2025 será o Ano da Transformação

A cada ano, as missionárias servas do Espírito Santo destacam um tema que ajuda a orientar a vida pessoal, comunitária e de missão. No dia 15 de janeiro, festa de Santo Arnaldo Janssen, foi aberto o Ano da Transformação. A irmã Ana Elídia Caffer Neves, coordenadora da Província Stella Matutina (SSpS Brasil Norte), apresenta algumas motivações para uma vivência frutuosa deste tempo. Veja!

O mundo em que vivemos: expectativas para 2025

É comum ouvir, neste fim de ano, algumas pessoas afirmarem que o tempo passa rápido, que nem o viram passar… Há quem diga que nunca tem tempo. Como você usou o seu? Quais são suas expectativas para 2025? Vai depender de suas escolhas. Confira a reflexão de Maria Terezinha Corrêa!

Querido diário!

Passando aqui, rapidinho, no primeiro dia do ano de 2024, para conversar sobre a vida em 2023. Hora de fazer o balanço das promessas e atitudes, dos desejos e dos planos para esse ano ímpar. Primeiramente agradecer porque 2023 chegou ao fim e virou páginas que desejaríamos apagar. Lembra-se daquela promessa de ir para academia? Até tentei, mas ainda não deu! Aquela minha tia, para quem eu disse que ligaria toda semana, não conheceu meu afeto virtual. Está com Alzheimer e não se lembra mais de mim. Deu para se aproximar de Deus, nas orações diárias, nas presenças na vida comunitária da igreja de meu bairro. As árvores que desejei plantar, ainda não o fiz! Agora não gasto tudo o que ganho. Não comprei tudo o que gostaria e, a cada dia, quero menos coisas. Do bacon ainda não me despedi… Aquele trabalho voluntário até foi retomado, mas não com a disponibilidade que deveria. Respirei fundo e renovei meu olhar todas as vezes em que aquela pessoa que me fazia revirar os olhos chegou perto de mim. Lembra-se de uma amiga que me rondava feito urubu? Eu a tirei de minha vida. Coloquei pontualidade em minha correria. Passei a acordar mais cedo, para conseguir ser gentil no trânsito. Rezo toda noite, todo dia! Estou aprendendo a rezar o terço… Checkup médico em dia! Cada vez menos, eu deixo a pia adormecer com louças sujas. Ainda não aprendi a fazer pão caseiro e a produzi-lo toda semana. Meu coração segue batendo forte sempre que sigo vendo as crianças crescendo com dignidade. Existe vida virtual, mas o abraço presencial foi resgatado com sucesso. A saudade virou motivo de orgulho, pois só a tem quem amou! Ops! Era para eu dar boas-vindas para 2023! E saiba que foi o que eu fiz! Vamos vislumbrar 2023 construindo, a cada dia, a história que desejaremos contar na próxima virada. Que seja um ano de encontros, e que a fé na vida seja renovada, seja lá quantas e quais forem as linhas escritas pelo Criador neste ano que virá! Que nos encontre disponíveis e encantados! (Esse texto contém licença poética e brinca com o tempo! Que venha 2023!) Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

ANO NOVO: exercer o “ofício da pacificação”

“O Senhor volte para ti o seu rosto e de dê a paz!” (Nm 6,26) O relato do Nascimento de Jesus nos desafia a superar a rotina acostumada e romper as estreitezas da vida para poder acolher a admirável profundidade que se esconde e se revela na simplicidade da cena, que em seu nível mais profundo ou espiritual, fala de todos nós. Ali fala-se de alguns pastores, de um presépio, de um recém-nascido, de uma mulher que “guarda” um segredo, de um homem silencioso… Toda a cena quer introduzir-nos em um Silêncio admirado e agradecido, pleno de luz, de paz e de gratidão. A simplicidade do relato nos convida a mergulhar no Mistério que aí se expressa. Tudo está aí. E, da mesma maneira, tudo é agora. Pastores, presépio, recém-nascido, um casal silencioso…: quando sabemos olhar, descobrimos que tudo está cheio da Presença que pacifica. A Presença ou o Mistério não é uma realidade separada da nossa vida, nem à margem da realidade e da criação. Por esse motivo, os personagens presentes na Gruta de Belém representam a realidade inteira: somos nós mesmos, é tudo o que nos rodeia neste preciso momento, são todos os seres. E diante dessa manifestação, o que nos resta? A atitude de Maria: acolher todas as coisas, “guardá-las”, “meditando-as no coração”. Ir mais além dos conceitos e das palavras e, desse modo, descansar – admirados, agradecidos, irmanados, pacificados – no Mistério e deixar-nos conduzir por Ele. “Meditar as coisas no coração” significa ativar o “olhar contemplativo” que se encontra em todos nós e que se manifesta quando cessamos nosso palavreado crônico. Serenados interiormente, somos presenteados com o dom de permanecer no presente, onde tudo está bem, onde tudo flui mansamente e na santa paz. Este é o desafio diante do Novo Ano que se inicia: devemos primar por construir “ambientes de paz”: paz que vem do alto, que aquece nossos corações, plenifica nossas relações e se expande, tal como perfume, em todas as direções. Paz é aspiração congênita do ser humano. Nosso coração humano foi feito para a paz e anseia a convivência harmoniosa com Deus, com o cosmos, com os nossos semelhantes. É processo interminável. Na raiz bíblica do termo “shalom”, (em latim “pax”)está a ideia de “algo completo, inteiro”.  A paz pertence à plenitude, à completude, enquanto a violência está do lado da falta, da carência, do incompleto. Paz reflete harmonia consigo, boas relações com os outros, aliança com Deus, enquanto a violência infecciona os relacionamentos, contamina a convivência, rompe os vínculos, exclui os mais fracos… Paz: há milênios esta palavra ressoa e ecoa na história dos povos. Inúmeros homens e mulheres a cultivam secretamente no coração. Todos a invocam. Muitos dão a vida, defendendo-a… A paz autêntica contém densidade humana. É paz de consciência inocente dos justos que fazem o bem, dos profetas que se arriscam em favor dos outros. Paz é humanidade alegre, espontânea, confiante. Paz não é sossego, não é alienação, nem cumplicidade. Paz requer bravura. Somente o ser humano amante da paz é realmente “perigoso”, não o violento. Mas, a paz ainda não encontrou espaço para ser a companheira de estrada em nosso cotidiano. O contexto social-político-religioso no qual vivemos está carregado de profundas divisões, ódios, intolerâncias, mentiras, preconceitos, violências… Há um “cheiro de morte” que nos paralisa e nos impede viver relações mais sadias e respeitosas para com os outros. No entanto, permanece a promessa profética de que ela habitará na nossa terra. Assim, o sonho impossível, que reina desde sempre no coração do Senhor, amante da Paz, se realizará, graças àquelas pessoas revolucionárias, que acreditam, desejam e realizam a paz. Na Gruta de Belém tudo exala paz e o encontro com Aquele que é o “príncipe da paz” nos inspira a sermos presenças pacificadoras. Paz “solidária” que abraça os excluídos; paz “resistência” que não se acovarda; paz “audácia” que não se amedronta; paz “limpa” que não corrompe a ética; paz “profética” que encarna a justiça; paz “rebelada” que não se dobra; paz “estética” que revela a face bela da nova humanidade… (cf. Juvenal Arduini). Na carta de S. Paulo aos Efésios, Cristo é chamado “a nossa paz” (Ef. 2,14). A paz é característica do reino messiânico que Jesus inaugurou. Ele revela que a paz é um trabalho muito paciente, de artesanato. Ele era um artesão, um carpinteiro. Ele sabia que para ser mestre na arte de fazer móveis era preciso saber aplainar muito bem. A paz começa nesta arte de aplainar o que em cada um de nós é áspero e duro; há divisões e conflitos em nosso interior…, mas nós podemos, pacientemente,  construir a paz do coração. Quem tem paz irradia luz; quem vive na luz constrói a paz. Paz expansiva, paz que é respiração da vida, paz marcada pela esperança.                “Que a Paz de Cristo reine em vossos corações” (Col. 3,15) No início deste Novo ano confessamos: apareceu um Menino; fizeram-se visíveis a ternura, a paz e a doçura do Deus que salva. A ternura pobre do presépio ajuda a dizer “sim” ao que importa e a recuperar nosso centro em Deus. Por isso, a paz é carregada de ternura. Só a ternura de uma criança pode nos tirar de nossos lugares atrofiados. A ternura de Deus continua fazendo-se alternativa original. Quando expandimos nosso espaço interior e a acolhemos, a ternura nos move a fazer visitas inesperadas a enfermos, presentear tempo e não objetos, investir a “fundo perdido” em quietude, oração e reconciliação e substituir as felicitações impessoais dos celulares por palavras de vida, que ajudem a curar feridas do caminho. A ternura alternativa acolhe solidões, sofrimentos familiares e enfrenta os contratempos da vida tal como aparecem, anunciando que Deus nasce para todas e cada uma de nossas histórias. Depende de nós abrir-lhe a porta e deixar que ela faça morada em nós. Na Gruta de Belém todos são acolhidos e a paz brota da hospitalidade. Se queremos a paz, preparemos as boas-vindas, aprendamos a ver os outros não como inimigos, mas como

Começar um novo ano

Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDS É sempre bom começar um novo ano, porque concluímos mais um e vamos iniciar outro! Nossa história pessoal fica mais comprida e cheia de novos dias para viver e realizar tarefas, lidar com as coisas cotidianas, envolver-se com pessoas, com negócios, com desafios, com preocupações, com frustrações e com tudo aquilo que pertence à vida. Teremos um mundo diante de nós que nos apresentará atrativos de todo o tipo e maravilhas que encantarão nossos olhos, exigindo que o coração pulse mais forte. Novas perguntas para a inteligência resolver. Caminhos novos, com suas encruzilhadas e retas, com suas subidas e descidas, vão desfilar diante de nós. No novo ano, a vida vai se envolver com afazeres novos e, ao mesmo tempo, continuará lidando com os velhos. Haverá dias com alegrias nunca experimentadas, outros com tristezas, porque morre alguém ou porque se decepciona com algo. Começar um novo ano é retrilhar os caminhos já conhecidos e estar preparados para as surpresas dos outros que aparecerão. Na dinâmica da vida, ela continuará contando com as próprias capacidades para se autossustentar, mantendo também alguma reserva para suportar os insucessos e limitações diante das coisas desconhecidas. Nossas emoções vão nos submeter a novas sensações. Novas experiências vão mexer com nossos brios e nos angustiar por momentos de indecisões. Nossos valores serão postos diante de novos questionamentos, e nossas convicções passarão pela prova da verdade. Nossas crenças serão confrontadas, e mantê-las firmes exigirá convicções profundas e posturas coerentes. Nosso tempo será cronometrado por nossas responsabilidades a serem desempenhadas dentro do campo de atuação de cada um. Nossos amores sofrerão os impactos das reações de nossos sentimentos diante dos apelos que entram por nossos olhos, e o teste da fidelidade exigirá vigilância constante. Nossas canções preferidas serão recantadas, e nossos ouvidos ouvirão novas músicas com seus arranjos ainda desconhecidos. Para começar um novo ano, é preciso munir-se de esperanças fortes e de otimismo, porque ainda não se sabe como será. Nossas intuições nos dizem que será melhor do que o ano findante. O anúncio do ano novo vem com o pipocar de muitos fogos de artifício enfeitando o céu de muitas cores e estrondos diferentes. É uma contagem regressiva, 10, 9… 1, e se começa o ritual de abraços e um tal de desejar um FELIZ ANO NOVO que vai se misturando com sorrisos e brindes, deixando todo mundo alegre. Estamos preparados! Que venha 2022! Nós o esperamos para o primeiro minuto depois da meia-noite e continuaremos com ele até o próximo ano. A VOCÊ QUE LEU ATÉ AQUI, TENHO A DESEJAR-LHE O MEU E RECEBER O SEU FELIZ ANO NOVO! Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDSPadre salvatoriano há 43 anos, professor e psicólogo pela Universidade Gregoriana de Roma, com mestrado em Psicologia e doutorado em Ciências da Religião. Atualmente é pároco em Videira-SC.S

Um instante de silêncio…

No apagar das luzes de 2021… silêncio. Onde estiver, nestes últimos dias do ano, seja na companhia de quem for, proponha um instante de silêncio. Tempo precioso que vai valer uma eternidade, pois vai nos colocar diante das marcas do que se foi. Um silencioso suspiro para fazer memória aos amores e às dores. Uma fração de tempo para se encontrar com Deus e sorrir, mesmo diante das adversidades. Nada a dizer, nada a ver, apenas um gélido e refrescante vácuo neste mundo tão agitado. Instante para fazer memória aos que estão distantes e para celebrar a vida de tantos que estão diante de nós. Uma sinergia muda e duradoura com tudo o que nos move, nos agiganta, nos encoraja e nos dá sentido para romper mais um ciclo. Um instante de silêncio pelos gritos de gol engasgados na garganta, pelas lágrimas contidas e pelos abraços dados. Muita mudez para os momentos de nudez. Calmaria para enfrentar a indignação. Um instante de silêncio crítico e acolhedor diante do que a vida reserva a cada um de nós. Um instante de fé irmanada, de mãos dadas em missão. Na calada da noite ou do dia, um encontro com o inaudível. A sensação de levitar, em que o silêncio milagrosamente nos coloca no colo e baila conosco. A beleza dos fogos de artifício sem estampidos. Aquele instante de silêncio que nos faz encontrar o caminho do perdão. Instante para escutar o coração pulsando. A quietude do silêncio que eleva nossas preces e desejos aos céus e ao infinito. Um gesto coletivo de silêncio edificante para construir pontes e novos caminhos. Um instante de silêncio indignado para as vítimas da covid-19 e um silêncio esperançoso em homenagem a cada criança que nasceu para renovar nossas esperanças. Onde estiver, nestes últimos dias do ano, seja na companhia de quem for, ou mesmo em sua própria companhia, deixe o silêncio passar e levar você para mais um ano que se inicia. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

Carta para um ano que chega

“Vamos receber esse desconhecido ser que chega. Ele vem sem nada, traz apenas a esperança.” Esse trecho foi tirado de um cartão que eu e Mônica enviamos aos amigos e familiares quando dos nascimentos de nossos filhos. Feito pelas irmãs do Mosteiro de Nossa Senhora das Graças, em Belo Horizonte-MG, ainda hoje, 30 anos depois, está presente em nossas vidas, porque fala de algo essencial para todos nós, os humanos: a esperança. Entre tantos sentimentos, a esperança é o que tem o poder de, mesmo em meio às tempestades, acalmar o coração e nos lembrar de que, sim, é possível superar, é possível avançar, é possível evoluir. Sempre! Enquanto escrevo aqui estas palavras, nesta manhã de Natal, penso: quem de nós, um ano atrás, poderia imaginar o tamanho dos desafios que a humanidade iria enfrentar logo depois? Reflito que, para além de todos os sofrimentos, reais e profundos que tantos vivemos, houve, junto, uma transformação silenciosa e profunda: uma grande metamorfose. Como lagartas, encerradas em nossos casulos-casas, tudo aconteceu incognitamente, longe dos olhos do mundo. Em nosso trabalho interno, fomos desafiados por uma avalanche de situações inéditas: famílias convivendo 24 horas por dia, 7 dias por semana, dividindo espaços, equipamentos, dificuldades e também apoios. Como lagartas em seus casulos, tivemos mesmo de reaprender, readaptar, reconsiderar tantas coisas, para que a convivência se tornasse possível e os atritos (inevitáveis) se transformassem em apoios, sorrisos, afetos. Desse modo, o ano que chega não encontrará em nós as mesmas pessoas de um ano atrás: definitivamente, somos outras, transformadas em nova dimensão, com novas habilidades, competências, hábitos e valores! Sim, valores, pois, em nosso recolhimento, pudemos reconhecer o que tem realmente valor e o que tem apenas um preço. Ao olhar para o ano que nos chega, nem posso imaginar o que ele nos trará, mas sei que, como uma folha de papel em branco, ele será um campo para todas as possibilidades… Eis aí a esperança! Então, caro amigo que lê estas linhas, vamos nos preparar para “receber esse desconhecido ser que chega. Ele vem sem nada, traz apenas a esperança”. Confiança, coragem e fé serão nossas melhores companheiras nesta linda viagem que é a vida e o viver. Feliz ano que chega! Carlos Ronan de Alvim Braga é um aprendiz da vida. Compartilha com seus alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, o empreendedorismo, sabendo e fazendo saber que o maior empreendimento que podemos ter é nossa própria vida. Vamos juntos!

Começar de novo… todo dia!

Estar vivo já seria motivo suficiente para que cada um de nós interrompesse esta leitura que agora se inicia e se transportasse para uma atitude de gratidão e encanto pelo dom da vida. Você pode experimentar esse encantamento aí, agora, passando a ler, de forma vagarosa e pausada, estas palavras, ficando alguns segundos em silêncio, observando-se e observando o mundo à sua volta. … Mas, se depois desse respiro, você ainda quiser continuar esta leitura, convido você para um striptease, um abrasileirado “estripitize”. Para deixar o ano de 2020 nascer, fecundar, brotar e nutrir nossos sonhos, será preciso nos despir. Na humildade de quem sabe que ninguém é perfeito e tampouco sabe todas as coisas, o convite é para que consigamos fazer um giro de desprendimento de amarras, medos, prepotências, arrogâncias e “viseiras” que insistem em nos habitar. Pontos de vista não nascem com as pessoas… Criam-se, formam-se, educam-se, socializam-se, propagam-se e ativam-se. Para fazer esse exercício de nudez, não será necessário tirar a roupa, como num clássico “estripitize”, basta um pequeno exercício cotidiano. Vamos enxergar o mundo, livre de “pré-conceitos” e plenos de abertura para com o outro e para com o desconhecido. É assim que a gente se renova, é assim que a gente deve receber esse novo ano, é assim que a gente deve nascer cada dia deste ano que se inicia. É ano novo todo dia. Todo dia, temos uma nova chance de nos desnudar, de seguir, de repensar, de ajustar a rota, de buscar novas alternativas, de perdoar, de acolher, de viver nossa deliciosa imperfeição e incompletude. Estarmos no mundo que é atravessado de conexões complexas, muitas vezes imperceptíveis, que exige de cada um de nós uma abertura para aquilo que não vivemos diretamente, que nem conhecemos, que nos é estranho e longínquo. Temos em nós uma pertença universal, uma pertença espiritual, humana, planetária que deve nos implicar no comprometimento essencial, criando campos de intercessão e empatia, despindo-nos do que não importa: a cor da pele importa quando ela representa a nossa diversidade; a crença religiosa importa, pois nos diz da multiplicidade de caminhos de fé e espiritualidade o país de origem importa, porque nos dá a dimensão étnica; a orientação sexual importa quando reafirma que qualquer maneira de amor vale a pena; a desigualdade social importa quando nos alerta para o combate à injustiça social; a inclusão social importa quando nos comprometemos a ajudar a escancarar as portas e promover oportunidades; a diversidade cultural importa, porque nos coloca diante da magnitude da humanidade; a ética importa, porque nos transporta para um mundo de possibilidades; … Que 2020 nos encontre leves e desnudos para novas conquistas e aprendizados. Maria José Brant (Deka), assistente social, estudante de Antropologia, analista de políticas públicas no Programa Bolsa Família, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

Para começar bem o novo ano

Cada novo ano traz consigo sonhos, esperanças e muitos desafios, especialmente em tempos de crise, como é o cenário sócio, político e econômico que enfrentamos no Brasil. Apesar disso, é possível iniciar 2019 com alegria, esperança e fé num futuro melhor? Enfrentar a vida com realismo não significa ser pessimista, mas descobrir novas oportunidades e caminhos, usando a criatividade para transformar medos em experiências de superação e dificuldades em trampolim para o crescimento. Aqui vão algumas dicas para acolher o novo ano com muita fé e esperança, e assim, alcançar as metas que desejamos, transformando nossa vida, nossa família e tudo o que nos rodeia em oportunidade para ser feliz e viver melhor. 1 – Decidir ser feliz. Sou responsável pela minha vida e as outras pessoas e os acontecimentos não tem poder para impedir que eu seja feliz. O segredo é, diante de cada situação, decidir o que realmente quero e transformar os limões azedos em deliciosa limonada. 2 – Ter metas claras. Se quero chegar a algum lugar, preciso saber para onde vou. Quais são os meus planos para este novo ano? Que sonhos desejo realizar? Que dificuldades quero superar? Fazer uma lista dos meus objetivos ajuda a clarear as metas e a eliminar as que não são viáveis. 3 – Dar os passos necessários. Cada meta requer ações concretas que necessito fazer de maneira organizada. Daí a importância de administrar o tempo e ser fiel às decisões que tomei. Cuidar primeiro do que é mais importante, sem deixar para depois aquilo que é urgente e necessário. Ninguém é feliz sozinho, por isso preciso das outras pessoas para que 2019 seja bom. Aqui vão algumas perguntas para checar se este é o caminho: • Estou bem comigo mesmo? Sou fiel aos meus sonhos? Cultivo a liberdade interior e uma vida saudável? • Como está minha vida familiar? Dou tempo para estar com as pessoas que amo? Expresso o quanto são importantes para mim? Valorizo o que elas têm de bom? • Como está meu círculo de amizades? Meus amigos compartilham dos mesmos valores e ideais? Eles me ajudam a ser uma pessoa melhor? Cultivo a amizade e o bem querer? • Qual a contribuição que dou para a sociedade? Exerço a cidadania? Sinto-me responsável pelo mundo ao meu redor? Cuido da natureza? Respeito as pessoas e colaboro com a justiça e a paz? • Como me relaciono com Deus? Sinto-me uma pessoa amada e chamada para realizar uma missão neste mundo? Participo de uma comunidade de fé? Sou solidário com as pessoas que sofrem? • Como está minha vida familiar? Dou tempo para estar com as pessoas que amo? Expresso o quanto são importantes para mim? Valorizo o que elas têm de bom? • Como está meu círculo de amizades? Meus amigos compartilham dos mesmos valores e ideais? Eles me ajudam a ser uma pessoa melhor? Cultivo a amizade e o bem querer? • Qual a contribuição que dou para a sociedade? Exerço a cidadania? Sinto-me responsável pelo mundo ao meu redor? Cuido da natureza? Respeito as pessoas e colaboro com a justiça e a paz? • Como me relaciono com Deus? Sinto-me uma pessoa amada e chamada para realizar uma missão neste mundo? Participo de uma comunidade de fé? Sou solidário com as pessoas que sofrem? Então, mãos à obra para que 2019 seja um ano muito abençoado para todos nós! Ir. Ana Elídia Caffer Neves é jornalista, pós graduada em formação holística pela Unipaz e membro da Equipe de Comunicação SSpS.

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