Comunhão com os outros: Católicos e outras religiões – Pode?

Estamos vivendo um momento nunca antes visto pela humanidade, estamos numa era onde todos estão se comunicando mais do que nunca. Mas, infelizmente, também tem crescido o ódio e a intolerância contra as pessoas que pensam diferente, têm uma fé diferente ou simplesmente porque nasceram em um país cjua língua e cultura são diferentes. Diante disso, no seu esforço de alargar o “círculo da comunhão” e superar o que cria divisão e violência, a Congregação definiu o ano de 2018  como o Ano da Comunhão com os outros. Para nós, a Comunhão com os outros é um conceito amplo que abrange a diversidade cultural e religiosa do povo de Deus através do diálogo e do testemunho de vida. Hoje, mais do que nunca, nossa missão assume cada vez mais a forma de diálogo, encontro e colaboração. Nosso 14º Capítulo Geral indica isso: “Somos chamados a unir as mãos a todos aqueles que são inspirados pelo mesmo Espírito, como os nossos parceiros leigos na missão e aqueles que pertencem a outras organizações, culturas e religiões. Nós reverentemente entramos em um diálogo de vida e ação com pessoas de outras crenças. Utilizamos de forma criativa e responsável as mídias sociais e a tecnologia moderna para compartilhar a Boa Nova do amor de Deus. O tema deste ano é: Construindo Pontes da Amizade”. E dentro do tema da Comunhão com os outros podemos falar de vários assuntos e, o que escolhemos hoje é a Comunhão entre as religiões. Te convido a conhecer as principais religiões do mundo: 1 – Cristianismo: A religião cristã surgiu na região da atual Palestina no século I. De acordo com a fé cristã, Deus mandou ao mundo seu filho para ser o salvador dos homens. Jesus foi o próprio Deus encarnado, que morreu na cruz para redimir nossos pecados. A base do cristianismo, ensinado por Jesus, tem como fundamentos principais: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Existem cerca de 2,2 bilhões de cristãos no mundo. 2 – Espiritismo: Criado por Allan Kardec, o Espiritismo surgiu na França no século XIX e consiste numa doutrina religiosa, filosófica e científica, cuja principal crença gira em torno da constante evolução espiritual do ser humano, através das reencarnações. A caridade, a reencarnação e o carma são os princípios básicos do espiritismo. Acredita-se que exista cerca de 13 milhões de adeptos do mundo inteiro. 3 – Judaísmo: O judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo. Originou-se por volta do século XVIII a.C., quando Deus mandou Abraão procurar a terra prometida. Os judeus acreditam que Jeová, seja o criador do universo, um ser onipresente, onipotente e onisciente, que influencia todo o universo e tem uma relação especial com seu povo. Estima-se cerca de 15 milhões de adeptos. 4 – Budismo: Originário da Índia, o Budismo, além de ser uma religião, também é um sistema ético e filosófico. Foi criado por Buda em torno de 563 a.C. No budismo, os sofrimentos da vida são resultados das ações da vida passada. Sendo assim, a pessoa tende a reencarnar diversas vezes após a morte até atingir o estado de pureza espiritual completo, chamado de nirvana. Os princípio dessa religião consiste em respeitar a vida, viver honestamente e evoluir sempre. Atualmente existem cerca de 376 milhões de adeptos em todo o mundo. 5 – Islamismo: O Islamismo é uma religião monoteísta, revelada pelo profeta Maomé, em 570 d.C. A expressão ‘islã’ representa ‘submissão’ e traduz a obediência às regras e aos desejos de Alá. Os que seguem esta doutrina são conhecidos como muçulmanos. Seus principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, generosidade e justiça nas relações entre os seres humanos. São estimados aproximadamente 1,6 bilhões de adeptos em todo o mundo. 6 – Sikhismo: Fundada pelo Guru Baba Nanak no século XVI, o Sikhismo é um religião monoteísta, baseada nos ensinamentos de Nanak. Ele acreditava em um ser supremo e que todas as religiões utilizam nomes diferentes para a mesma divindade. Seu princípios são: Tratar todos igualmente, ser generosos com os pobres, trabalhar duro, viver honestamente e manter Deus na cabeça e no coração o tempo todo. São aproximadamente 20 milhões de adeptos em todo o mundo.   7 – Hinduísmo: Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange tradições, crenças, seitas e variações de várias culturas, que não tem uma doutrina única ou escritura. Surgiu há cerca de 3 mil anos e é uma religião politeísta, com cerca de 330 mil divindades. Eles acreditam que o nascimento de uma pessoa dentro de uma casta (status na sociedade) é resultado de ações produzidas nas vidas passadas. São aproximadamente 900 milhões de adeptos em todo o mundo. 8 – Religião Tradicional Chinesa: Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de adeptos, eles representam cerca de 6% da população mundial.   Por que conhecer as outras religiões? Tem muita gente que acha que é perigoso perder a própria fé quando se estuda outras religiões. Mas isso não é verdade. Só perde a fé quem realmente não está firme ou não conhece sua própria religião. De qualquer forma, conhecer outras religiões não significa mudar de religião, mas entender como é a fé de outras pessoas para poder respeitá-las mais e até mesmo aprender seus valores e novas maneiras de lidar com a realidade humana. Além disso, quanto mais informação você tem sobre um assunto, melhor a chance de falar dele sem dizer bobagem, não é mesmo? Sem falar que quando você mantém a mente aberta, você fica livre de preconceitos, respeita mais a opinião do outro e ainda pode aprender muito com ele. O conhecimento traz paz para as relações. Conte pra nós nos comentários qual é a sua religião e o que você pensa sobre isso.

3 dicas de Santo Agostinho para viver bem a Quaresma

A Quaresma, os 40 dias que antecedem o Tríduo Pascal (paixão, morte e ressurreição de Jesus) é um tempo litúrgico importante para os cristãos e não pode ser vivenciada de qualquer jeito. Para este período, preparamos 3 dicas excelentes, inspiradas numa das maiores figuras da Igreja Católica, para você aproveitar ao máximo este tempo de reflexão. Bispo de Hipona, teólogo e escritor, Santo Agostinho é considerado o maior doutor da Igreja. Fez diversos escritos de fé, fervor religioso, metafísica, filosofia, humanismo, temas espirituais, entre outros. Reunimos alguns versos de suas confissões mais apaixonantes e convidamos a aplicá-las na sua vida nestes dias da quaresma. Dica 1 – Procure Jesus dentro de você “Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos!” A mãe de Santo Agostinho era católica e ele já havia ouvido falar de Jesus Cristo através dela, mas foi apenas aos 30 anos de idade que se converteu, depois de muito buscar o sentido da vida em outras religiões. Como o Santo diz acima, nos concentramos em ver Deus em coisas ou pessoas mas o Senhor é simples, sua presença suave se faz em nossos corações. Apenas com uma sincera oração podemos achá-lo em nossas vidas. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jeremias 29,12). Dica 2 – Encontre forças no alimento diário “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele. […] A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.” Na época da quaresma sempre somos chamados à penitência e à conversão. É um tempo de aprofundarmos nossa relação com Deus e com as pessoas, buscando corrigir nossos erros e vivenciar o perdão de Deus, como também perdoar as pessoas que nos ofendem. Nesta quaresma, a Campanha da Fraternidade nos convida à superação da violência que está dentro de cada um (a) de nós, mas também na sociedade como um todo. Para isso, o lema da CF – 2018 nos recorda que “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). De fato, a fraternidade, o amor mútuo, a solidariedade e o respeito são o melhor caminho que leva à construção da paz e à superação da violência. Mas temos dificuldade em vivenciar, com todas as pessoas, o amor e o compromisso que o Evangelho nos pede. Por isso, necessitamos da força do próprio Cristo para colocar em prática os seus ensinamentos. E onde encontramos essa força? É na Eucaristia! Ao receber regularmente, na Missa, o próprio Jesus que se entrega a nós no pão consagrado. Ele é o nosso alimento, a força que nos ajuda a fazer o bem e a dar a nossa contribuição para a paz em nossas famílias e no mundo em que vivemos. Dica 3 – Demonstre amor em tudo que fizer “Se tu manténs o silêncio, faz isso por amor; Se gritas, fá-lo por amor; Se corrigires, corrigirás com amor; Se perdoares, perdoarás com amor; Se evitas punir, faz isso por amor. Cultiva em ti a planta do amor, pois dela só poderá vir o que é verdadeiramente bom. Por amor. Quem ama nunca faz o mal, e é para o bem que nascemos.” Se pudéssemos descrever a Paixão de Cristo em uma palavra, com certeza seria “amor”. E esse mesmo amor que Jesus demonstrou por nós na cruz, deve ser o amor praticado por nós em tudo que fizermos e a todas as pessoas. Cumprindo assim a palavra do Senhor dita em 1 Coríntios 16.14 “Façam tudo com amor”. O que acharam destas dicas? Gostaram? Então vejam estas do Papa Francisco, que são imperdíveis: http://cnbb.net.br/conheca-a-integra-da-mensagem-papal-sobre-a-cf-2018/ Conheça mais sobre a Campanha da Fraternidade: Resumo do texto base da CF 2018: https://portalkairos.org/resumo-do-texto-base-da-campanha-da-fraternidade-2018/

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