Mês das vocações – Você sabe qual é a sua?

Em agosto, a Igreja Católica comemora o mês das vocações: sacerdotal, diaconal, religiosa, familiar e a leiga. É um mês para se refletir e rezar pedindo a Deus que oriente todas as pessoas que desejam servir a Deus e a todos que já possuem suas vocações, permanecerem felizes e em comunhão com a Igreja. Durante o mês, cada domingo é reservado para a reflexão e a celebração de uma vocação: Primeiro Domingo – Vocações Sacerdotais – Dia do Padre O padre e também nosso grande confidente, é o sacerdote da igreja e o representante da comunidade. Seu papel é orientar a todos os fieis sobre a fé e incentivar o crescimento espiritual. Também cabe a ele ensinar as práticas cristãs, como o amor ao próximo e a caridade. Segundo Domingo – Vocação Familiar – Dia dos Pais A família é a base de todo o ser humano e o pai tem um papel fundamental na vida de um filho. Ele é a primeira referência de homem e reflete segurança e força. Seu papel é educar e ensinar respeito e valores cristãos, influenciando seu filho a ser um bom cidadão e uma pessoa honesta. Terceiro Domingo – Vocações Religiosas – Dia da Vida Religiosa Os(as) religiosos(as) são homens e mulheres que consagraram suas vidas a Deus e ao próximo. Essas pessoas buscam viver de modo santo, fazendo votos de castidade, obediência e pobreza e dedicam suas vidas exclusivamente a vontade de Deus. Eles desenvolvem um importante papel na sociedade e na comunidade, ajudando com orações, missões, educação e obras de caridade. Esse grandes guerreiros demonstram com suas vidas consagradas, que a vida religiosa é possível de ser vivida, mesmo em mundo material e consumista. Quarto Domingo – Vocações Leigas – Dia dos Ministérios Leigos Os(as) Missionários(as) leigos(as), são pessoas que não são consagradas à vida religiosa, mas estão sempre envolvidos de forma significativa na igreja e na comunidade, dividindo seu tempo entre família, trabalho e missões. Os leigos ajudam na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e com as pastorais. Dia do Catequista Nos anos em que o mês de agosto têm cinco domingos, a Igreja celebra neste dia o ministério do Catequista. Os catequistas são professores da fé na comunidade cristã e preparam crianças, jovens e adultos não só para os sacramentos, mas também para darem testemunho de Cristo e do Evangelho no mundo. Qual é a minha vocação? Para saber qual o chamado que Deus tem na sua vida, você precisa estar de coração e mente abertos para sentir em qual vocação você se encaixa. Existem algumas dicas que podem te ajudar a descobrir: Reze: A oração é o primeiro passo para descobrir a vontade de Deus. Leia a Bíblia: A Bíblia tem histórias de grandes homens e mulheres que serviram a Deus, encontre alguém que goste e estude sobre sua vida dele. Você também encontra na Bíblia muitos conselhos e orientações para a sua vida. Identifique seu perfil: Procure uma vocação que tenha atividades que você tenha prazer em fazer. Se você gosta de visitar doentes, pode ser um missionário leigo ou se gosta de rezar, pode ser um religioso consagrado. Faça aconselhamento: Os padres, irmãos e irmãs estão sempre dispostos a ajudarem, converse com eles sobre suas dificuldades e desejos e eles te ajudarão com o que precisar. De uma coisa temos certeza, Deus tem uma vocação para você. Se você tiver alguma dúvida ou precisar de aconselhamento, escreva nos comentários, teremos o prazer em te ajudar.
Missionários e Missionárias: Best Friends Forever

Dentre as várias coisas bacanas que existem ao fazer parte de uma Congregação Missionária, uma em especial traz uma experiência que as outras pessoas normalmente não têm em suas vidas. Essa experiência se chama partilha. Partilha é uma palavra bastante usada entre nós e se refere à troca de experiências, união e irmandade que temos com irmãos e irmãs do mundo inteiro, de diferentes culturas e línguas. Conviver com essas pessoas todos os dias faz com que nossos laços de amizade sejam cada vez mais fortes e estreitos e permite que quebremos preconceitos e crenças limitantes em função deste afeto. Já pensou o quanto te faria bem ter amigos do mundo inteiro? Vê-los sempre? Nunca mais se sentir só? A vida religiosa não se trata apenas do espiritual, mas também do físico e emocional. É ter a segurança de contar com a proteção e carinho de uma família muito maior do que a de nascença e caminhar juntos numa mesma direção, na certeza de que a jornada que fazemos segue para a eternidade! Bora fazer aquela declaração especial pra seus amigos(as)?
Amor ou caridade – Qual você escolhe?

A dúvida é bem comum porque os dois são bem parecidos e um complementa o outro. A pessoa que tem caridade precisa de amor e a pessoa que tem amor precisa ter caridade. Vamos te explicar melhor, começando pelo que cada um é: O amor traz um sentimento muito forte e genuíno pelas pessoas, no qual você se preocupa com o bem estar, tem vontade de estar perto e de agradar. Enquanto a caridade significa bondade, perdão, ajuda e compaixão. Ela pode ser entendida como o amor em ação. Trocando em miúdos, o amor é o que sentimos e a caridade é o que fazemos. Simples assim. Entretanto, se você quer amar ou faz caridade, vamos mandar a real pra você. Tem algumas coisas importantes que você precisa saber a respeito dos dois: Sobre o amor O amor é lindo e transforma o mundo, mas se você ficar só na teoria dizendo o quanto ama azamigas e não fizer nada por elas, fica meio difícil de acreditar. A gente quer ver amor de verdade! servir de ombro amigo praquele amigo que terminou o namoro pela 7º vez, sacrificar a pizza de sábado com os amigos à noite pra estar com a sua avó doente ou oferecer ajuda ao invés de só perguntar se o outro precisa dela. Quem ama cuida. Sobre a caridade Você pode estar disposto a todo o tipo de ajuda ao próximo: cozinhar o sopão que vai ser distribuído no centro da cidade para os mendigos, dar banho em 50 cãezinhos do abrigo de animais, ensinar as crianças da comunidade a cantar a ópera Ave Maria e fazer mutirão de limpeza na sua paróquia… se isso tudo for pra se exibir ou se promover, sinto muito, mas Deus não vai ficar muito contente com isso. Não precisa salvar o mundo ou morrer de amores pelo próximo. Faça no seu ritmo, se esforce, e caso não consiga, é só pedir a Deus pra te ajudar. O importante é que tudo seja feito com sinceridade. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. 1 Coríntios 13:3
Nem homem de aço, nem Clark Kent: conheça o super-homem do século XXI

Criado pelos americanos Jerry Siegel e Joe Shuster em 1930, Super-Homem é o clássico herói que nunca sai de moda. Disfarçado como o reservado e contido jornalista Clark Kent, o herói não esconde seus superpoderes diante de uma ameaça: o homem de aço voa, lança laser pelos olhos, tem super força e salva o mundo. Este é o ideal masculino que acompanha os homens desde meninos: robusto, destemido, inteligente, atraente e que resolve todos os B.Os. OK que esse ícone mora no imaginário dos garotos e, é claro, não há nada de errado com isso. A questão é quando essa personagem não é bem compreendida e vira o estereótipo do cara machão que pode tudo, não tem medo de nada e que desconta a sua força nos mais fracos. E ainda se esconde sobre uma fachada de ‘bom moço’. Ninguém merece! O modelo de homem do século XXI faz um belo upgrade dessa imagem. Ele continua forte e viril. Porém, desfaz a ideia de que é preciso usar a força bruta para mostrar o seu poder. Antes, usa a sua inteligência contra todo tipo de dominação. Principalmente a favor das mulheres. Essa é a nova postura masculina defendida por líderes de todo mundo no projeto HE FOR SHE. Mantido pela ONU mulheres, o projeto convida pessoas do mundo inteiro para, juntas, criarem uma força visível e corajosa de conscientização sobre a discriminação e violência contra a mulher. No site, há informações variadas sobre o projeto e várias frentes para que qualquer pessoa possa se unir à causa. Acesse o site http://www.heforshe.org/pt/newsroom e veja alguns exemplos inspiradores de homens que aceitaram o desafio e vem mostrando o poder da sua atitude ao mundo. Junte-se a eles e a milhares de outras pessoas, assinando o compromisso por um mundo mais justo para todas e todos nós. Veja aqui o vídeo do ator Anselmo Vasconcellos, que também uniu a sua voz pelos direitos das mulheres.
“Bandido” bom é “’bandido” perdoado

É uma conversa bem complicada quando falamos sobre dores e feridas da alma, ainda mais quando somos injustiçados por outras pessoas, não é mesmo? Quem já foi vítima de um assalto ou uma agressão física ou perdeu algum ente amado pelas mãos de outra pessoa, conhece bem os sentimentos de raiva, desejo de vingança e insegurança que ficam. Para especialistas em comportamento humano, esses sentimentos só podem ser resolvidos com a liberação do sincero perdão. E é aí que pode entrar o trabalho da Justiça Restaurativa. A Justiça Restaurativa é uma prática incrível que existe há mais ou menos 10 anos e ajuda a amenizar conflitos nas penitenciárias, nos colégios públicos de todo o Brasil e em muitos outros espaços. O que a torna tão especial é a oportunidade que ela dá para todos perdoarem e serem perdoados. Na sua dinâmica, vítimas e algozes da situação em questão são colocados cara a cara, para uma conversa franca. Neste momento, ambos, com auxílio de um mediador, podem expressar as suas emoções e perceber o outro lado da história de cada parte. Apesar do método simples, o processo pode ser longo e doloroso. Mas, ao final, liberta a alma e renova as forças. No Brasil temos uma equipe de irmãs trabalhando diretamente com Justiça Restaurativa. São elas: Ir. Nelly Boonen, Ir. Martina González, Ir. Helena Suzana Christo e, eventualmente, Ir. Stela Martins. A irmã Claudia Gonzalez, que mora no México, contou para nós em sua visita ao Brasil, um pouco sobre como a justiça restaurativa a fez ter paz de espírito novamente. Em seu depoimento, ela conta que sua irmã foi assassinada e que ela e sua família tinham muita raiva do assassino. Graças à justiça restaurativa, ela pode entender que o perdão faz bem para todos. Ela conseguiu se libertar da raiva, curar as feridas da sua alma e hoje ajuda outras pessoas a fazerem o mesmo. E você, seria capaz deste tipo de perdão?
Com você, é na base do ‘ver pra crer’ ou no ‘crer pra ver’?

São Tomé foi um dos doze discípulos de Jesus. Ele conheceu Jesus pessoalmente, conviveu com ele, esteve presente quando ele realizou milagres e escutou todos os ensinamentos de dele, mas mesmo assim, quando Jesus ressuscitou depois de 3 dias morto, ele não acreditou. Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor! “Mas ele (Tomé) lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei”. E Jesus disse a Tomé: “Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia”. (João 20:24-27) Pois é, e quem disse que nós somos diferentes? Quanta gente você conhece que está direto na igreja rezando e lendo a Bíblia e quando surge um probleminha, se desespera, acreditando que está perdido e sozinho? Pode parecer que não, mas a gente também é assim, meio São Tomé, só acreditamos nas coisas que podemos ver ou tocar. Mas ter fé é justamente o contrário. Você precisa acreditar antes, para algo acontecer. Meio louco, não é? A Bíblia tem um monte de passagens sobre a fé. Veja abaixo alguns versículos sobre este tema: Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa àqueles que o buscam. Hebreus 11,6 Como está escrito: “Eu o constituí pai de muitas nações”. Ele é nosso pai aos olhos de Deus, em quem creu, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem. Romanos 4,17 Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé. Habacuque 2,4. Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Hebreus 11,1 Quem também fala exatamente sobre isso é o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella. Veja no vídeo abaixo o que ele fala sobre o papel da fé no dia a dia. Depois conta pra gente o que você achou!
Baixe grátis o livro ‘Toda a minha vida’

“Toda a Minha Vida” é o livro sobre a vida de Hendrina Stenmanns, uma das fundadoras da nossa Congregação e conhecida entre nós simplesmente como Madre Josefa. Narrado de forma leve e lúdica pela nossa irmã escritora Edni Gugelmin, o livro narra a sua vida desde os tempos em que fora uma jovem tecelã que trabalhava para sustentar a família quando a mãe morreu, seus primeiros tempos na congregação, suas lutas e desafios… até seus últimos momentos. Veja aqui um trecho da obra: Baixe o seu livro agora mesmo. Você vai se emocionar! Quero ler o livro agora!
Quiz: Você tem vocação à vida religiosa consagrada?

Já pensou em ser padre, freira ou irmão? Faça o nosso teste e descubra se você tem vocação para se tornar um(a) de nós. Quero fazer o teste!
A tradição da festa junina na Congregação

Já pode tirar a poeira do vestido xadrez e daquele chapéu de palha, porque a festa de São João está chegando aí, pessoal! De acordo com a tradição católica, diz a história, que quando Isabel anunciou o nascimento de João Batista, no dia 24 de junho, a fogueira queimou nas montanhas da Judeia e foi assim que deu origem a famosa Festa Junina. Nesta festa são prestigiados São João, São Pedro, São Paulo e Santo Antônio. Para a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, a festa junina é uma das comemorações preferida das irmãs. Ela é feita em toda a Rede de Educação e no Convento Santíssima Trindade. Nela, funcionários, irmãs, familiares e amigos se juntam para se divertirem ao som da batida arrasta pé mais contagiante de junho. Veja como foi a comemoração junina de 2016 nos colégios e no Convento: Convento Santíssima Trindade Colégio Stella Matutina Colégio Nossa Senhora da Piedade Colégio Imaculado Coração de Maria Colégio Espírito Santo E segura aí que logo, logo estaremos mostrando como foi a comemoração deste ano! Bão demais, sô!!
Pastoral Urbana foi tema do 5º encontro da REDES

O 5º Encontro da REDES – Rede de Solidariedade, aconteceu nos dias 15 e 16 de junho no Centro Missionário Cultural, no feriado de Corpus Christi e teve como tema: “Pastoral Urbana”. Todas as irmãs da Província e leigos de diversas paróquias foram convidados. E pra quem não sabe, a Pastoral Urbana trata de assuntos relacionados à cidade, como miséria, marginalização, corrupção e etc. A assessoria foi feita pelo Prof. Fernando Altemeyer, da PUC – SP, com enfoque a partir do método – ver, julgar e agir. Os tópicos tratados foram: A realidade urbana na perspectiva de JUPIC (Justiça e Paz e Integridade da Criação) e o impacto dessa realidade no ser humano e em sua vivência da fé; O apelo do Evangelho para esta realidade urbana; Como nós, Missionárias Servas do Espírito Santo e leigos e leigas engajados na missão, em comunhão com os excluídos e marginalizados, respondemos ou poderíamos responder a esses desafios? Fernando Altemeyer Junior é teólogo leigo, possui graduação em Filosofia e em Teologia, mestrado em Teologia e Ciências da Religião pela Universidade Católica de Louvain-La-Neuve, na Bélgica, e doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC. Atualmente é professor e integra o Departamento de Ciência da Religião, da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP. Entre suas publicações, destacamos Aparecida, caminhos da fé (São Paulo: Loyola, 1998), Deus sem poder (In: Centro de Estudos da antiguidade greco-romana – PUC-SP. (Org.). Hypnos 6. São Paulo: Palas Athena, 2000, v. 6, p. 57-63) e A recepção do projeto do papa Francisco (In: Wagner Lopes Sanchez; Eulálio Figueira. (Org.). Uma Igreja de portas abertas – nos caminhos do papa Francisco. 1ed. São Paulo – SP: Paulinas, 2016, v. 1, p. 23-38).