Festas juninas: um convite para mergulhar nas muitas moradas do Brasil

As festas juninas são uma oportunidade de encontro, convivência, memória afetiva e valorização da cultura brasileira. Em 2026, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo se inspirou no tema transversal e na proposta da Campanha da Fraternidade para destacar “Um Brasil de muitas moradas”. Janaína Marques, coordenadora de Marketing da Rede, apresenta a proposta.
Deserto, chave para abrir a porta da casa de nosso “eu verdadeiro”

Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado na liturgia deste 1º Domingo da Quaresma. A passagem está em Mateus 4,1-11.
Quaresma: retornar à própria casa

Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado na liturgia desta Quarta-Feira de Cinzas, abrindo o Tempo da Quaresma, período em que os fiéis são convocados à busca de um aperfeiçoamento na vida cristã. A passagem está em Mateus 6,1-6.16-18.
Ecologia integral: a Criação, a espiritualidade, a Lua, a Páscoa…

Chegou a Páscoa! O tema da Campanha da Fraternidade é “Fraternidade e Ecologia Integral”, com o lema “Deus viu que tudo era muito bom”. Trata-se de uma ótima oportunidade para aprofundar um pouco mais o significado da Criação e de nossa responsabilidade para a sua preservação. Confira o artigo de Marli Teresinha Everling!
CF 2023: aprendizados práticos sobre o aproveitamento dos alimentos

A Campanha da Fraternidade de 2023 leva para a sala de aula diferentes possibilidades de abordagem do tema “Fraternidade e Fome”. No Colégio Espírito Santo (CES), de Canoas-RS, por exemplo, as professoras do 4º ano do ensino fundamental aproveitaram para relacionar a temática da campanha ao conteúdo trabalhado neste primeiro trimestre, além de sensibilizar os estudantes para a doação de alimentos para famílias e comunidades em vulnerabilidade social, por meio dos projetos desenvolvidos pela escola. Com o livro didático, os alunos aprenderam sobre os nutrientes dos alimentos e a importância do consumo dos diferentes grupos alimentares para o desenvolvimento saudável. “Depois realizamos conversas sobre o reaproveitamento dos alimentos, a fome no Brasil e no mundo, além de situações em que as pessoas não têm como comprar o que comer”, conta a professora Marcia Cardoso dos Santos. Uma estimativa global, elaborada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2011, apontou que cerca 30% dos alimentos produzidos do mundo são perdidos ou desperdiçados a cada ano, desde o cultivo até a comercialização. “No Brasil, toneladas de alimentos, que poderiam ser aproveitados por famílias carentes, são jogadas fora todos os dias”, cita a professora Roberta Estivanin Ferreira. Em casa, o desperdício de alimentos ocorre quando se preparam refeições que não são totalmente consumidas e quando se esquecem alimentos guardados na geladeira e no armário até que estraguem ou que o prazo de validade expire. Além de falar a respeito, os alunos participaram de uma atividade prática com a nutricionista do CES, Vânia Pagliarini Alves. Ela ensinou o preparo de suco com a casca do abacaxi e de batatas assadas com casca, salientando a importância de aproveitar bem os nutrientes. “A cozinha é um lugar de muita criatividade”, afirma. Para o melhor aproveitamento dos alimentos, Vânia salienta que é importante observar as sazonalidades. “Alimentos da estação têm maior disponibilidade de nutrientes e são mais saborosos. Frutas e tubérculos que podem ser consumidas com casca também são uma boa medida, como a maçã e a batata. No caso do abacaxi, laranja, bergamota (tangerina ou mexerica), podemos fazer chá ou suco com a casca”, exemplifica. As sobras de legumes de uma refeição podem ser reaproveitadas como parte de sopas ou de tortas salgadas. “Todo o alimento que não for consumido na primeira preparação e que tiver controle de temperatura e de exposição poderá agregar sabor e valor nutricional em outras preparações, como suflês, tortas, sopas e purês”, diz a nutricionista. As turmas também colaboraram com donativos para o projeto Páscoa Solidária, que entregará cestas básicas para as famílias de pessoas com deficiência atendidas pela Acadef, no bairro Nossa Senhora das Graças, em Canoas. Outras doações também serão distribuídas pelo projeto CES Mãos em Ação em comunidades carentes e pessoas em situação de rua. Conheça, no vídeo a seguir, mais detalhes da atividade. Marcos Vinícius MerkerJornalista no Colégio Espírito Santo de Canoas-RS, membro da Equipe de Comunicação das SSpS Brasil.
Para a fome do corpo, o pão. Para a fome do saber, a educação

A cada ano, recebemos um convite para viver, em espírito de mudança pessoal, comunitária e social, o tema transversal nas escolas da Rede de Educação Missionárias SSpS. É ele que, ao ser incluído nos projetos pedagógicos, ajuda na compreensão e na construção de outra realidade social, dos direitos e responsabilidades relacionados com a vida pessoal e coletiva, e da afirmação do princípio da participação política. Ao nascer do tema da Campanha da Fraternidade, que, em 2023, traz ao centro a questão da fome, o tema transversal aponta para a necessidade da busca de ações conjuntas capazes de mudar essa realidade, garantindo a dignidade humana como direito básico. Em um país onde o mapa da fome revela que mais de 33% de sua população experimenta a triste e humilhante situação de não poder se alimentar nem de dar a seus filhos e filhas o sustento indispensável a cada dia, igualdade e fraternidade não podem continuar a ser as palavras mais temidas se, de fato, queremos construir e deixar para as futuras gerações o mundo desejado sobre o qual tanto falamos; afinal, onde aperta a fome, a fraternidade clama. Essa é a razão por que o Papa Francisco, sem rodeios, afirma não haver democracia se existe a fome, pois esta é um dos resultados mais cruéis da desigualdade e afeta inicialmente os mais necessitados, e atinge a sociedade por inteiro. Fome de pão, de paz, de fraternidade, de verdade, de cultura e de tantas outras “fomes” que somente o conhecimento, fruto de uma educação de qualidade para todos, será capaz de contribuir com soluções mais sustentáveis, garantindo a todos o acesso à alimentação e à educação. Que o tema transversal, “Para a fome do corpo, o pão. Para a fome do saber, a educação”, ajude a intensificar a vivência da solidariedade em nossos espaços escolares, ilumine nossos estudantes para que apliquem o conhecimento adquirido na busca de soluções criativas para a superação das grandes causas humanitárias, e que a cidadania solidária ajude a cobrar efetivamente de nossos governantes a realização de políticas públicas que garantam plenamente os direitos sociais de nossa Constituição. Agostinho Travençolo JuniorEducador e assessor da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias SSpS.
“Fala com sabedoria e ensina com amor”: nosso tema transversal em 2022

O tema transversal, escolhido a cada ano pelos educadores da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, tem grande relevância ao iluminar, por meio dos valores cristãos e humanos, todos os projetos pedagógicos- missionários nas escolas e centros educacionais. No ano em que a Campanha da Fraternidade (CF) traz ao centro a Educação, o lema “Fala com sabedoria e ensina com amor” será o mote de nosso ano letivo. A educação sempre foi uma das grandes preocupações de educadores, pensadores e da Igreja; por esse motivo, ela volta à pauta neste delicado momento político vivido em nosso país, em que os atuais governantes optaram pelo descaso. Em 1982 e 1998, a Campanha da Fraternidade já nos chamava a atenção para a relevância do tema. Após 24 anos da última campanha, colhemos muitos frutos, porém ainda não chegamos aonde apontam nossos olhares para a educação que desejamos. Nesse sentido, o objetivo geral da CF nos convida a “promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário”. O diferencial desta campanha é de nos ajudar a olhar, de forma integral, a educação e a vida. Em meio a um momento ainda de pandemia, pensar uma educação integral é pensar uma educação que vai além da sala de aula e que apresente a vida como mestra e educadora. Uma educação que aponte caminhos que, com um olhar misericordioso, levem além do aprofundamento científico, que é muito importante, principalmente em momentos negacionistas, mas que perde o sentido se desvinculado dos valores da vida, capazes de gerar um mundo novo. Nascemos abertos ao aprendizado e é fundamental que entendamos, de uma vez, que não somente a escola formal nos constrói como pessoas, e sim todas as situações que nos humanizam. Para isso, torna-se imprescindível apontar caminhos que busquem a reflexão/ação sobre políticas públicas, valores, educação humanizadora, o papel da família no processo educativo, a dignidade humana e o compromisso com uma nova economia que coloque a vida no centro, em especial, dos mais pobres. Pensar novamente sobre a importância da escola de qualidade para todos e da valorização da sabedoria ancestral que sustenta a educação que acreditamos torna-se, outra vez, o grande convite para todos os setores da sociedade, afinal é necessária uma tribo para se educar uma criança, como lembra o provérbio africano. Por fim, se acreditamos que a qualidade de nossa presença educa e educar é um ato de amor e esperança no ser humano, cultivemos a cultura de encontros marcantes e transformadores, enfim educar é relacionar-se por inteiro. Agostinho Travençolo JuniorEducador e assessor da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias SSpS.
Diálogo: compromisso de amor

A Campanha da Fraternidade chegou para ajudar na consciência de que o diálogo é o único caminho possível para um compromisso de amor e fraternidade. Esse é um dos motivos de ser mais um projeto de campanha ecumênica. Ao chamar a atenção para a necessidade de aceitar plenamente as pessoas que são diferentes e ver, nas diferenças, a riqueza da família humana, convida a trilhar caminhos que redescubram a força e a beleza do diálogo como compromisso de realizações mais amorosas e humanas; afinal não é possível acreditar na diversidade e, ao mesmo tempo, discriminar e desrespeitar por diferenças étnicas, religiosas ou de gênero. Muito além de pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação, pelo diálogo, das polarizações e violências, testemunhando a unidade na diversidade, compõem os objetivos da Campanha o engajamento em ações concretas de amor ao próximo, a conversão de uma cultura de ódio para uma cultura do amor, a convivência fraterna como experiência humana irrenunciável, em meio a diferentes crenças, ideologias e concepções, e em um mundo cada vez mais plural, e a partilhar de experiências concretas de diálogo e convívio fraterno. E quando falamos em experiências concretas de diálogo, vale a pena lembrar que ele é muito mais que uma conversa pontual. O diálogo é um estilo de vida É a capacidade de compreender o outro por sua forma de ver o mundo e compreender as coisas. Assim, quanto mais crescemos no diálogo como capacidade de escuta ativa, mais a paz se torna presente em nosso meio. Em um mundo de polarizações como lembramos acima, o diálogo pode ser o caminho para a construção desse lugar que buscamos. Jesus nos ensina a capacidade da escuta, da compreensão do outro, de forma empática. Ensina ainda que, no diálogo, não existem ganhadores, afinal seu objetivo é compreender uns aos outros, o que não deixa de ser também uma forma de amar o próximo. Mesmo nas diferenças, devemos buscar sempre o que nos une, o que nos conecta como família humana, e destruir os muros de separação. Para isso, faz-se necessário favorecer espaços para a vivência do diálogo, da diversidade, da união que gera necessariamente o respeito. O maior testemunho cristão e humano que podemos dar ao mundo é nossa capacidade de acolher a diversidade e possibilitar a união e o respeito para que, assim, possamos sempre celebrar a vida. Recuperar a nobre capacidade de dialogar diante de tantas fragmentações, quando parece que já não conseguimos mais escutar uns aos outros, é sim uma das formas de amar. Fazer a opção pelo diálogo significa recuperar em nós a nobre capacidade de um coração capaz de cuidar uns dos outros, por meio de uma escuta que dá ao outro a possibilidade de ser por inteiro. Muitas vezes, alguém mal começa uma conversa, e nós já estamos pensamos na resposta a ser dada, perdendo a oportunidade de compreender o outro a partir de um espírito cristão de entendimento, de sua história de vida, de como compreende o sentido da vida e o sentido do mundo. Cada uma das campanhas sinaliza que o diálogo é nosso melhor testemunho, e nossa fé anima-nos a prosseguir pelo caminho da unidade na diversidade. Oxalá, como discípulos de Jesus, aprendamos que só o diálogo com Jesus faz o coração arder; afinal, se o coração arde em chamas pelo projeto de Jesus, os pés partem em missão. ReferênciaCONIC/CNBB. Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021: texto-base. Brasília: Edições CNBB, 2020. Agostinho Travençolo Junior é educador e assessor da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.
A diversidade nos enriquece, e o respeito nos une

Aos poucos, nossas escolas estão retomando e ganhando vida novamente. Porque escola só tem vida e alegria quando tem gente. Gente com G maiúsculo, aberta às possibilidades e que goste de gente. Por esse motivo, após viver oportunamente, em 2020, o tema “Escola viva, vê, sente e cuida”, em meio a um confinamento involuntário e necessário, nós nos tornamos mais resilientes e resistentes. Agora, abrindo este novo ano, ainda com muitos cuidados e protocolos, apresentamos o novo tema: “A diversidade nos enriquece, e o respeito nos une”. Antes de continuar, pare e pense um instante: o que esse tema provoca em você? A cada ano, inspirados pela Campanha da Fraternidade, os educadores da Rede de Educação, juntamente com as irmãs, participam do processo de elaboração e de escolha do tema transversal. O tema escolhido e lançado no início do ano letivo é responsável por permear e inspirar todas as ações pedagógicas e as vivências em nossas comunidades educativas. Falar em diversidade, respeito e unidade é sempre genial e desafiador. Genial porque diz respeito ao que buscamos como humanidade e pelas conquistas já realizadas. Desafiador por compreender que temos ainda um grande caminho a ser trilhado, em que a educação tem um papel fundamental. É fundamentalmente na escola que, além de pensar este e outros temas, temos a possibilidade de conviver com pessoas tão diferentes da gente, construindo relações harmoniosas e de respeito. Por isso ainda precisamos aprender muito sobre a diversidade. Precisamos entender que muitas são as visões de mundo, não uma única, e que somente com essa compreensão poderemos entender o outro em sua individualidade. Cada cosmovisão tem seu valor. Para isso, precisamos nos colocar em atitude de bons ouvintes e observadores, deixando de lado nossas formas impositivas. Pelo diálogo, conseguimos entender que todos cabem neste mundo, cada qual do seu jeitinho. Não por acaso, quando comecei a pensar e escrever sobre este tema, caiu em minhas mãos o livro Ideias para adiar o fim do mundo, o qual recomendo a você. Segundo Ailton Krenak, vivemos uma lógica atual que “suprime a diversidade, nega a pluralidade das formas de vida, de existências e de hábitos. Oferece o mesmo cardápio, o mesmo figurino e, se possível, a mesma língua para todo mundo”. Talvez porque estejamos ainda condicionados a uma única ideia de ser humano e a um único tipo de existência possível. Por isso somos convidados a desconstruir essa concepção e fazer novas escolhas. Afinal, “definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós é diferente do outro, como constelação. O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais, significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas diferenças, que deveriam guiar nosso roteiro de vida”. Com essa última ideia do líder indígena Krenak, deixo aberta nossa reflexão para o ano de 2021, convidando você e sua escola para ampliar nosso círculo de reflexão, a fim de contribuir na construção da sociedade que buscamos. Agostinho Travençolo JúniorEducador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS
Viver bem o tempo da Quaresma

Se você busca Deus e acredita que a fé tem de ser praticada no dia a dia, aqui vão algumas dicas para viver intensamente este tempo da Quaresma. Mas, afinal, o que é mesmo a Quaresma? É o período litúrgico que começa logo depois do carnaval, na Quarta-Feira de Cinzas, e termina antes da celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, quando começa o Tríduo Pascal, que é a celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Então, é um caminho de preparação para a Páscoa. E para que serve este tempo? A Igreja Católica sempre ensinou que a Quaresma é um período de conversão, no qual somos chamados a nos tornar pessoas melhores. Para isso, a Igreja propõe algumas práticas espirituais, especialmente o jejum, a oração e a esmola, ou prática da caridade. Vejamos cada uma dessas práticas. Jejum Tem sentido, ainda hoje, jejuar? Tem! Jejuar é deixar de comer ou abster-se de algo. É uma forma de educar o corpo e de fortalecer o espírito para dominar nossas tendências negativas e nos tornarmos pessoas mais livres. Por exemplo, posso jejuar, deixando de comer algo que gosto para ajudar os pobres… Posso também jejuar de vídeo games, de bebida alcóolica e até de cigarro, especialmente se estes começam a prejudicar minha vida. Há outros jejuns também desafiadores e que fazem muito bem, como jejuar de falar mal dos outros… De que tipo de jejum você está precisando? O importante é o sentido de sacrificar algo para o bem do próximo e para corrigir alguma coisa que não está indo bem em minha vida. Oração A oração é muito importante para a nossa vida, especialmente nesta época das redes sociais, que não nos deixam um minuto. Rezar é tirar um tempo para me encontrar com Deus e comigo mesmo; tomar consciência do amor de Deus em minha vida e ver se estou amando de verdade as pessoas. Há muitas maneiras de rezar. Todas as que me ajudam a viver o Evangelho e a fazer o bem ao próximo são boas formas de oração. Esmola Há ainda a esmola e a prática da caridade. O sentido da esmola é ajudar o pobre e quem passa por necessidades. Essa atitude espiritual é básica, e devemos fazê-la com critério. Não basta simplesmente dar uns trocados a qualquer mendigo para acalmar a consciência. É necessário ir às causas que geram mendigos, moradores de rua, crianças abandonadas, pessoas famintas e tantas outras situações que clamam aos céus, e fazer o que está a nosso alcance para superá-las. Campanha da Fraternidade Para nos ajudar a vivenciar as práticas espirituais da Quaresma de tal forma que elas possam transformar as situações de injustiça e melhorar a vida das pessoas, a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade (CF). A cada ano, a Campanha traz um tema relevante que ajuda a entender, à luz da fé, alguma situação ou problema e a buscar alternativas de solução. Neste ano, o tema da CF 2019 é “Fraternidade e Políticas Públicas”, e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). Políticas públicas O tema da CF 2019 vai nos ajudar a entender que podemos e devemos atuar como cidadãos e lutar pela garantia dos direitos fundamentais, como educação, saúde, moradia, trabalho, cultura, lazer, preservação do meio ambiente, oportunidade de acesso às novas tecnologias, entre outros. A Constituição Brasileira de 1988 garante todos esses direitos, mas os governos, muitas vezes envolvidos em corrupção, utilizam os recursos públicos para interesses próprios, deixando grande parte da população brasileira totalmente desassistida. Nesse contexto, o exercício da cidadania é fundamental e pode até mesmo mudar, para melhor, os rumos do País. Mas, para isso, o que temos de fazer? Qual é o caminho para que as políticas públicas respondam às reais necessidades da população e sejam de fato implantadas? É o caminho da participação e da política. Para isso precisamos partir para algumas ações bem concretas: tomar conhecimento do que está acontecendo em nossa cidade; acompanhar a atuação dos políticos que elegemos e também dos outros; participar de fóruns de discussão de questões sociais, de movimentos populares e outros; participar na elaboração e implementação de políticas públicas, por meio dos conselhos deliberativos (criança e adolescente, saúde, assistência social e educação). Essas são algumas das possibilidades, mas, para conhecer melhor as propostas da Campanha da Fraternidade, trazemos alguns links para você consultar: Mais informações: https://campanhadafraternidade2019.com.br/ Kit gratuito da CF: https://bit.ly/2Uc2RaB Texto-base: https://portalkairos.org/tag/cf-2019-texto-base/ Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)