E se a Bíblia ainda tivesse algo para dizer a você?

Talvez você já tenha pensado que a Bíblia é um livro antigo, difícil de entender e distante da realidade de hoje. Se você já pensou assim, saiba que não está sozinho. No artigo, a irmã Eduarda Gracilda, jovem missionária serva do Espírito Santo, recorda que a Sagrada Escritura fala de pessoas reais, talvez seja justamente por isso que suas histórias ainda conseguem tocar nossa vida. Veja!
Nunca é tarde para a fé: colaboradoras de colégio das SSpS iniciam caminhada na catequese de crisma

Três colaboradoras do Colégio Espírito Santo, em Canoas (RS), partilham a experiência de retomar a caminhada de fé. Com dedicação, elas se preparam para receber o sacramento da crisma. A catequese com adultos é uma das prioridades da Igreja, recordando que sempre é hora de começar a seguir os passos de Jesus. Veja mais!
Compaixão e partilha: verdadeiro sentido do seguimento de Jesus

Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado na liturgia deste 18º Domingo do Tempo Comum. A passagem está em Mateus 14,13-21.
Catequese com adultos: experiência, testemunho e missão

Ser catequista é, a exemplo de Jesus, estar a serviço e caminhar ao lado dos que estão evoluindo na fé. Atuando na catequese, temos acompanhado o crescente testemunho da experiência de luz e vida de jovens adultos e de idosos buscando os sacramentos. No artigo deste mês, Maria Terezinha Corrêa conta um pouco de sua caminhada de fé com essas pessoas. Confira!
Catequese familiar on-line

Uma das prioridades da Rede de Educação é, sem dúvida alguma, o cuidado para com a espiritualidade e a evangelização da comunidade escolar. Tal anseio motivou a equipe missionária a continuar as atividades em plena pandemia. Evidentemente, o meio utilizado é o virtual, por meio dos recursos tecnológicos educacionais disponível a docentes e discentes. À primeira vista, para quem acredita na força da interação pessoal para a transmissão da fé e que o testemunho é imprescindível para a evangelização, a exemplo das antigas comunidades cristãs, algumas objeções não seriam fáceis de superar. Uma catequese on-line teria efeito? O que pensariam os alunos? E os pais? De fato, a catequese tem sua origem nas primeiras comunidades cristãs. A palavra “catequese” significa explicação oral e sistemática dos mistérios da fé. Nesses pequenos grupos, a exemplo dos primeiros cristãos, os estudantes partilham suas vidas e celebram suas crenças e aspirações em comunhão com a Igreja. A preparação para a primeira Eucaristia tem como objetivo uma formação na fé, com impacto positivo para a vida da criança, da família e da sociedade. A catequese possibilita o amadurecimento e experiência da criança e do adolescente na fé. Além disso, há o grupo da Infância Missionária e da Perseverança, com o objetivo de manter o espaço de encontro para os que já receberam os sacramentos. Os grupos são estimulados a participar de projetos de voluntariado, inclusive em outras instituições. Logo após a interrupção das atividades presenciais, alguns alunos já entraram em contato por meio do Google Classroom, para saber se continuaríamos as atividades missionárias e de catequese. Com efeito, após um debate na própria equipe missionária do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, foi decidido implantar encontros quinzenais e uma experiência de espiritualidade para os grupos. A atividade foi aberta à participação das famílias, pois a Igreja afirma que a família é o berço da fé. Os pais são os primeiros catequistas. A escola abriu então a possibilidade de os pais ou responsáveis participarem junto com os filhos na caminhada da Igreja em família. Mesmo no período da quarentena, os grupos foram mantidos por meio dos recursos tecnológicos disponíveis aos alunos, especialmente o Google Suíte. Os encontros têm momentos dinâmicos, com metodologia ativa, com partes expositivas, momentos de partilha e escuta dos alunos, trechos de vídeos, confecções artísticas, momentos de oração, dramatização, leituras bíblicas, atividades dinâmicas que movimentam o corpo e muita música. Os comentários de gratidão tanto por parte dos alunos quanto dos familiares, que assistem e participam dos encontros na telinha, fizeram com que a equipe alterasse a frequência dos encontros, agora semanais. A frequência dos convidados é impecável, inclusive porque foi aberta a possibilidade de dois horários facultativos. Para um educador-missionário, não tem preço ver crianças e adultos com olhinhos brilhando e experimentando a aquela paz de Cristo que provém de encontros com o Transcendente. Dessa forma, famílias, estudantes e educadores aprimoram sua espiritualidade. Professor Marcos Melo é doutor em História da Filosofia pela Unicamp, mestre em Literatura pela USP e mestre em Teologia pela PUC-SP. No Colégio Espírito Santo, contribui na equipe missionária e leciona para os ensinos fundamental e médio.
A vocação do catequista

O quarto domingo de agosto, Mês das Vocações, é dedicado aos leigos e leigas e, de maneira especial, aos e às catequistas. De fato, a Igreja deve muito a tantas mulheres e homens que dedicam seu tempo e seu amor para comunicar a fé e ensinar a Boa-Nova de Jesus. Cada um, cada uma de nós certamente se recorda com carinho de quem o acompanhou na preparação para a primeira comunhão eucarística ou mesmo para a crisma. Muitos de nós abraçamos a fé por intermédio de nossos pais, que foram nossos primeiros catequistas. Mas, depois, na catequese, descobrimos e aprendemos muito mais, participando da Igreja e integrando a fé e os ensinamentos de Jesus a nosso cotidiano. Em carta dirigida às e aos catequistas, Dom José Antonio Peruzzo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, afirma: “Celebrar o Dia do Catequista tem um significado de gratidão e de esperança: gratidão pelo amor e gratuidade dedicados a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Esperança, porque, enquanto pudermos contar com catequistas, o anúncio terá também a marca da ternura. Os catequistas, eles e elas, evangelizam com afeto. Os tempos desafiam, requerem novos paradigmas, pedem por novas linguagens, mas, se houver paixão, a catequese será sempre criativa”. Há muitas maneiras de realizar a catequese. O primeiro passo cabe aos pais e consiste em ensinar a criança, desde bem pequena, a amar a Deus, mostrando aos pequenos como rezar e falando-lhes de Jesus e do Evangelho. Os pais ensinam pelo exemplo, e é muito importante transmitir os valores humanos e cristãos às crianças e levá-las para a Igreja. Aquilo que aprendem desde o berço fica gravado para toda a vida. Todas as paróquias e a maioria das comunidades contam com uma equipe de catequistas preparada para ensinar diferentes faixas etárias, envolvendo crianças pequenas, crianças em idade de receber a primeira comunhão eucarística, adolescentes que se preparam para o crisma e até jovens e adultos que buscam a fé e não tiveram oportunidade antes. A catequese pode acontecer também nas escolas católicas que, além do Ensino Religioso, que é ecumênico e dirigido a todas as denominações religiosas, oferece a oportunidade para os alunos que são católicos aprofundarem a fé, participarem da catequese e receberem os sacramentos. No Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, uma das escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, os alunos que o desejam participam da catequese. Padre Expedito de Lopes Castro, Capelão Escolar, gravou um vídeo no qual fala sobre o Dia do Catequista. Vale a pena assistir.
Catequese e Missão

“Aquele que se permite discernir a vocação conhece o rosto misericordioso do Pai.” (Papa Francisco) Todo catequista é um vocacionado, chamado a revelar o rosto misericordioso do Pai. Ao assumir a missão catequética, nós nos comprometemos a caminhar lado a lado, colocando-nos à disposição dos que querem conhecer Jesus mais de perto e assumir o protagonismo de viver o Reino aqui, hoje. Muitos são os motivos que nos levam a buscar uma aproximação a Jesus, alguns, inclusive, equivocados. O papel do catequista é, nesse momento, apresentar os reais motivos pelos quais devemos buscar essa aproximação. Jesus nos interpela acerca de nossa ação e nos dá indicativos de que nossas atitudes são o que realmente interessam a Deus. Ao partilhar pães e peixes, oferece alimento ao corpo, mas, ao afirmar ser o pão da vida, alimenta nosso espírito. O catequista é chamado para ser um representante do ideal de alimento espiritual ao outro. “Vem e segue-me!” Responder sim a esse convite é comprometer-se, assumir-se como ponte, um elo entre o humano e o Divino, permitindo, assim, o diálogo essencial para a vida plena. Que o Senhor da Messe continue derramando bênçãos e capacitando novos vocacionados catequistas para a nobre missão que lhes é confiada, de continuar plantando sementes. Celio Andrade é catequista e professor do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte.