Você sabe a diferença entre migrante e refugiado?

Nós, missionárias, mantemos na região do Brás, em SP, o Centro de Integração do Migrante, um espaço que oferece apoio aos que vem ao país em busca de uma vida melhor. (saiba mais AQUI = link para post). E é justamente por este trabalho que encontramos muita confusão com o termo ‘migrante’. Não seriam ‘imigrantes’? – nos perguntam. Ou são refugiados? Qual a diferença, afinal? Saber a diferença não só é importante para entendermos a situação, mas por uma questão legal. Misturar os conceitos de “refugiados” e “migrantes” pode enfraquecer o apoio a refugiados e ao refúgio institucionalizado em um momento em que mais refugiados precisam de tal proteção. Veja abaixo o texto que preparamos para esclarecer um pouco a questão. Vamos lá? Os Refugiados Refugiados são pessoas que estão fora de seu país de origem e que não podem voltar ao mesmo devido a guerras e conflitos que colocam em risco sua vida e segurança. Eles são protegidos pelo direito internacional, tendo ajuda de assistência dos países, do ACNUR e de outras organizações. Para a proteção efetiva dos refugiados, a ONU desenvolveu um documento que é considerado um marco para a humanidade: Protocolo de 1967. Nesse documento se encontram todos os direitos e medidas cabíveis quando se trata de refugiados. Os Migrantes Já os migrantes são pessoas que, por conta própria, quiseram sair de seus países em busca de condições melhores de vida. Ao contrário dos refugiados, eles podem voltar para seu país de origem a qualquer momento. Os motivos que levam os migrantes a outros países são desde a busca por emprego à visita a familiares. Há também aqueles que deixam seus países por conta de pobreza, fome ou desastre naturais, mas isto não os deixam em condições de refugiados. A Convenção de 1951 é o documento de base que protege os migrantes com leis internacionais. Você sabe a diferença entre migrante, imigrante e emigrante? Todos têm o significado de estar em movimento. Assim, é migrante a pessoa ou grupo que se desloca de um país para outro. Indo de um lugar conhecido para um desconhecido. Já emigrante, é a pessoa que saiu de seu país para morar num outro país. E por fim, imigrante é a pessoa que veio morar em nosso país, vinda de um país estranho. Ou seja, o emigrante saiu e o imigrante chegou. Entenderam? Os meus, os seus e os nossos direitos Contribuir para uma sociedade justa e respeitar o próximo é a forma mais concreta para a proteção e o bem-estar do direito de todos. Para entender melhor sobre refugiados e imigrantes e o que eles enfrentam, conheça um pouco das histórias deles neste vídeo feito pela ONU:
2018 – O Ano da Comunhão com os Outros

Há exatamente 128 anos atrás, nasceu a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, entidade católica que receberia milhares de irmãs missionárias que dedicariam suas vidas à missão. Sua fundação, em 1889, foi uma resposta às necessidades do serviço feminino dedicado ao Espírito que dá vida e estabeleceu as bases para uma comunidade religiosa-missionária de representatividade mundial. Em 2018, o objetivo é, nada mais e nada menos, que estar em “Comunhão com os outros”, um fator essencial para manter as comunidades abertas e em constante crescimento.Hoje presente em 50 países e em todos os continentes, a Congregação dedica cada um dos seus anos a um tema em especial. Alinhadas com o Espírito Santo e às propostas do Papa Francisco, nossa Congregação está unindo forças com todos aqueles que estão com o mesmo propósito, leigos em missão, outras organizações, culturas e religiões, para a promoção da comunhão universal e partilha de suas experiências, conseguindo assim descobrir o Deus de amizade que une a todos nós. “Respeitamos a vocação distinta dos parceiros leigos e engajamos em discernimento mútuo e processo decisório em vista da missão. Entramos em rede com outras organizações e alargamos o círculo de colaboração e amizade. Reverentemente entramos em diálogo de vida e ação com pessoas de outros credos. Criativa e responsavelmente usamos os meios sociais e a tecnologia moderna para partilhar a Boa Nova do amor de Deus. – 14º Capítulo Geral. Que atitudes você tem feito para promover a comunhão com os outros na comunidade em que vive ou em seu local de trabalho e estudo? Vem com a gente neste propósito e aproveite os bons efeitos do ato da comunhão. Conheça os objetivos anteriores e mais sobre a nossa congregação acessando https://www.worldssps.org/
Reeducação para homens violentos? Conheça o Projeto Construindo Novos Valores

Mês passado, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, falamos neste post sobre como a independência financeira feminina contribui para a saída das mulheres do quadro de violência doméstica. Hoje, no Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, dedicamos um tempo para abordar outra face desta violência: a dos agressores. Por que homens batem em mulheres? Para entender melhor sobre este assunto, pesquisamos os principais motivos que fazem com que os homens cometam uma agressão e os resultados foram bem curiosos. Existe um status que se chama pole position, e mexe diretamente com o ego da pessoa. Este sentimento faz com que a pessoa se sinta mais vantajosa perante a sociedade. Quando acontece alguma situação em que o homem se sente inferiorizado pela mulher, ele pode vir a querer retomar esse status, inclusive com força física. Um outro fator comum foi a banalização da violência, provocada pela vivência destas pessoas em locais onde a violência é comum e diária. Pessoas que estão expostas todos os dias à violência, acabam achando comum e repetem o comportamento. Em média, 60% dos homens agressivos vivenciaram violência doméstica na infância. Outros fatores incluem: não saber lidar com a frustração, rejeição, afronta e uso de substâncias psicoativas (drogas). Independente de qualquer que seja o motivo que leva a uma discussão ou desacordo, defendemos que nenhuma situação deve ser tratada com violência, afinal, ninguém gosta de apanhar não é mesmo? A reeducação como caminho Entre os especialistas, é consenso que o caminho para a mudança dos comportamentos agressivos dos homens está na reeducação. Tem circulado um vídeo na internet onde escolas em Nairobi, no Quênia, tem dado aos alunos Aulas de Consentimento para meninos e autodefesa para meninas. Este ensino faz parte do programa da Fundação No Means No WorldWide (“Não Significa Não, Mundo Afora”, em tradução livre) e ajudou a reduzir a violência em 50% logo no início do projeto. Como o governo não dá conta de atender a todos que precisam, algumas ONGs iniciaram projetos para ajudar na causa, como a Casa Sofia, que fica no Jardim Ângela na Zona Sul de São Paulo.No Brasil, para atingir os homens adultos, a Lei Maria da Penha, no artigo 35, prevê a existência de centros para educar e reabilitar agressores. Porém são pouquíssimas as vagas disponibilizadas pela rede pública e elas não podem ser ocupadas por estupradores nem homicidas. A Casa Sofia possui o Projeto Construindo Novos Valores, desenvolvido pela assistente social Rosita Cruz, que oferece um trabalho exclusivo para homens que cometem ou cometeram violência contras as mulheres. Os encontros individuais e em grupo acontecem semanalmente. “O Projeto Construindo Novos Valores é um espaço de escuta, reflexão e responsabilização para homens autores de violência doméstica. Ele têm por objetivo sensibilizar a Sociedade e, em específico, os homens autores de violência contra a mulher, sobre as implicações da desigualdade de gênero e as possibilidades de mudança de comportamento. Também são discutidos temas como ‘o lugar do homem na sociedade’, ‘a construção dos papéis de gênero’, ‘a violência em geral e contra as mulheres’. Os trabalhos com os homens são realizados por meio da metodologia de grupos reflexivos de gênero onde cada participante é tratado como responsável da violência contra a mulher. São utilizados os temas: gênero; relações de gênero; Direitos Fundamentais; masculinidade; direitos sexuais e reprodutivos; dinâmicas de grupo; noções de relações família e de casal e noções de psicopatologia” – explica Rosita Cruz, responsável pelo projeto. Que mudanças o trabalho traz para os homens? Segundo Rosita Cruz, existe uma conscientização pessoal e uma melhora significativa no comportamento dos agressores atendidos. Após algumas sessões, é notável uma melhora na qualidade das relações familiares e sociais e uma maior sensibilização da família para a resolução de conflito familiar. Os encontros fazem com que os agressores vejam que ninguém nasce violento, e que é possível controlar seu comportamento quando ele se esforça para isso. Saiba mais: Para mais informações da Casa Sofia e do projeto, ligue para (11) 5831-3053 / 5831 5387 (escritório) / 0800 770 3053 ou envie um e-mail para casasofia@santosmartires.org.br. Baixe aqui apostila “Vamos falar sobre masculinidade?”
Idosos são priorizados pelo Papa Francisco – Vídeo do Papa

As pessoas idosas tem bastante experiência de vida e por isso dão os melhores conselhos. Já notou isso? Gaste tempo com pessoas mais velhas, como os seus avós, parentes de seus pais e até aquele tiozinho que mora na sua rua que varre a calçada todo dia de manhã. Por trás das rugas e do cabelo branco, há muito sabedoria para se compartilhada. E não se esqueça de rezar por eles porque, com a idade, vem os problemas de saúde, a solidão, o preconceito… Aliás, essa é a sugestão de oração do Papa Francisco para o mês de dezembro: “rezar pelos idosos”. Assista o Vídeo do Papa e saiba mais sobre isto:
Faça parte de algo grande – Voluntariado no Centro de Integração do Migrante

Fazer algo que possa melhorar o mundo de alguma forma. Esta é a proposta de quem assume o serviço voluntário nas milhares de instituições sem fins lucrativos espalhadas pelo mundo. Você já pensou em fazer parte de uma delas? O voluntariado conquista pessoas em todos os lugares e é um trabalho em que a gratificação muitas vezes acaba sendo maior pra quem faz, do que pra quem recebe. Interessante, não? Você pode ajudar desde doando algumas horas de seu tempo para fazer uma visita a alguém ou contar uma simples história, até contribuindo com o seu talento ou com o que você sabe fazer melhor. Oportunidade é o que não falta. Basta escolher algum lugar que tenha uma necessidade, que será muito bem-vindo. Esse tipo de atividade não requer experiência e nem tampouco habilidade. O único requisito é estar disposto a ajudar. Essa prática garante diversos benefícios e muitos deles podem até ser incorporados ao seu currículo. Sendo um voluntário no Centro de Integração do Migrante Como muitos sabem, nós, missionárias, possuímos um centro que apoia migrantes de diversos países. Ele fica localizado no Brás, bairro da zona leste de São Paulo famoso pelo comércio de roupas e acessórios provenientes, muitas vezes, de pequenas confecções do local que se utilizam de mão de obra análoga à de escravidão. São nesses locais que vão parar os que chegam ao Brasil em busca de oportunidade ou fugindo de situações de miséria e conflitos. – Saiba mais sobre a situação de migrantes e refugiados neste link. Neste centro são oferecidas gratuitamente aulas de português, inglês, computação e dança, além de outros serviços. Perguntamos a estes voluntários o que eles acham sobre este tipo trabalho e as respostas são de grande inspiração para todos(as) nós: “Trabalho como voluntária no Centro do Migrante desde seu início. Como trabalho há anos com Tecnologia da Informação, decidi contribuir com a formação dos migrantes nesta mesma área. Foi instalado um laboratório de Tecnologia no Centro do Migrante e criamos um programa de formação tecnológica onde os alunos aprendem as funções do computador, do básico ao avançado. Criamos uma grade curricular que abrange desde o curso de manutenção de computadores ao Excel avançado, passando pelo o uso consciente da Internet, onde ensinamos sobre crime eletrônico e suas punições. É um trabalho gratificante e que muito me orgulha. Acredito que, com esta iniciativa, estamos contribuindo para que os migrantes tenham melhores condições de vida através de um bom trabalho”. – Arlete Muoio “Minha experiência no CIM começou em 2015 quando as irmãs ocuparam o espaço na Rua Coimbra. A princípio, ajudei na instalação dos sistemas de alarme, cftv e internet, mas logo veio o convite para participar do grupo de instrutores que estava sendo formado. Definimos então que um curso de manutenção de computadores seria interessante, pois permitiria aos interessados uma formação que poderia abrir as portas para um emprego ou até mesmo uma empresa própria. Nossa primeira turma iniciou com 10 alunos dos quais 6 concluíram o curso. Hoje estamos concluindo a terceira turma com 12 alunos e os mesmos se sentem muitos felizes com os conhecimentos adquiridos. Nestas três turmas tivemos alunos oriundos do Haiti, Angola, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Peru e Brasil. A língua, a princípio oferece uma certa dificuldade, mas com o auxílio das apostilas e com uma atenção maior, conseguimos atravessar esta barreira. É muito gratificante observar o esforço de cada um deles para com as aulas. Muitos chegam correndo do trabalho, cansados e às vezes debaixo de chuva. Outros andam um longo percurso para chegar ao centro e participam com toda atenção. Outra satisfação é ter turmas mistas. Na turma que está concluindo, um terço é composto por mulheres. Pra mim foi uma excelente oportunidade para poder dar um pouco e receber tanto destas pessoas tão maravilhosas e com uma vida tão sofrida”. – Francisco Pereira Atualmente existem várias frentes de trabalho no nosso Centro de Integração do Migrante. Para fazer parte da sua equipe de voluntários como a Arlete e o Francisco, você deve procurar a Ir. Malgarete, responsável pela casa: Ligue para 11 2362-0196/ 97058-9130, envie um e-mail para centrodeintegracaodomigrante@ssps.org.br ou vá diretamente ao centro, que fica na Rua Coimbra, 459 – Brás – São Paulo. Seja bem-vindo!
Websérie “É Nossa História” emociona em seu primeiro episódio

Se você vem nos acompanhando em nossas redes sociais e em nosso blog, sabe que hoje é o grande dia da estreia da primeira websérie das Missionárias Servas do Espírito Santo. Leia mais sobre a criação da websérie aqui. Produzido pela Verbo Filmes, o episódio de estreia tem como tema “Adolescentes Grávidas” e vai mostrar a realidade em que vivem algumas adolescentes que são assistidas pela Casa de Marta, em Palmas – TO, juntamente com as nossas missionárias. Com vocês: É Nossa História” – O retrato das pessoas alcançadas pelas missionárias SSpS, clique no vídeo para assistir o primeiro episódio: O próximo episódio será no dia 15/12. Contamos com a sua audiência! Assista aos outros episódios: Websérie – Ep. 1 – Adolescentes Grávidas Websérie – Ep. 2 – Povo Akwe Xerente Websérie – Ep. 3 – Crianças em Risco Websérie – Ep. 4: Projeto Providência – Jovens e Adolescentes Vulneráveis
Independência financeira diminui violência contra mulheres

A história das mulheres vem marcada por violência e privação desde que o mundo é mundo e a nossa Irmã Missionária Maria Amália sabe muito bem sobre isto. Ela trabalha no Projeto Providência desde 2003, uma ONG que atende crianças e jovens de comunidades carentes de Belo Horizonte – MG. Do contato diário com famílias carentes, ela montou um grupo de mulheres para ajudá-las em suas diversas dificuldades do cotidiano. Através deste trabalho, muitas mulheres, algumas vítimas de violência doméstica, aprendem a ter mais autonomia em suas vidas. Ir. Amália afirma que o projeto ensina à mulher o verdadeiro significado de dignidade e valorização e, mostra que ela pode ser responsável pela própria vida sem depender de ninguém. No grupo feminino, ela orienta as mulheres sobre a vida pessoal e profissional e as ensina a pintar e costurar, sugerindo como uma opção de renda. Estatísticas sobre a violência contra a mulher no Brasil No Brasil, apesar das novas leis, como a da Maria da Penha, as estatísticas (veja o quadro) referentes à violência contra a mulher ainda são assustadoras: A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física. (Fonte: Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha) O assassinato de mulheres negras aumentou (54%) enquanto o de brancas diminuiu (9,8%). (Fonte: Mapa da Violência 2015) Somente em 2015, a Central de Atendimento a Mulher – Ligue 180, realizou 749.024 atendimentos, ou 1 atendimento a cada 42 segundos. Desde 2005, são quase 5 milhões de atendimentos. (Dados divulgados pelo Ligue 180) 2 em cada 3 universitárias brasileiras disseram já ter sofrido algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física) no ambiente universitário. (Fonte: Pesquisa “Violência contra a mulher no ambiente universitário”, do Instituto Avon, de 2015). 54% conhecem uma mulher que já foi agredida pelo parceiro, em todas as classes econômicas. (Fonte: Pesquisa “Percepção da sociedade sobre violência e assassinatos de Mulheres”, de 2013) Vergonha e medo de ser assassinada são percebidas como as principais razões para a mulher não se separar do agressor e metade da população considera que a forma como a Justiça pune não reduz a violência contra a mulher. Como sair deste quadro? É consenso que não existe independência feminina sem independência financeira. Mulheres que dependem financeiramente do marido, se sujeitam à violência psicológica e física para não serem deixadas e consequentemente passarem dificuldades com seus filhos. A estabilidade da carreira traz a tranquilidade de poder seguir em frente com a sua vida. Quando uma mulher está em um ambiente de igualdade, ela tem controle maior sobre a família e o destino dos filhos e pode ser mais ativa na luta contra a injustiça e a discriminação em suas comunidades. E aí mulheres, bora conquistar o teu?
Último Cine Fórum de 2017 vai dar água na boca

Nosso último Cine-Fórum do ano de 2017 chegou! E desta vez veremos Como Água para Chocolate, um filme baseado no “best-seller” da escritora Laura Esquível, traduzido em onze línguas e publicado em 20 países. Adaptado por Alfonso Arau, o filme traz uma reflexão sobre como os valores e regras impostos culturalmente, determinam a vida de cada um. Em outro contexto, fala sobre a possibilidade de amenizar as frustrações, direcionando a energia contida para outros tipos de prazeres. Para assistir este filme, confirme sua presença pelo fone 11 5547-7222 em até 1 dia antes da exibição. No dia da sessão pedimos uma contribuição voluntária de 1 kg de alimento não perecível e a chegada com 15 minutos antes do início do filme. COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE SINOPSE: Tita (Lumi Cavazos) e as suas duas irmãs sofrem com a tirania da mãe, a viúva Mama Elena (Regina Torne). De acordo com a tradição familiar, a filha mais nova tem de cuidar da mãe, dedicando-lhe a vida até ao dia da sua morte. A jovem refugia-se na cozinha com a velha Nacha (Ada Carrasco) e descobre, na preparação dos alimentos, um mundo secreto e místico. A vida de Tita complica-se quando se apaixona por Pedro (Marco Leonardi) e é impedida de viver este amor. Data/hora: 25/11 às 16 horas Entrada: 1 kg de alimento não perecível Local: Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade – Rua São Benedito, 2.416 – Santo Amaro – Sala Paz Censura: Para maiores de 18 anos Assista ao trailer:
Dia da Consciência Negra. Você tem consciência do motivo deste dia?

O Brasil é o país com a maior diversidade de raças e culturas no mundo, mas apesar desta mistura étnica e cultural, infelizmente nossa sociedade não enxerga seu próprio povo negro como irmão. O Dia Nacional da Consciência Negra não foi um dia criado à toa. Ele foi feito pra deixar você ciente que de que existe muito preconceito e violência na nação brasileira contra a raça negra. Não acredita? Vamos aos dados: O Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil e que a cada assassinato de um não negro, 2,4 negros são mortos. E mais: O Brasil tem a 7ª maior taxa de homicídios de jovens negros de todo o mundo; Nos países latino-americanos e caribenhos, a taxa média de homicídios entre adolescentes foi estimada em 22,1 assassinatos para cada grupo de 100 mil adolescentes — índice quatro vezes maior que a média global. O Brasil tem a quinta maior taxa da região (59). A população negra corresponde a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios; Atualmente, de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras; Os negros possuem 23,5% maiores de chances de serem assassinados em relação a brasileiros de outras raças; A mortalidade de não-negras (brancas, amarelas e indígenas) caiu 7,4% entre 2005 e 2015, entre as mulheres negras o índice subiu 22%; A cada sete minutos, em algum lugar do mundo, uma criança ou adolescente negro é morto pela violência. A taxa de homicídios entre jovens negros é quase quatro vezes maior em relação aos brancos. Por que morrem tantos negros no Brasil? Daniel Cerqueira, coordenador de pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que os homicídios se dão por processo históricos e econômicos de desigualdade no país. Segundo o Mapa da Violência de 2014, a maioria das mortes no Brasil são de jovens – em sua maioria homens e negros, moradores das periferias de áreas metropolitanas – os mais atingidos pela violência no País. As outras principais causas são armas de fogo e drogas. O que podemos fazer para melhorar esta estatística? Como bons cidadãos, em primeiro lugar, devemos nos livrar de qualquer tipo de preconceito. Outras atitudes que podemos tomar é: incentivar filhos, amigos e até desconhecidos à educação de pessoas negras; dedicar tempo à família e acompanhar os filhos no dia a dia para ensiná-los a não cultivar atitudes preconceituosas, por fim ajudar no combate ao tráfico de drogas e armas, denunciando à polícia qualquer atividade criminosa. Todos somos filhos de Deus Uno e Trino e merecemos amor e respeito na mesma medida.
Você acredita que tolerância tem limite?

O mundo comemora em 16 de novembro o Dia Internacional da tolerância. Esta é uma data que nós, missionárias, consideramos de extrema importância, principalmente para os tempos atuais onde o fundamentalismo religioso, a xenofobia, o terrorismo, o racismo, a marginalização e discriminação contra minorias e atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem sua liberdade de opinião e de expressão tem se acirrado. Mas o que é tolerância? A tolerância, segundo o dicionário online de significados, é o ato de suportar’” ou “aceitar”; agir com aceitação perante algo que não se quer ou que não se pode impedir. A tolerância é uma atitude fundamental para quem vive em sociedade. O apóstolo Paulo também nos pede em Efésios 4:2 “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor”. Mas será que esta tolerância pode ser infinita? Não teria um limite? Acreditamos que sim. André Comte-Sponville, no livro “O Pequeno Tratado das Grandes Virtudes” (baixe aqui), afirma: “Ao contrário do amor ou da generosidade, que não têm limites intrínsecos nem outra finitude além da nossa, a tolerância é, pois, essencialmente limitada: uma tolerância infinita seria o fim da tolerância!”. “A tolerância infinita seria o fim da tolerância” é o que Karl Popper chama de “o paradoxo da tolerância”: “Se formos de uma tolerância absoluta, mesmo para com os intolerantes, e se não defendermos a sociedade tolerante contra seus assaltos, os tolerantes serão aniquilados, e com eles a tolerância”. Tolerar o sofrimento dos outros, tolerar a injustiça de que não somos vítimas, tolerar o horror que nos poupa não é mais tolerância: é egoísmo, é indiferença, ou pior. É ser conivente com o mal. Como então ser tolerante e não ser conivente com o erro? Como dizem, “o direito do outro termina onde começa o meu”. Pois bem, trazendo isto para um contexto mais específico, vemos na Justiça Restaurativa (já tratada AQUI no nosso blog), talvez, o exemplo máximo para o entendimento e desenvolvimento da tolerância como virtude. A Justiça restaurativa é uma prática para mediação de conflitos, busca do perdão e entendimento da responsabilidade dos atos. Criada na década de 70 e 80 nos Estados Unidos e Europa, o conceito e a filosofia de justiça restaurativa têm embasado programas sociais dedicados a cuidar das vítimas, dos ofensores e das comunidades, e têm orientado para a restauração de suas vidas e de sua interação social. A justiça restaurativa surge como contraposição à concepção tradicional da justiça criminal, a justiça punitiva-retributiva. Essa nova visão de justiça propõe um novo paradigma na definição de crime e dos objetivos da justiça. Nessa perspectiva, concebe-se o crime como violação à pessoa e às relações interpessoais, e o papel da justiça deve ser o de restauração dessas violações, ou seja, a reparação dos danos causados não somente à vítima, mas também à sociedade, ao ofensor e às relações interpessoais. Enquanto, em sentido contrário, a justiça punitiva-retributiva coloca o crime como um ato meramente violador da norma estatal, cabendo, como reação a essa conduta, a imposição de uma pena. Como funciona a justiça restaurativa? Um processo restaurativo procura dar assistência às necessidades e a recuperação da vítima, dando a oportunidade do ofensor e/ou qualquer indivíduo ou comunidade afetado pelo crime, de participar junto na resolução das questões envolvidas. O quadro abaixo mostra a diferença entre a proposta retributiva e a proposta restaurativa de justiça, demonstradas pelo esquema publicado por Highton, Alvarez e Gregório em ‘Resolución Alternativa de Disputas y Sistema Penal’. Justiça Punitiva-Retributiva Justiça Restaurativa Delito Infração da norma Conflito entre pessoas Responsabilidade Individual Individual e social Controle Sistema penal Sistema penal / Comunidade Protagonistas Infrator e o Estado Vítima , vitimário e comunidade Procedimento Adversarial Diálogo Finalidade Provar delitos Estabelecer culpas Aplicar castigos Resolver conflitos Assumir responsabilidades Reparar o dano Tempo Baseado no passado Baseado no futuro O que acontece nesse processo? A vítima: Pode expor seus sentimentos e falar do dano sofrido, tem a oportunidade de fazer perguntas e contar o trauma que isto causou em sua vida. Também pode entender aspectos que levaram o ofensor a cometer o crime. O ofensor: Dá a possibilidade de conhecer o impacto de suas ações e de eventualmente seus atos e, a sua intenção, bem como o reconhecimento do erro. Quer aprender mais? Nossa irmã Petronella Maria Boonen, co-fundadora da linha de Perdão e Justiça Restaurativa do CDHEP, atualmente ministra cursos, oficinas e palestras sobre de Justiça Restaurativa, conflitos e habilidades emocionais para a área da socioeducação, área prisional, judicial e pastoral. Assista um vídeo no qual ele dá uma palestra sobre o tema no CHDEP Campo Limpo (http://cdhep.org.br/):