Sempre é tempo de recomeçar

O início de um ano letivo reacende em cada um novos sonhos, projetos e a certeza de novos tempos. A energia e os desejos que emanam de nossos alunos, familiares e educadores para o retorno das aulas presenciais é a grande motivação da missão educativa em nossas escolas. Com a chegada da vacinação para as crianças e adolescentes, público principal de nossas comunidades, podemos respirar mais aliviados e contar com um retorno mais seguro para todos, afinal, nossas escolas mantêm, de modo educativo, os protocolos de segurança exigidos pelos órgãos de saúde. Contudo, ainda fazem parte (e de forma justa) de nossas indagações dúvidas tais como o que muda, com o que precisamos estar atentos, como reintegrar nossos estudantes, quais os cuidados. Para contar como foi este início em nossas escolas, convidamos nossas diretoras e coordenadoras pedagógicas das unidades da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo para partilharem como foi o retorno em cada realidade e ajudarem a pensar este recomeço, ainda diferente. Colégio Sagrado Coração de Jesus Desde 2020, mesmo com a possibilidade de retorno, alguns estudantes precisaram ficar em casa. Já agora, por uma determinação da Prefeitura de Belo Horizonte-MG, o retorno presencial foi para todos aqueles abaixo de 5 e acima de 11 anos. Por isso, este ano começou alegre e cheio de expectativas no Colégio Sagrado Coração de Jesus. Mais seguros com as doses de vacina aplicadas, alunos e alunas puderam se reencontrar presencialmente com todos os professores. Isso permitiu mais acolhimento, mesmo que os tempos ainda exijam segurança, cuidado e muita empatia. A semana teve o seu início com a apresentação das salas de aula para as turmas, visita pelo colégio com os novatos e dinâmicas de união com todos. Já começaram as reuniões com os pais e, desde já, ficou bem nítida a expectativa positiva com todas as boas mudanças que estão sendo implantadas: desde os trabalhos com a cultura maker até as aulas extracurriculares de esportes, banda de música, teatro, mudanças no processo avaliativo. Ana Amélia Rigotto Fernandes é diretora pedagógica do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. Centro Educativo Madre Josefa Após merecidas férias e depois de dois anos de superação de desafios e reconstrução de nossos saberes, aguardamos nossos alunos e seus familiares para mais um ano letivo no Centro Educativo Madre Josefa, no Rio de Janeiro-RJ. Um retorno muito animado, com 100% de nossos colaboradores com o esquema vacinal completo contra a covid-19 e a confiança em cada grupo familiar para contribuir, de forma responsável, para o convívio em um ambiente escolar saudável. O reencontro dos olhares motiva as expectativas pelas atividades presenciais plenas, fundamentais para recuperar os possíveis desnivelamentos de aprendizagem que ampliaram o abismo na educação dos menos favorecidos. Por esse motivo, estamos confiantes em que o retorno da missão na educação faz toda a diferença nesta comunidade. Gilmara Solidade é coordenadora do Centro Educativo Madre Josefa, no Rio de Janeiro-RJ. Colégio Espírito Santo Em um clima de expectativa e muita alegria, o Colégio Espírito Santo iniciou, em 31 de janeiro, o ano letivo de 2022. Depois de um período de férias, energias renovadas, é hora de professores e alunos se conhecerem, e de retomar os estudos e a convivência entre os colegas. O colégio, durante o período de férias, recebeu toda a atenção da equipe de manutenção e conservação, que repaginou alguns espaços e está prontinho para ser o palco de muitas experiências de aprendizagem e interação entre a comunidade escolar. Nestes primeiros dias de aula, os professores acolheram os alunos com dinâmicas interativas e muita animação para promover o aprendizado dos estudantes. Ainda vivemos um cenário pandêmico que requer a manutenção dos protocolos sanitários recomendados pelas autoridades da saúde, como o uso de máscara, higienização das mãos e dos ambientes, e o compromisso de todos para cumprir esses protocolos e conter o avanço da covid-19. A equipe pedagógica está preparada para diagnosticar as diferentes demandas pedagógicas dos estudantes e fortalecê-los emocionalmente. Sabemos o quanto a pandemia impactou pedagógica e emocionalmente os estudantes, mas, com um olhar sensível e seguindo o lema da Campanha da Fraternidade 2022, “Fala com sabedoria, ensina com amor”, temos a certeza de que 2022 será um ano de muito aprendizado, superação e alegrias. Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcante é diretora pedagógica do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Centro Educacional Madre Theresia Para a comunidade educativa do Centro Educacional Madre Theresia, em São Paulo-SP, as primeiras semanas foram muito especiais, repletas de alegria, emoção, cuidados e grandes expectativas. O novo ano letivo favorece novas experiências e aprendizagens. Ainda sob os impactos da pandemia, estamos nos adequando a um novo jeito de viver, mantendo todos os cuidados necessários para assegurar a saúde de todos. Diante deste cenário desafiador, contamos com a confiança, a colaboração e a parceria de toda comunidade educativa em prol de uma formação integral para as crianças. A equipe pedagógica está atenta às necessidades de cada criança para promover seu pleno desenvolvimento e bem-estar. Este é o nosso compromisso: educar com amor para construir uma sociedade justa, humana e fraterna. Maria Angélica é diretora do Centro Educacional Madre Theresia, em São Paulo-SP. Colégio Imaculado Coração de Maria A pandemia do coronavírus causou várias mudanças nas escolas de todo o mundo, impactando as formas de ensinar e aprender, além das relações entre as pessoas. Com muita satisfação, nos dias 1º e 2 de fevereiro, retornamos com a equipe docente e, no dia 3, com nosso alunado, 100% presencial. Desejávamos isso, porque resgatar o valor e a importância do espaço físico da escola como um lugar de vida, aprendizado e desenvolvimento é fundamental. Porém é certo que teremos de continuar praticando os mesmos cuidados voltados para saúde bem como para o bem-estar emocional de toda a nossa comunidade educativa. O trabalho da psicóloga educacional Giovanna Augusto, dando conforto e orientando alunos, familiares e profissionais, e de toda a equipe pedagógica com sua acolhedora atuação, e também o nosso quadro de funcionários totalmente vacinado com as 2ª e
Festejos populares em tempos de pandemia nas escolas

Mesmo em meio à pandemia e às necessidades de isolamento e manutenção de protocolos, as escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo não pouparam esforços para realizar as tradicionais festas juninas. Seja de modo virtual ou presencial, com obediência a rígidos protocolos, não deixaram de oferecer a crianças e jovens essas vivências tão importantes da cultura popular brasileira. A prática dos festejos populares juninos está alinhada à competência três da BNCC, a Base Nacional Comum Curricular: “Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural”. Mas, qual é a importância dessa competência? Por que participar e conhecer as manifestações culturais e locais se faz tão necessário? Em tempos pandêmicos, nos quais a angústia e a incerteza predominam, qual a importância de se manter esses festejos, mesmo que de forma reinventada e auxiliada pelas tecnologias da informação e da comunicação? Primeiramente, vamos relembrar as origens dos festejos juninos, que vêm de festas pagãs das antigas civilizações, ligadas aos ciclos da natureza, às estações do ano, sobretudo nos períodos de plantio e de colheita. No século XVI, as festas “joaninas” foram trazidas pelos portugueses durante o período de colonização, em referência a São João. Com o correr dos anos, passaram a ser chamadas de festas juninas, por ocorrerem durante o mês de junho. É tradição em todo o País, principalmente no Nordeste. Atualmente, são consideradas festividades mais populares que religiosas, associadas a símbolos típicos de zonas rurais. Buscando explicação em estudiosos que pesquisaram a cultura, a educação e o desenvolvimento, podemos extrair alguns importantes significados para o trabalho com a diversidade cultural e sua vivência no ambiente escolar. Pierre Bordieu (citado por SILVA, s.d.) afirma que “a cultura é o conteúdo substancial da educação, sua fonte e sua justificação última […] uma não pode ser pensada sem a outra”, portanto atividades que tragam não somente a cultura erudita para dentro da escola, mas a multiculturalidade presente em nossa sociedade revelam o potencial de uma educação mais democrática e inclusiva. Reuvem Feuerstein, professor e psicólogo israelense, influenciado por Vygotsky, que criou a teoria da experiência da aprendizagem mediada, afirmava que o ser humano é dotado de estruturas mentais que lhe garantem a capacidade de aprender, porém a falta da apropriação de sua própria cultura (privação cultural) afetará negativamente suas capacidades cognitivas. Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano, tem realizado encontros virtuais nos quais ressalta o papel da arte e da cultura como antídoto aos danos emocionais gerados pela pandemia, as restrições e perdas impostas por ela. Nasci e cresci em um bairro pequeno de Belo Horizonte, com características de cidade de interior. Minha infância e adolescência foram marcadas por quermesses e festas de rua, incluindo as juninas, às quais tínhamos acesso com muita liberdade e segurança. Hoje, nossas crianças e jovens quase não têm acesso a esses eventos e manifestações populares fora da escola. A cidade já não oferece tantas oportunidades. Acentua-se o papel da escola como agente de mediação cultural, valorizando a enorme diversidade presente em nosso País, humanizando e formando cidadãos preparados para viver em sociedade e serem agentes de transformação, que contribuem para uma cultura de paz, respeito e valorização da diversidade. Ana Amélia Rigotto FernandesDiretora educacional do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. ReferênciasSILVA, Jididias Rodrigues da. A importância da cultura no processo de aprendizagem. Brasil Escola, São Paulo, s.d. Disponível em: Brasil Escola. Acesso em: 4 jul. 2021. SOUZA, Natalício de. A mediação da aprendizagem segundo Reuven Feuerstein. Revista Brasileira de Educação Básica, Belo Horizonte, v. 4, n. 14, 2009. Disponível em: Revista Brasileira de Educação Básica. Acesso em: 4 jul. 2021. VEIGA, Edison. Festa junina: a origem da celebração pagã que virou religiosa e ‘caipira’ no Brasil. BBC News Brasil, 18 jun. 2021. Disponível em: BBC News. Acesso em: 4 jul. 2021.
“Para educar uma criança, é preciso uma aldeia inteira”

“Para educar uma criança, é preciso uma aldeia inteira.” Esse sábio provérbio africano nos mostra o quanto é trabalhoso, importante e promissor educar uma criança. Se pensarmos sobre ele no contexto da pandemia da covid-19, tempo em que as famílias não puderam contar, ou puderam-no de forma restrita, com o apoio das instituições e da família extensa na educação das crianças, encontraremos crianças apresentando grande risco de não atingirem seu pleno potencial. O que fazer diante desse cenário? Em 2000, o economista norte-americano James Heckman conquistou o Prêmio Nobel de Economia, ao criar métodos científicos que avaliavam a eficácia dos programas sociais dedicados à primeira infância. O economista mostrou que as consequências desses investimentos (ou da falta deles) estão relacionadas ao futuro de uma sociedade, interferindo em taxas de criminalidade, gravidez na adolescência, evasão no ensino médio e níveis de produtividade no mercado de trabalho. Desde o início do século, pedagogos, médicos e cientistas, como Maria Montessori e Emmi Pikler, entre outros, vêm mostrando à humanidade o quanto os primeiros anos de vida são decisivos para o sucesso de uma vida inteira. A criança nasce com um incrível potencial para o desenvolvimento, precisando apenas de um ambiente seguro, de afeto, de cuidado e de estímulos para que conquiste a plenitude de seu potencial. Hoje, a tecnologia e o avanço das neurociências nos permitem comprovar que esse é um período de intenso desenvolvimento cerebral, no qual se estabelecem as bases da saúde, do bem-estar e da produtividade. Já dizia Maria Montessori, “Se houver para a humanidade uma esperança de salvação e de ajuda, esta ajuda só pode vir da criança, porque é nela que se constrói o homem”. Há alguns anos, percebe-se uma crescente valorização da educação da criança pequena. Aos poucos, indivíduos, governantes e instituições estão compreendendo que educar a criança não é só cuidar e brincar sem intencionalidade, e percebendo a importância da educação nessa faixa etária. O documentário O começo da vida, produção brasileira de 2016, divulgou amplamente, nos quatro cantos do planeta, a causa da primeira infância, sendo a principal ferramenta de uma campanha global da UNICEF. O filme nos convida a refletir: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade? Nesse contexto é que entra a pandemia causada pelo novo coronavírus, trazendo o fechamento das escolas por longo período, o distanciamento físico, o trabalho remoto para alguns, a necessidade de permanecer trabalhando presencialmente para outros ou a falta de trabalho para muitos. A ausência de ações que visem a minimizar os prejuízos deste momento terá consequências, a longo prazo, no capital humano futuro, para todas as camadas sociais, mas principalmente para aqueles que vivem em situação de pobreza e dependem ainda mais dos cuidados e estímulos fornecidos pelas instituições, e têm pouco ou nenhum acesso às ferramentas virtuais de aprendizagem, que, apesar de não serem as ideais, são as possíveis. É papel da família e de cuidadores proteger as crianças do estresse gerado pelo distanciamento social, pela falta de convivência com os pares e também promover desenvolvimento, saúde e bem-estar. Para isso, é preciso que as famílias sejam apoiadas, que haja iniciativas estatais e sociais para que quem cuida das crianças seja cuidado e possa desempenhar seu papel com um mínimo de segurança e a maior tranquilidade possível. Principalmente nestes tempos de incerteza, turbulência e sofrimento, para que não percamos a esperança no futuro, vale lembrar Milton Nascimento, em Coração de estudante: “Há que se cuidar do broto, pra que a vida nos dê flor e fruto”. Ana Amélia Rigotto FernandesProfessora, pedagoga e psicopedagoga, é diretora educacional do Colégio Sagrado Coração de Jesus, da Rede Missionárias Servas do Espírito Santo, em Belo Horizonte-MG.
Crianças confinadas e Montessori

Nestes tempos difíceis e incertos que estamos vivendo, uma nova realidade se impôs sobre as famílias, especialmente para as mães, já que, na maior parte dos lares, elas ainda são as principais responsáveis pela educação e pelo cuidado dos filhos, mesmo tendo de sair para o trabalho todos os dias. Têm chegado, pelas redes sociais, memes, posts, textões sobre o quão exasperante está sendo ter as crianças sob responsabilidade das famílias 24 horas por dia, ininterruptamente, dentro de casa. Para completar, as escolas, com a intenção de continuar oferecendo um ensino de boa qualidade e a melhor formação, desdobram-se, enviando atividades, vídeos e roteiros de ajuda às famílias, muitas delas um tanto quanto despreparadas (por que não?). Afinal, para ser mãe, não precisa ter graduação em Pedagogia. Mas nosso objetivo aqui vai além das reflexões sobre o papel da mulher na sociedade em tempos de coronavírus. Vamos ao que interessa: nos últimos dois anos, exerci, em minha cidade, um cargo de direção em uma única e nova escola infantil montessoriana. Foi um grande mergulho no método Montessori. Dizem que quem o conhece se apaixona e nunca mais consegue praticar outro. Comigo foi diferente. Montessori surgiu para mim na maturidade, jamais serei cem por cento adepta a uma só teoria e a uma só prática. Gosto do ecumenismo, do diálogo entre ciência, saber popular e religião. De ler várias receitas de bolo e depois sintetizar a minha. Assim, apaixonei-me por Montessori e seu método, por suas descobertas e sua história de vida, mas gostaria de poder apenas visitá-lo com muita frequência em meu fazer pedagógico, já que nele existe uma grande riqueza. Nestes tempos de confinamento, eu me pego o dia todo a pensar nessas pobres mães publicitárias, advogadas, contadoras, engenheiras… tendo de exercer o papel das queridas professoras de seus filhos e ainda trabalhar em home office. Fico então a pensar em um dos componentes do método Montessori, especialmente em relação às crianças pequenas, de 1 a 6 anos: vida prática. E chego à conclusão de que, de forma simples, sem precisar alfabetizar sua criança em casa (pois pode acabar mais atrapalhando o processo do que ajudando), é possível, com mais facilidade, educá-las nas bases, nas estruturas, na prontidão para todas as outras aprendizagens, inclusive as acadêmicas, como a escrita, a leitura e a matemática. Isso ajudará as crianças a se perceberem como sujeitos capazes de aprender sozinhos, tornando-se mais independentes e preparados para a vida. O pessoal da neurociência tem falado muito em desenvolvimento de funções executivas, que são habilidades importantes, como o autocontrole, a capacidade de memorização, a flexibilidade mental, a capacidade de resolver problemas, de raciocinar e de planejar ações e pensamentos. Pois é, que tal se, nesta quarentena, em vez de alfabetizar seu filho, ensinar-lhe os números, as cores, os nomes das cores e dos objetos em inglês, você o ajudasse no desenvolvimento das funções executivas e de sua mente matemática? Complexo? Não! Pelo contrário, é simples. Aí vão as dicas: Confie nas capacidades da sua criança, pois, embora pequena, ela é capaz de muito mais do que você imagina. Adapte o ambiente de sua casa para que a criança possa exercer sua liberdade. Ofereça-lhe alguns objetos, não necessariamente brinquedos ou livros, com os quais ela possa interagir sozinha e se concentrar. Não a atrapalhe. Convide a sua criança para realizar, sozinha ou com você, atividades de vida prática, que são tudo o que fazemos a fim de estabelecer, manter e restaurar as condições necessárias para a vida, isto é, atividades de cuidados com o ambiente, consigo mesma e com o outro. Cozinhar, picar e descascar frutas, limpar a mesa, tirar poeira dos móveis, varrer, encher a garrafa de água para colocar na geladeira, dobrar e guardar as roupas, preparar seu próprio lanche, verter o suco no seu copo, colocar a roupa na lavadora, entre outras ações. Você pode não acreditar, mas essas atividades fazem a criança empregar o corpo a serviço da mente para atingir uma meta e desenvolver maiores níveis de concentração. Permitem a elas, ao iniciar uma atividade, resistir à distração e persistir para alcançar um objetivo, desenvolver a concentração e a confiança em suas próprias capacidades. Elas possibilitam que a criança cumpra uma série de atividades em sequência, como lavar as louças, ensaboar, enxaguar, secar, guardar, o que favorece o exercício do pensamento matemático. Atividades como essas desenvolvem o senso de cooperação e de solidariedade, o controle corporal e o refinamento dos movimentos, além de satisfazer as necessidades de movimento típicos de qualquer criança. Sentindo-se útil e cooperativa, a criança estará em paz. Portanto, mães e pais, aproveitem esse tempo com seus filhos, convidem as crianças para colaborar com os trabalhos domésticos e para realizar sozinhas atividades de cuidado pessoal, como tomar banho, calçar sapatos, lavar as mãos, preparar o lanche… Confiem nisso porque, diante de tanto caos e angústia, pode ser confortador usar este momento para tornar nossos filhos pessoas melhores, mais independentes e habilitadas para a vida. Grande abraço! Ana Amélia Rigotto FernandesPedagoga, coordenadora pedagógica geral no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. _____ Fontes:ORGANIZAÇÃO MONTESSORI DO BRASIL (2016). Por que vida prática é o fundamento da sala de aula? Disponível em: http://omb.org.br/wp-content/uploads/2016/04/revisado-Por-que—Vida-Pra–tica-e—o-fundamento-da-sala-de-aula.pdf. Acesso em: 29 mar. 2020.GILSOUL, Martine. (2014, dezembro). Il bambini ala conquista di sé com la vita pratica. Reladei, 3 (3), 75-96. Disponível em: https://www.academia.edu/35164285/I_bambini_alla_conquista_di_s%C3%A9_con_la_vita_pratica. Acesso em: 31 mar. 2020.