Biodiversidade, o tema da Campanha da Fraternidade de 2017

Todos os anos, a Igreja Católica no Brasil lança uma campanha no período de quaresma com um tema que destaca uma situação da realidade social que precisa ser mudada. A Campanha da Fraternidade tem como objetivo conscientizar a todas as pessoas a serem solidárias e a terem ações conscientes sobre a vida. Neste ano o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15) Reflete sobre sobre a necessidade de cuidar e proteger a natureza, principalmente os biomas, que se encontram fortemente ameaçados. Um dos biomas que mais se encontra degradado é a Mata Atlântica que possui atualmente 7% de sua vegetação original. O desmatamento nos últimos 100 anos a transformou numa das florestas mais ameaçadas do planeta. Segundo dados de entidades como a Conservação Internacional e a SOS Mata Atlântica, hoje se perde um campo de futebol de vegetação a cada quatro minutos! Essa destruição põe em risco também a fauna da região: de 271 mamíferos que habitam a floresta, 160 só existem lá e podem desaparecer. Existem diversas atitudes que podem ser tomadas para a prevenção e o cuidado com esses biomas, sugerimos abaixo uma lista com várias atitudes que você pode realizar par ajudar o planeta: (Infográfico sobre atitudes para cuidar do planeta. Fonte A12.com) Acesse aos subsídios da CF 2017 e outros materiais da campanha, como músicas, hinos e cartazes em http://www.campanhadafraternidade2017.com.br. Compartilhe essa ideia junto a sua comunidade e faça parte desde movimento. Todos nós, como habitantes do planeta Terra, devemos zelar pela defesa do meio ambiente.

JUPIC no combate à exploração de crianças e jovens

O abuso sexual e a exploração de crianças e adolescentes é uma triste realidade que ainda acontece nos dias de hoje. Em 80% dos casos essa violência ocorre nos próprios lares das vítimas ou são feitas por pessoas de confiança. Aqui no Brasil, a violência sexual é a quarta violação que mais acontece contra crianças e adolescentes. Segundo o Disque Direitos Humanos (Disque 100), em 2015 as denúncias contra esse crime chegaram a 52 mil. Como a Igreja procura enfrentar e tomar decisões em relação a esse problema? Alinhadas as ideologias de JUPIC.  Você já ouvir falar da JUPIC? JUPIC é a sigla para Justiça, Paz e Integridade da Criação e tem como objetivo a transformação das estruturas, das políticas e das práticas que dominam e destroem a integridade da criação, e busca uma verdadeira qualidade de vida para todos e todas, especialmente para os/as marginalizados/as”. Listamos abaixo algumas medidas que podem se tomadas na preveção e no combate destes crimes: Na prevenção 1) Tomar consciência do abuso sexual e da existência de vítimas e agressores, de crenças e sistemas sociais que facilitem situações de abuso sexual. 2) Promover debates, palestras, cursos, seminários e rodas de conversas sobre a sexualidade de forma didática e à luz da Bíblia. 3)de segurança e confiança que promova relações saudáveis baseadas no amor e no respeito mútuo. 4) Rezar pedindo que Deus proteja as comunidades e famílias destes males . No combate: 1) Denunciar os sistemas sociais e culturais que favorecem a existência deste crime aos Conselhos Tutelares, de Direitos, Assistência Social e da Saúde, as ONGs, a Polícia Militar e Civil e aos profissionais de educação. 2) Acolher e acompanhar vítimas e agressores, encaminhando-os ao atendimento de psicólogos, assistentes sociais, médicos, etc. 3) Desenvolver políticas próprias de proteção infantil na igreja e em seus programas (escolas bíblicas, retiros, acampamentos, passeios, etc.) 4) Manter a esperança e o compromisso, apesar dos fracassos, confiando em tudo o que Deus pode fazer, apesar de nossas limitações.  Você pode conhecer mais sobre JUPIC pelo site da Redes – Rede de Solidariedade e das Irmãs Missionárias Servas do Espirito Santo 

Mãe é mãe, não estado civil

Em maio de 2014, o Papa Francisco, em um de seus discursos inesquecíveis, disse uma frase que ecoa até hoje: “Não existe mãe solteira. Mãe não é estado civil”. Estas são palavras de uma profundidade impressionante, se pararmos para pensar no preconceito que as mulheres solteiras sofrem quando geram seus filhos. Por isso hoje, quase dia das mães, quisemos dedicar um outro discurso do nosso pontífice, também feito em 2014, a todas as mães. Que possamos pensar a maternidade sempre como uma opção pelo amor. Qualquer que seja o seu estado civil. Reveja conosco as belas palavras do nosso papa Francisco e feliz dia das mães!

Novidades na comunicação SSpS

O século XXI está sendo marcado pelo grande avanço das tecnologias da informação e comunicação. Redes sociais, chats, whats app, vídeos, blogues já fazem parte da rotina da maioria das pessoas e é esperado que este número cresça ainda mais. Prevê-se que, até 2020, existam mais usuários de smartphones na América Latina do que toda população dos EUA. Para se adaptar a este cenário, a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo estabeleceu um Plano Estratégico de 5 anos para o Serviço de Comunicação em todos os níveis – congregacional, regional, provincial e local. Fruto deste reposicionamento, a província tem investido na sua área de comunicação desde 2015, quando inaugurou seu novo departamento de comunicação e marketing. No mês de março, ampliou ainda a sua operação, com a contratação de novos profissionais. Paralelamente a isto, a irmã Ana Elídia Caffer Neves, membro da equipe de comunicação da Província e irmã de referência para a comunicação da Congregação, foi enviada à Casa Geral em Roma para ajudar a implementar este Plano de Comunicação Congregacional a nível mundial. Com isto, a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo abre a possibilidade de explorar novos caminhos para apresentar sua missão a uma audiência mais ampla e, assim, fortalecer a sua presença, aumentar o seu impacto e difundir ainda mais o seu carisma pelo país e mundo.

Saiba mais sobre os migrantes e o trabalho escravo em São Paulo

Sonhar com um bom emprego e condições financeiras melhores sempre atraiu inúmeras pessoas para o grande mercado de trabalho de São Paulo. E nessa jornada pela segurança e estabilidade, muitos imigrantes saem de seus estados e países para “tentar a sorte” nesta grande metrópole. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contabilizou em 2017 que aproximadamente 45% de população adulta de São Paulo vem de outros estados ou países. Infelizmente muitas vezes o sonho acaba virando um pesadelo do qual é difícil sair, pois esses migrantes acabam tendo sua mão de obra explorada e sua liberdade roubada. Segundo o Código Penal Brasileiro, há quatro modalidades de execução de trabalho análogo ao de escravo: 1) Trabalho forçado:  O trabalhador não se ofereceu espontaneamente ao serviço ou não consegue deixá-lo. Neste caso, o empregador tem controle sobre o direito de ir e vir do trabalhador. 2) Jornada exaustiva: Submete o trabalhador a um grau extremo de super exploração de sua força de trabalho em que suas energias não são repostas devidamente, provocando danos à sua saúde física e/ou mental. 3) Condições degradantes: Não apenas no local de trabalho, mas em sua vida pessoal, eles são colocados a viverem em locais com condições precárias de higiene, saúde, segurança, alimentação e moradia. 4) Servidão por dívidas: O trabalhador sai de seus país com o transporte dado pelos empregadores. Parte ou mesmo todo o salário é retido para a compensação destes custos e de “benefícios” que o empregador oferece, como alojamento, alimentação e vestimenta, geralmente precários. Combater o trabalho escravo é uma luta que tem sido travada pela Igreja e pelo Ministério Público de Trabalho com muita seriedade. Denuncie através do site  http://www.mpt.gov.br/ ou pelo aplicativo Pardal MPT (disponível apenas para celulares com sistema operacional Android). Valorize a vida e a integridade de cada pessoa, ajudando no combate contra a mão de obra escrava. As Missionárias Servas do Espírito Santo e a Missão Paz são organizações religiosas que realizam trabalhos juntos a esses migrantes, ajudando com questões pessoais e trabalhistas. Clique nos links para conhecer sobre elas. https://www.facebook.com/centrodeintegracaodomigrante           http://www.missaonspaz.org/    

Saiba mais sobre a Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS

Nós acreditamos que o nosso carisma missionário e espiritualidade devem perpassar tudo o que realizamos em nossas escolas. Atualmente, nossa Rede de Educação SSpS abrange quatro escolas e duas creches distribuídas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.  E para que esse ideal de fato aconteça, foi criada a Dimensão Missionária nas Escolas. Sob coordenação do professor Agostinho Travençolo Júnior, apoiado pela Ir. Heloíse Matos (SSpS), a Dimensão Missionária da Rede de Educação dinamiza o trabalho missionário em suas dimensões Teológico-Espiritual e Humano-social. Assim, cada escola, com seu coordenador local auxiliado por uma equipe especializada e em sintonia com o coordenador da Rede, busca envolver a comunidade educativa para concretizar “uma escola em pastoral onde educa evangelizando e evangeliza educando”. Confira aqui algumas das atividades deste trabalho que envolve alunos, educadores e pais: A Catequese para os Sacramentos da Iniciação Cristã A catequese das nossas escolas tem como proposta educar na fé, à luz da Palavra de Deus e dos ensinamentos da Igreja, tendo como centro a Pessoa de Jesus de Nazaré, possibilitando a vivência da comunhão consigo, com Deus e com o próximo. Os Colégios oferecem a catequese de preparação para a Eucaristia e para a Crisma. Grupo de Pastorais e Infância Missionária Promove momentos de espiritualidade, de formação humana e cristã e de socialização. Aqui ressaltamos a importância da continuidade da vivência em grupo para aprofundar a educação da fé recebida na catequese de preparação da Eucaristia e da Crisma. Celebrações As celebrações, nas comunidades educativas, proporcionam momentos de oração e de agradecimento a Deus tendo Jesus Cristo como centro da ação e da vida das escolas. Dessa forma, buscamos fortalecer a espiritualidade e a vivência comunitária nas escolas. Ensino Religioso O Ensino Religioso tem por objetivo oferecer aos alunos conteúdos que fundamentam a perspectiva religiosa do ser humano, despertando para o desenvolvimento da espiritualidade e para um maior compromisso com a construção de um mundo melhor. Formação de Educadores e Pais Os Colégios oferecem às famílias espaços de reflexão sobre os princípios da fé e da vivência cristã para uma maior parceria na educação das crianças e dos jovens.  ENFOCO É o “Encontro de Formação e Convivência” dos alunos, realizado por turma, com o objetivo de favorecer a partilha de experiências, a reflexão dos valores essenciais à vida humana e o cultivo da dimensão espiritual presente em cada pessoa. Esse encontro, por meio de dinâmicas, possibilita a vivência de atitudes capazes de favorecer ações colaborativas, de respeito às diferenças para uma melhor convivência.  Ação Solidária As ações solidárias proporcionadas pelos Colégios buscam estimular, favorecer e permitir um olhar de compaixão para com o próximo, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e o engajamento solidário dos alunos na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Voluntariado O trabalho voluntário tem o propósito de despertar nos alunos um novo olhar da realidade e desenvolver uma consciência humanitária que gera um compromisso sistemático com as intuições que necessitam de ações solidárias. Essas experiências concretas contribuem para a formação do ser humano. Variados Projetos sociais são desenvolvidos nos Colégios, considerando a faixa etária dos alunos. Fonte: ‘A Serviço da Vida em Missão’ – SSpS

Você sabe como se tornar um sacerdote?

Amanhã, 27 de Abril, é dia do Sacerdote. Para nós, o sacerdócio é um chamado valioso dentro da fé católica. Dentre as várias responsabilidades sacramentais de um sacerdote, é a ele confiada a guiança (orientação) dos fiéis ao bom caminho, orientando nas dificuldades e prevenindo quando necessário. E tamanha tarefa demanda uma exigente formação e dedicação. O tempo de formação do seminarista pode variar muito de acordo a realidade eclesial na qual ele está inserido. Em geral, o candidato ao sacerdócio leva cerca de 12 anos para ordenar-se. Nos dois anos iniciais, ele aprende sobre o carisma dentro da comunidade. Depois, estuda três anos de filosofia. Após um ano de pastoral numa das casas de missão, cursa quatro anos de Teologia. Por fim, se a Igreja e a comunidade admitirem, ele receberá as ordens sacras. No decorrer de todo esse caminho é preciso ser orante, fraterno e trabalhador.  Alguns sinais indicativos da vocação: Converse com um padre ou um orientador religioso que possa ajudar a discernir os sinais e as vontades em relação à vida religiosa: Estar disposto a renunciar tudo pela vocação: família, casa, estudos, relacionamento e outros Sentir profunda compaixão pelas pessoas Desejar viver uma vida de penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica e na obediência Ter uma vida de intensa oração e leitura da Bíblia Se entregar totalmente à missão Assista ao vídeo o Padre José Augusto “O essencial para a vida do sacerdote” e conheça mais sobre o assunto.

Campanha da Fraternidade nos colégios

“Da Amazônia até os Pampas, do Cerrado aos Manguezais, chegue a ti o nosso canto pela vida e pela paz”. (Hino da Campanha da Fraternidade 2017) A abertura da Campanha da Fraternidade 2017 nos colégios da Rede de Educação SSps foi rica em diversidade. Teatro, música, momentos de oração, e incentivo ao conhecimento dos biomas brasileiros.  A intenção foi dar a conhecer e motivar sobre o tema da Campanha da Fraternidade, que este ano versa sobre “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema: “Cultivar e guardar a criação” inspirado no livro do Gênesis. Despertar na comunidade escolar, uma atitude de fraternidade em defesa da vida estimulando atitudes práticas de cuidado e preservação, fortalecendo uma aprendizagem cooperativa e significativa dos estudantes, foi o grande objetivo da abertura oficial preparada pela Dimensão Missionária. Agostinho Travençolo Junior, Coordenador da Pastoral

A aventura da vinda da Congregação SSpS ao Brasil

Em tempos de véspera da comemoração de 517 anos de descobrimento do Brasil, impossível não lembrar do pioneirismo das primeiras irmãs missionárias SSpS que aqui chegaram. Principalmente neste ano, em que se comemora 115 anos da Congregação no Brasil. Mas você sabe como se deu esta incrível jornada para cá? A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo surgiu no bojo de um sonho missionário de Arnaldo Janssen, na segunda metade do século XIX. Com a colaboração de várias pessoas, a aspiração desse jovem padre tornou-se um projeto, que se concretizou com a fundação de uma Casa Missionária, em Steyl (foto), no território da Holanda. Esse fato chegou ao conhecimento público e atraiu a atenção de algumas jovens mulheres interessadas em associar-se a um projeto missionário de longo alcance. Foi assim que, com a colaboração indispensável de Maria Helena Stollenwerk (Madre Maria) e de Hendrina Stenmanns (Madre Josefa) e outras quatro jovens aspirantes, em 8 de dezembro de 1889, foi fundada a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Em 1914, a congregação, em seus primeiros 25 anos de existência, contava então com 750 irmãs que haviam completado seus primeiros votos, em 60 comunidades. Destas, 450 irmãs foram enviadas em missão para responder às necessidades da Congregação nos cinco continentes. As missionárias que vieram para o Brasil fizeram parte dos 5 primeiros grupos de missionárias: Argentina (1895), Togo (1897), Papua Nova Guiné (1899), Estados Unidos (1901) e Brasil (1902). As primeiras 6 missionárias da Congregação chegaram aqui no dia 20 de agosto de 1902 e estabeleceram-se primeiramente em Juiz de Fora, dando origem à Província Stella Matutina.

Dia 19 – Ir. Sílvia Tekla e a preservação da língua xerente

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em abril de 1500, existiam cerca de 1.300 línguas indígenas faladas por diversas nações e tribos. Atualmente existem apenas 274* línguas indígenas conhecidas no Brasil. Na busca de preservação de uma delas, a língua do povo Akwe Xerente, é que há anos trabalha a irmã Sílvia Tekla, acompanhando os professores indígenas na comunidade das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo em Tocantínia (TO). No ano de 2015, porém, chegou-se a um feito inédito. A irmã Sílvia, em parceria com a REDES – Rede de Solidariedade, coordenou o trabalho de confecção de uma cartilha da língua Xerente para os nativos da região. “O que antes era uma apostila simples, feita em cópias preto em branco com desenhos a mão, se transformou em um belo livro colorido com ilustrações próprias”, comenta Ir. Sílvia. A primeira cartilha de alfabetização ajudará de sobremaneira com a alfabetização xerente nas escolas, evitando que a língua se perca. Para a comunidade indígena, porém, é um marco na preservação da sua história e da sua cidadania. Veja a matéria completa no site da REDES: http://www.novosite.ssps.org.br/public.asp?12258-24121 (*) Pela falta de contato, não foram contabilizadas as línguas faladas pelas tribos isoladas.

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