fácil, mas será pleno de sentido e de alegria. Coragem… Deus chama você, e o mundo precisa de sua resposta. A messe é grande, e poucos os operários.

Dia da Vida Consagrada

Hoje é o dia dedicado a todas as pessoas que ouviram o chamado de Deus para consagrarem suas vidas a Ele. É o dia dos religiosos, homens e mulheres que se apaixonaram por Deus e pelo seu Reino. Consagrados e consagradas deixam tudo por causa de um tesouro maior, que é o próprio Jesus. Vivem os votos de pobreza evangélica, obediência apostólica e castidade consagrada para, livres de tudo o que aprisiona o ser humano, entregarem suas vidas a Deus, servindo aos mais necessitados do amor de Deus. Há muitas formas de viver a consagração. Há quem se dedica inteiramente à oração na vida contemplativa e quem vai às favelas, às ruas, aos assentamentos, às situações de fronteiras para cuidar dos que não têm quem o faça. Consagrados e consagradas, vidas entregues a Deus pelo bem do próximo. Parabéns pelo seu dia! Oração de uma consagrada Eis-me aqui, Senhor! Um dia, quando ainda era bem jovem, chamaste-me para seguir os teus caminhos. Acendeste uma paixão dentro de mim, e eu sabia que não haveria retorno. Sabia que a minha vida estava eternamente selada com a tua. E meu coração se alegrou. Os anos se passaram, muitas ilusões se desfizeram e muitas coisas ficaram pelo caminho… Mas a força do teu chamado continua tão viva como se fosse hoje. Teu amor sempre fiel me acompanha dia após dia. E, a cada dia, de novo, busco pela tua voz que sussurra em meu coração… E como é difícil, Senhor, suportar o teu silêncio. Mas, quando me falas, é como se flores desabrochassem dentro de mim aos raios do sol. Tu, Senhor, és a razão do meu existir. É por tua causa que enfrento os desafios e as dificuldades na confiança que até mesmo um simples sorriso pode fazer toda a diferença na vida das pessoas que colocas em meu caminho. É por tua causa, Senhor, que não desisto. Que continuo teimosa, nadando contra a corrente, buscando o sentido escondido por trás de todas as aparências. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpS, é jornalista e membro da Equipe de Comunicação da Congregação. Participa também da Coordenação Nacional de Espiritualidade SSpS e SVD.

Você já se perguntou por que existem os padres? Você pode se surpreender com a resposta.

Você já imaginou se a sua paróquia não tivesse um padre? Pensa em como seria difícil administrar todos os projetos, todas as pastorais e todas as missas. E mais do que isso, quem iria orientar com nossos dilemas espirituais? No dia seguinte João estava ali novamente com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passando, disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus!” Ouvindo-o dizer isso, os dois discípulos seguiram a Jesus. João 1:35-37 Assim como Jesus chamou apóstolos para ajudarem a anunciar o evangelho, Ele chama ainda hoje, de forma espiritual, homens para levarem a palavra de Deus e ajudar pessoas. Afinal, o que realmente um padre faz? Na comunidade paroquial, cabe ao padre orientar o povo para que cresçam espiritualmente, moralmente, fisicamente e socialmente. A função do padre é ouvir, reunir e orientar as famílias, atender os doentes, administrar os sacramentos, transmitir a Palavra, convidando todos para a conversão e santidade. Mas não acaba por aí. O padre ainda faz tudo isso aqui ó: Administra os sacramentos, como a Eucaristia; Instrui ao batismo; Orienta a penitência (Confissão dos pecados); Reconcilia o pecador com Deus; Leva alívio e consolo aos doentes; Celebra missas; Ministra sermões; Distribui a Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo. Agora você viu que um padre não está pra brincadeira. Com tantas tarefas que só ele pode fazer, aproveita essa data e corre pra dizer ao padre da sua paróquia o quanto você valoriza seu esforço e dedicação. Por último, recomendamos o vídeo do Padre Márcio Prado da Comunidade Canção Nova: O que leva um jovem a deixar tudo para ingressar nesta vocação?

Você sabe como se tornar um sacerdote?

Amanhã, 27 de Abril, é dia do Sacerdote. Para nós, o sacerdócio é um chamado valioso dentro da fé católica. Dentre as várias responsabilidades sacramentais de um sacerdote, é a ele confiada a guiança (orientação) dos fiéis ao bom caminho, orientando nas dificuldades e prevenindo quando necessário. E tamanha tarefa demanda uma exigente formação e dedicação. O tempo de formação do seminarista pode variar muito de acordo a realidade eclesial na qual ele está inserido. Em geral, o candidato ao sacerdócio leva cerca de 12 anos para ordenar-se. Nos dois anos iniciais, ele aprende sobre o carisma dentro da comunidade. Depois, estuda três anos de filosofia. Após um ano de pastoral numa das casas de missão, cursa quatro anos de Teologia. Por fim, se a Igreja e a comunidade admitirem, ele receberá as ordens sacras. No decorrer de todo esse caminho é preciso ser orante, fraterno e trabalhador.  Alguns sinais indicativos da vocação: Converse com um padre ou um orientador religioso que possa ajudar a discernir os sinais e as vontades em relação à vida religiosa: Estar disposto a renunciar tudo pela vocação: família, casa, estudos, relacionamento e outros Sentir profunda compaixão pelas pessoas Desejar viver uma vida de penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica e na obediência Ter uma vida de intensa oração e leitura da Bíblia Se entregar totalmente à missão Assista ao vídeo o Padre José Augusto “O essencial para a vida do sacerdote” e conheça mais sobre o assunto.

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